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Mostrar amor mútuo nas assembléiasA Sentinela — 1970 | 1.° de dezembro
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e irmãs cristãos, quer pessoas que vêm pela primeira vez. Como acalenta o coração quando alguém confortavelmente sentado oferece espontaneamente o seu lugar a outra pessoa mais idosa, a uma mãe com o bebê nos braços ou a alguém que aparenta não ser muito forte! Se se mantiver atento, sem dúvida poderá participar na felicidade derivada de se mostrar tal preocupação amorosa.
A demonstração do amor cristão, da parte dos servos de Jeová, em todos os aspectos das assembléias, certamente é observada por outros. Conforme disse certa autoridade municipal depois de assistir à assembléia do ano passado em Kansas City, Missúri, por apenas uma hora: “Sei que são o povo de Deus.” Mas, então, não disse Jesus: “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós”? Sim, este será muitas vezes o resultado quando mostramos amor mútuo, cristão, nas assembléias.
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Podem todas as raças conviver como irmãos?A Sentinela — 1970 | 1.° de dezembro
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Podem todas as raças conviver como irmãos?
DIRÁ que é impossível? Se esta for a sua reação, sua opinião certamente é compartilhada por muitos. É um exame daquelas partes do mundo em que povos de raças diferentes são trazidos a um contato íntimo revela bastante evidência para sugerir que a possibilidade de todas as raças conviverem como irmãos parece remota, para se dizer o mínimo.
Os países que se comprometeram biblicamente a promover a integração racial encontram a execução disso difícil. O governo dos Estados Unidos está lutando com crises raciais. Enfrenta pressão cada vez maior da parte dos extremistas de ambos os lados. Por um lado, há o clamor de uma parte cada vez maior da população branca que insiste em que a integração e o progresso do negro avançam depressa demais. Por outro lado, as vozes militantes do “poder negro” afirmam que o progresso é vagaroso demais. Alguns vão até o ponto de advogar a guerra de guerrilha, no esforço de obrigar o governo a satisfazer as suas demandas. A situação racial, em muitas cidades, está ao ponto de explodir, precisando apenas duma faísca para dar início a renovada violência racial.
A Grã-Bretanha, onde até há pouco tempo a luta racial era quase que desconhecida, agora enfrenta problemas cada vez maiores neste setor das relações humanas. As cidades industriais, em anos recentes, tiveram um influxo de imigrantes das Antilhas e da Índia. A questão quanto a povos de raças diferentes conviverem em paz como irmãos tem sido imposta aos habitantes destas cidades, e as notícias não fornecem uma resposta muito encorajadora. Devido aos crescentes problemas raciais, a Grã-Bretanha se viu obrigada a fazer decisões controvertidas com respeito à imigração dos que não são brancos.
Comentaristas políticos, na República da África do Sul, não demoraram em trazer à atenção a turbulência racial ebulindo em outros países. Acham nisto alguma justificativa para a política sul-africana de apartheid, palavra de holandês sul-africano que significa literalmente “separação”. No entanto, na mente dos críticos da África do Sul, apartheid representa a última palavra na intolerância e injustiça racial. Argumentam que apartheid degrada e que é apenas uma expressão do racismo egoísta para proteger os interesses do homem branco naquela parte da África.
Os sul-africanos negam isto com veemência. No esforço de justificar a política de seu governo, os comentaristas políticos usam muito a expressão “desenvolvimento separado” como sinônimo de apartheid. Argumentam que a política não é apenas para separar as pessoas segundo a raça, mas, antes, para oferecer a cada raça oportunidades para se desenvolver segundo a sua própria cultura, capacidade e hábitos sociais.
Em apoio deste conceito, tais comentaristas políticos apontam para os “bantostãos” ou “pátrias” para o povo Africano de diversas tribos, patrocinados pelo governo. Nestes podem usufruir grande medida de autogoverno interno e desenvolver-se quase como que um estado dentro dum estado. Fizeram-se esforços para incentivar os industriais brancos a montar fábricas nas fronteiras dos “bantostãos” (chamadas de “indústrias fronteiriças”). Estas ofereceriam oportunidade de emprego nas regiões mais subdesenvolvidas, dum ponto de vista industrial.
Todavia, não importa quais os seus méritos ou deméritos, a política do “desenvolvimento separado” é encarada por muitos como indicativa de que, nas atuais condições, não é possível que todas as raças convivam como irmãos.
Os líderes do governo, na África do Sul, têm em diversas ocasiões convocado seu povo para desenvolver boas relações raciais, exortando especificamente a população branca ou européia a tratar com dignidade os de outra cor da pele. Entretanto, permanece a questão quanto ao efeito de tais pedidos sobre a atitude mental da maioria destas pessoas.
Os oponentes da África do Sul consideram qualquer justificativa da política de apartheid ou “desenvolvimento separado” como ‘hipocrisia irônica’, e põem repetidas vezes em dúvida a sinceridade desta política. Os sul-africanos, por outro lado, pagam na mesma moeda com acusações similares contra as nações ocidentais que criticam a política racial da África do Sul, mas que têm como que no seu próprio quintal muita evidência de preconceito e discriminação raciais.
CAUSAS DO PRECONCEITO RACIAL
O caso é que o preconceito e a discriminação raciais são frutos da imperfeição e do egoísmo inerentes do homem. Nenhum governo do homem, não importa qual a sua política, pode legislar uma mudança no modo de pensar dos homens sobre estas questões.
O que produz realmente preconceito racial? Quais são os fatores que contribuem para o problema aparentemente intransponível de as raças diferentes conviverem como irmãos?
As raças diferem em muitos sentidos, além de na cor da pele. Isto nem se precisa mencionar. As raças são assinaladas por diferentes costumes sociais, hábitos e maneiras. Mas, estes não precisam causar fricção ou discriminação. Há pessoas de maus costumes, de maus modos e de maus hábitos em toda raça, quer branca, morena, negra ou amarela. Mas deve isso predispor-nos contra pessoas de outra raça no todo? Isto, na maioria das
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