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Reconstrução profética do templo pelos “filhos do exílio”A Sentinela — 1960 | 15 de maio
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a vontade divina quanto à nós. — Rom. 15:4, ARA.
Assim como Deus permitiu naquele tempo que os israelitas, por causa de sua negligência, fossem levados cativos pela antiga Babilônia, em 607 A. C., assim Deus permitiu que seu povo, em tempos modernos, fosse por razões similares levado cativo pela moderna Babilônia espiritual e mítica, a organização mundial do Diabo, durante a Primeira Guerra Mundial. E assim como naquele tempo em 537 A. C., depois de setenta anos literais de cativeiro, Jeová deu uma demonstração maravilhosa de sua benevolência, por fazer que Ciro libertasse os judeus (assim como Jeremias predissera), assim em 1919, depois de como que setenta anos simbólicos, Jeová deu uma demonstração similar de sua benevolência por fazer que seu Ciro Maior, Jesus Cristo, libertasse o Seu povo. — Lam. 3:22-24.
As Escrituras mostram além disso que Jeová fez que os filhos do Exílio voltassem naquele tempo principalmente por causa do nome Dele. De modo que se aplicam também hoje as palavras: “Não é por amor de vós, casa de Israel, que eu faço isto; mas é em atenção ao meu santo nome, . . . as nações saberão que, eu sou Jehovah.” Então, novamente, assim como Zorobabel, naquele tempo, dirigiu a reconstrução do templo, assim hoje, Jeová tem o Zorobabel Maior, Jesus Cristo, que dirige a atividade do templo. E assim como Jeová abençoou naquele tempo os israelitas por defenderem a sua causa e lutarem pelos seus direitos, nos dias de Dario I (persa), assim abençoa Jeová também hoje o seu povo, ao passo que este luta para defender e estabelecer legalmente a adoração pura de Jeová no seu templo. Onde não podem recorrer aos tribunais, continuam ocultamente, até serem restringidos à força, assim como os filhos do Exílio, nos dias do impostor Esmérdis, continuaram a construir, até serem impedidos à força pelos seus adversários. — Eze. 36:22, 23.
Tiramos também uma lição valiosa quanto ao laço do materialismo. Lá, naquele tempo, a bênção de Jeová foi retida por causa das tendências materialistas, o que atrasou a construção do templo em muitos anos e fez também que o serviço no templo fosse negligenciado nos dias de Neemias. Por isso, não podemos esperar hoje a bênção de Jeová sobre os nossos esforços se dermos ao seu serviço do templo um lugar secundário em nossas vidas, por causa do laço do materialismo. E assim como naquele tempo os judeus tinham a obrigação de sustentar a adoração no templo com o dízimo ou décimo, hoje também precisamos dar, não um dízimo literal, mas um dízimo espiritual ou figurativo, representando tudo o que podemos dar diretamente ao serviço de Jeová em sinal de nos termos dedicado a Ele.
Por último, mas absolutamente não no mínimo, vem a notável e animadora profecia proferida naquele tempo, mas que se cumpre pela primeira vez em nossos dias: “Comoverei todas as nações, e as cousas preciosas de todas as nações virão, e encherei de gloria esta casa, diz Jehovah dos exércitos.” (Ageu 2:7) Cerca de quinhentos anos depois de se dar esta profecia, Paulo citou o seu contexto e o aplicou ao futuro. O cumprimento da profecia bíblica mostra que esta comoção se iniciou em 1914, ao nascer o reino de Deus. — Heb. 12:27, 28; Apo.12:1-12.
A proclamação deste fato, junto com tudo o que significa, tem tido um efeito abalador sobre o mundo, resultando em que as coisas preciosas de todas as nações chegassem ao templo de Deus. O que ou quem são estas coisas preciosas? Não, a riqueza material, nem os grandes e poderosos das nações. Não, as coisas mais preciosas ou mais desejáveis de todas as nações, do ponto de vista de Deus, são os homens de boa vontade para com Deus, os que amam a justiça, que se separa, das organizações religiosas, políticas e comerciais deste mundo iníquo e se associam com o templo espiritual de Jeová, com os remanescentes da congregação cristã de Deus. Estes estão enchendo de glória a casa de Deus por trazerem a ela sua sincera devoção e seu serviço.
Deveras, o relato da reconstrução do templo de Zorobabel e da restauração da adoração pura em Jerusalém está cheio de notáveis modelos proféticos e de valiosa admoestação para o hodierno povo de Deus!
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A maneira em que Jesus morreuA Sentinela — 1960 | 15 de maio
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A maneira em que Jesus morreu
OS ÚLTIMOS dias do ministério de Jesus na terra estavam cheios de severas provações. Reconhecendo que se aproximava o tempo da sua morte, “Jesus chamou à parte os doze discípulos e lhes disse na estrada: ‘Vede! Estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes e escribas, e eles o condenarão à morte e o entregarão a homens das nações para zombarem dele, e o açoitarem e pendurarem numa estaca, e ao terceiro dia ele será ressuscitado’”. — Mat. 20:17-19, NM.
Em 14 de Nisan, no dia da Páscoa, ele instituiu para seus discípulos o Memorial em comemoração de sua morte, e depois os levou ao Monte das Oliveiras. “Disse Jesus: Todos vós vos escandalizareis, porque está escrito: Ferirei o pastor e as ovelhas ficarão dispersas.” (Mar. 14:27, ARA) Jesus sabia que esta profecia, há muito registrada em Zacarias 13:7, estava prestes a cumprir-se, e ele estava preparando seus discípulos para a grande provação a que ficariam sujeitos.
Chegando ao jardim chamado Getsêmani, levou consigo Pedro, Tiago e João, “e começou a ficar aturdido e severamente aflito. E ele lhes disse: ‘Minha alma está triste até a morte”. Ou, segundo Uma Tradução Americana, em inglês, ele disse em paráfrase: “Meu coração está prestes a se romper.” “E, indo um pouco mais adiante, prostrou-se sobre o rosto, orando e dizendo: ‘Meu Pai, se for possível, passe de mim este cálice. Todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.’ Novamente, pela segunda vez, retirou-se e orou, dizendo: ‘Meu Pai, se não for possível passar isto sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.’” (Mar. 14:32-34; Mat. 26:37-39, 42, NM) Havia algo que pesava muito na mente de Jesus. O que o preocupava principalmente era a vindicação do nome de seu Pai. Tanto a salvação da humanidade como a sua própria vida dependiam de seu proceder.
No princípio de seu ministério terrestre, quando Jesus foi tentado por Satanás no deserto, o Diabo tentou desviá-lo de seu proceder de fidelidade, mas Jesus queria servir apenas a Jeová. “Então o Diabo o deixou; e eis que vieram anjos, e o serviam.” Assim também neste momento de provação, no fim de sua vida humana, “lhe apareceu um anjo do céu, que o fortalecia”. — Mat. 4:11; Luc. 22:43.
Neste ponto é interessante considerar uma profecia sobre a morte de Jesus, conforme registrada em Isaías 53:10, que diz: “Foi do agrado de Jehovah esmagá-lo; deu-lhe enfermidades.” De que modo se deu isso?
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