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Será alguma vez seguro viver sem fechaduras?A Sentinela — 1975 | 1.° de maio
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os que se humilharem diante do Senhor receberão toda bênção, e terão maravilhosa paz . . . e viverão ali para sempre.” — Sal. 37:1-3, 10, 11, 29, The Living Bible.
Não seria um prazer associar-se com tais pessoas honestas e pacíficas? Sinta-se à vontade de entrar em contato com as testemunhas de Jeová; saiba mais sobre o iminente mundo sem fechaduras.
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Vida no meio do tumulto na IrlandaA Sentinela — 1975 | 1.° de maio
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Vida no meio do tumulto na Irlanda
NO INVERNO de 1968-1969, as dificuldades que persistentemente afligiram a Irlanda irromperam novamente em conflito aberto. Desde então, tem havido um terrível derramamento de sangue e maciça destruição de propriedades. Mais de mil pessoas morreram nos atentados de bombas, tiroteios e assassinatos. Milhares de outros ficaram mutilados, deformados e feridos. Por quê?
Basicamente, deve-se às divergências religioso-políticas — entre protestantes e católicos romanos. Dum lado há os protestantes associados com o regime britânico e doutro lado há os católicos romanos vinculados com a luta pela independência da Irlanda. Lamentavelmente, mesmo depois de todas as lições da história, muitos acham que a violência é o meio de resolver as divergências.
FORMAÇÃO PROTESTANTE
Nasci em Belfast, na Irlanda do Norte, em 1917. Uma das grandes influências na minha vida foi a Ordem de Orange, uma sociedade devotada à causa do protestantismo. Ela tirou seu nome da famosa vitória do Rei Guilherme de Orange sobre o Rei Jaime II da Inglaterra, na batalha de Boyne, em 1690.
O destaque de cada ano para os orangistas é o grande desfile 12 de julho, para comemorar esta vitória. As paixões são estimuladas pela multidão de bandas de flautas e tambores, que dão colorido e emoção ao cortejo. Lembro-me bem de andar ao lado de meu pai, que era o tambor-mor numa das bandas. É uma verdadeira demonstração da força e ascendência protestante no norte da Irlanda, e, naturalmente, serve para aumentar as amarguras entre as comunidades.
MUDANÇA PARA A NEUTRALIDADE CRISTÃ
O ponto de virada na minha atitude veio em meados da década de 1950. Minha mãe, antes uma firme protestante, por muitos anos havia estado vagamente associada com as testemunhas de Jeová. No entanto, nenhum de nós jovens, imbuídos do espírito de nacionalismo e de superioridade protestante, prestávamos muita atenção ao que ela nos contava.
Tornei-me membro regular da Igreja da Irlanda, a maior igreja protestante no país. No entanto, as testemunhas eram muito persistentes, embora bondosas. Com o tempo, iniciaram um estudo bíblico com a minha esposa. Pouco depois, meu interesse ficou estimulado ao ponto de eu começar a assistir às reuniões delas. Por causa da boa instrução recebida, adquiri prontamente conhecimento da Bíblia e tanto minha esposa como eu
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