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Quando a barragem do Teton se rompeuDespertai! — 1977 | 22 de março
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umas para com as outras. Algumas até mesmo arriscaram a vida para salvar outras. Por outro lado, as autoridades policiais logo enfrentaram grave problema de saque. Visto que a polícia estadual controlava o acesso à área do desastre, pelo que parece este roubo calejado era cometido pelos ‘vizinhos’ das vítimas.
Outro contraste era visto nas atitudes para com a perda dos bens. Naturalmente, muitos expressaram temor e ansiedade de quanto ao futuro. Todavia, uma senhora refletiu: “Foi uma experiência terrível, mas estou muito contente de que as pessoas que eu mais amo estão seguras. Do acontecido, acho que as pessoas compreenderam que as pessoas é que são importantes e não os bens materiais.”
Mas, sejam quais forem as lições da Enchente do Teton, ela deixou suas marcas — no solo e nos sobreviventes. — Contribuído.
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Aprenda uma nova línguaDespertai! — 1977 | 22 de março
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Aprenda uma nova língua
ENTRE as tarefas mentais mais desafiadoras e exaustivas acha-se a de se aprender uma nova língua. Seria muito mais fácil aprender uma língua se isto fosse simples questão de adquirir novo grupo de palavras que pudessem ser usadas da mesma maneira que a língua materna da pessoa. Mas, isto não se dá. Amiúde, a pessoa tem de aprender uma gramática e modo de pensar inteiramente diferentes de sua linguagem nativa.
O que está envolvido talvez possa ser ilustrado com as traduções literais de várias línguas para o português. Segundo a Tradução do Novo Mundo, Mateus 24:14 é traduzido em português como segue: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitadas, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.”
O grego reza literalmente: “Será pregada estas boas novas do reino na inteira a habitada em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.”
Em espanhol, essas palavras seriam traduzidas como segue: “Estas boas novas do reino mesmas se pregarão em toda a terra habitada para testemunho a todas as nações; e então virá o fim.”
Em japonês, esta passagem seria: “Do reino estas boas novas, todas as nações para um testemunho, habitada toda a terra pregada será. E então o fim virá.”
Para conseguir ser conversante numa língua é preciso até mesmo mais do que conhecer a estrutura das sentenças e poder pensar em tal língua. A pronúncia, o ritmo e a entonação variam duma língua para outra.
Basicamente não existe atalho para se dominar uma língua. Mesmo os que conhecem várias línguas reconhecem que se exige real esforço para aprendê-las. Quando indagado se existe um meio rápido e fácil de aprender línguas, certo escocês que conhece quarenta e quatro línguas (imagine só!) responde: “Não.” Sobre suas próprias consecuções neste domínio, ele diz: “Aprendi-as do modo ortodoxo, por fazer cursos universitários e estudar bastante. Não existe nenhuma mágica sobre isso. Para uma língua difícil, tem de empenhar-se muito mais arduamente.”
Quem deseja aprender uma língua, portanto, deve dispor-se a empenhar-se arduamente nisso. Se este for seu desejo, o que poderá fazer? Estude a gramática. Leia em tal língua tão amiúde quanto puder. Tente determinar o sentido do que lê através do contexto. Verifique suas conclusões por meio dum dicionário. Se possível, associa-se com pessoas que sabem bem tal língua, e use em toda oportunidade o que aprendeu. Deixe que aqueles que realmente conhecem a língua o corrijam, de modo que graves erros de pronúncia e erros gramaticais não se tornem parte arraigada de sua linguagem.
Embora seja uma tarefa difícil, aprender uma nova língua pode ser uma experiência rica e gratificante. Amplia o seu entendimento das pessoas e o modo de pensar delas. Pode também servir para impedir que uma pessoa fique com a noção de que seu modo de falar é o melhor. Um dos grandes benefícios advindos de se conhecer outra língua é poder usá-la em incentivar e edificar outros, fazendo-os sentir-se necessitados e apreciados.
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Destacada a felicidade na formatura de GileadeDespertai! — 1977 | 22 de março
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Destacada a felicidade na formatura de Gileade
ENTRE os formandos havia — um casal que viera lá dos “confins” da Austrália, onde tinham servido entre os aborígenes; dois casais da Alemanha; um casal da Dinamarca e outro do Canadá; também um jovem do Marrocos. Os demais eram dos Estados Unidos.
Além de virem de vários países, também procediam de várias formações. Um deles estivera no ramo de relações públicas. Outro tinha sido um violonista-concertista internacionalmente conhecido. Um tinha sido um artista dos discos de rock. Sim, até mesmo constituíam um grupo variado quanto à raça — negros, brancos e orientais.
O que todos tinham em comum? Achavam-se entre os felizes formandos da 61.ª turma da Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia. A formatura se realizou em 5 de setembro de 1976, no Salão de Assembléias das Testemunhas de Jeová em Queens, Cidade de Nova Iorque. E que ocasião alegre foi! Com efeito, foi o clímax de quase uma semana de felizes atividades.
Os estudantes passaram terça e Quarta-feira fazendo as provas finais. Que prazer e alívio foi quando estas passaram! Felizmente, cada um dos estudantes mereceu um diploma. O destaque de Quarta-feira foi um almoço especial de formatura saboreado por cerca de mil e oitocentas outras pessoas da família de Betel, membros da equipe da sede de Brooklyn das Testemunhas de Jeová. Nessa ocasião, quatro dos estudantes falaram em nome da turma. Um deles disse quanto apreciaram e aproveitaram a Escola, e como aprenderam que a felicidade provém de ajudar as pessoas a conhecer a Jeová Deus. Outro apreciou saber que existe grande satisfação em fazer o que sabe que deve supostamente fazer. Ainda outro disse como apreciaram a bondade fraternal que lhes foi demonstrada pelos membros da família de Betel.
Toda a quinta-feira foi usada nos treinos, com vestes típicas, do seu programa de formatura, treinos estes que foram grandemente apreciados por um bom número de pessoas que não poderiam comparecer ao próprio programa de formatura, bem como por cerca de sessenta músicos que gravaram a música para os dramas bíblicos que eles apresentariam. Na sexta-feira, todos os estudantes foram levados às Fazendas da Torre de Vigia, onde se realizou um programa especial. Iniciou-se às 8,30 da manhã, havendo três membros do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová presentes, Leo Greenlees, Lyman Swingle e Ewart Chitty, que deram excelentes admoestações aos estudantes, bem como à família da Fazenda.
Lembrou-se aos estudantes quanto tinham em comum com Abraão, Rute e Paulo, que deixaram família e amigos para servir a Deus em terras estrangeiras. Deu-se também poderosa admoestação para que continuassem em sua designação, apegando-se a seus postos de dever. Chamou-se à atenção para os muitos personagens bíblicos que continuaram fiéis em suas designações durante anos a fio, e foram grandemente abençoados por isso Foi também mui edificante a explanação do tema de que, se chegassem a Deus, Deus se chegaria a eles. — Tia. 4:8.
Daí, os estudantes apresentaram excelente programa musical, destacando principalmente a música de violão e cânticos, após o que encenaram dois dramas bíblicos: O primeiro sublinhava a importância da oração pessoal, conforme visto pelas experiências do Rei Ezequias. O segundo inculcou a importância de servirmos a Jeová Deus de toda a alma, conforme admoestado pelo Governador Neemias e pelo profeta Malaquias. (Mal. 1:12-14; 3:10) Assim, os estudantes apreciaram o pleno programa de quatro horas, tanto recebendo como dando.
Daí eles, junto com sua assistência, que incluía mais de 600 membros da família das Fazendas da Torre de Vigia e 400 convidados, saborearam excelente almoço e associação com muitos amigos. Depois disso, os estudantes tiveram o prazer de visitar as Fazendas da Torre de Vigia.
Às dez horas de domingo de manhã, no Salão de Assembléias, depois do cântico e da oração iniciais, o presidente destacou o tema da felicidade para a formatura deles por observar que este era deveras um dia feliz para os missionários que se formavam, e que todos os demais presentes se sentiam felizes junto com eles. Vários oradores, oito para sermos exatos, foram ouvidos. Todos eles forneceram conselhos bíblicos mui práticos, e o tema frisado era a felicidade. Assim, disse-se aos formandos que, com a ajuda da sabedoria obtida da Palavra de Deus, poderiam sentir-se felizes mesmo quando enfrentassem várias dificuldades. Permitir que Deus dirija sua vida, antes que desejar fazer sua própria vontade, trar-lhes-ia satisfação, contentamento e felicidade. — Tia. 1:2-4.
Foi também uma idéia feliz que, dentre os dois milhões de louvadores de Jeová Deus por todo o mundo, estes vinte e seis formandos fossem especialmente privilegiados nessa ocasião a receber treinamento missionário e ter a perspectiva de serviço missionário. Também era motivo de felicidade que nada pode separar Deus de seus verdadeiros servos. (Rom. 8:35-39) Contribuindo ainda mais para a alegria da ocasião era a leitura de mensagens congratulatórias de lugares amplamente espalhados.
Uma nota feliz em tom mais leve foi dada por ainda outro orador, que aproveitou uma lição duma carta de uma menina de oito anos para a Sociedade Torre de Vigia, em que ela incluía um dólar para ajudar a imprimir mais revistas: “Gosto das lindas gravuras de A Sentinela . . . Continuem o bom trabalho, irmãos . . . Temos de ser bons porque Jeová e o papai não querem que fiquemos vadiando por aí. Amor. M. W.” Também, em tom mais leve foram as observações de outro orador que contou a experiência de como o senso de humor ajuda quando se trata de condições sanitárias primitivas e abastecimento de água que abundam de asas de mosquitos na designação missionária duma pessoa.
Ainda outro orador sublinhou o papel que a felicidade tem de desempenhar na vida dum missionário: ‘Se há de permanecer em sua designação ou não dependerá mormente de se é feliz ou não. A felicidade é um dos maiores paradoxos. Pode crescer em qualquer solo, viver sob quaisquer condições; ela emana de dentro. A felicidade é o ardente brilho dum coração em paz consigo mesmo, porque sabe que a pessoa está levando o tipo correto de vida. Procure a felicidade por limitar seus desejos, por aproveitar ao máximo as situações; não tanto por fazer aquilo de que gosta, mas de gostar do que faz. Para ser feliz, cultive íntima relação com Jeová Deus; associe-se com seu povo feliz; dê de si mesmo a outros.’ — Atos 20:35.
Foi também motivo de felicidade ouvir outro orador falar dos missionários que continuaram fiéis em suas designações até à morte, sem considerar as condições em volta ou sua saúde. Entre estes acha-se aquele cujos carregadores do seu caixão eram seis rapazes com quem ele dirigira estudos bíblicos, e que não só tomaram sua posição a favor de Jeová e seu reino, mas entraram no serviço de tempo integral na sede japonesa das Testemunhas.
Tudo isso foi de manhã. No domingo à tarde, mais de duas mil pessoas ficaram deleitadas quando os estudantes apresentaram o mesmo programa que haviam apresentado nas Fazendas da Torre de Vigia. Daí, um cântico de louvor e uma oração de agradecimento a Jeová Deus encerraram o programa num espírito excelente e edificante. Tinha sido um dia felicíssimo para todos os que compareceram à formatura da 61.ª turma de Gileade, e o fim de uma semana feliz para todos os estudantes.
[Foto na página 21]
Sexagésima Primeira Turma de Formandos da Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia
(1) Liverance, J., Casado, E.; McSharry, G.; Rosado, M.; Miller, D. (2) Tanaka, G.; Miller, J.; Paulisch, I.; Blankenburg, H.; Mouat, B. (3) Kaimelis, M.; Hanley, D.; Casado, H.; Wilhjelm, P. (4) MacSharry, T.; Rosado, C.; Liverance, W.; Bensmihen, M.; Paulisch, P. (5) Hanley, R., Strauch, R.; Mouat, S.; Blankenburg, M.; Kalimeris, A.; Block, K.
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