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Cercados de toras flutuantes seguem pelo alto marDespertai! — 1972 | 22 de junho
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são. No entanto, havendo disponíveis relatórios meteorológicos quase que até o último minuto, na atualidade, mantêm-se reduzidas ao mínimo as perdas em mares agitados. Todavia, se as toras conseguirem escapar, as marcas nelas identificam o dono, que às vezes consegue reavê-las. Em outros casos, pessoas que usam pequenos barcos a motor e aderem a certas regras, vasculham as costas em busca de toras perdidas e então as vendem à fábrica apropriada.”
No carro, agradecemos efusivamente a Fred pela gentileza e paciência em responder às nossas perguntas. Depois de o deixar em sua casa, refletimos nas numerosas coisas que aprendêramos nesse passeio. Fez-nos pensar em quão grato deve ser o homem ao Grande Criador das montanhas revestidas de florestas.
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Uma língua internacional em elaboraçãoDespertai! — 1972 | 22 de junho
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Uma língua internacional em elaboração
TEM-SE calculado que cerca de 326 milhões de pessoas falam inglês, tornando-a uma das línguas mais amplamente usadas na terra hoje. Todavia, quando Júlio César sentou pé pela primeira vez na Bretanha, em 55 A. E. C., ninguém ali falava inglês de forma alguma. Não havia povo inglês; as Ilhas Britânicas eram habitadas pelos celtas e antigos bretões.
Em 43 E. C. as legiões romanas subjugaram os celtas, e estes foram expulsos para Gales, a Escócia e Irlanda. Um pouco de seu vocabulário sobreviveu no inglês moderno, a maior parte sendo incorporada em nomes de lugares tais como London (Londres) e o condado de Kent, que deve seu nome à palavra celta canti.
Os romanos ocuparam as ilhas por cerca de 400 anos, mas, quando o Império finalmente declinou, as legiões romanas foram chamadas de volta para defender os últimos baluartes do Império contra os invasores. Idas as legiões romanas, as tribos germânicas chamadas anglos, saxões e jutos conquistaram a Bretanha, fixando residência ali. Estes anglos e saxões falavam línguas quase idênticas, uma forma de alemão, um dos membros do ramo teutônico da família indo-européia de línguas.
O Inglês Falado Inicialmente
Visto que os anglos conquistaram a maior parte da terra, o país (Inglaterra) e a língua (inglês) foram assim chamados em honra dos anglos. Esta língua anglo-saxônica era chamada anglisc ou englisc pelos escritores daquele tempo. Embora se devesse tornar a base do inglês moderno, é totalmente incompreensível para as pessoas hoje sem um estudo especial. Por exemplo, eis aqui as primeiras linhas dum famoso poema chamado “Beowulf”, escrito por volta do ano 900 E. C.:
“Hwaet, we gardena in geardagum theodcyninga thrym gefrunon.” (Eis que ouvimos falar de quão poderosos eram, nos dias passados, os reis dos dinamarqueses portadores de lanças.)
Agora, isto é classificado como inglês antigo pelos filólogos, embora nem sequer uma pessoa dentre mil de língua inglesa consiga entendê-lo. Isto se dá porque cerca de 85 por cento do vocabulário do inglês antigo não se acham mais em uso. Aquelas que sobreviveram, contudo, eram elementos básicos, expressando conceitos fundamentais tais como mann (man, homem), wif (wife, esposa), hus (house, casa) e mete (meat ou food, carne ou alimento).
A gramática do inglês antigo também era muito diferente do inglês moderno. Era uma língua flexional, isto é, uma que indicava a função duma palavra na sentença por meio de terminações acrescentadas ao substantivo ou adjetivo, e assim por diante. Atualmente, quase todas estas terminações flexionais foram perdidas, e se usa uma ordem fixa de palavras para indicar as várias funções e relações delas.
Durante os anos 800, os vikings da Dinamarca fizeram incursões às praias da Bretanha. Por causa de os incursores vikings parecerem deleitar-se em lutar e em destruir as propriedades de suas vítimas, tendo a aparência de loucura, o nome viking para guerreiro, berserker, entrou na língua inglesa na palavra berserk (energúmeno). As atividades dos dinamarqueses terminaram na conquista da Bretanha. Ao se estabelecerem na Inglaterra, também introduziram muitas palavras no vocabulário inglês, tais como egg (ovo), e a maioria das palavras que começam com sk-, tais como sky (céu), skin (pele), skirt (saia) e skill (perícia).
Mais significativamente, os pronomes, que geralmente permanecem constantes numa língua, foram afetados. O resultado foi que alguns pronomes escandinavos substituíram os ingleses. Por exemplo, os pronomes they (eles), their e them (seu ou deles), são de origem escandinava.
Daí, algo aconteceu que deveria exercer profundo efeito na língua inglesa. Em 1066 E. C., Guilherme, o Conquistador, um francês da Normandia, invadiu a Inglaterra. Conforme ilustrado na famosa tapeçaria Bayeux, derrotou o rei saxão Haroldo, na Batalha de Hastings. Daí, distribuiu as terras inglesas entre os nobres franceses que tinham vindo com ele. De início estes senhores franceses falavam o seu próprio francês-normando, ao passo que o povo a quem escravizaram falava o anglo-saxão ou inglês. No entanto, à medida que os normandos se estabeleceram e casaram-se com o povo local, as duas línguas se fundiram. Esta mistura do inglês antigo com francês-normando produziu nova forma de inglês, agora chamada de inglês médio.
Tempo de Grandes Mudanças
O inglês médio foi marcado por mudanças momentosas na língua, mudanças estas mais fundamentais e extensivas do que quaisquer outras antes ou desde então. Desde o início, a pronúncia se alterou vagarosamente sob a influência dos normandos, e as terminações flexionais gradualmente desapareceram. Mas, a mudança notável se deu no vocabulário.
Milhares e milhares de novas palavras foram acrescentadas, à medida que os normandos começaram a falar o inglês antigo, bem misturado com o seu próprio vocabulário francês. Entre as muitas palavras inglesas resultantes da Conquista Normanda se acham air (ar), chair (cadeira), dinner (jantar), government (governo), judge (juiz), paper (jornal), prison (prisão) e towel (toalha).
Às vezes, tanto as palavras inglesas como as francesas foram retidas. Por exemplo, o camponês saxão morava numa hus (casa) inglesa, ao passo que o senhor francês morava numa maison francesa. Ambas as palavras permaneceram, house (casa) sendo a palavra moderna para moradia simples e mansion (mansão), a casa dum nobre ou homem rico.
Às vezes ambas as palavras foram retidas, mas assumiram significado ligeiramente diverso. Os ingleses criavam sheep (ovelhas), cows (vacas) e pigs (porcos). Os equivalentes franceses eram mouton, bouef, veau e porc. É fácil ver que as palavras francesas foram mantidas para designar a carne do animal. Assim, cria-se calves (vitelos) mas
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