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O desafio para os governosA Sentinela — 1980 | 15 de julho
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O desafio para os governos
Há mais de 200 anos, certo povo sentiu-se oprimido pelo governo ao qual estava sujeito. Na declaração de sua independência do governo da Grã-Bretanha, o estadista americano Tomás Jefferson escreveu sobre “certos direitos inalienáveis”, incluindo “o da vida, o da liberdade, e o de se procurar a própria felicidade”.
O desafio para os governos, agora como naquele tempo, é conceder estes “direitos” ao povo. Hoje são poucos os que usufruem realmente uma vida plena e satisfatória, com liberdade e felicidade. Que mudanças acha necessárias para se poder alcançar tal vida?
São bastantes os que pensam muito neste assunto. Os doutores Abraham e Rose Franzblau escreveram no seu livro Uma Vida Sã e Feliz: Um Guia Para a Família, publicado em inglês: “Se fizéssemos um censo da população do mundo e consultássemos a humanidade sobre o tipo de mundo em que todos gostaríamos de viver, é bem provável que todos concordássemos em certos requisitos mínimos.” Quais são estes “requisitos mínimos”, ou necessidades?
NECESSIDADES QUE QUEREMOS VER SATISFEITAS
Primeiro, os doutores alistam um “mundo sem guerra”. Todos nós, certamente, podemos concordar com a necessidade de acabar com a guerra. Quão trágica ela é, esgotando a economia das nações, e aleijando e matando nossos entes queridos! Mas, pode algum governo fazer face ao desafio de eliminar a guerra?
“Segundo”, escreveram os doutores, “seria um mundo sem fome, do qual se banissem para sempre a penúria e a escassez de víveres”. E como nós podemos concordar com a necessidade de se prover alimentação adequada para todos! Quão maravilhoso seria nunca mais sentir o roer da fome ou sofrer de subnutrição, sabendo que cada humano na terra tem bastante para comer! É demais esperar que os governos solucionem o problema da escassez de víveres?
“Terceiro, prosseguiram os doutores, “seria um mundo sem doenças, mundo em que todos teriam a oportunidade de crescer com saúde e viver todos os seus dias livres de enfermidades evitáveis e curáveis”. Todos nós, sem dúvida, reconhecemos a necessidade de ter boa saúde, para usufruir plenamente a vida. Que alívio bem-vindo seria viver num mundo em que ninguém ficasse doente, em que ninguém tivesse um resfriado ou outro padecimento! É um desafio grande demais para os governos satisfazerem esta necessidade?
No entanto, para alguém poder realmente usufruir ‘vida, liberdade e felicidade’, os governos precisariam ser capazes de satisfazer ainda outras necessidades básicas. Os doutores observaram que num mundo em que todos gostaríamos de viver teria de haver ‘trabalho para as pessoas, para poderem sustentar a si mesmas e a suas família’. Sim, não deve haver desemprego, mas atividade satisfatória e produtiva para todos. Podem os governos satisfazer esta necessidade?
Prosseguindo, os doutores disseram: “Seria um mundo em que todo homem usufruísse liberdade sob a lei, com justiça para todos.” Também, ‘todo ser humano teria a oportunidade de aprimorar suas habilidades e talentos ao mínimo, e seria recompensado por seus esforços, sem preconceito’. Certamente, todos podemos concordar com a necessidade de se eliminarem as atuais terríveis injustiças, desigualdades e preconceitos. Mas, consegue algum governo realmente fazer isso?
A maioria de nós concordará que ainda há outras necessidades que precisam ser satisfeitas, se havemos de ter a espécie de mundo em que seria desejável viver. Conforme disseram os doutores: ‘Seria um mundo em que todos os homens tivessem amplo lazer para usufruir as boas coisas da vida.’ E concluíram: ‘Ter-se-ia a mais alta estima por qualidades tais como integridade, amor, altruísmo e interesse pelos seus semelhantes.’
Embora hoje, em geral, não se supram essas necessidades, seria realmente demais esperar que fossem satisfeitas? Como podem ser satisfeitas as verdadeiras necessidades da humanidade?
O PAPEL DOS GOVERNOS
Tomás Jefferson, ao redigir a Declaração de Independência estadunidense, observou: “Para assegurar esses direitos [vida, liberdade e a busca da felicidade] constituem-se governos entre os homens.” Sim, um bom governo é essencial para satisfazer as necessidades da humanidade. Conforme já escrevera um anterior líder político, estadunidense, John C. Calhoun: “O homem é constituído de tal maneira, que precisa haver governo para a existência da sociedade, e a sociedade é necessária para a sua existência.”
Mas, o que é governo? Tem sido definido como “direção ou controle por uma autoridade”. Os governos criam e fazem vigorar leis para regular o comportamento humano. E podemos ser gratos por isso, especialmente na nossa sociedade complexa. Pense, por exemplo, no que aconteceria num movimentado cruzamento de ruas, se não houvesse controle do fluxo do tr̂ansito. Seria desastroso.
No entanto, controlar o trânsito é relativamente fácil. Muito mais difícil é fazer vigorar leis para preservar a paz entre os povos, orientar a produção e a distribuição de alimentos, a fim de que todos tenham bastante para comer, prover serviços a fim de manter todos com boa saúde, providenciar emprego significativo a todos, e assim por diante. Para satisfazer essas necessidades, bem como as muitas outras que precisam ser supridas, para as pessoas realmente usufruírem a vida, é essencial que haja um governo magistral.
QUEM PODE FAZER FACE AO DESAFIO?
O Criador do homem reconhece a necessidade humana de haver um governo, para haver “direção e controle autorizados”. Por isso, não é por acaso que a Bíblia nos fala sobre um governo sob a direção de Deus. De fato, esta promessa dum governo por parte de Deus é o tema predominante da Bíblia. Isso talvez o surpreenda.
Talvez pergunte: “Onde é que a Bíblia fala sobre o governo de Deus?” Queira pegar uma Bíblia e procurar nela Isaías, capítulo nove, versículos seis e sete. Se tiver a versão da Imprensa Bíblica Brasileira, baseada na tradução de João Ferreira de Almeida, ela lhe dirá:
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros, e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Do aumento do seu governo e da paz não haverá fim.”
Isaías, profeta de Deus, fala aqui sobre o então futuro nascimento dum menino, dum príncipe. Por fim, este ‘filho dum rei’ se tornaria um grande governante, o “Príncipe da Paz”. Ele estaria encarregado dum governo realmente magistral, que traria paz infindável. Talvez saiba quem é este menino. O anjo Gabriel, anunciando seu nascimento, disse que ele seria chamado Jesus, acrescentando: “Ele reinará . . . e não haverá fim do seu reino.” — Luc. 1:31, 33.
A atividade primária de Jesus Cristo e de seus discípulos terrestres foi a de pregar e ensinar este reino de Deus. Fizeram mais de 140 citações bíblicas sobre este governo. Lembre-se de que Jesus ensinou aos seus seguidores a orarem a Deus: “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.” — Mat. 6:10, IBB.
Mas, como é que se estabelecerá o domínio deste governo do Reino, e como funcionará? Será instituído e administrado por homens? Podem os homens estabelecer um governo que crie a espécie de mundo em que todos gostaríamos de viver?
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Podem os governos humanos fazer face ao desafio?A Sentinela — 1980 | 15 de julho
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Podem os governos humanos fazer face ao desafio?
Antigamente se ensinava “que a Igreja na terra é o Reino de Deus”.a Este ensino era conseqüência de a Igreja Católica Romana ser então uma força mundial predominante. Perto do fim da Idade Média, os papas rivalizavam com os reis em autoridade política. Comandavam poderosos exércitos. Na sua História da Igreja Cristã (em inglês), John F. Hurst explica: “Os papas emulavam o papel dos reis e faziam todos os esforços para se tornarem árbitros em assuntos seculares.”
Os líderes da Igreja afirmavam governar pela autoridade recebida de Deus. Mais tarde, também os reis de diversas nações afirmavam governar por direito divino. A Nova Enciclopédia Católica (em inglês) observa: “A idéia do direito divino colocava os reis dos estados nacionais na condição de justificarem sua autoridade como sendo divina, igual à do papa.”
Mas, será que os papas e outros governantes que afirmavam governar por direito divino fizeram face ao desafio de estabelecer um bom governo? Usufruíam seus súditos vida, liberdade e felicidade?
Não, não usufruíam nada disso! Antes, estes governos destacavam-se por terríveis injustiças e opressões. O povo era mobilizado para travar guerras insensatas e para se empenhar em cruzadas sangrentas, que arruinavam a vida e a felicidade de milhões. Também se realizavam medonhas inquisições, em que milhares de vítimas eram torturadas até a morte, da maneira mais pavorosa. Ora, quanta desonra para Deus era identificar o Seu reino com o governo da igreja, ou com os reinados dos reis que afirmavam agir por direito divino!
PROSSEGUEM OS ESFORÇOS HUMANOS
Em tempos mais recentes, reajustaram-se os conceitos religiosos. “A idéia de alguns hodiernos escritores teológicos”, explica O Dicionário da Igreja Apostólica, publicado em inglês em 1916, é “que este mundo, como o conhecemos, se desenvolverá sob a influência cristã até se tornar o Reino”. Mas, desenvolveu-se nisso?
Durante a vida de milhões de pessoas ainda existentes, as chamadas nações cristãs têm sido responsáveis pelos maiores banhos de sangue da história humana. O historiador eclesiástico Roland H. Bainton observou: “Especialmente as igrejas nos Estados Unidos adotaram uma atitude de cruzada para com a Primeira Guerra Mundial.”
Bainton explicou que, segundo os clérigos americanos, “esta era uma guerra santa. . . . Os alemães eram os hunos. Matá-los era limpar a terra de monstros”. De maneira similar, o bispo de Londres, A. F. Winnington-Ingram, exortou o povo inglês: “Matem os alemães — matem-nos . . . Conforme já disse mil vezes, considero-a uma guerra em favor da pureza.”
No entanto, os alemães também eram professos cristãos! De modo que, ao mesmo tempo, o arcebispo católico de Colônia, na Alemanha, dizia aos soldados alemães: “Deus está conosco nesta luta pela justiça, em que entramos contra a nossa vontade. Ordenamos-lhes, em nome de Deus, que lutem até a última gota de seu sangue para a honra e a glória do país.”
Pouco mais de 20 anos depois, em 1939, as nações ficaram envolvidas numa segunda guerra mundial. Novamente, a maioria das nações envolvidas professava o cristianismo. É evidente que o mundo assim como o conhecemos não se desenvolveu sob a influência cristã para se tornar o reino de Deus.
Mas, que dizer dos 35 anos desde o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945? Há evidência de que os governos humanos, finalmente, estão suprindo as necessidades da humanidade?
SÃO BEM SUCEDIDOS OS ESFORÇOS ATUAIS?
Em vez de verem cumpridas as suas esperanças de alívio, as pessoas vêem hoje a prevalência contínua dos problemas mundiais. De fato, os fracassos humanos têm assumido uma nova proporção de seriedade, que realmente ameaça a própria civilização. Considere os esforços humanos pare eliminar a guerra. Foram bem sucedidos?
Longe disso! Desde 1945, mais de 25 milhões de pessoas foram mortas nas cerca de 150 guerras travadas em todo o globo. Em média, em qualquer dia, tem havido 12 guerras em andamento em alguma parte do mundo. Os governos humanos gastam bem mais de um bilhão de dólares (c. 45 bilhões de cruzeiros) por dia com preparativos militares, usando fundos que de outro modo poderiam ser usados proveitosamente em construção, embelezamento da terra, educação, pesquisa, e assim por diante. Que fracasso em satisfazer as necessidades do povo!
O bom senso mandaria que os governos se reunissem e concordassem em desarmar-se. Mas, fazem isso? Não conseguem chegar a um acordo. Por isso prosseguem com sua corrida armamentista para manter ‘um equilíbrio de terror’. Em meados do ano passado, o secretário de estado dos Estados Unidos, Cyrus Vance, proveu alguma idéia do potencial destrutivo que seu país tem à disposição, dizendo:
“Alguns dos mísseis atuais levam — numa única arma — cinco vezes mais poder explosivo do que o lançado de todos os nossos bombardeiros, em todos os teatros [de guerra], em toda a Segunda Guerra Mundial. A maioria de nossas armas são, naturalmente menores. Mas, ao todo, temos mais de 9.000 ogivas nucleares e bombas distribuídas entre nossos mísseis e bombardeiros de longo alcance. A União Soviética tem cerca de 5.000 apontados contra nós — e tem a capacidade de aumentar dramaticamente este número. Apenas uma ou duas destas armas poderiam obliterar uma cidade do tamanho de Milwaukee.”
Que potencial para arruinar totalmente a terra e tudo o que vive sobre ela! Faz essa capacidade de devastação nuclear com que se sinta salvo e seguro? Contribui para ‘a vida, a liberdade e a felicidade’ de você e de seus entes queridos? Provavelmente não.
Mas, talvez se preocupe mais com a incapacidade dos governos humanos de controlar o crime. Conforme observou o Dr. Albert Szent-Gyorgyi, médico, dos Estados Unidos, e vencedor do Prêmio Nobel: “Não podemos sair após o escurecer, em nossa cidade natal, por medo de sermos assaltados ou mortos, e sentimo-nos inseguros até mesmo no nosso lar.” Lamentavelmente, o crime tem transformado milhões de pessoas em prisioneiros na sua própria casa! E os governos têm-se mostrado incapazes de remediar a situação.
Além disso, milhões de pessoas estão passando fome no mundo. No entanto, os celeiros em alguns lugares estão transbordando com gêneros alimentícios. Mesmo em países com excedentes de comestíveis, porém, os preços aumentam tão vertiginosamente, que muitos não conseguem comprar bastante alimento para manter a saúde. O fracasso dos governos humanos em solucionar este problema é deveras confrangedor.
Depois há o problema da energia. Há um enorme suprimento de energia renovável e não-poluente disponível proveniente do sol, do vento, dos rios, dos lagos e dos oceanos. Mas, o que têm feito os governos humanos? Com lamentável falta de previsão, eles têm explorado as reservas não renováveis de petróleo e gás, e ao mesmo tempo têm também, até certo ponto, envenenado o ar que respiramos.
Um exame dos esforços humanos de governar os assuntos da terra leva a que conclusão?
O QUE OS HOMENS NÃO PODEM FAZER
É o seguinte: Os homens não conseguiram estabelecer um governo bem-sucedido que satisfaça as necessidades do povo. “Toda civilização que já existiu entrou por fim em colapso”, observou o ex-Secretário de Estado Henry Kissinger, dos Estados Unidos. “A história é um conto de esforços fracassados, de aspirações não alcançadas . . . Portanto, como historiador, tem-se de viver com o senso da inevitabilidade da tragédia.”
Na realidade, pensando bem, há qualquer motivo para se esperar que os atuais estadistas consigam resolver problemas mundiais muito mais complexos do que os que os líderes do passado não puderam resolver? James M. Fallows, que serviu como principal redator de discursos do Presidente Carter durante dois anos e meio, observou recentemente: “Fico abismado com a virtual impossibilidade de mudar muita coisa no governo. . . . Agora estou inclinado a duvidar de que este Governo possa ser mudado, por Carter ou por qualquer outro Presidente.”
Mas, deviam surpreender-nos os repetidos fracassos do homem em governo autônomo? Não, se formos estudantes da Bíblia. Um exame dos esforços humanos em questão de autonomia simplesmente destaca a veracidade da declaração divina: “Não é o homem dono de seu destino, e . . . ao caminhante não lhe assiste o poder de dirigir seus passos.” — Jer. 10:23, Centro Bíblico Católico.
Não obstante, desde a rebelião do primeiro casal humano contra a autoridade do Deus Todo-poderoso, este tem permitido que os homens experimentem governar a si mesmos. Por quê? Para fornecer uma lição prática a homens e anjos. E o que se devia ter aprendido desta lição? Exatamente aquilo que observamos: Que os homens são incapazes de governar a si mesmos com bom êxito. De modo que deveríamos ter aprendido também o seguinte: Que os homens, apesar de Deus ter permitido o funcionamento de governos da humanidade, precisam do reino de Deus para usufruir a espécie de mundo em que todos gostaríamos de viver.
COMO VIRÁ O REINO DE DEUS
Todavia, alguém talvez objete: “Não precisam os homens tentar fazer face ao desafio para os governos? Não é isso o que Deus espera? De que outra maneira será o mundo transformado num lugar melhor, se não nos empenharmos em estabelecer um bom governo?”
Em vista do ensino das igrejas, de que Deus usará homens para estabelecer seu reino, tal protesto é compreensível. Mas a Bíblia não ensina que o Reino virá por meio de esforços humanos. Jesus Cristo negou-se a aceitar a convocação para ser Rei humano. Ele disse: “Meu reino não faz parte deste mundo.” (João 6:15; 18:36) A Enciclopédia Pictórica da Bíblia de Zondervan (em inglês) diz corretamente:
“O reino de Deus nunca se refere a uma ação empreendida por homens, nem a um domínio estabelecido por eles. Não importa quão nobre possa parecer a idéia de se empenhar em estabelecer o reino de Deus, a terminologia bíblica é inteiramente divergente da linguagem da moderna teologia liberal. O reino é um ato divino, não uma realização humana, nem mesmo a realização de cristãos dedicados.”
Então, como virá o reino de Deus em resposta às orações dos cristãos? Note bem a resposta da Bíblia. Depois de descrever os governos humanos e sua futilidade, ela diz: “Nos dias daqueles reis o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. . . . Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos.” — Dan. 2:44.
Parece-lhe isso duro ou injusto da parte de Deus — destruir governos humanos e fazer lugar para o seu próprio? Talvez pareça assim aos homens que querem perpetuar as atuais formas insatisfatórias de governo. Mas, para as multidões que aguardam o governo perfeito de Deus, e que sobreviverão, será motivo de alegria. Referindo-se ao governo desses “novos céus”, que derramam bênçãos sobre a sociedade humana na terra, Jeová disse: “Exultai e jubilai para todo o sempre naquilo que estou criando.” — Isa. 65:17-19.
Portanto, em vista do fracasso dos homens em proverem um governo que satisfaça as necessidades do povo, não podemos todos concordar que é oportuno e apropriado que Deus estabeleça o seu próprio? Devemos querer saber tudo o que podemos sobre o reino de Deus, e sobre como podemos apoiá-lo, para nosso proveito eterno. Para isso, convidamo-lo a considerar os artigos que seguem.
[Nota(s) de rodapé]
a The Dictionary of the Apostolic Church, editado por James Hastings, Vol. 1, p. 678, 1916.
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O governo de Deus — única esperança da humanidadeA Sentinela — 1980 | 15 de julho
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O governo de Deus — única esperança da humanidade
1-3. (a) Quão grandes são os problemas que confrontam a humanidade? (b) Como se pode saber o futuro?
EM meados do ano passado, numa conferência de cientistas e líderes religiosos no Instituto Tecnológico de Massachusetts, E. U. A., descreveu-se o problema com que o mundo se confronta como sendo ‘quase que apocalíptico’. Não há nenhum “esquema para a sobrevivência”, advertiu Jerome R. Ravetz, professor de filosofia da Universidade de Leeds, na Inglaterra. “A escala e a complexidade dos problemas são tão grandes, que o mero intelecto humano não os vencerá.”
2 Então, o que se pode esperar do futuro? Um clérigo da Igreja Unida do Canadá afirmou: “Ninguém pode predizer com confiança que virão dias melhores. Ninguém sabe ao certo se a civilização vai desaparecer ou se haverá finalmente uma nova sociedade, com vida mais abundante para todos.”
3 Mas, é isso verdade? Não! Acontece que há Alguém que sabe o que o futuro tem em reserva, porque ele tem o poder e a sabedoria de amoldá-lo à sua vontade. Este é o nosso Criador, Jeová Deus. Em vista da evidente incapacidade dos homens de instituírem um bom governo, não concordamos que já é tempo de escutar a ele? Deus diz sobre si mesmo: “Aquele que desde o princípio conta o final e desde outrora as coisas que não se fizeram; Aquele que diz: ‘Meu próprio conselho ficará de pé e farei tudo o que for do meu agrado.’” (Isa. 46:10) E é do agrado de Deus prover aos homens um bom governo.
O TEMA DA BÍBLIA
4, 5. (a) Qual é o tema principal da Bíblia? (b) Como é divulgado?
4 Se alguém lhe perguntasse: “Qual é o tema principal da Bíblia?” o que diria? É de interesse notar que o periódico religioso Modern Churchman disse: “A significativa contribuição dos teólogos durante o último século tem sido a de redescobrirem o Reino de Deus como o tema principal do Novo Testamento.” Mas, será que os teólogos e os clérigos têm divulgado este importante ensino bíblico ao povo? Note a resposta dada a esta pergunta por um destacado leigo presbiteriano, que escreveu no periódico Christianity and Crisis:
“Se houve recentemente algum grande debate entre os teólogos sobre o significado do Reino ou sua relevância para o nosso mundo, eu não soube dele. E no que se refere aos sermões, já faz certamente mais de trinta anos que escutei um ministro tentar explicar ao seu povo a realidade do Reino para eles. . . . Como leigo, rogo aos nossos teólogos e aos nossos clérigos: Falem-nos sobre o Reino de Deus, expliquem-nos o que é e como deve ser relacionado com o mundo dos nossos tempos.”
5 No entanto, esses líderes religiosos não têm feito isso! Quando se fizeram algumas pesquisas, quase nem um único freqüentador de igreja soube dizer o que é o reino de Deus, como virá ou o que fará para a humanidade. Por outro lado, a revista que você agora tem na mão tem vivido à altura de seu título: A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová. Suas páginas têm enfatizado regularmente a mensagem do Reino. Na realidade, o governo de Deus é o tema principal da Bíblia.
O TEMA, DO COMEÇO AO FIM
6-9. (a) Que acontecimentos fizeram com que Jeová providenciasse um novo governo? (b) Sobre que profetiza Gênesis 3:15, e como nos ajuda Revelação 12 a entender seu cumprimento?
6 A Bíblia começa por descrever os preparativos de Deus quanto à terra, para ela servir de moradia para os homens, e de ele colocar o primeiro casal humano num lindo lar-jardim chamado Éden. Entretanto, antes de o casal ter filhos, um dos anjos de Deus usou uma serpente para falar à mulher, Eva, e seduzi-la a se rebelar contra o domínio de Deus. A mulher, por sua vez, falou ao seu marido, Adão, e conseguiu que ele se juntasse a ela em rejeitar a administração de Deus. (Gên. 3:1-6; Rev. 12:9) Em vista disso, Jeová previu a necessidade futura de um novo governo divinamente providenciado para a humanidade. Portanto, falando ao originador da rebelião, o anjo que se fez Satanás, o Diabo, Deus disse: “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre o teu descendente e o seu descendente. Ele te machucará a cabeça e tu lhe machucarás o calcanhar.” — Gên. 3:15.
7 Mas, talvez pergunte: “Onde é que esta profecia nos fala sobre um novo governo?” Vamos analisá-la para ver. O texto diz que haveria inimizade ou ódio entre Satanás e “a mulher”, e entre o “descendente” ou os filhos de Satanás e o “descendente” ou prole da mulher. Em primeiro lugar, precisamos identificar “a mulher”.
8 Ela não é uma mulher terrena — Satanás não tinha ódio especial a alguma mulher humana. Antes, trata-se duma mulher simbólica. Ela é mencionada no último livro da Bíblia, Revelação ou Apocalipse, como estando “vestida com o sol, tendo a lua sob os pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas”. Para nos ajudar a identificar a mulher, note o que Revelação diz sobre o filho dela: “Ela deu à luz um filho, um varão, que irá reger todas as nações com um cetro de ferro. Seu filho, porém, foi arrebatado para junto de Deus e de seu trono.” — Rev. (Apo.) Rev. 12:1-5, A Bíblia de Jerusalém.
9 Quem é este “filho” — este “varão” governamental — que há de “reger todas as nações” como representante de Deus? É o Reino de Deus por Cristo Jesus, conforme veremos mais adiante. E a mulher celestial, portanto, é a organização de fiéis criaturas angélicas de Deus, sendo o reino messiânico produzido desta organização. Portanto, lá quando Adão e Eva se rebelaram contra o domínio de Deus, Jeová tomou a iniciativa e ordenou o governo dum Reino que serviria de inspiração e esperança para os amantes da justiça.
AUMENTA A LUZ A RESPEITO DO REINO
10, 11. (a) Em que reinos não confiaram os antigos servos de Deus, e por que não? (b) Que “cidade” aprontou Deus para eles?
10 Jeová Deus revelou progressivamente informações sobre este governo aos seus servos, indicando-o como o único em que a humanidade pode confiar. Visto que força onipotente lhe garante o bom êxito, os servos fiéis de Deus não confiaram nos reinos constituídos pelos homens. Confessaram abertamente que aguardavam o governo celestial do Reino de Deus. Por exemplo, o apóstolo Paulo escreveu sobre isso:
“Todos estes [fiéis servos pré-cristãos de Deus] morreram em fé, embora não recebessem o cumprimento das promessas, mas viram-nas de longe e acolheram-nas, e declararam publicamente que eram estranhos e residentes temporários no país. . . . Procuram alcançar um lugar melhor, isto é, um pertencente ao céu. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado seu Deus, porque aprontou para eles uma cidade.” — Heb. 11:13-16.
11 O que é esta “cidade” que Deus aprontou para esses servos antigos dele? É o reino celestial de Deus, o seu governo. Acompanhemos os preparativos feitos para o estabelecimento deste governo do Reino. Conforme já observado na carta de Paulo aos hebreus, os servos de Deus, na antiguidade, ‘não receberam o cumprimento das promessas referentes ao Reino. Que promessas?
12-14. Que promessas a respeito do governo de Deus foram feitas a Abraão, Isaque, Jacó, Judá e Davi?
12 Em Gênesis 22:18, Jeová prometeu a Abraão: “Todas as nações da terra hão de abençoar a si mesmas por meio de teu descendente.” O apóstolo Paulo, na sua carta aos gálatas, identificou Jesus Cristo como sendo o descendente de Abraão, por meio do qual as nações se abençoariam. (Gál. 3:16) Promessas similares sobre o vindouro “descendente” de bênção foram feitas ao filho de Abraão, Isaque, e ao seu neto, Jacó. (Gên. 26:3-5; 28:13, 14) Assim, conforme mostram essas promessas, o “descendente” da mulher de Deus havia de vir por meio da linhagem de Isaque e Jacó.
13 Note a promessa adicional feita ao filho de Jacó Judá: “O cetro não se afastará de Judá, nem o bastão de comandante de entre os seus pés, até que venha Siló; e a ele pertencerá a obediência dos povos.” (Gên. 49:10) Jesus Cristo, que “procedeu de Judá”, mostrou ser este “Siló” a quem “pertencerá a obediência dos povos”. E veja como isso é confirmado ainda mais na Bíblia. — Heb. 7:14.
14 Quase 700 anos depois da promessa feita a Judá, Jeová disse a respeito de Davi, da tribo de Judá: “Achei a Davi, meu servo; com o meu óleo sagrado ungi a ele, com quem estará firme a minha própria mão, a quem também o meu próprio braço fortalecerá. E hei de estabelecer sua descendência para todo o sempre e seu trono como os dias do céu.” (Sal. 89:20, 21, 29) Quando Deus fala da “descendência” de Davi como estabelecida “para todo o sempre”, e de “seu trono” existindo tanto tempo “como os dias do céu”, ele se refere à permanência do governo do Reino nas mãos do seu governante designado, Jesus Cristo. Como sabemos isso?
SURGE O REI DO GOVERNO DE DEUS
15, 16. (a) Como sabemos que Jesus Cristo é a “descendência” de Davi? (b) Por que podia João proclamar: “O reino dos céus se tem aproximado”?
15 Pois bem, considere o que aconteceu no primeiro século de nossa Era Comum. Jeová enviou seu anjo Gabriel para falar à virgem Maria sobre o filho que ela milagrosamente havia de dar à luz. “Deves dar-lhe o nome de Jesus”, disse Gabriel. “Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e Jeová Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e ele reinará sobre a casa de Jacó para sempre, e não haverá fim do seu reino.” (Luc. 1:31-33) Por ocasião do nascimento de Jesus, o “anjo de Jeová” disse a pastores que este era o prometido Messias, o Salvador e Senhor. — Luc. 2:8-12.
16 De modo que o governo de Deus passou a assumir forma real no primeiro século. Com o tempo, João Batista começou a pregar: “Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.” (Mat. 3:1, 2) Por que podia João dizer isso? Porque o Rei designado desse governo estava no meio deles. Depois de João ter batizado Jesus, Deus derramou seu espírito santo sobre Jesus como sendo Aquele que se tornaria o Rei do governo celestial. Daí, durante o ministério de três anos e meio, Cristo demonstrou as suas qualificações para ser Rei pela sua fidelidade a Deus até a morte, quando a Serpente lhe machucou o calcanhar. (Gên. 3:15) Desde que foi ressuscitado para a vida no céu, Cristo está em condições de cumprir a vontade de seu Pai, de ‘esmiuçar e pôr termo a todos estes reinos’ dos homens, para dar lugar ao iminente governo mundial de Deus. — Dan. 2:44; Mat. 6:9, 10.
17. Que revelações adicionais houve sobre a estrutura do governo de Deus?
17 Uma Revelação adicional sobre este Governo é a de que outros dentre a humanidade terão o privilégio de reger com Cristo quais reis. Deus mostrou por meio de seu profeta Daniel que pessoas chamadas “os santos” governarão junto com seu Filho. (Dan. 7:13, 14, 27) Cristo também fez esta promessa aos seus apóstolos fiéis. (Luc. 22:28-30) O apóstolo Paulo explicou aos cristãos ungidos na sua carta aos gálatas: “Se pertenceis a Cristo, sois realmente descendente de Abraão.” Paulo mostrou assim que, embora primariamente Cristo fosse o descendente prometido, Deus escolheria outros para compartilharem com ele quais “herdeiros do reino”. (Gál. 3:16, 29; Tia. 2:5) Em harmonia com isso, Paulo escreveu a Timóteo: “Se perseverarmos, havemos também de reinar juntos.” (2 Tim. 2:12) Mais tarde, o apóstolo João escreveu sobre os que “reinarão sobre a terra” junto com Cristo Jesus, dando seu número como sendo 144.000. — Rev. 5:10; 14:1-3.
UMA ESPERANÇA BRILHA NA ESCURIDÃO
18-20. (a) De que maneira foi resumido belamente o tema da Bíblia por um eletricista? (b) Quem somente prega a mensagem do Reino?
18 Não é maravilhoso como Deus desenrolou seu grandioso propósito de estabelecer um governo justo para o benefício eterno dos que o amam e que confiam nele? No entanto, quão lamentavelmente falharam os clérigos e teólogos sem fé, da cristandade, em divulgar este propósito aos seus rebanhos! De modo que as pessoas, em escuridão mental e sem conhecimento do Reino, têm confiado em um governo humano após outro, para seu próprio prejuízo e desapontamento. Será que você, porém, aprecia a mensagem da Bíblia? Como responderia se alguém lhe perguntasse: “Qual é o tema principal da Bíblia?”
19 Há alguns anos, uma Testemunha de Jeová, um eletricista numa loja de departamentos em Dayton, Ohio, E. U. A., teve uma boa oportunidade para dar uma resposta. O editor do jornal da loja pediu-lhe que escrevesse uma crítica sobre o melhor livro que havia lido ultimamente. Ele escreveu:
“Nunca, durante a minha vida, acabarei de ler este livro. Ele começa por falar da destruição dum belo lar por uma rebelião. Seguem-se tragédia, calamidade, tristeza, assassinato e morte. Ao passo que a família aumenta, acelera-se o mergulho no desespero e na escuridão. Passam-se séculos, nações ascendem e caem, há um desfile de milhares de personagens, e se encontra toda emoção humana, desde o rematado e frio ódio até o amor de mártir. A esperança, começando como faísca fraca, aumenta até a absoluta certeza. Um governo perfeito há de restabelecer o belo lar. Seu governante é o Rei Cristo Jesus. O governo, o Reino de Deus. A família, a raça humana. O livro é a Bíblia!”
20 Que belo testemunho o eletricista deu sobre o reino de Deus e o que fará pela humanidade! De fato, o governo de Deus é a única esperança de se usufruir vida plena com verdadeira felicidade! Esta é a mensagem que as Testemunhas de Jeová têm proclamado em todo o mundo, em harmonia com a profecia de Jesus: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” (Mat. 24:14) Sim, dentro em breve, todos os governos humanos terão seu fim — porque deixaram de satisfazer as necessidades do povo. Isto assinalará o começo dum novo sistema justo, sob a direção e o controle do Rei celestial, Jesus Cristo, e seus co-regentes. Quão maravilhoso é ser súdito deste governo de Deus! Examine por uns instantes as bênçãos que derramará sobre a humanidade, segundo diz a Bíblia.
O GOVERNO QUE SATISFARÁ AS NECESSIDADES HUMANAS
21, 22. (a) Em contraste com os esforços humanos, que êxito terá o Reino em lidar com a guerra, o crime e o medo? (b) Que efeito terá o governo de Deus sobre os animais?
21 No Salmo 46:8, 9, somos convidados a examinar as obras de Jeová: “Vinde, observai as atividades de Jeová, como ele tem posto eventos assombrosos na terra.” E quais são alguns destes eventos assombrosos? “Ele faz cessar as guerras até a extremidade da terra.” Os governos humanos fracassaram lamentavelmente em acabar com a guerra. No entanto, Deus não falhará em trazer paz permanente, pois o salmista diz: “Os próprios malfeitores serão decepados, . . . o iníquo não mais existirá.” (Sal. 37:9, 10) A sociedade humana não terá mais cadeias, nem polícia, nem fechaduras nas portas, sim, não terá mais medo. De modo que Deus promete que, sob o governo do seu Reino, os que viverem usufruirão a vida e “não haverá quem os faça tremer”. — Miq. 4:4.
22 Até mesmo hoje, pessoas com tendências animalescas, por aplicarem a Palavra de Deus na sua vida, estão aprendendo a viver em paz com os outros. A Palavra de Deus indica que, sob o governo do Reino, até mesmo os animais viverão em paz. “O lobo, de fato, residirá por um tempo com o cordeiro”, diz a Bíblia, “e o próprio leopardo se deitará com o cabritinho, e o bezerro, e o leão novo jubado, e o animal cevado, todos juntos; e um pequeno rapaz é que será o condutor deles.” Certamente, nenhum governo humano pode nem mesmo esperar realizar isso! — Isa. 11:6.
23. Que poderes do novo governante da terra garantirão abundância de aumentos para todos os súditos do Reino?
23 Outro requisito vital para a espécie de mundo em que todos gostaríamos de viver é que haja alimentos suficientes para todos. Os governos humanos falharam em acabar com a escassez de víveres e a fome, mas o governo do Reino não falhará. Quando Jesus esteve na terra, ele mostrou que, por meio do espírito de Deus, ele pode exercer controle sobre o vento e o mar, sobre a vegetação e os peixes. (Mar. 4:39; Mat. 21:19; João 21:6) Pense no que isso significará sob o Reino! Em toda a terra haverá perfeito controle climático, sem falhas na produção agrícola. Isto, por sua vez, garantirá uma abundância de alimentos para todos. A Bíblia diz: “Virá a haver bastante cereal na terra; no cume dos montes haverá superabundância.” — Sal. 72:16.
24-26. O que fará o Reino para os doentes, os coxos, os surdos e até mesmo para os envelhecidos?
24 Os governos humanos têm falhado em livrar a família humana das doenças e moléstias, que é um requisito vital para se usufruir uma vida realmente feliz. No entanto, quando Jesus esteve na terra, ele curou toda espécie de doença e todo tipo de enfermidade, demonstrando o que fará em toda a terra para prover saúde e vida a todos os seus súditos. Sob o governo do Reino haverá um cumprimento literal, segundo promete a Bíblia: “Nenhum residente dirá: ‘Estou doente.’” (Isa. 33:24) Sim, não haverá mais contas de médico e de dentista! Não haverá mais clínicas e hospitais, nem contas de hospital!
25 Hoje, o mero envelhecimento pode ser um acontecimento muito aflitivo. Conforme escreveu certa senhora: “Não sou do tipo que fica deprimido, mas acontece comigo agora mesmo, e eu sei por que, porque estou ficando velha. . . . Os costumeiros padecimentos e dores não me incomodam tanto quanto a minha aparência. Eu era linda quando jovem, mas agora não sou. Tenho traços e rugas que nenhuma cirurgia cosmética poderia corrigir, e meu cabelo é grisalho. . . . Como posso livrar-me da depressão?” — Post de Nova Iorque, 23 de março de 1979.
26 A verdade é que o reino de Deus é a única solução segura de tais problemas. Sob o seu governo, o envelhecimento será invertido pelo poder de Deus, de modo que o corpo e a mente serão rejuvenescidos até a perfeição! As pessoas serão restabelecidas em perfeita saúde, de modo que ‘a carne do homem se tornará mais fresca do que na infância’. (Jó 33:25) As condições serão iguais às descritas em Isaías 35:5, 6: “Abrir-se-ão os olhos dos cegos e destapar-se-ão os próprios ouvidos dos surdos. Naquele tempo o coxo estará escalando como o veado e a língua do mudo gritará de júbilo.”
27. Que evidência há de que até mesmo a morte será vencida?
27 Mas, alguém talvez diga: “Se as pessoas não adoecerem, nem envelhecerem, então não morrerão.” Tem razão. Isso é exatamente o que vai acontecer. Os agentes funerários terão de procurar outro tipo de trabalho, porque Deus promete: “Não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor.” (Rev. 21:4; Isa. 25:8) O salmista disse a respeito de Jeová: “Abres a tua mão e satisfazes o desejo de toda coisa vivente.” (Sal. 145:16) Imagine o que isso significa! Satisfar-se-ão as legítimas necessidades e desejos de cada pessoa, e isto será muito melhor do que qualquer um de nós, homens imperfeitos, possa agora imaginar.
28, 29. (a) Que bênçãos há muito ansiadas serão cumpridas pelo Reino? (b) Que evidência há de que os mortos serão ressuscitados? (Luc 7:11-15; 8:49-56)
28 Quanta alegria! Sob as condições justas do governo do Reino, as crianças terão a oportunidade de aprender e de se desenvolver em perfeição, sem a insegurança deste mundo e as ameaças de suas ruas. Não haverá mais o temor de cair vítima das drogas escravizadoras ou da influência corrompedora das más associações! Cada humano terá a oportunidade de desenvolver as suas aptidões e talentos em plena medida, e haverá atividade agradável e recompensadora para todos. O profeta Isaías ilustrou o que o governo do Reino pode fazer, dizendo: “Hão de construir casas e as ocuparão; e hão de plantar vinhedos e comer os seus frutos. . . . Porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore; e meus escolhidos usufruirão plenamente o trabalho das suas próprias mãos.” — Isa. 65:17-25.
29 Eis uma promessa de dignidade e objetivo para cada homem, mulher e criança. A vida antiga desaparecerá da memória. O homem construirá, plantará e colherá o que continuará a ser seu. Os filhos serão criados num ambiente sossegado e sadio. Até mesmo os mortos serão ressuscitados! (João 5:28, 29) Pais e mães, irmãos e irmãs, tios e tias, amigos e vizinhos, desde o tempo de Abel até este momento, todos eles serão novamente unidos aqui na terra. Que dia este será!
30. (a) Por meio de que se cumprirá o propósito original de Deus para com a terra? (b) A que nos motiva a esperança do Reino?
30 Nenhum governo humano se atreve mesmo a sonhar com tais realizações em prol de seus súditos. Somente Deus pode garantir o cumprimento de tais promessas. Ainda mais, sob o governo do Reino, toda a humanidade será unida na adoração de Jeová. Sob a supervisão celestial dele, a terra, aos poucos, será transformada num paraíso global, num jardim do Éden em todo o globo. E todos os viventes usufruirão perfeita saúde e vida eterna sob o reino de Deus. Que esperança maravilhosa! E ela se baseia na fonte mais segura, no próprio Jeová Deus.
[Foto na página 11]
Abraão viu esse reino “de longe”. — Heb. 11:13-16.
[Foto na página 13]
João, identificando Jesus como sendo o Rei designado, pregou: ‘Está próximo o reino’.
[Foto na página 15]
Sob o seu governo, Deus “enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor.” — Rev. 21:4.
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É súdito leal do governo de Deus?A Sentinela — 1980 | 15 de julho
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É súdito leal do governo de Deus?
1. Que espécie de governo você acha que todos gostariam de ter?
SE HOUVESSE hoje na terra uma nação que conseguiu livrar totalmente seus cidadãos das doenças, curar os seus aleijados, restabelecer a vista de seus cegos, abrir os ouvidos de seus surdos e até mesmo trazer seus mortos de volta à vida, não se gabaria o governo de tal nação dessas façanhas? E não fariam todos, na terra, imediatamente todo o possível para se garantirem um lugar debaixo de tal governo? Seria de pensar assim. Mas a história mostra uma inclinação diferente por parte de muitos.
2, 3. O que induziu os governantes judaicos do primeiro século, bem como seus súditos, a rejeitarem o rei de Deus?
2 Considere a situação no primeiro século, quando Jesus Cristo, o Rei designado do governo de Deus, realizava tais façanhas maravilhosas. Como foi recebido pelas pessoas? Estas eram facilmente influenciadas pelos governantes judaicos e estavam divididas na sua lealdade. Esses governantes estavam mais decididos a salvar seu lugar e posição no governo humano, do que em cuidar dos melhores interesses do povo, conforme mostra a Bíblia:
“Os principais sacerdotes e os fariseus ajuntaram o Sinédrio e começaram a dizer: ‘Que devemos fazer, visto que este homem [Jesus] realiza muitos sinais? Se o deixarmos assim, todos depositarão fé nele, e virão os romanos e tirarão tanto o nosso lugar como a nossa nação.’ Mas um certo deles Caifás, que era sumo sacerdote naquele ano disse-lhes: ‘Vós não sabeis nada e não deduzis logicamente que é para o vosso proveito que um só homem morra a favor do povo e não que toda a nação seja destruída.’ . . . Portanto, daquele dia em diante deliberaram matá-lo.” — João 11:47-53.
3 Os interesses egoístas dos governantes judaicos não só os impediram de dar a sua lealdade ao governo de Deus, mas o seu egoísmo os induziu a influenciar o povo para que rejeitasse a Jesus. A Bíblia diz que, quando o governador romano Pôncio Pilatos apresentou Jesus, dizendo: “Eis o vosso rei!” o povo gritou: “‘Fora com ele! Fora com ele! Para a estaca com ele!’ Pilatos disse-lhes: ‘Hei de pendurar na estaca o vosso rei?’ Os principais sacerdotes responderam: ‘Não temos Rei senão César.’” De modo que foram os líderes religiosos que persuadiram o povo a lançar seu voto contra o Rei e o reino de Deus. — João 19:14, 15.
4. Com que escolha se confronta hoje cada um de nós?
4 Quer você se dê conta disso, quer não, confronta-se hoje com uma escolha similar. É a seguinte: Ou ser súdito leal do governo de Deus, ou tomar partido dos que se opõe ao domínio dele. O fato de que Jesus Cristo e os que hão de governar com ele estão no céu e são invisíveis não os torna menos reais. A evidência é sobrepujante: Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, e agora, dentro em pouco, ele agirá, junto com os seus co-regentes, segundo a ordem de Deus, de eliminar todos os governos terrenos e os apoiadores destes. (Dan. 2:44; 2 Tes. 1:6-9; Rev. 2:26, 27) Portanto, qual é a sua escolha? É a favor do domínio dos homens ou do governo de Deus?
O CONHECIMENTO É NECESSÁRIO PARA SE TORNAR SÚDITO
5. Que requisito impõe certo governo aos estrangeiros que querem naturalizar-se?
5 Não poderá simplesmente levantar a mão e dizer: “Quero ser súdito do governo de Deus.” É lógico que se exige mais. Por exemplo, se um estrangeiro desejasse tornar-se cidadão dos Estados Unidos da América, ele teria de satisfazer certos requisitos. A Enciclopédia do Livro Mundial (em inglês) explica: “As autoridades do Serviço de Imigração e Naturalização investigam e entrevistam o estrangeiro. . . . Ele precisa demonstrar que sabe ler, escrever e falar inglês simples . . . O estrangeiro precisa também mostrar que sabe algo sobre a história e a forma de governo dos Estados Unidos.” — Ed. 1973, Vol. 14, p. 52, em inglês.
6. Que “língua” temos de aprender, se havemos de habilitar-nos para ser súditos do reino de Deus?
6 Para se habilitar como súdito do governo de Deus, você terá de satisfazer requisitos similares. Primeiro terá de aprender a “língua” daqueles que viverão sob o governo do reino de Deus. Jeová diz na sua Palavra, a Bíblia: “Pois então darei aos povos a transformação para uma língua pura, para que todos eles invoquem o nome de Jeová, a fim de servi-lo ombro a ombro.” (Sof. 3:9) Esta “língua pura” é a verdade de Deus, contida na Bíblia, especialmente com respeito ao seu reino, que trará paz à terra. Jesus e seus discípulos falavam esta “língua pura”, quando na terra. Davam testemunho da verdade sobre o Reino, mantendo esta mensagem em destaque. Hoje, os que querem tornar-se súditos do reino de Deus têm de fazer o mesmo. — João 18:36; Luc. 8:1; 10:8-11.
7. Quais são algumas das perguntas a que deve poder responder o súdito do governo de Deus? Sabe você responder a elas?
7 Além disso, para se habilitar como súdito do reino de Deus, você terá de saber algo sobre a sua história, bem como sobre os seus governantes. Pode mostrar que sabe isso por responder a perguntas tais como estas: Quando fez Deus pela primeira vez os arranjos para o governo do seu Reino? Quem foram alguns dos servos pré-cristãos de Jeová, que aguardaram ser súditos de seu governo justo? Como demonstraram sua fé neste governo? Quantos servirão como governantes no governo de Deus? Quem foram alguns dos mencionados na Bíblia, que mostraram suas qualificações para ser co-regentes de Cristo? O que fizeram para mostrar sua fidelidade? Como satisfez Jesus Cristo as qualificações para ser rei? Que condições existirão sob o domínio do Reino de Deus, que mostrarão seu amor à humanidade? É vital que conheçamos estes assuntos, porque Jesus disse numa oração a seu Pai: “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” — João 17:3.
REQUER CONDUTA JUSTA
8. Qual é outro requisito que certo governo impõe aos estrangeiros para conseguirem a cidadania?
8 Assim como há outros requisitos para alguém se tornar cidadão de governos terrenos, assim há para se tornar súdito do reino de Deus. A Enciclopédia do Livro Mundial diz sobre alguém que quer habilitar-se para a cidadania estadunidense: “Ele precisa ter bom caráter moral . . . A lei especifica que o estrangeiro não tem bom caráter moral se for beberrão, tiver cometido adultério, tiver mais de uma esposa, ganhar a vida com jogatina”, e assim por diante. Os que se habilitam para ser súditos do governo de Deus precisam satisfazer similarmente requisitos de moral. Estes são especificados na Bíblia.
9. Que requisitos morais tem de satisfazer alguém para se habilitar a ser súdito do governo de Deus?
9 Como prospectivo súdito do Reino, por exemplo, ele precisa aplicar na sua vida o que a Bíblia diz a respeito da honestidade. Não pode ser nem mentiroso, nem ladrão. (Efé. 4:25, 28; Rev. 21:8) Precisa também acatar a proibição bíblica da embriaguez. (Efé. 5:18; 1 Ped. 4:3, 4) Além disso, práticas tais como a fornicação, o adultério ou o homossexualismo são violação dos requisitos de Deus e desqualificam seu praticante da vida sob o reino de Deus. (1 Cor. 6:18; Heb. 13:4; Rom. 1:24-27) Todavia, os que antes se entregavam a tais práticas, mas que as abandonaram, não estão desqualificados pelo seu anterior proceder imoral na vida. (1 Cor. 6:9-11) A questão é: Deus não tolera a transgressão deliberada de suas leis; as pessoas precisam harmonizar-se com os requisitos morais especificados na Palavra dele, se quiserem habilitar-se como súditos de seu governo.
10. Que arranjos de direção precisam ser respeitados pelos súditos do governo de Deus?
10 Isto significa que os que hão de viver sob o reino de Deus precisam harmonizar-se voluntariamente com o que a Palavra de Deus diz. Requer-se, porém, mais do que isso. Precisam também mostrar respeito pelo conselho e pelas decisões daqueles que Deus colocou em cargos de responsabilidade dentro da congregação cristã. Não podem ser pessoas que ‘fazem o que bem entendem’, sem considerar a orientação recebida do “escravo fiel e discreto”, a quem Cristo confiou a supervisão dos interesses do Reino na terra. (Mat. 24:45) O apóstolo Pedro escreveu sobre aqueles que desprezam a autoridade, falando deles como sendo “os que vão atrás da carne com o desejo de aviltá-la e que menosprezam o senhorio”. Descrevendo-os adicionalmente, o apóstolo disse: “Atrevidos, obstinados, não tremem diante dos gloriosos [os a quem se confiou a supervisão dentro da congregação de Deus], mas falam de modo ultrajante.” — 2 Ped. 2:10.
11. (a) A que ordens do rei de Deus precisam obedecer todos os súditos do Reino? (b) Como se cumprem estas ordens, e por que é tão importante que sejam obedecidas?
11 No entanto, requer-se ainda mais dos súditos do governo de Deus, além de simplesmente se refrearem de um modo desrespeitoso e imoral de vida. Eles precisam também tomar a iniciativa de fazer algo bondoso a favor dos outros. Precisam viver segundo a regra divina apresentada pelo Rei, Jesus Cristo: “Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles.” (Mat. 7:12) Cristo deu o exemplo no seu amor pelos outros, dando até mesmo sua vida a favor da humanidade. E ele ordenou aos seus seguidores: “Que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei.” (João 13:34; 1 João 3:16) Este amor abnegado e tal preocupação com os outros é que farão com que a vida seja verdadeiro deleite sob o governo do reino de Deus. Habilita-o a sua conduta para a vida naquele tempo? Faz verdadeiro esforço em atos bondosos para com os outros?
DEUS REQUER APOIO LEAL
12. Qual é mais outro requisito que certo governo impõe aos estrangeiros para conseguirem a cidadania?
12 Não deve surpreender que Jeová Deus requeira que seus súditos apóiem realmente o governo do seu Reino, porque os governos humanos exigem o mesmo. A Enciclopédia do Livro Mundial prossegue dizendo sobre o estrangeiro que quer tornar-se cidadão dos Estados Unidos: “Ele se compromete a apoiar e a defender a Constituição, e a pegar em armas a favor dos Estados Unidos.” Além disso, ele “faz um juramento, renunciando a todos os direitos estrangeiros e à lealdade a qualquer outro país”. Mas, em que sentido requer Deus que as pessoas apóiem realmente seu reino?
13. O que mostra que é errado os cristãos lutarem com armas físicas a favor do governo do Deus?
13 Isto não é feito por pegar em armas carnais para lutar a favor do Reino. Jesus explicou ao governador romano Pôncio Pilatos: “Meu reino não faz parte deste mundo. Se o meu reino fizesse parte deste mundo, meus assistentes teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas, assim como é, o meu reino não é desta fonte.” (João 18:36) Anteriormente, quando o apóstolo Pedro tentou defender seu Amo, Jesus disse-lhe: “Devolve a espada ao seu lugar, pois todos os que tomarem a espada perecerão pela espada. Ou pensas que não posso apelar para meu Pai, para fornecer-me neste momento mais de doze legiões de anjos?” (Mat. 26:52, 53) Os cristãos não terão nenhuma participação em destruir os inimigos de Deus; este trabalho cabe aos exércitos celestiais de Deus. A Bíblia mostra que os cristãos não devem empenhar-se em guerra física, carnal. — Veja 2 Coríntios 10:3-5; 2 Timóteo 2:24.
14. (a) Deus requer que os súditos de seu Reino façam que obra? (b) Como devem demonstrar sua dedicação a Deus?
14 Antes, Deus requer que seus servos terrestres sejam porta-vozes de seu governo — defensores ou proclamadores do Reino. Assim, ‘com a boca fazem declaração pública para a salvação’. (Rom. 10:10) Além disso, Deus requer dedicação e lealdade a ele da parte de seus súditos. Jesus Cristo apresentou-se para fazer a vontade de Deus, e ele foi batizado em símbolo disso. (Mat. 3:16, 17; Heb. 10:5-10) Os cristãos precisam proceder de modo similar. Depois de obterem o conhecimento necessário e se harmonizarem com os requisitos morais de Deus, precisam dedicar sua vida a ele e simbolizar isso pelo batismo em água. Depois precisam participar de todo o coração na grande obra de publicidade que Jeová quer que seja realizada.
15, 16. (a) Qual era a obra primária de Jesus na terra e como mostrou ele aos seus discípulos que esta devia ser também a principal atividade deles? (b) Seguir as instruções de Jesus requer visitar as pessoas em que lugar?
15 É da vontade de Jeová que todos saibam o que seu reino é e como solucionará os problemas da humanidade. Este governo é precioso para o coração de Deus, porque é o meio pelo qual ele limpará seu nome de todos os vitupérios e trará bênçãos ao seu povo. De modo que a Bíblia diz sobre a atividade primária do Filho de Deus na terra: “Jesus empreendeu uma viagem por todas as cidades e aldeias . . . pregando as boas novas do reino.” (Mat. 9:35) E em outra ocasião Jesus disse: “Tenho de declarar as boas novas do reino de Deus também a outras cidades, porque fui enviado para isso.” — Luc. 4:43.
16 Jesus treinou seus seguidores a fazer esta mesma obra. Primeiro, enviou seus 12 apóstolos, dando-lhes estas instruções: “Ao irdes, pregai, dizendo: ‘O reino dos céus se tem aproximado.’ . . . Em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, procurai nela quem é merecedor, e ficai ali até partirdes. Ao entrardes na casa, cumprimentai a família; e, se a casa for merecedora, venha sobre ela a paz que lhe desejais.” (Mat. 10:5-14) Para cumprir estas instruções, os apóstolos visitaram os lares das pessoas e ficaram com as pessoas ‘merecedoras’, transmitindo-lhes a mensagem do Reino. Mais tarde, Jesus deu instruções a 70 de seus discípulos: “Onde quer que entrardes numa cidade e eles vos receberem, . . . continuai a dizer-lhes: ‘O reino de Deus se tem chegado a vós.’” (Luc. 10:1-11) Sim, Jesus enviou seus seguidores para cuidarem dos assuntos do Reino.
17. (a) Por que exigiu coragem para fazer a pregação do Reino no primeiro século? (b) Como demonstraram os primitivos cristãos a sua coragem em fazer a pregação
17 A participação nesta atividade exigiu verdadeira coragem. Jesus havia sido assassinado às instigações dos opositores do Reino, e, com o passar do tempo, seus seguidores Estêvão e o apóstolo Tiago também foram mortos. (Atos 7:54-60; 12:2) Mas, os seguidores de Jesus não se deixaram deter. Mesmo depois de os apóstolos terem sido chibateados, a Bíblia diz que, “cada dia, no templo e de casa em casa, continuavam sem cessar a ensinar e a declarar as boas novas a respeito do Cristo, Jesus”. (Atos 5:42) Anos depois, uma turba, em Tessalônica, acusou o apóstolo Paulo e seus companheiros: “Estes homens agem em oposição aos decretos de César, dizendo que há outro rei, Jesus.” (Atos 17:7) Mas, esta perseguição não os impediu de pregarem. As Escrituras indicam que Paulo não parou de ‘declarar as boas novas’. Ele foi “ensinar publicamente e de casa em casa”, dando cabalmente testemunho a judeus e a outros que precisavam arrepender-se. — Atos 20:20, 21.
QUAL É A SUA POSIÇÃO?
18, 19. (a) Qual é a vontade de Deus que se faça agora? (b) Lembrarmo-nos de que coisas poderá ajudar-nos a participar na pregação do Reino?
18 Não requer hoje menos coragem para ser defensor do Reino. A oposição à mensagem do Reino é agora tão grande como foi no primeiro século. Portanto, a questão é: Qual é a sua posição? Dará seu apoio leal ao reino de Deus? A vontade dele é que se dê um grande testemunho do Reino antes de vir o fim. Participará em dá-lo? — Mat. 24:14.
19 Talvez ache difícil tomar a iniciativa de falar a outros sobre o governo de Deus. Mas poderá fazer isso. Assim mostrará seu amor a Jeová. (1 João 5:3) Lembre-se de que Deus deu a Abraão a tarefa difícil de ofertar seu filho como sacrifício. Quando Abraão obedeceu, Deus o impediu de levar avante o sacrifício, dizendo-lhe: “Pois agora sei deveras que temes a Deus.” Sim, a obediência de Abraão provou que ele confiava implicitamente em Deus. (Gên. 22:12; Heb. 11:17-19) De maneira similar, pela nossa zelosa pregação do Reino, mostramos a Deus nosso leal apoio ao seu governo, apoio que ele requer de seus súditos. Ao mesmo tempo, demonstramos nosso amor e interesse pelas pessoas, visto que a única maneira de escaparem da destruição na “grande tribulação” que se aproxima rapidamente é darem ouvidos à mensagem do Reino e agirem em harmonia com isso. — Mat. 24:21; 1 João 2:17.
20. Como pode ajudar-nos o exemplo de Moisés a adotar uma posição sábia com respeito aos requisitos morais de Deus?
20 O apoio leal que damos ao governo de Deus, porém, é também mostrado pela nossa aderência aos requisitos morais de Deus. Qual é a nossa posição neste assunto? Alguns colocam em primeiro lugar agradarem a si mesmos, ‘fazendo o que bem entendem’. E é verdade que pode haver prazer em se acompanhar a multidão que se empenha num modo de vida licencioso e orientado para os prazeres. Mas o prazer é apenas temporário. Moisés, de modo sábio, não escolheu tal proceder. “Pela fé Moisés, quando cresceu, negou-se a ser chamado filho da filha de Faraó escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que ter o usufruto temporário do pecado, . . . pois olhava atentamente para o pagamento da recompensa.” (Heb. 11:24-26) O que importa é o que é de máxima importância para nós. É simplesmente satisfazer nossas próprias inclinações egoístas? Ou é fazer o que agrada ao nosso Criador e servir os interesses do governo do seu Reino?
21. (a) Como apresentou Jesus a escolha que todos temos de fazer? (b) Que escolha está você decidido a fazer?
21 Na realidade, há apenas duas escolhas. Cristo comparou isso à escolha entre duas estradas. Uma estrada, disse ele, é “larga e espaçosa”. Quem a percorre tem liberdade para ‘fazer o que bem entende’. A outra estrada, porém, é “apertada”. Sim, os que andam nesta estrada precisam aderir à orientação de Deus. A maioria, observou Jesus, toma a estrada larga, e apenas poucos, a estreita. Qual será a sua escolha? Ao decidir-se, lembre-se do seguinte: A estrada larga terminará abruptamente, sem saída — na destruição! Por outro lado, a estrada estreita levará diretamente ao novo sistema de Deus, onde você poderá viver para sempre como súdito leal do Reino. (Mat. 7:13, 14) De modo que a escolha é sua! Qual será?
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