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É apoiador da regência divina?A Sentinela — 1973 | 15 de abril
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as novas da regência de Deus mediante seu reino messiânico. Estará também ansioso de falar a outros sobre as coisas que aprendeu. É provável que se espantem com o seu destemor, sua sinceridade e seu entusiasmo, e também com a mudança de atitude e ações que o conhecimento bíblico produziu em sua pessoa.
Chegará a reconhecer a necessidade de seguir o proceder justo da plena dedicação de si mesmo a Deus e de ser batizado, em símbolo desta dedicação. Ao cumprir a sua dedicação em serviço devoto a Deus, os outros poderão ver claramente o “sinal”, a evidência da personalidade cristã que o identifica como escravo de Deus e de Cristo.
Se for alguém que recebe o “sinal” na testa, de que proveito lhe é isso? Principalmente, identifica-o como estando no serviço do Soberano Deus, como apoiador de sua Regência Divina. Tem Seu favor e Sua proteção. “Jeová conhece os que lhe pertencem”, e ele os livrará. (2 Tim. 2:19; Sal. 145:20) Tem a perspectiva de sobreviver à destruição deste atual sistema de coisas para a nova ordem de Deus, a fim de viver para sempre sob a Regência Divina. O “sinal” realmente poupa da destruição os que o têm, salva-os de ser esmagados pelos executores angélicos de Deus durante a “grande tribulação”. (Mat. 24:21) Isto foi representado na visão de Ezequiel por se pouparem os ‘marcados’ em Jerusalém.
Daí, terá de manter este sinal simbólico na testa, ao participar na obra de ‘marcação’ sob a direção dos ungidos de Deus. A obra a ser feita é tão grande, que os poucos ungidos ainda na terra não podem pessoalmente fazer toda a marcação. Negar-se a participar na obra de ‘marcação’ significaria deixar de apoiar a Regência Divina. Centenas de milhares de pessoas aproveitam a oportunidade de ser ensinadas, de ser feitas discípulos de Jesus Cristo, de ser elas mesmas marcadas, e, por sua vez, ajudar outros a ser marcados para a proteção durante a “grande tribulação” que eliminará este sistema de coisas. — Mat. 28:19, 20.
QUANDO A ‘MARCAÇÃO’ COMEÇOU
Quando começou a hodierna obra de ‘marcação’, prefigurada pela obra do “homem vestido de linho”? O mais cedo começou quando A Sentinela, no seu número inglês de 15 de agosto de 1934, publicou o artigo intitulado “Sua Bondade”. Antes disso, em 1931, por meio do livro bíblico chamado Vindicação, publicado em inglês pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, mostrara-se aos seguidores dedicados e ungidos de Jesus que eles tinham uma obra de ‘marcação’ a fazer. Naquele mesmo ano, adotaram o nome bíblico de “testemunhas de Jeová”, sugerido na Bíblia em Isaías 43:10-12. Era como se Jeová lhes ordenasse: “Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém [como prefigurando a cristandade], e tens de marcar com um sinal as testas dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as coisas detestáveis que se fazem no meio dela.” — Eze. 9:4.
Em 1934, no mencionado artigo “Sua Bondade”, consideraram-se as palavras de Jesus em João 10:16: “Tenho outras ovelhas, que não são deste aprisco [o “pequeno rebanho” de herdeiros celestiais]; a estas também tenho de trazer, e elas escutarão a minha voz e se tornarão um só rebanho, um só pastor.” Pela primeira vez viu-se que as “outras ovelhas” do tempo atual têm de ser aqueles que se dedicam a Deus mediante Cristo e que simbolizam esta dedicação incondicional por serem imersos em água, iguais a Jesus.
Por que não se fez a obra de ‘marcação’ durante os três anos de 1931 a 1934? Porque antes de 1934, a obra para com estas pessoas consistia apenas em dar-lhes conhecimento bíblico. Apenas a partir de 1934 entendeu-se claramente que o “sinal” envolvia muito mais.
No segundo trimestre do próximo ano, 1935, a obra de ‘marcação’ começou realmente em forma organizada. Num congresso geral das testemunhas de Jeová, em Washington, D. C., esclareceu-se o entendimento da “grande multidão”, conforme representada em Revelação, capítulo sete. Num discurso sobre “A Grande Multidão”, o então presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos E. U. A.) explicou que não se tratava duma classe celestial, descrita nos primeiros oito versículos deste capítulo, mas, antes, de pessoas às quais Deus oferecia esperança de vida eterna numa terra paradísica. Naquele dia, centenas de pessoas sentiram-se fortemente induzidas a se apresentar para o batismo em água. — Rev. 7:9-17.
OBRA TERMINADA COM BOM ÊXITO
Na visão de Ezequiel, a marcação de testas chegou ao fim. Com igual certeza findará com bom êxito a ‘marcação’ hodierna, que prepara a todos os que exercem fé para a justiça e que fazem com a boca declaração pública para a salvação. Ezequiel nos conta: “E eis que o homem vestido de linho, sobre cujos quadris havia o tinteiro, trazia de volta a palavra, dizendo: “Fiz exatamente como me ordenaste.’” — Eze. 9:11.
O que aconteceria se o homem da visão, quer dizer, o hodierno “homem” composto, deixasse de cumprir a sua comissão? Ele teria de prestar contas pelo sangue dos executados na “grande tribulação”. Jeová esclareceu isto a Ezequiel que foi designado para vigia, a fim de advertir sobre a execução do julgamento de Deus. Os ungidos, na terra, contudo, têm cumprido sua tarefa designada. Têm persistido em visitar as pessoas, ajudando-as a obter conhecimento da Bíblia, que salva a vida. Não foi fácil fazer isso, por causa da ferrenha oposição e perseguição movidas contra eles. Mas, consideram as palavras proféticas de Jesus como ordem: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mat. 24:14.
Portanto, quando vier este “fim”, a obra de ‘marcação’ terá sido completada. Os irmãos espirituais, ungidos, de Jesus Cristo, ainda na terra, aguardam a ocasião em que possam relatar ao celestial que os comissionou, Jeová Deus: “Fiz exatamente como me ordenaste.”
Se for um dos da “grande multidão” sem número, cooperará lado a lado com os ungidos. Promoverá e apoiará plenamente a Regência Divina. Cuidará de manter o “sinal”, que é evidência de que é discípulo dedicado e batizado de Jesus Cristo e de que tem uma personalidade semelhante à de Cristo, que o distingue de todos os “cristãos” hipócritas. Ajudará outros a obter e a reter o “sinal”. Isto fará com que seja um escravo íntegro do Deus Todo-poderoso, tendo a perspectiva de entrar em mais serviço de Jeová, no Seu novo sistema de coisas, sob o Cordeiro Jesus Cristo.
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“Firmeza heróica nas convicções”A Sentinela — 1973 | 15 de abril
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“Firmeza heróica nas convicções”
● Em coerência com a atitude neutra que adotam como ministros cristãos em todos os países, as testemunhas de Jeová, na Alemanha, durante a segunda guerra mundial, negaram-se a participar nas atividades políticas ou militares. As autoridades nazistas consideraram esta atitude baseada na Bíblia como sendo oposição ao governo. Reagiram por perseguirem severamente estas testemunhas cristãs.
O livro A Alemanha Moderna — Sua História e Sua Civilização (Modern Germany — Its History and Civilization; 1966) diz, ao comentar isso: “A seita mais perseguida dentre todas as denominações cristãs e a que sofreu tratamento quase tão cruel como os judeus, era a das Testemunhas de Jeová (Bibelforscher). Pouco se escreveu sobre este grupo de oposição, mas, do ponto de vista de firmeza heróica nas convicções e de resistência corajosa e martirizada, os Bibelforscher alemães ocupam o lugar mais honroso na história da Zivilcourage [Coragem civil] alemã.” — P. 513.
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