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O governo de Deus — única esperança da humanidadeA Sentinela — 1980 | 15 de julho
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O governo de Deus — única esperança da humanidade
1-3. (a) Quão grandes são os problemas que confrontam a humanidade? (b) Como se pode saber o futuro?
EM meados do ano passado, numa conferência de cientistas e líderes religiosos no Instituto Tecnológico de Massachusetts, E. U. A., descreveu-se o problema com que o mundo se confronta como sendo ‘quase que apocalíptico’. Não há nenhum “esquema para a sobrevivência”, advertiu Jerome R. Ravetz, professor de filosofia da Universidade de Leeds, na Inglaterra. “A escala e a complexidade dos problemas são tão grandes, que o mero intelecto humano não os vencerá.”
2 Então, o que se pode esperar do futuro? Um clérigo da Igreja Unida do Canadá afirmou: “Ninguém pode predizer com confiança que virão dias melhores. Ninguém sabe ao certo se a civilização vai desaparecer ou se haverá finalmente uma nova sociedade, com vida mais abundante para todos.”
3 Mas, é isso verdade? Não! Acontece que há Alguém que sabe o que o futuro tem em reserva, porque ele tem o poder e a sabedoria de amoldá-lo à sua vontade. Este é o nosso Criador, Jeová Deus. Em vista da evidente incapacidade dos homens de instituírem um bom governo, não concordamos que já é tempo de escutar a ele? Deus diz sobre si mesmo: “Aquele que desde o princípio conta o final e desde outrora as coisas que não se fizeram; Aquele que diz: ‘Meu próprio conselho ficará de pé e farei tudo o que for do meu agrado.’” (Isa. 46:10) E é do agrado de Deus prover aos homens um bom governo.
O TEMA DA BÍBLIA
4, 5. (a) Qual é o tema principal da Bíblia? (b) Como é divulgado?
4 Se alguém lhe perguntasse: “Qual é o tema principal da Bíblia?” o que diria? É de interesse notar que o periódico religioso Modern Churchman disse: “A significativa contribuição dos teólogos durante o último século tem sido a de redescobrirem o Reino de Deus como o tema principal do Novo Testamento.” Mas, será que os teólogos e os clérigos têm divulgado este importante ensino bíblico ao povo? Note a resposta dada a esta pergunta por um destacado leigo presbiteriano, que escreveu no periódico Christianity and Crisis:
“Se houve recentemente algum grande debate entre os teólogos sobre o significado do Reino ou sua relevância para o nosso mundo, eu não soube dele. E no que se refere aos sermões, já faz certamente mais de trinta anos que escutei um ministro tentar explicar ao seu povo a realidade do Reino para eles. . . . Como leigo, rogo aos nossos teólogos e aos nossos clérigos: Falem-nos sobre o Reino de Deus, expliquem-nos o que é e como deve ser relacionado com o mundo dos nossos tempos.”
5 No entanto, esses líderes religiosos não têm feito isso! Quando se fizeram algumas pesquisas, quase nem um único freqüentador de igreja soube dizer o que é o reino de Deus, como virá ou o que fará para a humanidade. Por outro lado, a revista que você agora tem na mão tem vivido à altura de seu título: A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová. Suas páginas têm enfatizado regularmente a mensagem do Reino. Na realidade, o governo de Deus é o tema principal da Bíblia.
O TEMA, DO COMEÇO AO FIM
6-9. (a) Que acontecimentos fizeram com que Jeová providenciasse um novo governo? (b) Sobre que profetiza Gênesis 3:15, e como nos ajuda Revelação 12 a entender seu cumprimento?
6 A Bíblia começa por descrever os preparativos de Deus quanto à terra, para ela servir de moradia para os homens, e de ele colocar o primeiro casal humano num lindo lar-jardim chamado Éden. Entretanto, antes de o casal ter filhos, um dos anjos de Deus usou uma serpente para falar à mulher, Eva, e seduzi-la a se rebelar contra o domínio de Deus. A mulher, por sua vez, falou ao seu marido, Adão, e conseguiu que ele se juntasse a ela em rejeitar a administração de Deus. (Gên. 3:1-6; Rev. 12:9) Em vista disso, Jeová previu a necessidade futura de um novo governo divinamente providenciado para a humanidade. Portanto, falando ao originador da rebelião, o anjo que se fez Satanás, o Diabo, Deus disse: “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre o teu descendente e o seu descendente. Ele te machucará a cabeça e tu lhe machucarás o calcanhar.” — Gên. 3:15.
7 Mas, talvez pergunte: “Onde é que esta profecia nos fala sobre um novo governo?” Vamos analisá-la para ver. O texto diz que haveria inimizade ou ódio entre Satanás e “a mulher”, e entre o “descendente” ou os filhos de Satanás e o “descendente” ou prole da mulher. Em primeiro lugar, precisamos identificar “a mulher”.
8 Ela não é uma mulher terrena — Satanás não tinha ódio especial a alguma mulher humana. Antes, trata-se duma mulher simbólica. Ela é mencionada no último livro da Bíblia, Revelação ou Apocalipse, como estando “vestida com o sol, tendo a lua sob os pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas”. Para nos ajudar a identificar a mulher, note o que Revelação diz sobre o filho dela: “Ela deu à luz um filho, um varão, que irá reger todas as nações com um cetro de ferro. Seu filho, porém, foi arrebatado para junto de Deus e de seu trono.” — Rev. (Apo.) Rev. 12:1-5, A Bíblia de Jerusalém.
9 Quem é este “filho” — este “varão” governamental — que há de “reger todas as nações” como representante de Deus? É o Reino de Deus por Cristo Jesus, conforme veremos mais adiante. E a mulher celestial, portanto, é a organização de fiéis criaturas angélicas de Deus, sendo o reino messiânico produzido desta organização. Portanto, lá quando Adão e Eva se rebelaram contra o domínio de Deus, Jeová tomou a iniciativa e ordenou o governo dum Reino que serviria de inspiração e esperança para os amantes da justiça.
AUMENTA A LUZ A RESPEITO DO REINO
10, 11. (a) Em que reinos não confiaram os antigos servos de Deus, e por que não? (b) Que “cidade” aprontou Deus para eles?
10 Jeová Deus revelou progressivamente informações sobre este governo aos seus servos, indicando-o como o único em que a humanidade pode confiar. Visto que força onipotente lhe garante o bom êxito, os servos fiéis de Deus não confiaram nos reinos constituídos pelos homens. Confessaram abertamente que aguardavam o governo celestial do Reino de Deus. Por exemplo, o apóstolo Paulo escreveu sobre isso:
“Todos estes [fiéis servos pré-cristãos de Deus] morreram em fé, embora não recebessem o cumprimento das promessas, mas viram-nas de longe e acolheram-nas, e declararam publicamente que eram estranhos e residentes temporários no país. . . . Procuram alcançar um lugar melhor, isto é, um pertencente ao céu. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado seu Deus, porque aprontou para eles uma cidade.” — Heb. 11:13-16.
11 O que é esta “cidade” que Deus aprontou para esses servos antigos dele? É o reino celestial de Deus, o seu governo. Acompanhemos os preparativos feitos para o estabelecimento deste governo do Reino. Conforme já observado na carta de Paulo aos hebreus, os servos de Deus, na antiguidade, ‘não receberam o cumprimento das promessas referentes ao Reino. Que promessas?
12-14. Que promessas a respeito do governo de Deus foram feitas a Abraão, Isaque, Jacó, Judá e Davi?
12 Em Gênesis 22:18, Jeová prometeu a Abraão: “Todas as nações da terra hão de abençoar a si mesmas por meio de teu descendente.” O apóstolo Paulo, na sua carta aos gálatas, identificou Jesus Cristo como sendo o descendente de Abraão, por meio do qual as nações se abençoariam. (Gál. 3:16) Promessas similares sobre o vindouro “descendente” de bênção foram feitas ao filho de Abraão, Isaque, e ao seu neto, Jacó. (Gên. 26:3-5; 28:13, 14) Assim, conforme mostram essas promessas, o “descendente” da mulher de Deus havia de vir por meio da linhagem de Isaque e Jacó.
13 Note a promessa adicional feita ao filho de Jacó Judá: “O cetro não se afastará de Judá, nem o bastão de comandante de entre os seus pés, até que venha Siló; e a ele pertencerá a obediência dos povos.” (Gên. 49:10) Jesus Cristo, que “procedeu de Judá”, mostrou ser este “Siló” a quem “pertencerá a obediência dos povos”. E veja como isso é confirmado ainda mais na Bíblia. — Heb. 7:14.
14 Quase 700 anos depois da promessa feita a Judá, Jeová disse a respeito de Davi, da tribo de Judá: “Achei a Davi, meu servo; com o meu óleo sagrado ungi a ele, com quem estará firme a minha própria mão, a quem também o meu próprio braço fortalecerá. E hei de estabelecer sua descendência para todo o sempre e seu trono como os dias do céu.” (Sal. 89:20, 21, 29) Quando Deus fala da “descendência” de Davi como estabelecida “para todo o sempre”, e de “seu trono” existindo tanto tempo “como os dias do céu”, ele se refere à permanência do governo do Reino nas mãos do seu governante designado, Jesus Cristo. Como sabemos isso?
SURGE O REI DO GOVERNO DE DEUS
15, 16. (a) Como sabemos que Jesus Cristo é a “descendência” de Davi? (b) Por que podia João proclamar: “O reino dos céus se tem aproximado”?
15 Pois bem, considere o que aconteceu no primeiro século de nossa Era Comum. Jeová enviou seu anjo Gabriel para falar à virgem Maria sobre o filho que ela milagrosamente havia de dar à luz. “Deves dar-lhe o nome de Jesus”, disse Gabriel. “Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e Jeová Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e ele reinará sobre a casa de Jacó para sempre, e não haverá fim do seu reino.” (Luc. 1:31-33) Por ocasião do nascimento de Jesus, o “anjo de Jeová” disse a pastores que este era o prometido Messias, o Salvador e Senhor. — Luc. 2:8-12.
16 De modo que o governo de Deus passou a assumir forma real no primeiro século. Com o tempo, João Batista começou a pregar: “Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.” (Mat. 3:1, 2) Por que podia João dizer isso? Porque o Rei designado desse governo estava no meio deles. Depois de João ter batizado Jesus, Deus derramou seu espírito santo sobre Jesus como sendo Aquele que se tornaria o Rei do governo celestial. Daí, durante o ministério de três anos e meio, Cristo demonstrou as suas qualificações para ser Rei pela sua fidelidade a Deus até a morte, quando a Serpente lhe machucou o calcanhar. (Gên. 3:15) Desde que foi ressuscitado para a vida no céu, Cristo está em condições de cumprir a vontade de seu Pai, de ‘esmiuçar e pôr termo a todos estes reinos’ dos homens, para dar lugar ao iminente governo mundial de Deus. — Dan. 2:44; Mat. 6:9, 10.
17. Que revelações adicionais houve sobre a estrutura do governo de Deus?
17 Uma Revelação adicional sobre este Governo é a de que outros dentre a humanidade terão o privilégio de reger com Cristo quais reis. Deus mostrou por meio de seu profeta Daniel que pessoas chamadas “os santos” governarão junto com seu Filho. (Dan. 7:13, 14, 27) Cristo também fez esta promessa aos seus apóstolos fiéis. (Luc. 22:28-30) O apóstolo Paulo explicou aos cristãos ungidos na sua carta aos gálatas: “Se pertenceis a Cristo, sois realmente descendente de Abraão.” Paulo mostrou assim que, embora primariamente Cristo fosse o descendente prometido, Deus escolheria outros para compartilharem com ele quais “herdeiros do reino”. (Gál. 3:16, 29; Tia. 2:5) Em harmonia com isso, Paulo escreveu a Timóteo: “Se perseverarmos, havemos também de reinar juntos.” (2 Tim. 2:12) Mais tarde, o apóstolo João escreveu sobre os que “reinarão sobre a terra” junto com Cristo Jesus, dando seu número como sendo 144.000. — Rev. 5:10; 14:1-3.
UMA ESPERANÇA BRILHA NA ESCURIDÃO
18-20. (a) De que maneira foi resumido belamente o tema da Bíblia por um eletricista? (b) Quem somente prega a mensagem do Reino?
18 Não é maravilhoso como Deus desenrolou seu grandioso propósito de estabelecer um governo justo para o benefício eterno dos que o amam e que confiam nele? No entanto, quão lamentavelmente falharam os clérigos e teólogos sem fé, da cristandade, em divulgar este propósito aos seus rebanhos! De modo que as pessoas, em escuridão mental e sem conhecimento do Reino, têm confiado em um governo humano após outro, para seu próprio prejuízo e desapontamento. Será que você, porém, aprecia a mensagem da Bíblia? Como responderia se alguém lhe perguntasse: “Qual é o tema principal da Bíblia?”
19 Há alguns anos, uma Testemunha de Jeová, um eletricista numa loja de departamentos em Dayton, Ohio, E. U. A., teve uma boa oportunidade para dar uma resposta. O editor do jornal da loja pediu-lhe que escrevesse uma crítica sobre o melhor livro que havia lido ultimamente. Ele escreveu:
“Nunca, durante a minha vida, acabarei de ler este livro. Ele começa por falar da destruição dum belo lar por uma rebelião. Seguem-se tragédia, calamidade, tristeza, assassinato e morte. Ao passo que a família aumenta, acelera-se o mergulho no desespero e na escuridão. Passam-se séculos, nações ascendem e caem, há um desfile de milhares de personagens, e se encontra toda emoção humana, desde o rematado e frio ódio até o amor de mártir. A esperança, começando como faísca fraca, aumenta até a absoluta certeza. Um governo perfeito há de restabelecer o belo lar. Seu governante é o Rei Cristo Jesus. O governo, o Reino de Deus. A família, a raça humana. O livro é a Bíblia!”
20 Que belo testemunho o eletricista deu sobre o reino de Deus e o que fará pela humanidade! De fato, o governo de Deus é a única esperança de se usufruir vida plena com verdadeira felicidade! Esta é a mensagem que as Testemunhas de Jeová têm proclamado em todo o mundo, em harmonia com a profecia de Jesus: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” (Mat. 24:14) Sim, dentro em breve, todos os governos humanos terão seu fim — porque deixaram de satisfazer as necessidades do povo. Isto assinalará o começo dum novo sistema justo, sob a direção e o controle do Rei celestial, Jesus Cristo, e seus co-regentes. Quão maravilhoso é ser súdito deste governo de Deus! Examine por uns instantes as bênçãos que derramará sobre a humanidade, segundo diz a Bíblia.
O GOVERNO QUE SATISFARÁ AS NECESSIDADES HUMANAS
21, 22. (a) Em contraste com os esforços humanos, que êxito terá o Reino em lidar com a guerra, o crime e o medo? (b) Que efeito terá o governo de Deus sobre os animais?
21 No Salmo 46:8, 9, somos convidados a examinar as obras de Jeová: “Vinde, observai as atividades de Jeová, como ele tem posto eventos assombrosos na terra.” E quais são alguns destes eventos assombrosos? “Ele faz cessar as guerras até a extremidade da terra.” Os governos humanos fracassaram lamentavelmente em acabar com a guerra. No entanto, Deus não falhará em trazer paz permanente, pois o salmista diz: “Os próprios malfeitores serão decepados, . . . o iníquo não mais existirá.” (Sal. 37:9, 10) A sociedade humana não terá mais cadeias, nem polícia, nem fechaduras nas portas, sim, não terá mais medo. De modo que Deus promete que, sob o governo do seu Reino, os que viverem usufruirão a vida e “não haverá quem os faça tremer”. — Miq. 4:4.
22 Até mesmo hoje, pessoas com tendências animalescas, por aplicarem a Palavra de Deus na sua vida, estão aprendendo a viver em paz com os outros. A Palavra de Deus indica que, sob o governo do Reino, até mesmo os animais viverão em paz. “O lobo, de fato, residirá por um tempo com o cordeiro”, diz a Bíblia, “e o próprio leopardo se deitará com o cabritinho, e o bezerro, e o leão novo jubado, e o animal cevado, todos juntos; e um pequeno rapaz é que será o condutor deles.” Certamente, nenhum governo humano pode nem mesmo esperar realizar isso! — Isa. 11:6.
23. Que poderes do novo governante da terra garantirão abundância de aumentos para todos os súditos do Reino?
23 Outro requisito vital para a espécie de mundo em que todos gostaríamos de viver é que haja alimentos suficientes para todos. Os governos humanos falharam em acabar com a escassez de víveres e a fome, mas o governo do Reino não falhará. Quando Jesus esteve na terra, ele mostrou que, por meio do espírito de Deus, ele pode exercer controle sobre o vento e o mar, sobre a vegetação e os peixes. (Mar. 4:39; Mat. 21:19; João 21:6) Pense no que isso significará sob o Reino! Em toda a terra haverá perfeito controle climático, sem falhas na produção agrícola. Isto, por sua vez, garantirá uma abundância de alimentos para todos. A Bíblia diz: “Virá a haver bastante cereal na terra; no cume dos montes haverá superabundância.” — Sal. 72:16.
24-26. O que fará o Reino para os doentes, os coxos, os surdos e até mesmo para os envelhecidos?
24 Os governos humanos têm falhado em livrar a família humana das doenças e moléstias, que é um requisito vital para se usufruir uma vida realmente feliz. No entanto, quando Jesus esteve na terra, ele curou toda espécie de doença e todo tipo de enfermidade, demonstrando o que fará em toda a terra para prover saúde e vida a todos os seus súditos. Sob o governo do Reino haverá um cumprimento literal, segundo promete a Bíblia: “Nenhum residente dirá: ‘Estou doente.’” (Isa. 33:24) Sim, não haverá mais contas de médico e de dentista! Não haverá mais clínicas e hospitais, nem contas de hospital!
25 Hoje, o mero envelhecimento pode ser um acontecimento muito aflitivo. Conforme escreveu certa senhora: “Não sou do tipo que fica deprimido, mas acontece comigo agora mesmo, e eu sei por que, porque estou ficando velha. . . . Os costumeiros padecimentos e dores não me incomodam tanto quanto a minha aparência. Eu era linda quando jovem, mas agora não sou. Tenho traços e rugas que nenhuma cirurgia cosmética poderia corrigir, e meu cabelo é grisalho. . . . Como posso livrar-me da depressão?” — Post de Nova Iorque, 23 de março de 1979.
26 A verdade é que o reino de Deus é a única solução segura de tais problemas. Sob o seu governo, o envelhecimento será invertido pelo poder de Deus, de modo que o corpo e a mente serão rejuvenescidos até a perfeição! As pessoas serão restabelecidas em perfeita saúde, de modo que ‘a carne do homem se tornará mais fresca do que na infância’. (Jó 33:25) As condições serão iguais às descritas em Isaías 35:5, 6: “Abrir-se-ão os olhos dos cegos e destapar-se-ão os próprios ouvidos dos surdos. Naquele tempo o coxo estará escalando como o veado e a língua do mudo gritará de júbilo.”
27. Que evidência há de que até mesmo a morte será vencida?
27 Mas, alguém talvez diga: “Se as pessoas não adoecerem, nem envelhecerem, então não morrerão.” Tem razão. Isso é exatamente o que vai acontecer. Os agentes funerários terão de procurar outro tipo de trabalho, porque Deus promete: “Não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor.” (Rev. 21:4; Isa. 25:8) O salmista disse a respeito de Jeová: “Abres a tua mão e satisfazes o desejo de toda coisa vivente.” (Sal. 145:16) Imagine o que isso significa! Satisfar-se-ão as legítimas necessidades e desejos de cada pessoa, e isto será muito melhor do que qualquer um de nós, homens imperfeitos, possa agora imaginar.
28, 29. (a) Que bênçãos há muito ansiadas serão cumpridas pelo Reino? (b) Que evidência há de que os mortos serão ressuscitados? (Luc 7:11-15; 8:49-56)
28 Quanta alegria! Sob as condições justas do governo do Reino, as crianças terão a oportunidade de aprender e de se desenvolver em perfeição, sem a insegurança deste mundo e as ameaças de suas ruas. Não haverá mais o temor de cair vítima das drogas escravizadoras ou da influência corrompedora das más associações! Cada humano terá a oportunidade de desenvolver as suas aptidões e talentos em plena medida, e haverá atividade agradável e recompensadora para todos. O profeta Isaías ilustrou o que o governo do Reino pode fazer, dizendo: “Hão de construir casas e as ocuparão; e hão de plantar vinhedos e comer os seus frutos. . . . Porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore; e meus escolhidos usufruirão plenamente o trabalho das suas próprias mãos.” — Isa. 65:17-25.
29 Eis uma promessa de dignidade e objetivo para cada homem, mulher e criança. A vida antiga desaparecerá da memória. O homem construirá, plantará e colherá o que continuará a ser seu. Os filhos serão criados num ambiente sossegado e sadio. Até mesmo os mortos serão ressuscitados! (João 5:28, 29) Pais e mães, irmãos e irmãs, tios e tias, amigos e vizinhos, desde o tempo de Abel até este momento, todos eles serão novamente unidos aqui na terra. Que dia este será!
30. (a) Por meio de que se cumprirá o propósito original de Deus para com a terra? (b) A que nos motiva a esperança do Reino?
30 Nenhum governo humano se atreve mesmo a sonhar com tais realizações em prol de seus súditos. Somente Deus pode garantir o cumprimento de tais promessas. Ainda mais, sob o governo do Reino, toda a humanidade será unida na adoração de Jeová. Sob a supervisão celestial dele, a terra, aos poucos, será transformada num paraíso global, num jardim do Éden em todo o globo. E todos os viventes usufruirão perfeita saúde e vida eterna sob o reino de Deus. Que esperança maravilhosa! E ela se baseia na fonte mais segura, no próprio Jeová Deus.
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É súdito leal do governo de Deus?A Sentinela — 1980 | 15 de julho
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É súdito leal do governo de Deus?
1. Que espécie de governo você acha que todos gostariam de ter?
SE HOUVESSE hoje na terra uma nação que conseguiu livrar totalmente seus cidadãos das doenças, curar os seus aleijados, restabelecer a vista de seus cegos, abrir os ouvidos de seus surdos e até mesmo trazer seus mortos de volta à vida, não se gabaria o governo de tal nação dessas façanhas? E não fariam todos, na terra, imediatamente todo o possível para se garantirem um lugar debaixo de tal governo? Seria de pensar assim. Mas a história mostra uma inclinação diferente por parte de muitos.
2, 3. O que induziu os governantes judaicos do primeiro século, bem como seus súditos, a rejeitarem o rei de Deus?
2 Considere a situação no primeiro século, quando Jesus Cristo, o Rei designado do governo de Deus, realizava tais façanhas maravilhosas. Como foi recebido pelas pessoas? Estas eram facilmente influenciadas pelos governantes judaicos e estavam divididas na sua lealdade. Esses governantes estavam mais decididos a salvar seu lugar e posição no governo humano, do que em cuidar dos melhores interesses do povo, conforme mostra a Bíblia:
“Os principais sacerdotes e os fariseus ajuntaram o Sinédrio e começaram a dizer: ‘Que devemos fazer, visto que este homem [Jesus] realiza muitos sinais? Se o deixarmos assim, todos depositarão fé nele, e virão os romanos e tirarão tanto o nosso lugar como a nossa nação.’ Mas um certo deles Caifás, que era sumo sacerdote naquele ano disse-lhes: ‘Vós não sabeis nada e não deduzis logicamente que é para o vosso proveito que um só homem morra a favor do povo e não que toda a nação seja destruída.’ . . . Portanto, daquele dia em diante deliberaram matá-lo.” — João 11:47-53.
3 Os interesses egoístas dos governantes judaicos não só os impediram de dar a sua lealdade ao governo de Deus, mas o seu egoísmo os induziu a influenciar o povo para que rejeitasse a Jesus. A Bíblia diz que, quando o governador romano Pôncio Pilatos apresentou Jesus, dizendo: “Eis o vosso rei!” o povo gritou: “‘Fora com ele! Fora com ele! Para a estaca com ele!’ Pilatos disse-lhes: ‘Hei de pendurar na estaca o vosso rei?’ Os principais sacerdotes responderam: ‘Não temos Rei senão César.’” De modo que foram os líderes religiosos que persuadiram o povo a lançar seu voto contra o Rei e o reino de Deus. — João 19:14, 15.
4. Com que escolha se confronta hoje cada um de nós?
4 Quer você se dê conta disso, quer não, confronta-se hoje com uma escolha similar. É a seguinte: Ou ser súdito leal do governo de Deus, ou tomar partido dos que se opõe ao domínio dele. O fato de que Jesus Cristo e os que hão de governar com ele estão no céu e são invisíveis não os torna menos reais. A evidência é sobrepujante: Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, e agora, dentro em pouco, ele agirá, junto com os seus co-regentes, segundo a ordem de Deus, de eliminar todos os governos terrenos e os apoiadores destes. (Dan. 2:44; 2 Tes. 1:6-9; Rev. 2:26, 27) Portanto, qual é a sua escolha? É a favor do domínio dos homens ou do governo de Deus?
O CONHECIMENTO É NECESSÁRIO PARA SE TORNAR SÚDITO
5. Que requisito impõe certo governo aos estrangeiros que querem naturalizar-se?
5 Não poderá simplesmente levantar a mão e dizer: “Quero ser súdito do governo de Deus.” É lógico que se exige mais. Por exemplo, se um estrangeiro desejasse tornar-se cidadão dos Estados Unidos da América, ele teria de satisfazer certos requisitos. A Enciclopédia do Livro Mundial (em inglês) explica: “As autoridades do Serviço de Imigração e Naturalização investigam e entrevistam o estrangeiro. . . . Ele precisa demonstrar que sabe ler, escrever e falar inglês simples . . . O estrangeiro precisa também mostrar que sabe algo sobre a história e a forma de governo dos Estados Unidos.” — Ed. 1973, Vol. 14, p. 52, em inglês.
6. Que “língua” temos de aprender, se havemos de habilitar-nos para ser súditos do reino de Deus?
6 Para se habilitar como súdito do governo de Deus, você terá de satisfazer requisitos similares. Primeiro terá de aprender a “língua” daqueles que viverão sob o governo do reino de Deus. Jeová diz na sua Palavra, a Bíblia: “Pois então darei aos povos a transformação para uma língua pura, para que todos eles invoquem o nome de Jeová, a fim de servi-lo ombro a ombro.” (Sof. 3:9) Esta “língua pura” é a verdade de Deus, contida na Bíblia, especialmente com respeito ao seu reino, que trará paz à terra. Jesus e seus discípulos falavam esta “língua pura”, quando na terra. Davam testemunho da verdade sobre o Reino, mantendo esta mensagem em destaque. Hoje, os que querem tornar-se súditos do reino de Deus têm de fazer o mesmo. — João 18:36; Luc. 8:1; 10:8-11.
7. Quais são algumas das perguntas a que deve poder responder o súdito do governo de Deus? Sabe você responder a elas?
7 Além disso, para se habilitar como súdito do reino de Deus, você terá de saber algo sobre a sua história, bem como sobre os seus governantes. Pode mostrar que sabe isso por responder a perguntas tais como estas: Quando fez Deus pela primeira vez os arranjos para o governo do seu Reino? Quem foram alguns dos servos pré-cristãos de Jeová, que aguardaram ser súditos de seu governo justo? Como demonstraram sua fé neste governo? Quantos servirão como governantes no governo de Deus? Quem foram alguns dos mencionados na Bíblia, que mostraram suas qualificações para ser co-regentes de Cristo? O que fizeram para mostrar sua fidelidade? Como satisfez Jesus Cristo as qualificações para ser rei? Que condições existirão sob o domínio do Reino de Deus, que mostrarão seu amor à humanidade? É vital que conheçamos estes assuntos, porque Jesus disse numa oração a seu Pai: “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” — João 17:3.
REQUER CONDUTA JUSTA
8. Qual é outro requisito que certo governo impõe aos estrangeiros para conseguirem a cidadania?
8 Assim como há outros requisitos para alguém se tornar cidadão de governos terrenos, assim há para se tornar súdito do reino de Deus. A Enciclopédia do Livro Mundial diz sobre alguém que quer habilitar-se para a cidadania estadunidense: “Ele precisa ter bom caráter moral . . . A lei especifica que o estrangeiro não tem bom caráter moral se for beberrão, tiver cometido adultério, tiver mais de uma esposa, ganhar a vida com jogatina”, e assim por diante. Os que se habilitam para ser súditos do governo de Deus precisam satisfazer similarmente requisitos de moral. Estes são especificados na Bíblia.
9. Que requisitos morais tem de satisfazer alguém para se habilitar a ser súdito do governo de Deus?
9 Como prospectivo súdito do Reino, por exemplo, ele precisa aplicar na sua vida o que a Bíblia diz a respeito da honestidade. Não pode ser nem mentiroso, nem ladrão. (Efé. 4:25, 28; Rev. 21:8) Precisa também acatar a proibição bíblica da embriaguez. (Efé. 5:18; 1 Ped. 4:3, 4) Além disso, práticas tais como a fornicação, o adultério ou o homossexualismo são violação dos requisitos de Deus e desqualificam seu praticante da vida sob o reino de Deus. (1 Cor. 6:18; Heb. 13:4; Rom. 1:24-27) Todavia, os que antes se entregavam a tais práticas, mas que as abandonaram, não estão desqualificados pelo seu anterior proceder imoral na vida. (1 Cor. 6:9-11) A questão é: Deus não tolera a transgressão deliberada de suas leis; as pessoas precisam harmonizar-se com os requisitos morais especificados na Palavra dele, se quiserem habilitar-se como súditos de seu governo.
10. Que arranjos de direção precisam ser respeitados pelos súditos do governo de Deus?
10 Isto significa que os que hão de viver sob o reino de Deus precisam harmonizar-se voluntariamente com o que a Palavra de Deus diz. Requer-se, porém, mais do que isso. Precisam também mostrar respeito pelo conselho e pelas decisões daqueles que Deus colocou em cargos de responsabilidade dentro da congregação cristã. Não podem ser pessoas que ‘fazem o que bem entendem’, sem considerar a orientação recebida do “escravo fiel e discreto”, a quem Cristo confiou a supervisão dos interesses do Reino na terra. (Mat. 24:45) O apóstolo Pedro escreveu sobre aqueles que desprezam a autoridade, falando deles como sendo “os que vão atrás da carne com o desejo de aviltá-la e que menosprezam o senhorio”. Descrevendo-os adicionalmente, o apóstolo disse: “Atrevidos, obstinados, não tremem diante dos gloriosos [os a quem se confiou a supervisão dentro da congregação de Deus], mas falam de modo ultrajante.” — 2 Ped. 2:10.
11. (a) A que ordens do rei de Deus precisam obedecer todos os súditos do Reino? (b) Como se cumprem estas ordens, e por que é tão importante que sejam obedecidas?
11 No entanto, requer-se ainda mais dos súditos do governo de Deus, além de simplesmente se refrearem de um modo desrespeitoso e imoral de vida. Eles precisam também tomar a iniciativa de fazer algo bondoso a favor dos outros. Precisam viver segundo a regra divina apresentada pelo Rei, Jesus Cristo: “Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles.” (Mat. 7:12) Cristo deu o exemplo no seu amor pelos outros, dando até mesmo sua vida a favor da humanidade. E ele ordenou aos seus seguidores: “Que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei.” (João 13:34; 1 João 3:16) Este amor abnegado e tal preocupação com os outros é que farão com que a vida seja verdadeiro deleite sob o governo do reino de Deus. Habilita-o a sua conduta para a vida naquele tempo? Faz verdadeiro esforço em atos bondosos para com os outros?
DEUS REQUER APOIO LEAL
12. Qual é mais outro requisito que certo governo impõe aos estrangeiros para conseguirem a cidadania?
12 Não deve surpreender que Jeová Deus requeira que seus súditos apóiem realmente o governo do seu Reino, porque os governos humanos exigem o mesmo. A Enciclopédia do Livro Mundial prossegue dizendo sobre o estrangeiro que quer tornar-se cidadão dos Estados Unidos: “Ele se compromete a apoiar e a defender a Constituição, e a pegar em armas a favor dos Estados Unidos.” Além disso, ele “faz um juramento, renunciando a todos os direitos estrangeiros e à lealdade a qualquer outro país”. Mas, em que sentido requer Deus que as pessoas apóiem realmente seu reino?
13. O que mostra que é errado os cristãos lutarem com armas físicas a favor do governo do Deus?
13 Isto não é feito por pegar em armas carnais para lutar a favor do Reino. Jesus explicou ao governador romano Pôncio Pilatos: “Meu reino não faz parte deste mundo. Se o meu reino fizesse parte deste mundo, meus assistentes teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas, assim como é, o meu reino não é desta fonte.” (João 18:36) Anteriormente, quando o apóstolo Pedro tentou defender seu Amo, Jesus disse-lhe: “Devolve a espada ao seu lugar, pois todos os que tomarem a espada perecerão pela espada. Ou pensas que não posso apelar para meu Pai, para fornecer-me neste momento mais de doze legiões de anjos?” (Mat. 26:52, 53) Os cristãos não terão nenhuma participação em destruir os inimigos de Deus; este trabalho cabe aos exércitos celestiais de Deus. A Bíblia mostra que os cristãos não devem empenhar-se em guerra física, carnal. — Veja 2 Coríntios 10:3-5; 2 Timóteo 2:24.
14. (a) Deus requer que os súditos de seu Reino façam que obra? (b) Como devem demonstrar sua dedicação a Deus?
14 Antes, Deus requer que seus servos terrestres sejam porta-vozes de seu governo — defensores ou proclamadores do Reino. Assim, ‘com a boca fazem declaração pública para a salvação’. (Rom. 10:10) Além disso, Deus requer dedicação e lealdade a ele da parte de seus súditos. Jesus Cristo apresentou-se para fazer a vontade de Deus, e ele foi batizado em símbolo disso. (Mat. 3:16, 17; Heb. 10:5-10) Os cristãos precisam proceder de modo similar. Depois de obterem o conhecimento necessário e se harmonizarem com os requisitos morais de Deus, precisam dedicar sua vida a ele e simbolizar isso pelo batismo em água. Depois precisam participar de todo o coração na grande obra de publicidade que Jeová quer que seja realizada.
15, 16. (a) Qual era a obra primária de Jesus na terra e como mostrou ele aos seus discípulos que esta devia ser também a principal atividade deles? (b) Seguir as instruções de Jesus requer visitar as pessoas em que lugar?
15 É da vontade de Jeová que todos saibam o que seu reino é e como solucionará os problemas da humanidade. Este governo é precioso para o coração de Deus, porque é o meio pelo qual ele limpará seu nome de todos os vitupérios e trará bênçãos ao seu povo. De modo que a Bíblia diz sobre a atividade primária do Filho de Deus na terra: “Jesus empreendeu uma viagem por todas as cidades e aldeias . . . pregando as boas novas do reino.” (Mat. 9:35) E em outra ocasião Jesus disse: “Tenho de declarar as boas novas do reino de Deus também a outras cidades, porque fui enviado para isso.” — Luc. 4:43.
16 Jesus treinou seus seguidores a fazer esta mesma obra. Primeiro, enviou seus 12 apóstolos, dando-lhes estas instruções: “Ao irdes, pregai, dizendo: ‘O reino dos céus se tem aproximado.’ . . . Em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, procurai nela quem é merecedor, e ficai ali até partirdes. Ao entrardes na casa, cumprimentai a família; e, se a casa for merecedora, venha sobre ela a paz que lhe desejais.” (Mat. 10:5-14) Para cumprir estas instruções, os apóstolos visitaram os lares das pessoas e ficaram com as pessoas ‘merecedoras’, transmitindo-lhes a mensagem do Reino. Mais tarde, Jesus deu instruções a 70 de seus discípulos: “Onde quer que entrardes numa cidade e eles vos receberem, . . . continuai a dizer-lhes: ‘O reino de Deus se tem chegado a vós.’” (Luc. 10:1-11) Sim, Jesus enviou seus seguidores para cuidarem dos assuntos do Reino.
17. (a) Por que exigiu coragem para fazer a pregação do Reino no primeiro século? (b) Como demonstraram os primitivos cristãos a sua coragem em fazer a pregação
17 A participação nesta atividade exigiu verdadeira coragem. Jesus havia sido assassinado às instigações dos opositores do Reino, e, com o passar do tempo, seus seguidores Estêvão e o apóstolo Tiago também foram mortos. (Atos 7:54-60; 12:2) Mas, os seguidores de Jesus não se deixaram deter. Mesmo depois de os apóstolos terem sido chibateados, a Bíblia diz que, “cada dia, no templo e de casa em casa, continuavam sem cessar a ensinar e a declarar as boas novas a respeito do Cristo, Jesus”. (Atos 5:42) Anos depois, uma turba, em Tessalônica, acusou o apóstolo Paulo e seus companheiros: “Estes homens agem em oposição aos decretos de César, dizendo que há outro rei, Jesus.” (Atos 17:7) Mas, esta perseguição não os impediu de pregarem. As Escrituras indicam que Paulo não parou de ‘declarar as boas novas’. Ele foi “ensinar publicamente e de casa em casa”, dando cabalmente testemunho a judeus e a outros que precisavam arrepender-se. — Atos 20:20, 21.
QUAL É A SUA POSIÇÃO?
18, 19. (a) Qual é a vontade de Deus que se faça agora? (b) Lembrarmo-nos de que coisas poderá ajudar-nos a participar na pregação do Reino?
18 Não requer hoje menos coragem para ser defensor do Reino. A oposição à mensagem do Reino é agora tão grande como foi no primeiro século. Portanto, a questão é: Qual é a sua posição? Dará seu apoio leal ao reino de Deus? A vontade dele é que se dê um grande testemunho do Reino antes de vir o fim. Participará em dá-lo? — Mat. 24:14.
19 Talvez ache difícil tomar a iniciativa de falar a outros sobre o governo de Deus. Mas poderá fazer isso. Assim mostrará seu amor a Jeová. (1 João 5:3) Lembre-se de que Deus deu a Abraão a tarefa difícil de ofertar seu filho como sacrifício. Quando Abraão obedeceu, Deus o impediu de levar avante o sacrifício, dizendo-lhe: “Pois agora sei deveras que temes a Deus.” Sim, a obediência de Abraão provou que ele confiava implicitamente em Deus. (Gên. 22:12; Heb. 11:17-19) De maneira similar, pela nossa zelosa pregação do Reino, mostramos a Deus nosso leal apoio ao seu governo, apoio que ele requer de seus súditos. Ao mesmo tempo, demonstramos nosso amor e interesse pelas pessoas, visto que a única maneira de escaparem da destruição na “grande tribulação” que se aproxima rapidamente é darem ouvidos à mensagem do Reino e agirem em harmonia com isso. — Mat. 24:21; 1 João 2:17.
20. Como pode ajudar-nos o exemplo de Moisés a adotar uma posição sábia com respeito aos requisitos morais de Deus?
20 O apoio leal que damos ao governo de Deus, porém, é também mostrado pela nossa aderência aos requisitos morais de Deus. Qual é a nossa posição neste assunto? Alguns colocam em primeiro lugar agradarem a si mesmos, ‘fazendo o que bem entendem’. E é verdade que pode haver prazer em se acompanhar a multidão que se empenha num modo de vida licencioso e orientado para os prazeres. Mas o prazer é apenas temporário. Moisés, de modo sábio, não escolheu tal proceder. “Pela fé Moisés, quando cresceu, negou-se a ser chamado filho da filha de Faraó escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que ter o usufruto temporário do pecado, . . . pois olhava atentamente para o pagamento da recompensa.” (Heb. 11:24-26) O que importa é o que é de máxima importância para nós. É simplesmente satisfazer nossas próprias inclinações egoístas? Ou é fazer o que agrada ao nosso Criador e servir os interesses do governo do seu Reino?
21. (a) Como apresentou Jesus a escolha que todos temos de fazer? (b) Que escolha está você decidido a fazer?
21 Na realidade, há apenas duas escolhas. Cristo comparou isso à escolha entre duas estradas. Uma estrada, disse ele, é “larga e espaçosa”. Quem a percorre tem liberdade para ‘fazer o que bem entende’. A outra estrada, porém, é “apertada”. Sim, os que andam nesta estrada precisam aderir à orientação de Deus. A maioria, observou Jesus, toma a estrada larga, e apenas poucos, a estreita. Qual será a sua escolha? Ao decidir-se, lembre-se do seguinte: A estrada larga terminará abruptamente, sem saída — na destruição! Por outro lado, a estrada estreita levará diretamente ao novo sistema de Deus, onde você poderá viver para sempre como súdito leal do Reino. (Mat. 7:13, 14) De modo que a escolha é sua! Qual será?
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