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As igrejas Britânicas em criseDespertai! — 1975 | 22 de outubro
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O atual arranjo é de que os nomes de dois ou três clérigos recomendados como bispos sejam submetidos pelo Arcebispo ao Primeiro Ministro. Durante o século vinte, cinco comissões já fizeram relatórios sobre essa questão. O relatório mais recente lamenta este sistema como “obviamente inapropriado, porque os bispos . . . são líderes representativos duma sociedade religiosa, ao passo que o Estado é secular e o Primeiro Ministro talvez não seja membro da Igreja em que os bispos devem servir”.
Ao passo que certas consultas são feitas com a Comissão de Cargos do Sínodo Geral da Igreja Anglicana, um clérigo de Essex denunciou isto como simplesmente visando a pôr vendas numa “igreja tola e complacente”.
Houve outros protestos depois da decisão de uma destacada firma de jogatina de iniciar uma ‘cartela religiosa’ para se apostar quem seria o próximo arcebispo. Interessante e que, quando representantes dessa firma procuraram certos dignitários da igreja para sondá-los sobre isso, encontraram bem pouca oposição.
“Sinal e Antegosto da Morte”
Estes são apenas alguns dos sintomas da crise que preocupa os líderes eclesiais britânicos hoje em dia. Não é de admirar que recente conferência de diretores de faculdades recomendasse a redução do número de faculdades teológicas das 17 atuais para 10.
Muitos estão convictos de que é tarde demais para se fazer algo para garantir um futuro saudável para as igrejas da cristandade na Inglaterra. Um que pensa assim, o ministro presbiteriano Ernest Marvin, escreve:
“Não adianta pensar que podemos brincar com a estrutura da igreja conforme se desenvolveu, ou deixou de se desenvolver, no decorrer dos séculos. Ela está morrendo. Pena é que, antes de seu espasmo final, ter-se-á gasto mais tempo, talento e dinheiro desnecessários para se tentar mantê-la viva. . . . Longe de a igreja ser um sinal e um antegosto do reino, ela se assemelha mais a um sinal e antegosto da morte, da qual não existe ressurreição.”
Cristianismo Bem Vivo na Grã-Bretanha
A situação desesperada das igrejas britânicas não significa que as pessoas na Grã-Bretanha estejam desinteressadas em Deus. Estas próprias crises eclesiásticas fizeram com que dezenas de milhares de britânicos ficassem famintos de conhecimento da Palavra de Deus. Quando as testemunhas de Jeová visitam suas casas, oferecendo um estudo da Bíblia, gratuitamente, aceitam-no voluntariamente. Isto tem causado um problema dum tipo diferente — uma explosão de ótimas assistências nos Salões do Reino das testemunhas de Jeová.
Desde 1967, o número de Testemunhas batizadas na Grã-Bretanha aumentou cerca de 50 por cento, de 50.000 para mais de 75.000. Nos 16 meses que findaram em fins de 1974, iniciaram 65 congregações novas, uma média de uma por semana. Não têm crises de assistências às reuniões, tampouco, pois em suas 1.000 congregações, a assistência às reuniões ultrapassa regularmente em 30 a 40 por cento o número de Testemunhas batizadas.
Ao invés de fechar os prédios para adoração religiosa, as testemunhas de Jeová acharam necessário abrir pelo menos 150 novos Salões do Reino nos últimos cinco anos. Em alguns casos, prédios mais antigos foram remodelados, inclusive antigas igrejas. Com freqüência, porém, foi necessário construir estruturas inteiramente novas.
Comentando o trabalho de uma congregação ao construir um novo Salão do Reino, um repórter do Newmarket Journal escreveu: “Grande parte do trabalho no novo local de adoração foi feito por membros da congregação no seu tempo livre nos fins-de-semana . . . Nem realizam campanhas de tuíste ou festas para angariar fundos — todos os recursos provêm de donativos voluntários.”
Assim, ao passo que as igrejas britânicas acham-se em grave crise, muitos aproveitam a oportunidade de obter conhecimento exato da Bíblia. Gostaria de fazer isso? Não importa onde more, as testemunhas de Jeová ficarão contentes de dirigir um estudo bíblico gratuito com o leitor, em sua casa. Sinta-se livre para entrar em contato com elas.
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Já viveu antes?Despertai! — 1975 | 22 de outubro
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Qual É o Conceito da Bíblia?
Já viveu antes?
JÁ LHE aconteceu alguma vez que, ao conhecer alguém, teve a impressão de ser um velho conhecido? Ou já viajou a um local novo e, ainda assim, aparentemente se recordava muito bem dele? O novelista inglês, Charles Dickens, disse o seguinte sobre tal experiência: “Se eu tivesse sido assassinado ali em alguma vida anterior, não poderia ter parecido lembrar-me mais cabalmente ou com mais enfáticos calafrios no sangue.” — Pictures from Italy (Quadros da Itália).
Experiências assim moveram alguns a pensar que tiveram vidas anteriores. Ao passo que seus pontos de vista variam um tanto, basicamente tais pessoas crêem na reencarnação. Imaginam que as criaturas humanas têm almas que passam para outros corpos depois da morte.
A reencarnação era ensinada no antigo Egito, e significativo ensino do filósofo grego Pitágoras era a transmigração da alma. Hoje, os budistas e muitos hindus crêem na reencarnação e ela ganha crescente aceitação no Ocidente. Alguns acreditam que a Bíblia apóia tal conceito. Aliás, Cyril Richardson, professor de história eclesiástica do Seminário União Teológica de Nova Iorque, comentou: “Eu diria que a reencarnação é compatível com o cristianismo.”
Assim, talvez se indague: Será que a estranha familiaridade com pessoas e lugares até então inteiramente desconhecidos prova que a reencarnação é um lato? Apóiam as Escrituras a essa crença?
Primeiro, queira considerar a sensação que talvez tenha tido, de que já conhecia a pessoa a quem está sendo apresentado agora. Indica isto que conhecia tal pessoa numa vida anterior? Bem, já confundiu alguma vez um homem ou uma mulher com outrem que agora vive? Muitos passaram por essa experiência porque alguns de seus contemporâneos têm maneirismos similares ou até parecem ser quase idênticos. Assim, a aparente similaridade de um recém-conhecido não é prova da reencarnação.
Daí, o que dizer dum lugar novo, mas aparentemente familiar, talvez determinada casa? Significa a aparente similaridade que já morou ali numa vida anterior? Não, a casa talvez nem seja tão antiga para que isso tenha acontecido. Ademais, muitas casas se parecem muito. E, não e verdade que o cenário em alguns lugares amplamente separados são mui semelhantes? É óbvio, então, que tais similaridades não provam que a reencarnação seja um fato.
Mas, não dependemos da simples dedução. Quando se consulta a Bíblia, em parte alguma se encontram as expressões “reencarnação” e “transmigração da alma”. Na realidade, se a reencarnação deveras ocorresse, a alma humana teria de ser imortal. É mesmo? Não, segundo as Escrituras, que afirmam: “Jeová Deus passou
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