-
Instalações ampliadas para se imprimir a palavra de DeusA Sentinela — 1968 | 15 de outubro
-
-
Instalações ampliadas para se imprimir a Palavra de Deus
A PALAVRA de Deus, a Bíblia, acha-se inseparàvelmente ligada à história da impressão. Pois foi ela, pelo que parece, o primeiro livro a sair da recém-inventada prensa de Johann Gutenberg, que utilizava tipos móveis, na Alemanha, há cêrca de 515 anos atrás. Observa The World Book Encyclopedia: “A publicação desta Bíblia na década de 1450 marcou o início da história do livro moderno.” Quão significativo é isto! Pois, em todos os anos desde então, nenhum outro livro veio nem de perto a equiparar-se ao número de Bíblias impressas.
Apenas nas gráficas das testemunhas de Jeová em Brooklyn, Nova Iorque, cerca de quinze milhões de exemplares da Bíblia, em sete idiomas, foram impressos nos últimos vinte e cinco anos. Mais de nove milhões delas eram Bíblias completas, inclusive a Versão Rei Jaime, a Versão Normal Americana e a Tradução do Nôvo Mundo, em língua moderna. Nenhum outro povo da terra tem mais interêsse na impressão e distribuição da Palavra de Deus do que as testemunhas de Jeová.
Por tal motivo, a quarta-feira, 31 de janeiro de 1968, foi um dia mui especial em suas vidas, especialmente para os associados com a organização-matriz em Brooklyn, onde se faz a maior parte da impressão. Pois, naquela tarde, foi dedicada uma nova gráfica de onze andares, com 20.340 metros quadrados de espaço útil. Como esta estrutura recém-acabada amplia grandemente as instalações para se imprimir Bíblias e compêndios para se entender a Bíblia!
As testemunhas de Jeová já utilizavam ao máximo três grandes fábricas que somavam 39.240 metros quadrados de espaço útil. Assim, o total de espaço útil agora nas quatro fábricas iguala, cêrca de 6 hectares! Talvez outra forma de ajudá-lo a visualizar êstes quase 60.000 metros quadrados de espaço útil seja compará-los a um campo de futebol que tenha 110 metros de comprimento por 50 de largura. O espaço útil equivale a cêrca de onze de tais campos de futebol nas fábricas de Brooklyn da Sociedade Tôrre de Vigia dos EUA!
O PROGRAMA DE DEDICAÇÃO
Realizou-se o programa de dedicação nos três refeitórios do lar chamado Betel, na sede internacional das testemunhas de Jeová. Êste lar de Betel inclui dois atraentes edifícios de doze andares de tijolos vermelhos que dão vista para a famosa baía de Nova Iorque. Distam apenas dez minutos a pé das fábricas. Aqui, e nos alojamentos próximos, moram cêrca de 600 trabalhadores da fábrica, e as mais de 250 pessoas que trabalham nos escritórios, na lavanderia, no cozinha e em outros departamentos do lar de Betel. Há também 101 estudantes que moram neste lar e freqüentam o curso de cinco meses da escola missionária de Gileade, e os 50 estudantes do curso da Escola do Ministério do Reino, de duas semanas, para os representantes congregacionais das testemunhas de Jeová. Quão felizes ficaram estas mais de mil pessoas presentes ao programa de dedicação!
Os três refeitórios estão ligados pela televisão de circuito fechado, de modo que todos possam ouvir e ver o programa. Depois do trabalho regular matutino, às 12,15 foi servida à família uma refeição especial. Depois disso, ao passo que todos se descontraíam em seus lugares, o presidente da Sociedade Tôrre de Vigia dos EUA, Nathan H. Knorr, iniciou o deleitosamente interessante programa de duas horas. A sessão inteira focalizou a atenção na expansão das instalações para se imprimir e distribuir a Palavra de Deus. Quão claro é que a bênção de Jeová Deus tem estado sôbre tal crescimento!
PEQUENO INÍCIO
Com a ajuda visual de antigas fotografias, N. H. Knorr fêz breve descrição do início moderno da organização das testemunhas de Jeová em Allegheny, Pensilvânia, EUA. Mostrou fotografias da Casa da Bíblia, estrutura construída pela Sociedade Tôrre de Vigia em 1889, que era usada qual sede durante vinte anos. Também mostrou um exemplar da primeira revista A Sentinela, de julho de 1879, originalmente conhecida como A Tôrre de Vigia de Sião e o Arauto da Presença de Cristo. Naqueles dias primitivos, quase tôda impressão para a Sociedade era feita por editôras comerciais.
Fred W. Franz, o vice-presidente da Sociedade Tôrre de Vigia, foi então convidado a falar sôbre os dias iniciais da Sociedade em Brooklyn, depois da Primeira Guerra Mundial. Em 1920, no próprio ano em que chegou em Betel, observou F. W. Franz, a Sociedade começou a imprimir revistas em sua própria rotativa. Lloyd Burtch, que trabalhava nessa prensa, contou algumas de suas experiências. O inteiro espaço útil disponível para as operações da fábrica somava apenas 270 metros quadrados num edifício localizado a apenas alguns quarteirões das atuais fábricas da Tôrre de Vigia.
Ao prosseguir o programa, N. H. Knorr comentou que, quando chegou a Betel, em setembro de 1923, o pequeno estabelecimento gráfico da Sociedade se mudara para alguns quarteirões de distância, para a Rua Concord, 18. Pouco depois, contudo, até mesmo estas instalações maiores ficaram apertadas demais, e foram feitos planos de se construir a primeira das atuais fábricas da Tôrre de Vigia. Êste edifício de oito andares ficou pronto em 1927, e continha 6.300 metros quadrados de espaço útil.
EXPANSÃO CONTINUA
Grant Suiter, o secretário-tesoureiro da Sociedade Tôrre de Vigia, foi convidado a continuar narrando a história da expansão. Significativamente, nem êle, nem quaisquer dos outros oradores, atribuiu o notável crescimento da organização à sabedoria ou ao engenho de qualquer homem ou grupos de homens. Antes, todos deram crédito a Jeová Deus e a suas fôrças angélicas por tornarem possível a ampliação das instalações para se imprimir e distribuir Bíblias e publicações bíblicas.
G. Suiter apresentou um relatório breve, porém de grande alcance, sôbre a compra do imóvel e seu uso subseqüente. Em 1937, comentou, construiu-se pequeno anexo de quatro andares à fábrica de 1927. Mas, trata-se apenas do comêço, disse. Em 1949, ligou-se à fábrica um grande anexo de nove andares, ocupando o inteiro quarteirão da cidade. Mas, a crescente demanda de publicações bíblicas tornou necessárias outras grandes ampliações das instalações gráficas. Em 1956, ficou pronta uma fábrica de treze andares, abrangendo 17.280 metros quadrados de espaço útil. E, em outubro de 1958, foi comprado o edifício de nove andares no quarteirão adjacente; é usado atualmente quase que de forma exclusiva como depósito de papel. Max Larson, encarregado da fábrica, também forneceu interessantíssimas experiências a respeito dos problemas em se obter papel durante a época de guerra. É árdua tarefa manter uma grande fábrica em operação.
Como pode imaginar, alimentar a equipe de trabalhadores e os estudantes, um total de mais de 1.000 pessoas, três vêzes ao dia, não é brincadeira. George Couch, supervisor do Lar de Betel, foi convidado a falar sôbre isto. Explicou que a família comerá um novilho, três leitões, ou 165 galinhas numa refeição, dependendo da carne servida. Também, acrescentou, a família consome 12.000 ovos, 3.785 litros de leite e 180 quilos de manteiga por semana! Êste alimento é fornecido pelas fazendas da Sociedade Tôrre de Vigia, localizadas perto de lá, que atualmente somam 850 hectares.
FAMÍLIA DEDICADA
Todos aquêles que moram em Betel ou trabalham nas fazendas são ministros ordenados das testemunhas de Jeová. E, como os mais de um milhão de seus coministros de todo o mundo, interessam-se vìvidamente em ver que a mensagem sobre o reino de Deus seja impressa e distribuída “em tôda a terra habitada”, como Jesus profetizou que seria. (Mat. 24:3, 14) Por essa razão se têm apresentado quais voluntários para servir como membros da família de Betel, e consideram um privilégio fazer qualquer tarefa para promover tal obra de pregação. Não trabalham em busca de lucro monetário, mas cada um recebe alimento e abrigo e uma mesada de NCr$ 37,80 para os gastos pessoais. Excelente expressão apreciativa do que a família de Betel usufrui diàriamente foi feita por Karl Adams. Disse aquilo que todos os presentes sentiam.
Um ponto de destaque do programa de dedicação foi a mostra de uma fotografia de 1926 da família de Betel, trinta e uma dessas pessoas ainda estando em serviço no Betel atual. Na verdade, suas aparências exteriores talvez mudassem consideràvelmente, mas seu desejo sincero de ter uma parte na impressão e na distribuição da Palavra de Deus permanece tão forte como sempre, até mesmo depois de quarenta e dois anos de serviço de Betel.
Foi encorajador para êstes mais idosos, bem como para os membros mais novos da família, considerar a evidência apresentada durante o programa de dedicação que mostrava que a profecia de Jesus se cumpre atualmente. Sim, a mensagem do Reino encontrada na Palavra de Deus está deveras sendo impressa e proclamada numa escala que Jesus predissera para êste tempo — “em tôda a terra habitada”!
Todos estavam então ansiosos de ir percorrer nossa nova fábrica e ver as instalações ampliadas para a difusão em tôda a terra da mensagem do Reino.
-
-
Percorrendo as instalações ampliadasA Sentinela — 1968 | 15 de outubro
-
-
Percorrendo as instalações ampliadas
QUE vista impressionante é a nova fábrica de quase treze milhões de cruzeiros novos! Ao entrar nela, aquêles que acabaram de assistir ao programa de dedicação foram levados para o lado esquerdo, para um Salão do Reino de 20 metros de comprimento por 8 de largura, que já está sendo usado como local regular de reuniões de suas congregações locais das testemunhas de Jeová. Quão belos são o tapête azul forte, as cortinas douradas e os lambris de cor marrom claro!
Outras surprêsas estavam em reserva no andar superior, para onde fora transferido o departamento de despacho. Quão diferente é! A atenção se concentra de imediato na parte superior à nossa frente, onde circula uma esteira de 35 metros. Tem uma cadeia movediça, impulsionada a motor, da qual pendem caixas especialmente moldadas para receber publicações de vários tamanhos. Daí, por toda a volta embaixo, há um sistema intrincado de transportadoras rolantes à altura da cintura, um total de cerca de 140 metros delas, sôbre as quais se movem caixas de forma especial e caixas de papelão de publicações.
Localizadas bem à mão, dispondo-se de uma transportadora rolante à sua frente, acham-se prateleiras de publicações usadas para suprir os pedidos. Uma vez feito isto, uma correia de transporte levanta os pedidos já supridos a cêrca de um metro, e daí, pela gravidade, as publicações descem pelas transportadoras rolantes até uma das cinco mesas de empacotamento. Ali os pedidos são verificados de nôvo, e as caixas são fechadas e recebem as etiquêtas para serem remetidas a várias das 5.317 congregações das testemunhas de Jeová nos Estados Unidos. Cêrca de 45.000 pedidos, consistindo em cêrca de dez milhões de Bíblias, livros e opúsculos foram despachados no ano passado a estas congregações! Agora, com êste aprimorado método de suprir os pedidos, pode ser atendido fàcilmente um número muito maior dêles.
Mas, esta é apenas uma parte da história, pois, de outra seção do departamento despacha-se uma quantidade muito maior de publicações. Sim, mais de onze milhões de Bíblias, livros e opúsculos foram enviados às noventa e cinco sucursais estrangeiras das testemunhas de Jeová em tôda a parte do mundo no ano passado! As publicações bíblicas são estocadas no total de 115 idiomas no departamento de despacho. Ao virem caixas de publicações com etiquêtas para serem despachadas a todos os quadrantes do globo, os que faziam a visita ficaram impressionados com o fato de que a mensagem do Reino deveras está sendo distribuída “em tôda a terra habitada”. — Mat. 24:14.
A visita se estendeu então ao terceiro andar, usado principalmente para estocagem de publicações. Uma coisa que todos notaram era quão asseado e nôvo tudo parecia. As paredes da fábrica são de um verde atraente, de duas tonalidades, verde-cinzento em volta da parte inferior e verde mais claro na parte superior. E o teto é da côr gêlo! Quão agradável é!
A SEÇÃO DE ENCADERNAÇÃO
Que mudança há na seção de encadernação, no quarto e no quinto andares! Ora, apenas no ano passado instalou-se nova maquinaria no valor de NCr$ 1.600.000,00! Quão impressionante é a série de trinta e três máquinas de costurar! Daí, há cinco máquinas de encadernar, cinco prensas de gravar em relêvo, e cinco linhas completas, inclusive a máquina de enlombar, fortelecer a lombada e juntar as pastas à capa e prensa.
Na verdade, há muita coisa envolvida em encadernar um livro! Não é um processo nada simples. Todavia, aqui os livros completamente acabados são produzidos aos milhares cada hora! No ano passado, mais de um milhão de Bíblias e mais de sete milhões de outros livros, em mais de uma vintena de idiomas foram encadernados. Agora, com instalações ampliadas, inclusive com duas novas linhas completas de máquinas de enlombar, fortelecer a lombada, juntar as pastas à capa e prensas, a produção deve aumentar consideràvelmente.
A produção do dia médio é agora de cêrca de 50.000 livros, e já foi alcançado certo dia um auge de 82.464 livros. Se esta produção máxima de livros em um só dia, livros do tamanho de ‘Coisas em Que É Impossível que Deus Minta’ fôssem empilhados, isso atingiria mais de um quilômetro e meio céu adentro, cêrca de quatro vêzes a altura do edifício Empire State! Num mês recente, 1.140.459 livros completamente acabados foram produzidos.
AS PRENSAS
Para produzir publicações em tamanha quantidade, é preciso que se imprima muita coisa, e imprime-se mesmo. Mas, até que ponto vão os planos para se ampliar as instalações gráficas?
Com grande expectativa, os visitantes passaram para o espaçoso sexto andar, de teto alto, no nôvo edifício, agora totalmente vazio. Lembrou-se-lhes aqui que, nos sextos andares adjacentes das demais fábricas, que se entreligam por meio de pontes, há presentemente dezoito grandes rotativas.
Não obstante, foi explicado que neste andar de chão especialmente reforçado da nova fábrica, e no logo acima dêle, há espaço para vinte e três outras destas grandes rotativas. Quatro delas devem ser entregues neste verão setentrional e outras quatro no próximo ano, de modo que por volta de fins de 1969, o número total de rotativas deve aumentar para vinte e seis! A Sociedade também possui dezesseis prensas planas e verticais menores que são usadas para a impressão de convites, tratados, programas, fórmulas e outros itens assim.
A IMPRESSAO EFETUADA
Visto que o sétimo, o oitavo, o nono e o décimo andares da nova fábrica acham-se presentemente vazios, os visitantes cruzaram a ponte do sexto andar, passando para as seções da fábrica construída em 1927 e 1949.
Aqui se viram cercados de maciças prensas, a maior das quais pesa mais de cinqüenta toneladas estadunidenses e consome rolos de papel de 725 quilos, de cêrca de um metro e meio de diâmetro em quarenta minutos. As dezoito prensas usam a média de cêrca de 100 rolos de papel por dia. Juntos, pesam cêrca de quarenta toneladas e custam cêrca de NCr$ 32.000,00. Evidentemente não se trata de impressão em pequena escala!
Três das prensas de tamanho maior podem produzir a média de 25.000 revistas completas de trinta e duas páginas em uma hora, ou bem mais de meio milhão por dia, entre as três! As outras quinze rotativas menores podem imprimir em média cêrca de 12.500 revistas por hora. No ano passado, a sala das máquinas impressoras da Sociedade produziu um total de 154.681.710 revistas A Sentinela e Despertai!, mais do que o dôbro da produção de 1955.
Explicou-se que a razão pela qual são necessárias tantas prensas é que a Sociedade Tôrre de Vigia imprime em um número tão amplo de idiomas. Ora, com o passar dos anos, imprime-se aqui em 146 idiomas; A Sentinela é impressa regularmente nas fábricas de Brooklyn em cêrca de trinta idiomas cada exemplar, e a Despertai! em mais de doze idiomas cada número. Imprimir em tantas línguas exige muito tempo e esfôrço extras.
É digno de nota também, que a Sociedade Tôrre de Vigia é pioneira em certa modalidade da indústria gráfica.
Trata-se da questão de imprimir Bíblias em rotativas. Lá por volta da década de 1940, ninguém ouvira falar em se tentar usar papel fino de Bíblia nestas rápidas rotativas. Não obstante, a Sociedade fêz um arranjo de obter rolos experimentais de papel de pêso leve, e, com o tempo, criou-se um tipo satisfatório de papel. Agora outras gráficas, também, passaram a imprimir Bíblias em rotativas, ao invés das mais vagarosas prensas planas.
Por volta dessa hora os visitantes haviam cruzado uma segunda ponte do sexto andar, passando para a fábrica terminada em 1956. Aqui se encontra o restante das rotativas. Muitos não puderam deixar de pensar em que imensa operação deve ser enviar pelo correio mais de 150 milhões de revistas impressas cada ano.
DEPARTAMENTOS DE ASSINATURAS E DE DESPACHO DE REVISTAS
Apropriadamente, um elevador próximo transportou os visitantes para o décimo terceiro andar, para o departamento de assinaturas. Ali, entraram num escritório espaçoso e bem iluminado, onde muitas mesas e cêrca de noventa armários verde-escuro para arquivamento de estênceis de assinaturas estão situados de modo a receber o máximo de luz natural através das janelas.
Informou-se aos visitantes, por meio de grandes letreiros, que cêrca de 1.250.000 estênceis para o inglês estavam arquivados no maior conjunto de armários, de um só lado do andar. E, em um outro lado, um letreiro explicava que cêrca de 350.000 estênceis de assinaturas de revistas em trinta e três outros idiomas estavam arquivados nos armários ali localizados. Apresentado com destaque no andar se acha um mostruário atraente de A Sentinela nas 72 línguas em que é impressa, e de Despertai! em suas 26 línguas.
Embaixo, no décimo andar, os visitantes ficaram fascinados com a velocidade em que eram preparados os rolos de revista para serem enviados pelo correio às congregações das testemunhas de Jeová. As revistas chegam a êsse andar em amplos estrados procedentes da sala das prensas, 32.000 revistas em cada estrado. Do estrado passam para a guilhotina, na proporção de cêrca de 40.000 por hora, a fim de serem nìtidamente aparadas.
Saem da guilhotina numa correia transportadora em pilhas de cêrca de oitenta revistas, que passam por uma série de seis pessoas que enrolam revistas. Estas pessoas apanham as revistas que passam, enrolam— Nas com surpreendente velocidade, e as lançam em outra correia de transporte rápida. No fim desta correia, colocam-se etiquêtas nos rolos de revistas, e são colocados em sacos do correio para serem entregues ao correio. Que operação veloz!
Do outro lado do décimo andar, as revistas são embrulhadas uma por uma para serem despachadas a mais de um milhão e meio de assinantes. Para realizar tal operação, a Sociedade dispõe de quatro máquinas que podem embrulhar e endereçar revistas à taxa de cêrca de 6.000 por hora. Lembrou-se aos visitantes que estas máquinas complexas foram criadas e construídas pelos membros da família de Betel que trabalham na seção de máquinas.
ESTOCAGEM DE PAPEL E A SEÇÃO DE MÁQUINAS
Passando pelo oitavo andar, cheio de rolos de papel, os visitantes observaram enorme letreiro que explicava que a Sociedade mantém um inventário de papel de mais de seis meses. Isto significa que há estocados mais de 5.000 toneladas de papel, ou mais de 200 vagões ferroviários, cada um com 25 toneladas!
Havia mais um departamento que a maioria dos visitantes não queria deixar de visitar nesta fábrica. Tratava-se da sala de máquinas, no quinto andar. Os quarenta ministros que ali trabalham fazem excelente trabalho de manutenção de tôda a maquinaria das fábricas em perfeito funcionamento. Entre seus grandes projetos acha-se a completa revisão de diversas das antigas rotativas.
Voltando ao sexto andar, e cruzando de nôvo a ponte para a fábrica de 1927-1949, os visitantes subiram as escadas para ver os linotipos, e os departamentos de composição e estereotipia, todos localizados no sétimo andar.
PREPARAÇÃO PARA A IMPRESSÃO
Um dos primeiros passos para se preparar a matéria escrita para a impressão, lembrou-se aos visitantes, é compor em linhas de tipo de chumbo. Isto é feito num linotipo. A Sociedade dispõe de trinta e dois dêles, exatamente quatro vêzes o total que dispunha em 1948, há vinte anos atrás.
Depois de observar as linhas de tipo metálico serem fundidas por estas máquinas, os visitantes passaram ao departamento de composição. Aqui, o paginador pega as linhas de tipo metálico, e, com espaços metálicos, forma uma página para impressão. Quando tais páginas forem apertadas numa rama de aço, podem ser usadas, assim como são usadas numa prensa plana. Não obstante, outros passos são necessários para formar um estereótipo usado numa rotativa.
Primeiro, uma pasta de papel semelhante à cartolina é colocada sôbre uma rama metálica em que se acham prêsas as páginas, e estas são colocadas numa prensa. Aqui, sob calor e pressão, as páginas metálicas do tipo são impressas no papel semelhante à cartolina, e uma reprodução exata, da página impressa é obtida.
Do outro lado do andar, no departamento de estereotipia, esta pesada matriz, ou papel semelhante à cartolina, é então colocada numa caixa de moldagem cilíndrica. Os visitantes observaram com fascínio o quente metal líquido ser derramado no alto desta caixa. Êste líquido, cêrca de oito quilos, assenta-se nas impressões da matriz e se solidifica, formando um estereótipo curvo. Daí, depois de tal molde receber uma camada fina de níquel em tanques de niquelagem, pode ser usado para fazer mais de um milhão de impressões.
SALA DAS TINTAS E CARPINTARIA
Os visitantes precisavam ainda visitar a sala das tintas e a carpintaria, localizadas nos andares inferiores do edifício. A Sociedade Tôrre de Vigia dos EUA economiza anualmente muitas dezenas de milhares de cruzeiros novos por fabricar sua própria tinta de impressão, no último ano, apenas, produzindo cêrca de 140 toneladas. No entanto, a tinta não é o único produto fabricado na sala das tintas. No último ano, mais de 20 toneladas de sabões e detergentes foram produzidas para manter limpos o lar de Betel e as fábricas, cêrca de 1.000 galões de tinta foram fabricados, e cêrca de 95 toneladas de adesivos foram produzidas para uso nos departamentos de encadernação e de despacho de revistas.
A visita de mais de duas horas e, meia atingiu seu fim no segundo andar, na carpintaria. Aqui, também, a Sociedade economiza dezenas de milhares de cruzeiros novos por construir sua própria mobília para o lar de Betel. Desde 1960, 422 belas cômodas de fórmica, 381 escrivaninhas de fórmica e 293 estantes de fórmica foram construídas.
Que grandiosa visita! Que dia memorável! Êsse era o pensamento de todos que acabaram de assistir ao programa de dedicação e tinham agora acabado de percorrer as fábricas. Quão maravilhosamente foram ampliadas as instalações para se imprimir a Palavra de Deus! Mas, a expansão não se limitara a Brooklyn.
INSTALAÇÕES PARA A IMPRESSÃO EM TODO O MUNDO
Ao passarem pela sala das tintas e verem um grande despacho de tinta preparado para a Alemanha, lembrou-se a muitos dos visitantes que a impressão também tem aumentado tremendamente nas sucursais da Sociedade Tôrre de Vigia fora dos Estados Unidos. Somando-se tudo, no ano passado mais de 96 milhões de revistas A Sentinela e Despertai!, em mais de quarenta idiomas, foram impressos em outros países. Ora, isso é mais do que o número total impresso em Brooklyn há menos de doze anos atrás!
As duas rotativas na Alemanha produziram cêrca de 27 milhões de revistas no ano passado, e sua oficina de encadernação produziu mais de um quarto de milhão de livros. Na Inglaterra foram impressas 21 milhões de revistas; no Canadá, mais de 16 milhões; e, na Suíça, quase 11 milhões. Os três países escandinavos da Dinamarca, Suécia e Finlândia também produziram mais de 10 milhões de revistas A Sentinela e Despertai! no ano passado. E, lá na África do Sul, estas revistas foram impressas em dez idiomas.
Na verdade, a profecia de Jesus tem notável cumprimento nestes últimos dias, pois, sem qualquer sombra de dúvida, a mensagem a respeito do reino de Deus está sendo impressa e distribuída “em tôda a terra habitada”. — Mat. 24:3, 14.
-
-
Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1968 | 15 de outubro
-
-
Perguntas dos Leitores
● Em que sentido “ensina a própria natureza” que é uma glória as mulheres usarem cabelo comprido, mas é uma desonra os homens usarem o cabelo comprido, como o apóstolo Paulo escreveu em 1 Coríntios 11:14, 15? — G. N., Canadá.
Os comentários feitos por Paulo em apoio do que escrevia a respeito da posição das mulheres na congregação cristã foram muitíssimo significativos para os cristãos. Escreveu êle: “Não ensina a própria natureza que, se um homem tiver cabelo comprido, é uma desonra para êle; mas, se a mulher tiver cabelo comprido, é uma glória para ela?” (1 Cor. 11:14, 15) Sob certas circunstâncias, a mulher cristã poderia usar algo que lhe cubra a cabeça em sinal de seu reconhecimento da direção teocrática. (1 Cor. 11:5) E isto se depreenderia do que ocorria naturalmente entre aquêles a quem Paulo escreveu, e pelos costumes com os quais estavam familiarizados.
A congregação coríntia se compunha provàvelmente em sua maior parte de gregos e judeus, e, entre tais pessoas, é natural as mulheres usarem o cabelo mais comprido do que os homens. Isto não é necessàriamente o que se dá entre todos os povos. Os cientistas em geral reconhecem três tipos característicos de cabelo: o longo cabelo liso dos orientais e índios, o curto cabelo carapinha dos prêtos e melanésios e o cabelo ondulado dos europeus e semitas. Dos dois primeiros tipos, “a diferença de comprimento no homem e na mulher é escassamente perceptível” se o deixarem crescer sem cortá-lo. Mas, não se dá o mesmo com o terceiro tipo. Em geral, entre os homens “o comprimento raramente excede 30 a 40 centímetros, ao passo que nas mulheres o comprimento comum vai de 63 a 76 centímetros e, em alguns casos, soube-se que alcançou 1,80 metros ou mais.” The Encyclopædia Britannica, 11ª Ed., Vol. 12, p. 823.
Além disso, tais cristãos estavam a par de que era o costume geral os homens apararem seu cabelo a um comprimento moderado. Isto era comum entre os homens judeus, o longo cabelo não aparado dos nazireus os marcando como homens que não seguiam o costume geral. (Núm. 6:5) Em contraste, as mulheres judias usualmente deixavam o cabelo crescer a um comprimento considerável. (Luc. 7:38; João 11:2) Até mesmo os gregos que lessem os comentários de Paulo teriam avaliado suas observações a respeito de as mulheres usarem o cabelo mais comprido do que o dos homens. Isto lhes teria sido sublinhado pelo fato de que, em Corinto, raspar a cabeça de uma mulher, ou cortar-lhe bem curto o cabelo, era sinal de ser escrava ou estar em desgraça, por ter sido apanhada em fornicação ou adultério. — 1 Cor. 11:6.
De maneira que Paulo se podia basear nestas diferenças normais a fim de ilustrar que havia uma diferença entre os sexos. A diferença serviria de lembrete para os na congregação.
O que dizer do comprimento do cabelo de uma pessoa hoje? Assim como o comprimento natural
-