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Seguindo ‘tua luz e verdade’A Sentinela — 1969 | 15 de agosto
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meu ministério de tempo integral. Ela me encorajava fielmente tanto quanto podia, até à sua morte em 1921.
Então, a nossa congregação já havia crescido o bastante para alugar um salão na Rua Flagler, no centro de Miami. Nunca achei que tivesse qualidades de liderança, nem me achei à altura de dar conferências públicas. Todavia, visto que tinha grande desejo da verdade da Palavra de Deus e lia e estudava muito, fui freqüentemente consultado, e, por isso, me sentia muito feliz de poder ajudar os na minha congregação a obter melhor compreensão da verdade, que se tornava cada vez mais clara. — Pro. 4:8.
SERVINDO NA SEDE DA TORRE DE VIGIA
Entre os que me inspiravam havia os representantes viajantes da Sociedade Torre de Vigia, conhecidos como peregrinos. Quando em Miami, sempre se hospedavam na nossa casa, e eu prezava muito as palestras e a associação com eles. Foi um destes peregrinos que me estimulou o interesse nos privilégios de serviço disponíveis na sede da Torre de Vigia em Brooklyn, Nova Iorque. Por isso enviei a minha petição e pouco depois fui chamado, tornando-me membro da família de Betel de Brooklyn em 15 de maio de 1922. Sempre serei grato pelo encorajamento que recebi de me candidatar para o serviço em Betel, visto que este já tem sido agora meu “lar, doce lar” por quarenta e seis anos.
A Sociedade havia apenas começado a publicar alguns dos seus próprios livros, e passei os meus primeiros dez anos em Betel trabalhando numa máquina costurando juntas as partes dos livros. Naqueles dias tínhamos apenas quatro de tais máquinas de costura. Hoje temos trinta e sete, sem se falar em outras máquinas de costura nas outras gráficas em todo o mundo. Depois daqueles dez anos, foi meu privilégio transportar produtos hortigranjeiros das fazendas da Sociedade para o lar de Betel em Brooklyn, também por dez anos. Embora este trabalho fosse árduo, gostei muito dele. Também transportava frutas cítricas produzidas numa fazenda da Sociedade na Flórida e trazidas por uma companhia de navegação. Gostei também de suprir a família de Betel de vários tipos de melões. Para obtê-los, dirigia-me às regiões onde eram cultivados e fazia ‘negócios’ proveitosos com os lavradores que tinham excesso de safra. Mas, o aspecto desta designação, de que eu gostava mais, eram as oportunidades que me oferecia de conversar com o irmão Rutherford, naqueles anos presidente da Sociedade. Ele passava freqüentemente algum tempo numa ou noutra destas fazendas, visto que lhe ofereciam o ambiente ideal para meditar e escrever.
Então, em 1942, tive novamente o privilégio de trabalhar na produção de livros, ajudando por cinco anos numa máquina que cortava os três lados dos livros. Em 1947, fui transferido para o departamento de expedição, onde passei os próximos oito anos de serviço alegre, tendo parte em expedir a literatura impressa. Sempre me deu verdadeira satisfação saber que esta literatura, que eu tinha o privilégio de ajudar a produzir e expedir, é realmente a maneira em que Jeová Deus responde hoje em dia à oração de seus servos para ‘enviar tua luz e tua verdade’.
Ver como Jeová Deus tem conduzido seu povo e dado prosperidade à sua organização durante todos estes anos me tem fortalecido muito a fé. Quando cheguei pela primeira vez à sede em Brooklyn, nossa gráfica consistia apenas numa pequena área alugada. Depois, em 1926, a Sociedade construiu sua própria oficina gráfica de oito andares, de 6.500 metros quadrados de espaço. Em 1949, construiu-se um anexo de nove andares, como parte integrante da gráfica original, acrescentando mais 6.690 metros quadrados. Foi apenas seis anos depois que ficamos novamente emocionados com um empreendimento, a saber, quando a Sociedade começou a construir um edifício de treze andares, do outro lado da rua de nossa gráfica, com 17.837 metros quadrados de espaço.
Este edifício havia de ser usado principalmente para a impressão e a expedição das revistas A Sentinela e Despertai! Assim que este edifício ficou pronto para ser usado, fui designado ao departamento de expedição, neste edifício, onde ainda é meu privilégio de trabalhar na época em que escrevo isso. E como tem aumentado a distribuição destas revistas, que desempenham um papel tão destacado em Jeová enviar ‘sua luz e verdade’! No ano de 1922, quando vim pela primeira vez à, sede de Brooklyn, a Sociedade produzia 3.250.000 revistas. E qual é a produção agora? Pois bem, no ano passado, só a gráfica de Brooklyn produziu mais de cinqüenta vezes tanto, ou tantas revistas cada semana quantas produzíamos num ano inteiro em 1922!
Agora, nos anos em que declino fisicamente, meu coração transborda de gratidão e alegria pelas muitas bênçãos que tive nestes cinqüenta e oito anos que segui a ‘luz e verdade’ da Palavra de Jeová, e em especial nos quarenta e seis anos que tive o privilégio de servir de tempo integral na Sua sede terrestre.
Desde que escreveu a história da sua vida, Calvin Prosser terminou a sua carreira terrestre — sendo do restante dos herdeiros do reino celestial — falecendo em 13 de dezembro de 1968. Os serviços fúnebres foram relizados em Staten Island, em 16 de dezembro, dirigidos por Max Larson, servo da fábrica e antigo amigo pessoal, bem como um dos diretores da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Nova Iorque, Inc. Entre os presentes havia amigos e parentes da Flórida e de Delaware, bem como vinte ou mais do lar de Betel em Brooklyn, a maioria dos quais havia conhecido Calvin Prosser por mais de quarenta anos. Embora seus amigos lamentem seu falecimento, regozijam-se de que agora se aplicam também a ele as palavras: “Felizes os mortos que morrem em união com o Senhor, deste tempo em diante. Sim, diz o espírito, descansem eles dos seus labores, porque as coisas que fizeram os acompanham.” — Rev. 14:13.
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O Ambiente Cristão de BetelA Sentinela — 1969 | 15 de agosto
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O Ambiente Cristão de Betel
RECENTEMENTE, um casal que mora no Betel da sede da sede da Sociedade Tôrre de Vigia em Brooklyn teve visita para almoço. Pouco depois, seus visitantes enviaram-lhe uma carta de agradecimento. O que escreveram mostra quão profundamente o ambiente cristão do lar de Betel os impressionou:
“Prezados Sr. e Sra. G ____________
“É difícil expressar em palavras nosso agradecimento e apreço pelo tempo que nos dedicaram na última quarta-feira. Todos nós alimentamos a ilusão de ser pessoas pensantes, com a capacidade de solucionar não só os nossos problemas, mas, dada a oportunidade, também os problemas do mundo.
“Nesta quarta-feira, porém, fomos abalados em nossa complacência. As idéias que talvez tenhamos tido sobre religião, amor ao próximo, política, trabalho, as Nações Unidas e o futuro da humanidade foram completamente desfeitas. Na sede das testemunhas de Jeová tivemos o privilégio de ver a religião em funcionamento e o que bem pode constituir a solução para o futuro da humanidade.
“Durante um dia de trabalho comum, sentamo-nos com umas seiscentas pessoas para almoçar [num dos maiores refeitórios de Betel], cada uma das quais era bem comportada, cortês, afável, estando em paz consigo mesma e grata a Deus pela seu pão de diário. Uma reunião de cerca de seiscentas pessoas de todas as idades, cores e educação diferente, em qualquer outro lugar, em circunstâncias diferentes, seria uma enorme confusão, barulheira, segregação de grupos, havendo discórdias de grupos e pelo menos uma briga de bêbedos. Só para se estabelecer ordem em tal grupo já exigiria os esforços de Jeová. Na quarta-feira se deu exatamente o contrário; foi a crença em Jeová que fêz a diferença. Talvez seja a solução para tudo.
“Nós três ficamos todos profundamente impressionados com o que vimos, e, embora já se passassem alguns dias desde quarta-feira, ainda estamos relembrando o que vimos, ouvimos e sentimos. Até agora, a religião era algo para o sábado ou o domingo, por ocasião dum nascimento ou algumas palavras proferidas num entêrro. Simplesmente não fazia parte de nossa vida diária. Depois de todos os nossos anos de instrução e pensamento independente, será que estamos completamente errados? Tal perspectiva não é muito animadora, mas sendo que os fatos provam que a coisa é diferente, e a verdade é obvia, poderá a lógica refutá-la? . . .
“Desejamos agradecer-lhes o privilégio de vistá-los e de ver a religião em funciomento.
Sinceramente, [assinatura]”
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