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GiomAjuda ao Entendimento da Bíblia
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antigo canal de superfície que ia da fonte de Giom para o S, seguindo a encosta da “cidade de Davi”. Este canal terminava num tanque situado na base do contraforte em que a antiga cidade estava inicialmente situada, no extremo S do contraforte, perto da junção do vale de Tiropeom com o vale do Cédron. O canal foi construído com um declive ou gradiente mínimo, resultando num fluxo muito lento de água. Este canal é, provavelmente, o mencionado pela profecia de Isaías no tempo do Rei Acaz (761-745 A.E.C.), suas ‘águas que correm suavemente’ sendo contrastadas com a violenta inundação dos invasores assírios, que Isaías predisse finalmente atacariam Judá. — Isa. 8:5-8.
O registro em 2 Crônicas 32:30 mostra que Ezequias tapou o fluxo do Giom, por meio de seu anterior canal, e desviou as águas para o lado O da “cidade de Davi”, bem dentro das fortificações de Jerusalém. Evidência do modo como isto foi realizado veio a lume em 1880 E.C., quando se encontrou uma inscrição gravada na parede de um túnel de água que terminava no que é presentemente conhecido como o Reservatório de Siloé, no lado O da antiga “cidade de Davi”. A inscrição, em estilo de escrita hebraica primitiva, que se considera como datando do oitavo século A.E.C., descrevia a escavação do túnel em rocha maciça por duas turmas de trabalhadores que começaram em extremos opostos e visavam encontrar-se. Quando o túnel foi completamente desobstruído, em 1910, verificou-se que media uns 533 m, com a altura média de quase 2 m, e, às vezes, estreitando-se a uma largura de apenas 51 cm.
O Rei Manassés, filho de Ezequias, estendeu as fortificações de Jerusalém durante seu reinado (716-661 A.E.C.), construindo um muro exterior para a “cidade de Davi” até o “oeste de Giom”, portanto não abrangendo a fonte de Giom em seus limites. — 2 Crô. 32:33; 33:14.
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GizAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GIZ
A única ocorrência da palavra hebraica séredh na Bíblia dá-se em Isaías 44:13, e tem que ver com giz vermelho utilizado pelos escultores de madeira para fins de marcação.
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GlutãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GLUTÃO
Uma pessoa egoísta e gananciosa, dada a excessos, especialmente a comer demais. A glutonaria em qualquer forma é diametralmente oposta aos preceitos e aos princípios da Bíblia. — Pro. 28:7; 23:20, 21.
A Lei mosaica atingia a raiz do assunto, no sentido de que os pais dum filho incorrigível, que era glutão e beberrão, deviam trazê-lo aos anciãos da cidade, que fariam com que fosse apedrejado até morrer. — Deut. 21:18-21.
No esforço de desacreditar a Jesus Cristo, uma das acusações caluniosas lançadas contra ele por seus oponentes era: “Eis um homem comilão e dado a beber vinho.” Jesus refutou de forma simples essa acusação falsa por dizer: “A sabedoria é provada justa pelas suas obras” ou “por todos os seus filhos”. (Mat. 11:19; Luc. 7:34, 35) Em outras palavras, Jesus dizia: ‘Olhem as minhas obras e minha conduta justas, e saberão que tal acusação é falsa.’
Na congregação cristã certamente não há lugar para a glutonaria, e o apóstolo Paulo desejou assegurar-se de que ela não penetrasse ali. Assim, ao deixar Tito em Creta para cuidar da jovem organização cristã ali, lembrou a Tito que um dos próprios profetas de Creta (que se pensa ter sido Epimênides, um poeta cretense do sexto século A.E.C.) dissera: “Os cretenses são sempre mentirosos, feras prejudiciais, glutões desempregados.” Por conseguinte, os superintendentes a quem Tito designaria, disse Paulo, deviam ser homens livres de todas essas acusações, homens que não fossem beberrões nem gananciosos, e que tivessem bom domínio de si. — Tito 1:5-12.
Embora não seja alistada separadamente como uma ‘obra da carne’, a glutonaria amiúde envolve bebedeiras e orgias, e acha-se certamente englobada na expressão abrangedora “coisas semelhantes a estas”, cujos praticantes “não herdarão o reino de Deus”. (Gál. 5:19, 21) A moderação nos hábitos de comer, bem como em todas as demais atividades, é uma virtude cristã. — 1 Tim. 3:2, 11.
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GogueAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GOGUE
O significado deste nome é incerto. Alguns lexicógrafos crêem que transmite a idéia de “alto” ou “gigantesco”. O Bibel-Lexikon (Léxico Bíblico; 1953), alemão, sugere uma derivação da palavra suméria gug, que significa “escuridão”.
1. O nome é encontrado nos capítulos 38 e 39 de Ezequiel, e é ali aplicado ao líder dum ataque relâmpago, multinacional, contra o povo de Deus. O ataque ocorre depois que Jeová ajunta seu povo dentre as nações e os restaura aos anteriormente devastados “montes de Israel”. Porque moram em segurança, sem nenhum sinal visível de proteção, e porque gozam de abundante prosperidade, Gogue se sente atraído a lançar um ataque pernicioso, total, contra eles. Gogue congrega amplo exército, de muitas nações, para esse fim. Mas o ataque dele provoca a ira de Jeová e traz terrível derrota e destruição sobre Gogue e toda sua massa de gente. Os cadáveres deles se tornam alimento para aves e animais, e os ossos deles são enterrados no vale que, depois disso, é chamado de “Vale da Massa de Gente de Gogue” (literalmente, “Vale de Hamon-Gogue”).
A FONTE E A INTENÇÃO DO ATAQUE
O ataque tem uma fonte muito distante da terra de Israel. Gogue é “da terra de Magogue”, situada nas “partes mais remotas do norte”. (Eze. 38:2, 15) Ele é o “maioral-chefe [“príncipe soberano”, PIB; “príncipe e chefe”, Al, ALA] de Meseque e Tubal”. (38:2, 3) Algumas traduções aqui rezam, “o príncipe de Rosh, Meseque e Tubal” (American Standard Version; Jerusalem Bible), fazendo assim “Rosh [Heb. para “cabeça”]” referir-se a um país ou a um povo. Contudo, nenhuma terra ou povo com
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