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O Deus do “Antigo Testamento” — é ele um Deus de amor?A Sentinela — 1986 | 15 de setembro
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(João 3:16) Visto que o amor de Deus expresso através de seu Filho, Jesus Cristo, é tão magnânimo, alguns concluíram erradamente que Ele não poderia ser aquele Deus das Escrituras Hebraicas, que castiga e condena.
Mas, é o Deus ensinado por Jesus tão diferente do Deus retratado nas Escrituras Hebraicas? Ou, será que na realidade as pessoas preferem ver apenas o que querem ver? Não mostra claramente o bem conhecido texto de João 3:16 que, se alguém não “exercer fé“ no Filho, este alguém será “destruído”? Ademais, João disse mais adiante: “Quem desobedece ao Filho não verá a vida, mas o furor de Deus permanece sobre ele.” (João 3:36) Se isto de modo algum detrai da magnitude do amor de Deus, então, por que deveria sua expressão de desagrado contra os israelitas infiéis e outros, nas Escrituras Hebraicas, fazer com que ele não fosse ali um Deus de amor?
O Amoroso Propósito de Deus Para Você
Por meio de seu profeta Malaquias, Deus declarou: “Eu sou Jeová; não mudei.” (Malaquias 3:6) Não só ele permaneceu imutável como Deus de amor, mas também seu amoroso propósito para com a humanidade e a terra permaneceu inalterado. Assim como Jeová apresentou a Adão e Eva a perspectiva de vida eterna numa terra paradísica, esse Deus de amor deseja que você esteja entre os que viverão felizes para sempre naquele Paraíso. (Lucas 23:43; 2 Pedro 3:13; Revelação [Apocalipse] 21:4) Mas, o que se exige? Jesus disse: “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” (João 17:3) As Testemunhas de Jeová terão prazer em ajudá-lo a aprender sobre Jeová, o Deus de imutável amor.
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Meteora — esses gigantescos rochedosA Sentinela — 1986 | 15 de setembro
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Meteora — esses gigantescos rochedos
OS GIGANTESCOS rochedos de Meteora, em Tessália, na Grécia central, são uma verdadeira maravilha! E a própria grande planície de Tessália é um museu de obras de arte naturais. A sua beleza e fertilidade são famosas. Chegando à planície vindo do leste, atravessa-se o extasiante desfiladeiro de Tempe, parecido com um portão, sob a sombra do colossal monte Olimpo, a residência mítica dos 12 deuses gregos. No seu sopé corre o rio Peneus e na extremidade oeste da planície fica Meteora.
Este gigantesco grupo rochoso causa espanto, admiração, temor, alegria e atordoamento. Algumas dessas rochas chegam a 600 metros de altura. Elas se projetam como obeliscos. E certamente são tremendos monumentos de testemunho em favor do poderoso Criador.
Segundo alguns geólogos, a formação de Meteora remonta aos mais remotos períodos geológicos, quando a inteira Planície de Tessália era leito de mar, pressionado dos lados para formar ondulações e superfíceis irregulares. Outros pesquisadores fixam como provável época da formação de Meteora apenas alguns milênios atrás, e atribuem sua existência a terremotos e à erosão causada por água. Todavia, todos eles admitem que o escultor destes gigantes foi água agindo com tremenda força. Pode-se perguntar, naturalmente, qual a origem de toda essa água.
O Dilúvio em Lenda
A antiga mitologia grega menciona essa área. Segundo as odes (poemas) de Píndaro e os escritos de Apolodoro, quando o mítico Deucalião era rei de Pítia, em Tessália, Zeus, o rei dos deuses olímpicos decidiu exterminar a ímpia e pervertida humanidade por meio dum dilúvio. Para escapar à fúria dos deuses, Deucalião mandou construir uma arca. Supriu-a das necessárias provisões. Assim que entrou na arca com sua esposa Pirra, irrompeu um grande dilúvio que inundou a maior parte da Grécia e afogou “quase todos os humanos”. Durante o dilúvio, os montes de Tessália foram supostamente formados. Durante nove dias e nove noites a arca de Deucalião vagava sobre as ondas, até que encalhou no cume do monte Parnaso, em Tessália.
Saindo da arca, Deucalião ofertou um sacrifício a Fíxio Zeus. O deus Zeus mandou que Deucalião e Pirra atirassem pedras para trás de si. As pedras atiradas por Deucalião se tornaram homens, e as atiradas por Pirra, mulheres. Sem dúvida, uma versão deturpada do registro bíblico sobre o Dilúvio dos dias de Noé, um acontecimento real. — Gênesis 6:1-8:22.
Os Mosteiros de Meteora
O Grande Meteora eleva-se a 613 metros acima do leito do rio Peneus. No cume plano deste monte situa-se o mosteiro de Metamorfose, o maior dos seis em funcionamento. A subida, por estrada pavimentada e escadas esculpidas na pedra, não é fácil.
Nos mosteiros de Meteora existem bibliotecas com bom número de manuscritos. Muitos foram achados ocultos em paredes e tetos, ou sob um colchão.
O conteúdo dos manuscritos é majoritariamente religioso e eclesiástico. Mas, existem também manuscritos de conteúdo histórico, literário, filosófico e científico. As suas folhas são de pergaminho ou de papel, e datam do 9.º ao 19.º século. Entre estes figura o papiro Códice 591, datado de 861-62 EC. É o mais antigo manuscrito na Grécia, têm 423 folhas, e consiste de tratados interpretativos sobre o Evangelho de Mateus.
Há também arquivos com documentos, tais como páginas com entalhes dourados em relevo, de imperadores e patriarcas bizantinos. São ao todo 3.000 documentos. Mas o número de manuscritos bíblicos é reduzido, porque os copistas de Meteora se dedicaram pouco a este tipo de tarefa.
Os mosteiros estão repletos de imagens religiosas (ícones) retratando tanto pessoas míticas como reais, bem como eventos que atestam as convicções religiosas dos monges. Por exemplo, certa representação da Segunda Vinda retrata pecadores sendo lançados na boca de terríveis monstros. Em outro lugar, no templo de João Batista, há um relevo representando um cavaleiro diante de quem está Vênus.
Assim termina a nossa visita a Meteora. Qualquer que seja o nosso conceito sobre as coisas de fabricação humana que ali se encontram, a grandeza deste gigantesco grupo rochoso em Tessália nos emociona.
[Crédito da foto na página 30]
Foto da Embaixada da Grécia (EUA)
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