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Encontrando alegria em servir a DeusA Sentinela — 1964 | 15 de fevereiro
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SERVIÇO — BATISMO
Formou-se em pouco tempo um pequeno grupo de estudo bíblico na ilha de Quios. Entramos então em contato com a filial de Atenas da Sociedade Torre de Vigia. Não demorou muito e estávamos saindo no ministério, declarando as boas novas do reino de Deus, mas fazendo isto na maior parte mediante a distribuição de tratados. Foi então que começou a surgir a oposição. Nada, naturalmente, poderia impedir a Palavra de Deus. Mediante a sua filial local em Atenas, a Sociedade Torre de Vigia nos proveu toda a ajuda possível, a fim de que promovêssemos as boas novas e cumpríssemos o nosso ministério. Fomos até abençoados com as visitas de representantes especiais da Sociedade. Quão revigorantes foram essas associações no princípio dos meus dias, quando aprendia e divulgava a Palavra veraz de Deus!
Tudo isto foi apenas o começo. O serviço de Deus me proporcionava genuína alegria. Em princípios de maio de 1925, tivemos a nossa primeira assembléia nacional em Atenas. Isto constituiu um marco importante na minha vida, pois foi ali que tive o privilégio de simbolizar a minha dedicação a Jeová, sendo imerso em água. Daquele ano em diante, associei-me com a “classe” de Atenas, onde continuei a servir a Deus e a usufruir a sua rica bênção.
EM PARIS
Seis anos mais tarde, em maio de 1931, tive o privilégio, junto com mais dez irmãos cristãos da Grécia, de assistir à nossa primeira “grande” assembléia internacional do povo de Jeová. Foi realizada na Salle Pleyel, Paris, França. Ali, pela primeira vez, cheguei a conhecer a J. F. Rutherford, que era o presidente da Sociedade Torre de Vigia. Fiquei conhecendo também uma multidão de outros irmãos da América, Inglaterra, Áustria, Alemanha, Polônia e de outros países. Ainda guardo profundamente gravadas na mente as memórias daquela “grande” assembléia, embora a assistência total não ultrapassasse o número de 3.500 pessoas.
Essa assembléia em Paris teve um profundo efeito sobre a minha vida inteira. Tornou mais profunda a minha apreciação. Aumentou meu amor a Deus e à sua organização visível. Os jovens irmãos que interpretaram os discursos do irmão Rutherford para o alemão, polonês e francês prenderam de modo especial a minha atenção. Eu os admirei grandemente. A sua obra excelente me impressionou. Como desejei poder fazer o mesmo algum dia! Tal desejo se realizou. Esperei mais de vinte e cinco anos para que se cumprisse, mas cumpriu-se. Em 1956, quando Nathan H. Knorr, que sucedeu a Rutherford na presidência da Sociedade Torre de Vigia, deu um discurso em Atenas, tive o privilégio de traduzir o seu discurso para o grego.
PERSEGUIÇÃO — INCREMENTOS
Em fins da década de 1930, o ministério das boas novas era realizado na Grécia apesar das muitas dificuldades e perseguições. Sob o regime ditatorial, que prevaleceu na Grécia desde agosto de 1936, os círculos religiosos intolerantes forjaram leis iliberais, com a esperança de silenciar a nossa obra cristã.
Numa noitinha de 1940, quando realizávamos em Atenas o nosso estudo semanal da Sentinela, os agentes da polícia chegaram e prenderam a todos os presentes. Encarceraram-nos em diversas prisões em toda a cidade. Ameaçaram-nos de exílio, salvo assinássemos uma declaração em que repudiaríamos as nossas convicções religiosas. Depois de vinte e quatro dias na prisão, fomos soltos. Isto foi para mim uma experiência muito edificante. Ajudou-me imensamente. Aumentou a minha confiança em Jeová. Fortaleceu a minha resolução de permanecer fiel a Deus em quaisquer circunstâncias.
As nossas dificuldades no ministério cristão aumentaram ao passo que a Grécia se envolvia na Segunda Guerra Mundial. Veio então violenta e cruel ocupação pelas tropas alemãs nazistas. Fomos cortados de todo o contato com a matriz da Sociedade Torre de Vigia em Brooklyn, Nova Iorque. Não obstante as perseguições, veio o aumento. Sob a proscrição, envidamos maior esforço. No fim da guerra, tínhamos cerca de sete vezes mais em número do que antes de começar a guerra.
ORGANIZAÇÃO E TREINAMENTO
Entramos novamente em contato com a matriz da Sociedade Torre de Vigia nos Estados Unidos. Grande foi a nossa alegria quando, em 1946, dois dos formados de Gileade vieram organizar-nos teocraticamente. Regozijamo-nos com a afeição e interesse vital que a organização de Jeová nos demonstrou. Recebi privilégios adicionais, primeiro qual “servo aos irmãos”, daí qual servo da filial. Eram muitos os problemas e as dificuldades, mas também eram muitas as bênçãos.
Veio então o ano de 1950 e a Assembléia do Aumento da Teocracia, na cidade de Nova Iorque, juntamente com o treinamento especial na matriz do Betel de Brooklyn. À minha chegada em Nova Iorque, tive uma experiência incomum; pelo menos foi incomum para mim. As autoridades da imigração vieram a bordo do navio e me prenderam juntamente com alguns outros. Fomos então levados à ilha Ellis. Depois de longo interrogatório, fomos postos em liberdade no dia seguinte. Fiquei sem saber por algum tempo se iríamos realmente ver a América e assistir ao congresso cristão. Isto, naturalmente, aconteceu quando a guerra coreana estava em progresso e as autoridades norte-americanas vigiavam de perto as pessoas que vinham ao país. De modo que a nossa detenção foi uma medida de precaução, o que é bem entendido.
As assembléias seguintes em 1953 e 1958, na cidade de Nova Iorque, juntamente com o treinamento acompanhante, foram grandes ocasiões na minha vida. Poderia acrescentar, também, que as visitas do irmão Knorr a Atenas e a sua permissão de construir um belo edifício de três andares, para abrigar a família de Betel na Grécia, foram ocasiões emocionantes. Temos agora nesse edifício uma tipografia e escritórios.
Há uma fase da minha vida particular que gostaria de mencionar. Em 1953, tive o privilégio de tomar como esposa a irmã Phyllis, uma moça excelente. De modo que agora na minha vida cristã, tenho uma preciosa companheira. Usufruímos juntos o serviço de tempo integral a Jeová.
Foi em 1924 que me pus no caminho de Jeová. Desde então me tenho empenhado a trabalhar em íntima cooperação com a sua organização teocrática. Durante todos estes muitos anos da minha vida, tenho sentido a mão amorosa e orientadora de Jeová. Experimentei as Suas grandes misericórdias, proteção e amor. Tem sido uma vida rica, cheia de alegria. O que mais poderei dizer? Seja este também o seu quinhão feliz.
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O mordomo da cidadeA Sentinela — 1964 | 15 de fevereiro
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O mordomo da cidade
◆ Em Romanos 16:23 o apóstolo Paulo, escrevendo de Corinto, mandou saudações de alguns dos seus companheiros de trabalho; por exemplo: “Erasto, o mordomo da cidade, vos cumprimenta.” Aparentemente, Erasto cuidava das questões financeiras da cidade. Nas escavações de Corinto, em 1929, o Professor T. L. Shear descobriu um pavimento ou uma pedra de pavimentação com a seguinte inscrição: “ERASTVS PRO: AED: S: P: STRAVIT” (“Erasto, procurador e edil, colocou este pavimento à sua própria custa”). Não se sabe se o Erasto mencionado nesta inscrição era o mesmo mencionado por Paulo, mas crê-se que o pavimento seja do primeiro século E. C. — Biblical Archaeology de G. Ernest Wright, pás. 262.
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