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O ajuntamento de todas as nações a um só templo para a adoraçãoA Sentinela — 1973 | 1.° de julho
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do templo em Jerusalém, no sexto século antes de nossa Era Comum, ele foi inspirado a dizer: “Naquele dia muitas nações se ajuntarão a Jeová, e serão o meu povo; habitarei no meio de ti.” “Muitos povos e poderosas nações virão a buscar em Jerusalém a Jeová dos exércitos e a suplicar o favor de Jeová.” (Zac. 2:11; 8:22, Brasileira) Em harmonia com esta profecia, da chegada de não-israelitas para adorar a Jeová no seu templo, o templo construído pelo Rei Herodes, que substituiu o templo construído nos dias do profeta Zacarias, não só continha o pátio dos sacerdotes com o seu altar, e também o pátio de Israel e o pátio das mulheres, mas continha adicionalmente o pátio dos gentios ou não-israelitas. Mesmo já séculos antes disso, quando o Rei Salomão inaugurou o primeiro templo em Jerusalém, ele orou a favor dos estrangeiros que viessem de países longínquos para adorar no templo de Jeová. — 1 Reis 8:41-43; 2 Crô. 6:32, 33.
20. Especialmente desde quando tem tido cumprimento esta profecia de Zacarias, e por que vemos isso desde então?
20 A profecia proferida há muito tempo por Zacarias já se está cumprindo em nossos dias, especialmente desde o ano de 1935 E. C. Isto significa que há um cumprimento dela enquanto ainda há na terra um restante dos subsacerdotes espirituais, que servem no compartimento Santo do templo espiritual de Jeová. Por este motivo, os da “grande multidão” de estrangeiros, que afluem de todas as partes da terra aos pátios do único templo espiritual de Jeová têm contato e associação com estes subsacerdotes espirituais ainda na terra. A data de 1935 E. C. assinala o ano em que esta “grande multidão” de adoradores não-sacerdotais de Jeová começou a ser observada como entrando no templo, porque naquele ano memorável explicou-se a profecia de Revelação 7:9-17, sobre a “grande multidão”, segundo os fatos do dia. (Veja The Watchtower de 1.º e 15 de agosto de 1935.) Ao examinarmos a visão de Revelação vista pelo apóstolo João, é como se víssemos a “grande multidão” internacional de adoradores celebrando a antitípica Festividade das Barracas no templo de Jeová.
21. Como é esta “grande multidão” descrita por João em Revelação 7:9-15?
21 Contando-nos o que ele viu, João disse: “Eis uma grande multidão, que nenhum homem podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, trajados de compridas vestes brancas; e havia palmas nas suas mãos. E gritavam com voz alta, dizendo: ‘Devemos a salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.’ . . . ‘Estes são os que saem da grande tribulação, e lavaram as suas vestes compridas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro. É por isso que estão diante do trono de Deus; e prestam-lhe serviço sagrado, dia e noite, no seu templo; e o que está sentado no trono estenderá sobre eles a sua tenda.’” — Rev. 7:9-15.
22. (a) Com relação ao templo espiritual de Deus onde O serve esta “grande multidão” dia e noite? (b) Como mostra a visão de João que o templo espiritual sobreviveu à “grande tribulação”, e que benefícios aceita ali a “grande multidão”?
22 Esta bela visão apresenta a “grande multidão” internacional como servindo a Jeová no seu templo, quer dizer, nos pátios terrestres reservados aos que não são israelitas espirituais, como se estivessem no “pátio dos gentios”. Sim, na visão do apóstolo João, o grande templo espiritual de Jeová Deus sobreviveu à “grande tribulação” destes últimos dias, pois os desta “grande multidão” sobreviveram à “grande tribulação” e encontram-se no templo de Jeová, acenando com folhas de palmeiras, semelhante à tradicional palma festiva (o lulab)a acenada pelo povo durante a Festividade das Barracas. Atribuem sua salvação a Jeová Deus e ao seu Cordeiro sacrificial, Jesus Cristo, e estão agora em caminho para uma vida infindável de felicidade e serviço divino na nova ordem de coisas, de Deus, numa terra paradísica. (Rev. 7:16, 17) Aceitam com gratidão os benefícios da oferta pelo pecado provida no grande Dia da Expiação de Jeová. — Lev. 16:1-34.
23. (a) Por que não serão os da “grande multidão” os únicos a afluir aos pátios terrestres do templo espiritual durante o Sumo Sacerdócio milenar de Cristo? (b) Em que terão de participar para obter a vida eterna na terra?
23 Entretanto, estes sobreviventes da “grande tribulação”, na qual acabará este atual sistema de coisas, não são os únicos a afluir a estes pátios de salvação. Durante o Sumo Sacerdócio milenar do Cordeiro Jesus Cristo com seus 144.000 subsacerdotes espirituais, no domínio celestial do templo espiritual de Jeová, haverá uma “ressurreição tanto de justos como de injustos”. (Atos 24:15; Rev. 20:4, 6, 11-14) Todos estes terão de ir aos pátios do templo espiritual de Jeová e participar em servi-lo, celebrando também alegremente a grande antitípica Festividade das Barracas. Não há outra maneira de salvação para a vida eterna no paraíso terrestre. Isto parece ser indicado pelos últimos seis versículos da profecia de Zacarias. Todos os ressuscitados que desejarem ter vida eterna na terra terão de ir ao templo espiritual “para se curvar diante do Rei, Jeová dos exércitos”, e para “celebrar a festividade das barracas”. Quão indizivelmente alegre será este tempo para os que fizerem isso! — Zac. 14:17, 18.
24. (a) Qual é o templo que Jeová Deus reconhece e a que templo terão de dirigir-se todos para obter a vida na nova ordem de Deus? (b) Que notícia têm agora o privilégio de transmitir a outros aqueles que estão nos pátios?
24 Bendita é também a perspectiva de todos nós hoje, que estamos agora nos pátios do templo espiritual de Jeová, quer alguns de nós estejamos no pátio interno dos sacerdotes, quer a grande maioria de nós esteja nos pátios dos adoradores não-sacerdotais do Deus Altíssimo, Jeová dos exércitos. Há apenas um templo reconhecido pelo Deus da salvação. É o único templo ao qual as pessoas de todas as nações têm de ir para se empenhar na adoração pura e assim ganhar a salvação eterna na nova ordem justa de Deus. Este templo está agora aberto para o ajuntamento de todos os que buscam o único Deus vivente e verdadeiro. Estas são realmente grandiosas notícias, associadas com os acontecimentos de nossos tempos maravilhosos. Todos nós, os que servimos nos pátios do templo espiritual de Jeová, temos o grandioso privilégio de transmitir estas boas novas vitalizadoras a todos os outros, antes de vir a “grande tribulação”.
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Perecerão os cobiçosos?A Sentinela — 1973 | 1.° de julho
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Perecerão os cobiçosos?
TODOS nós temos de algum modo sofrido os efeitos prejudiciais da cobiça do homem. A cobiça tem sido responsável pelo impiedoso desmatamento de muitos morros e de muitas montanhas, pela devastação de enormes áreas de terra pela mineração por escavação superficial, pela poluição dos rios com despejos e refugos e pela transformação das metrópoles e cidades em lugares cheios de fumaça, fuligem e barulho. Os homens também têm explorado outros homens e se enriquecido às custas deles. Acabará alguma vez tal cobiça? Perecerão os cobiçosos?
Sim, porque os atos de cobiça não escaparam da atenção Daquele que odeia a cobiça e que é suficientemente poderoso para acabar com ela. Este é o Soberano supremo do universo, Jeová Deus. O exemplo histórico de seus tratos com o antigo Israel mostra que os cobiçosos não serão tolerados indefinidamente e que os de disposição justa prosperarão.
EXEMPLO DA HISTÓRIA ANTIGA
No sétimo século A. E. C., muitos habitantes de Jerusalém e da terra de Judá eram cobiçosos. Não se preocupavam com os israelitas que ficaram privados de sua propriedade hereditária por causa da deportação pelos assírios, em 740 A. E. C. e por causa da deportação pelos babilônios em 617 A. E. C. A atitude dos cobiçosos para com aqueles exilados era: “Afastai-vos para longe de Jeová. . . . a terra . . . nos foi dada como possessão.” (Eze. 11:15) Visto que eram irmãos dos israelitas que viviam como exilados no Império Babilônico, os habitantes de Jerusalém e da terra de Judá deviam ter tido o espírito de resgatador, daquele que compraria de volta a propriedade hereditária, para que seu irmão sem bens de raiz recuperasse a propriedade dada por Deus. (Lev. 25:13-38) Mas estes cobiçosos agradavam-se de que seus irmãos se vissem obrigados a estar “longe de Jeová” o mais possível, quer dizer, da terra de Israel, onde se subentendia a presença de Jeová. Queriam a terra para si mesmos.
Jeová Deus, porém, tinha outras idéias sobre o assunto. Estava disposto a favorecer os arrependidos entre os exilados, tornando-se para eles “um santuário, por um pouco de tempo” ou “de modo pequeno”. (Eze. 11:16) Pelo “pouco de tempo” de seu exílio, Jeová seria um santuário. Seria um lugar santo em que eles poderiam achar segurança e ser preservados para os Seus bons propósitos futuros. Por outro lado, também, Jeová seria um santuário “de modo pequeno”, isto é, de modo ou alcance limitado. Isto se daria porque não poderia proteger os exilados contra todas as conseqüências merecidas devido à
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