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GuardaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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A palavra hebraica tabbáhh, traduzida “cozinheiro” em 1 Samuel 9:23, significava, basicamente, “matador” ou “açougueiro”, e adquiriu o sentido de executor; é usada em outras partes com referência à escolta de Faraó do Egito e do Rei Nabucodonosor, de Babilônia. (Gên. 37:36; 2 Reis 25:8, 11, 20; Dan. 2:14) A palavra hebraica mishmá‘ath, que significa, basicamente, “ouvintes” ou “súditos [obedientes]” é usada para referir-se à escolta de Davi (2 Sam. 23:23; 1 Crô. 11:25), e à escolta de Saul, da qual Davi tinha sido chefe. — 1 Sam. 22:14.
Nas prisões romanas era costumeiro acorrentar um prisioneiro a um guarda, ou, para segurança máxima, a dois guardas. (Atos 12:4, 6) No entanto, durante o primeiro encarceramento do apóstolo Paulo em Roma, foi-lhe concedido o respeito de ficar livre dessa forma de restrição, tendo apenas um guarda que morava com ele em sua própria casa alugada. (Atos 28:16, 30) Em seu segundo aprisionamento, talvez estivesse acorrentado a um guarda.
Os principais sacerdotes e fariseus dispunham de seus próprios guardas, a quem Pilatos permitiu que ficassem postados no túmulo de Cristo. Para impedir que as pessoas ficassem sabendo da ressurreição de Jesus, os principais sacerdotes subornaram estes guardas, para que circulassem a mentira de que os seguidores de Jesus haviam roubado o corpo dele. — Mat. 27:62-66; 28:11-15.
A Guarda Pretoriana romana foi formada por César Augusto em 13 A.E.C., para servir como escolta imperial. (Fil. 1:12, 13) O imperador Tibério fez com que tal guarda ficasse acampada permanentemente perto dos muros de Roma e, por meio dela, controlava qualquer irrequietação do povo. Isto atribuiu grande importância ao comandante da guarda, guarda esta que chegou a totalizar cerca de 10.000 homens. Com o tempo a Guarda Pretoriana se tomou tão poderosa que tanto podia empossar imperadores como destroná-los.
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Guarda Pessoal (Ou Escolta)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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GUARDA PESSOAL (OU ESCOLTA)
Veja GUARDA.
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Guarda PretorianaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GUARDA PRETORIANA
Grupo especial de soldados romanos, originalmente organizado por Augusto como escolta imperial. Consistia em nove (mais tarde ampliada para dez) coortes, de 1.000 homens cada uma. Todos eram voluntários italianos; seu soldo era o dobro ou o triplo do de um soldado das legiões. Tibério concentrou este corps d’elite em Roma por construir alojamentos fortificados ao N dos muros da cidade. Embora as coortes pudessem ser enviadas a terras estrangeiras, três delas ficavam sempre estacionadas em Roma, uma delas nos alojamentos adjacentes ao palácio do imperador. Visto que a Guarda Pretoriana era, em sentido básico, a única tropa permanente na Itália, ela veio a constituir-se em poderosa força política para o apoio ou a derrubada dum imperador. Por fim, o tamanho e a composição da Guarda Pretoriana mudaram, sendo até mesmo admitidos nela homens das províncias. Foi finalmente abolida pelo imperador Constantino, em 312 E.C.
Nos Evangelhos e nos Atos, o latinismo praitórion é usado com respeito a um palácio ou residência. A tenda dum comandante do exército era conhecida como prætorium (pretório), e, assim, com o tempo, o termo foi aplicado à residência dum governador provincial. Desta forma, Pilatos interrogou Jesus no prætorium ou “palácio do governador”. (João 18:28, 33; 19:9; veja BJ; PIB.) Quando encarcerado em Roma pela primeira vez, “permitiu-se a Paulo que ficasse sozinho com um soldado para guardá-lo”. (Atos 28:16) Assim, suas cadeias tornar-se-iam algo de conhecimento público em ligação com Cristo entre os soldados da Guarda Pretoriana, e, especialmente se tal guarda fosse renovada cada dia. Em conseqüência disso, muitos tradutores entendem que praitórion, em Filipenses 1:13, significa a Guarda Pretoriana, e não algum prédio ou corpo judicial. — Al; nota da BJ, CBC, PIB, So; MH; NM.
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GuarniçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GUARNIÇÃO
O vocábulo hebraico netsív pode indicar um contingente um tanto permanente de soldados estacionados numa instalação militar. A palavra hebraica relacionada, matstsáv, contém uma idéia similar. — 1 Sam. 13:23; 14:1, 4, 6, 11, 12, 15; 2 Sam. 23:14.
Os filisteus possuíam guarnições em território israelita durante os reinados de Saul e de Davi. (1 Sam. 10:5; 13:3, 4; 1 Crô. 11:16) Depois de Davi ter derrotado a Síria e Edom, ele manteve guarnições no território deles, a fim de impedir a rebelião. (2 Sam. 8:6, 14; 1 Crô. 18:13) A bem da paz e da segurança do país, Jeosafá instalou guarnições em Judá e nas cidades de Efraim que Asa capturara. (2 Crô. 17:1, 2) A presença de um agrupamento militar dessas proporções muito contribuía para a manutenção da ordem e para proteger os interesses régios nos territórios em que os habitantes naturais propendiam a rebelar-se.
Mantinha-se uma guarnição romana em Jerusalém durante o primeiro século E.C. Seus alojamentos achavam-se no elevado Castelo de Antônia, adjacente à área do templo. Quando uma multidão de judeus arrastou Paulo para fora do templo e tentou matá-lo, soldados dessa guarnição conseguiram descer rapidamente o bastante para livrá-lo. (Atos 21:31, 32) Durante as épocas festivas judaicas, traziam-se tropas extras para fortalecer esta guarnição.
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GuerraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GUERRA
[Heb. , lahhám, consumir, devorar; assim, por extensão: lutar; milhhamáh (extraído de lahhám), luta; tsavá’, reunir, ajuntar para serviço militar; qaráv (raiz verbal), atingir ou tocar, aproximar-se, achegar-se, daí, qeráv, colisão ou encontro, guerra; gr. , pólemos (fonte do português “polêmica”), luta, batalha, guerra (em Tiago 4:1, contenda violenta, disputa, briga); strateúo, servir na guerra, ser um soldado, travar guerra].
Sobre Ninrode, a Bíblia afirma que ele “saiu para a Assíria”, o que era, evidentemente, um ato de agressão contra o território de Assur, filho de Sem. Ali Ninrode construiu cidades. (Gên. 10:11) Nos dias de Abraão, outro rei da Mesopotâmia, Quedorlaomer, rei do Elão, sujeitou várias cidades (todas situadas, pelo que parece, no extremo S do mar Morto) por um período de doze anos, obrigando-as a servi-lo. Depois de tais se rebelarem, Quedorlaomer e seus aliados guerrearam contra elas, derrotando as forças de Sodoma e Gomorra, tomando os bens delas e capturando o sobrinho de Abraão, Ló, e os da casa dele. Nisso Abraão juntou 318 escravos treinados e, junto com seus três confederados, perseguiu Quedorlaomer, e recuperou os cativos e o que fora saqueado. No entanto, Abraão não ficou com nada do despojo para si mesmo. Este é o primeiro registro duma guerra travada por um servo de Deus. A guerra em que Abraão se empenhou para reaver seu co-servo de Jeová teve a aprovação de Jeová, pois, quando Abraão retornou, foi abençoado por Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo. — Gên. 14:1-24.
CONFLITO ORDENADO POR DEUS
Jeová é “pessoa varonil de guerra”, “o Deus dos exércitos”, e “poderoso na batalha”. (Êxo. 15:3; 2 Sam. 5:10; Sal. 24:8, 10; Isa. 42:13) Como Criador e Soberano Supremo do universo, Ele não só tem o direito, mas também se vê obrigado, pela justiça, a executar ou a autorizar a execução dos anárquicos, a travar guerra contra todos os obstinados que se recusam a obedecer às Suas leis justas. Por conseguinte, Jeová foi justo ao extirpar os iníquos por ocasião do Dilúvio, ao destruir Sodoma e Gomorra, e ao trazer a destruição sobre as forças de Faraó. — Gên. 6:5-7, 13, 17; 19:24; Êxo. 15:4, 5; compare com 2 Pedro 2:5-10; Judas 7.
Usado Israel como executor da parte de Deus
Jeová atribuiu aos israelitas o dever sagrado de atuarem como Seus executores na Terra Prometida, à qual Ele os havia trazido. Por orientar vitoriosamente os de Israel — que antes de serem libertos do Egito não conheciam a guerra (Êxo. 13:17) — contra “sete nações mais populosas e mais fortes“ do que eles, Deus magnificou seu nome como “Jeová dos exércitos, o Deus das fileiras combatentes de Israel”. Isto provou que “não é nem com espada nem com lança que Jeová salva, porque a Jeová pertence a batalha”. (Deut. 7:1; 1 Sam. 17:45, 47; compare com 2 Crônicas 13:12.) Isto também ensejou aos israelitas a oportunidade de demonstrar obediência aos mandamentos de Deus, a ponto de porem em perigo sua vida na guerra ordenada por Deus. — Deut. 20:1-4.
Nenhuma guerra de agressão além dos limites concedidos por Deus
Entretanto, Deus ordenou de forma estrita a Israel que não deviam travar guerras de agressão ou de conquista além do território que Ele lhes concedera, ou além das nações que Ele lhes ordenou que combatessem. Não deviam empenhar-se em conflitos com as nações de Edom, Moabe ou Amom. (Deut. 2:4, 5, 9, 19) Em épocas posteriores, porém, foram atacados por estas nações e se viram obrigados a defender-se delas em guerras. Nisso, contaram com a ajuda de Deus. — Juí. 3:12-30; 11:12-33; 1 Sam. 14:47.
Guerra santificada
Antigamente as forças combatentes, antes de iniciarem a batalha, eram costumeiramente santificadas. (Jos. 3:5; Jer. 6:4; 51:27, 28) Durante a guerra, as forças de Israel, incluindo os não-judeus (por exemplo, Urias, o hitita, que era provavelmente um prosélito circuncidado), tinham de permanecer cerimonialmente limpas. Não podiam ter relações sexuais, nem mesmo com suas próprias esposas, durante uma campanha militar. Assim sendo, não havia prostitutas no rasto do exército de Israel. Ademais, o próprio acampamento tinha de ser mantido limpo da impureza. — Lev. 15:16, 18; Deut. 23:9-14; 2 Sam. 11:11, 13.
Quando se fazia mister punir o Israel infiel, os exércitos inimigos que traziam a destruição eram considerados ‘santificados’, no sentido de que eram ‘postos à parte’ por Jeová, para a execução de Seus julgamentos justos. (Jer. 22:6-9; Hab. 1:6) Similarmente, aquelas forças militares (principalmente os medos e os persas) que trouxeram a destruição sobre Babilônia foram mencionadas por Jeová como “meus santificados”. — Isa. 13:1-3.
Recrutamento
À ordem de Jeová, os varões robustos de Israel que tinham vinte anos ou mais eram recrutados para o serviço militar. [Segundo Josefo, em Antiquities of the Jews (Antiguidades Judaicas), Livro III, capítulo XII, parágrafo 4, eles serviam até os cinqüenta anos.] Os temerosos e pusilânimes eram rejeitados, porque as guerras de Israel eram as guerras de Jeová, e os que demonstravam fraqueza na fé por serem temerosos tenderiam a baixar o moral do exército. Isentavam-se os homens que tinham acabado de construir uma casa nova, ou que acabavam de plantar um vinhedo e que não tinham usufruído seus frutos. Tais isenções se baseavam no direito de um homem gozar os frutos de seu trabalho. O recém-casado era isentado por um ano. Durante esse período, o homem poderia gerar um filho e ver assim seu herdeiro. Nisto, Jeová revelava seu interesse e sua consideração pela família. (Núm. 1:1-3, 44-46; Deut. 20:5-8; 24:5) Os levitas, que cuidavam do serviço no santuário, eram eximidos, mostrando que Jeová considerava o bem-estar espiritual do povo como sendo mais importante do que a defesa militar. — Núm. 1:47-49; 2:32, 33.
Leis referentes ao ataque e ao sítio de cidades
Jeová instruiu Israel quanto às manobras militares a efetuar na conquista de Canaã. As sete nações de Canaã, nomeadas em Deuteronômio 7:1, 2, deviam ser exterminadas, incluindo suas, mulheres e crianças. As cidades delas deviam ser devotadas à destruição. (Deut. 20:15-17) De acordo com Deuteronômio 20:10-15, outras cidades foram primeiramente avisadas, e forneceram-se-lhes termos de paz. Quando a cidade se rendia, seus habitantes eram poupados e submetidos a trabalhos forçados. Esta oportunidade de render-se, junto com a garantia de que a vida das pessoas seria preservada, e suas mulheres não seriam violadas nem perturbadas, era um incentivo para que tais cidades capitulassem diante do exército de Israel, evitando-se assim muito derramamento de sangue. Caso a cidade não se rendesse, todos os varões seriam mortos. A morte dos varões removeria o perigo de posterior revolta por parte daquela cidade. “As mulheres e as criancinhas” eram poupadas. Que “mulheres” aqui sem dúvida significa as virgens é indicado em Deuteronômio 21:10-14, onde se descreve as prospectivas noivas de guerra como chorando a perda dos pais, e não de maridos. Também, antes disso, quando Israel derrotou Midiã, declara-se especificamente que apenas as virgens foram poupadas. Essa preservação apenas das virgens serviria para proteger Israel da adoração falsa e, sem dúvida, das doenças venéreas. (Núm. 31:7, 17, 18) (Quanto à justiça do decreto de Deus contra as nações cananéias, queira ver CANAÃ, CANANEU [Base Para o Extermínio].)
As árvores frutíferas não deviam ser abatidas para o cerco. (Deut. 20:19, 20) Os cavalos do inimigo eram jarretados no fervor da batalha para incapacitá-los; depois da batalha eram, sem dúvida, mortos. — Jos. 11:6.
NÃO FORAM CORRETAS TODAS AS GUERRAS DE ISRAEL
No rasto da queda de Israel em um proceder de infidelidade houve conflitos que não eram nada mais do que lutas pelo poder. Este era o caso da guerra de Abimeleque contra Siquém e Tebes, na época dos juízes (Juí. 9:1-57), e da guerra de Onri contra Zinri e Tibni, que o conduziu a firmar-se na realeza sobre o reino das dez tribos. (1 Reis 16:16-22) Também, em vez de confiarem em Jeová para protegê-los de seus inimigos, os israelitas passaram a confiar no poderio militar, em cavalos e em carros. Assim, no tempo de Isaías, a terra de Judá estava “cheia de cavalos” e ‘não havia limite dos seus carros’. — Isa. 2:1, 7.
ESTRATÉGIA E TÁTICAS ANTIGAS DE GUERRA
Às vezes se mandavam espias para fazer o reconhecimento da área antes do ataque. Tais espias não eram enviados para provocar tumulto, revolta ou movimentos subversivos ocultos. (Núm. 13:1, 2, 17-19; Jos. 2:1; Juí. 18:2; 1 Sam. 26:4) Utilizavam-se toques especiais da trombeta para ajuntar tropas, para os brados de guerra e para sinalizar a ação unificada. (Núm. 10:9; 2 Crô. 13:12; compare com Juízes 3:27; 6:34; 7:19, 20.) Vez por outra, dividiam-se as forças e elas eram utilizadas em ataques pelos flancos, ou em emboscadas e em armadilhas. (Gên. 14:15; Jos. 8:2-8; Juí. 7:16; 2 Sam. 5:23, 24; 2 Crô. 13:13) Pelo menos em um caso, sob a orientação de Jeová, colocaram-se na vanguarda os cantores de louvores a Deus, à frente das forças armadas. Deus lutou naquele dia por Israel, lançando confusão sobre o acampamento inimigo, fazendo com que se matassem uns aos outros. — 2 Crô. 20:20-23.
A luta era travada, em grande parte, corpo a corpo, homem a homem. Empregavam-se uma ampla gama de armas — espadas, lanças, dardos, flechas, pedras de fundas, etc. Durante a conquista da Terra Prometida, Israel não dependia de cavalos e de carros; sua confiança residia no poder salvador de Jeová. (Deut. 17:16; Sal. 20:7; 33:17; Pro. 21:31) Não foi senão em épocas posteriores que os exércitos de Israel utilizaram cavalos e carros, como faziam os egípcios e outros. (1 Reis 4:26; Êxo. 14:6, 7; Deut. 11:4; 1 Reis 20:23-25) Os exércitos estrangeiros às vezes estavam equipados de carros de guerra que possuíam foices de ferro presas a seus eixos. — Jos. 17:16; Juí. 4:3, 13.
As táticas de guerra mudaram no decorrer dos séculos. Em geral, Israel não se concentrou no desenvolvimento de instrumentos da guerra ofensiva, embora se desse considerável atenção às fortificações. O Rei Uzias, de Judá, é famoso por ter construído “máquinas de guerra, invenção de engenheiros”, mas estas eram primariamente para a defesa de Jerusalém. (2 Crô. 26:14, 15) Os exércitos assírio e babilônio, especialmente, eram conhecidos por seus muros de sítio e por seus antemuros de sítio, aterros inclinados sobre os quais torres providas de aríetes eram conduzidas contra a parte mais elevada e mais fraca dos muros da cidade; destas torres, os arqueiros e os fundibulários lutavam. Junto com estes, havia outras formas de máquinas de sítio, inclusive gigantescas catapultas. (2 Reis 19:32; Jer. 32:24; Eze. 4:2; Luc. 19:43) Ao mesmo tempo, os defensores da cidade tentavam resistir ao ataque por meio de arqueiros, fundibulários e soldados que atiravam archotes de seus muros e torres, e de máquinas de lançar projetis de dentro da cidade. (2 Sam. 11:21, 24; 2 Crô. 26:15; 32:5) Ao atacar as fortificações muradas, uma das primeiras coisas que se tentava fazer era cortar o suprimento de água da cidade, ao passo que a cidade que estava prestes a sofrer um sítio amiúde tapava as fontes de água ao redor da cidade, para impedir que os atacantes as usassem. — 2 Crô. 32:2-4, 30.
Ao derrotar um inimigo, os vitoriosos às vezes tapavam os poços e as fontes naquela área, e espalhavam pedras sobre o solo, ocasionalmente salpicando o solo de sal. — Juí. 9:45; 2 Reis 3:24, 25; veja ARMAS, ARMADURA; FORTIFICAÇÕES (PRAÇAS FORTES).
JESUS PREDIZ A GUERRA
Jesus, homem de paz por excelência, observou que “os que tomarem a espada perecerão pela espada”. (Mat. 26:52) Ele declarou a Pilatos que, se seu reino fosse deste mundo, seus assistentes teriam lutado para impedir que ele fosse entregue aos judeus. (João 18:36) Todavia, predisse que Jerusalém, por tê-lo rejeitado como o Messias, com o tempo viria a ser sitiada e desolada, ocasião em que os filhos (habitantes) dela seriam despedaçados contra o chão. — Luc. 19:41-44; 21:24.
Jesus, pouco antes de morrer, proferiu profecias que se aplicavam àquela geração e também a épocas bem posteriores: “Ouvireis falar de guerras e relatos de guerras; vede que não fiqueis apavorados. Pois estas coisas têm de acontecer, mas ainda não é o fim. Porque nação se levantará contra nação e reino contra reino.” — Mat. 24:6, 7; Mar. 13:7, 8; Luc. 21:9, 10.
CRISTO TRAVA GUERRA COMO “REI DOS REIS”
A Bíblia revela que o ressuscitado Senhor Jesus Cristo, com ’toda a autoridade no céu e na terra’, que lhe foi concedida por seu Pai, travará uma guerra para destruir todos os inimigos de Deus e estabelecerá a paz eterna, como é subentendido pelo seu título de “Príncipe da Paz”. — Mat. 28:18; 2 Tes. 1:7-10; Isa. 9:6; veja HAR-MAGEDON.
O apóstolo João teve uma visão das coisas que ocorreriam depois de Cristo ser entronizado no céu. As palavras do Salmo 2:7, 8, e 110:1, 2, profetizavam que o Filho de Deus ‘pediria dele as nações como sua herança’, e que Jeová responderia por enviá-lo para ‘dominar no meio de seus inimigos’. (Heb. 10:12, 13) A visão de João apresentava uma guerra no céu, em que Miguel (Jesus Cristo [veja MIGUEL]), imediatamente depois do ‘nascimento do filho varão’ que iria reger as nações com vara de ferro, conduziu os exércitos do céu numa guerra contra o dragão, Satanás, o Diabo, cujo resultado foi a expulsão do Diabo e de seus anjos para a terra. (Rev. 12:7-9) Uma voz alta no céu então anunciou: “Agora se realizou a salvação, e o poder, e o reino de nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo.” Isto trouxe alívio e regozijo aos anjos, mas prenunciou dificuldades, incluindo guerras, para a terra, uma vez que tal declaração continuava: “Ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo.” — Rev. 12:10, 12.
Depois de Satanás ser lançado para a terra, os servos de Deus na terra, os remanescentes da ‘semente (descendente) da mulher’, “que observam os mandamentos de Deus e têm a obra de dar testemunho de Jesus”, tornaram-se o principal alvo do Diabo, Satanás iniciando uma guerra contra eles, que incluía tanto um conflito espiritual como a perseguição real, até mesmo ao ponto de morte para alguns. (Rev. 12:13, 17) Capítulos posteriores (13, 7-19) descrevem os agentes e os instrumentos usados por Satanás contra eles, e o vitorioso resultado obtido pelos santos de Deus sob seu Líder, Jesus Cristo.
COMBATE CRISTÃO
Ao passo que o cristão não se empenha numa guerra física contra carne e sangue (Efé. 6:12), ele se empenha numa guerra que é, todavia, uma luta espiritual. O apóstolo Paulo descreve a guerra travada dentro do cristão entre “a lei do pecado” e “a lei de Deus”, ou ‘a lei da mente’ (a mente cristã em harmonia com Deus). — Rom. 7:15-25.
Esta pugna do cristão, por conseguinte, é aflitiva, exigindo todo empenho para se sair vencedor. Mas ele pode estar confiante na vitória por meio da bondade imerecida de Deus, por meio de Cristo, e com a ajuda do espírito de Deus. (Rom. 8:35-39) Jesus disse a respeito desta luta: “Esforçai-vos vigorosamente a entrar pela porta estreita” (Luc. 13:24), e o apóstolo Pedro aconselhou: “Que vos abstenhais dos desejos carnais, que são os que travam um combate [ou, “que prestam serviço militar” (strateúontai)] contra a alma.” — 1 Ped. 2:11, Int; compare com Tiago 4:1, 2.
Contra espíritos iníquos
Além desta luta contra a lei do pecado, o cristão tem de lutar contra os demônios, que se aproveitam das tendências da carne por tentar o cristão a pecar. (Efé. 6:12) Nesta luta, os demônios também induzem aqueles sob sua influência a tentar os cristãos, ou opor-se- lhes e persegui-los no esforço de violar sua integridade para com Deus. — 1 Cor. 7:5; 2 Cor. 2:11; 12:7; compare com Lucas 4:1-13.
Contra os falsos ensinos
O apóstolo Paulo também falou de uma luta que ele e seus companheiros travavam, ao cumprir sua comissão como sendo os designados por Deus a cuidar da congregação cristã. A congregação de Corinto fora erroneamente influenciada por homens presunçosos que Paulo chamou de “falsos apóstolos”, e que, por darem indevida atenção a personalidades, haviam causado divisões, seitas, na congregação. (2 Cor. 11:13-15) Tornaram-se, efetivamente, seguidores de homens, tais como Apolo, Paulo, Ceias e outros. — 1 Cor. 1:11, 12.
Assim sendo, Paulo sentiu-se compelido a escrever-lhes: “Deveras, rogo para que, quando eu estiver presente, não use de ousadia com aquela confiança com que espero tomar medidas firmes contra alguns que nos avaliam como se andássemos segundo o que somos na carne. Pois, embora andemos na carne, não travamos combate segundo o que somos na carne. Porque as armas de nosso combate não são carnais, mas poderosas em Deus para demolir as coisas fortemente entrincheiradas. Pois estamos demolindo raciocínios e toda coisa altiva levantada contra o conhecimento de Deus; e trazemos todo pensamento ao cativeiro, para fazê-lo obediente ao Cristo.” — 2 Cor. 10:2-5.
Paulo escreveu a Timóteo, a quem deixara em Éfeso para zelar pela congregação ali: “Desta ordem é que te encarrego, filho, Timóteo, de acordo com as predições que conduziram diretamente a ti, para que, por meio delas, possas prosseguir travando o bom combate, mantendo a fé e uma boa consciência.” (1 Tim. 1:18, 19) Timóteo não só tinha diante de si o conflito motivado pela carne decaída, e a oposição dos inimigos da verdade, mas também precisava combater a infiltração de doutrinas falsas e aqueles que gostariam de corromper a congregação. (1 Tim. 1:3-7; 4:6, 11-16) Isto fortaleceria a congregação contra a apostasia que Paulo sabia ocorreria depois de os apóstolos deixarem a cena terrestre. (2 Tim. 4:3-5) Assim, Timóteo precisava travar uma verdadeira luta.
Paulo pôde dizer a Timóteo: “Tenho travado a luta excelente, tenho corrido até o fim da carreira, tenho observado a fé.” (2 Tim. 4:7) Paulo tinha mantido sua fidelidade a Jeová e a Jesus Cristo pela conduta e pelo serviço corretos, apesar de oposição, de sofrimentos e de perseguição. (2 Cor. 11:23-28) Havia, adicionalmente, se desincumbido da responsabilidade de seu cargo de apóstolo do Senhor Jesus Cristo, travando uma guerra para manter a congregação cristã limpa e imaculada, como uma virgem casta, e como “coluna e amparo da verdade”. — 1 Tim. 3:15; 1 Cor. 4:1, 2; 2 Cor. 11:2, 29; compare com 2 Timóteo 2:3, 4.
ATITUDE CRISTÃ PARA COM AS GUERRAS DAS NAÇÕES
Os cristãos sempre mantiveram estrita neutralidade para com a guerra carnal entre nações, grupos ou facções de qualquer tipo. (João 18:36; 1 Cor. 5:1, 13; Efé. 6:12) Para obter exemplos da atitude dos cristãos primitivos neste respeito, queira ver EXÉRCITO (Cristãos Primitivos).
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Guerras De Jeová, Livro DasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GUERRAS DE JEOVÁ, LIVRO DAS
Veja LIVRO.
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GusanoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GUSANO
O estágio vermiforme ou larval de um inseto pouco depois de deixar o ovo. O termo “gusano” é aplicado especialmente à larva da mosca que é encontrada em matéria vegetal ou animal em decomposição, e em tecidos vivos. A matéria viva ou em putrefação fornece o calor necessário à incubação dos ovos e também supre nutrição para os gusanos.
As Escrituras fazem alusão à natureza parasitária dos gusanos e à sua subsistência de matéria orgânica morta. (Jó 7:5; 17:14; 21:26; 24:20; Isa. 14:11) O miraculoso maná, se guardado pelos israelitas até a manhã do dia seguinte, soltava um cheiro repulsivo e incubava vermes ou gusanos, exceto o maná estocado no sexto dia e guardado para o sábado. (Êxo. 16:20, 24) Ao mencionar o “gusano” em relação com a Geena, Jesus evidentemente fazia alusão ao vazadouro de lixo fora da cidade de Jerusalém, onde as fogueiras consumiam os refugos, e onde os vermes ou gusanos proliferavam graças à matéria em decomposição nas proximidades, mas que não era alcançada pelo fogo. (Mar. 9:48; compare com Isaías 66:24.) A palavra “gusano” foi utilizada por Bildade para denotar alguém insignificante. — Jó 25:6; veja GEENA.
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HabacuqueAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HABACUQUE
[abraço (de amor);abraço ardente].
Profeta hebreu de Judá e escritor do livro bíblico que leva seu nome. (Hab. 1:1; 3:1) Com base na anotação final do livro (“Ao regente, nos meus instrumentos de cordas”), e na endecha constante do capitulo três, deduziu-se que Habacuque era um músico levita do templo. Mas as palavras que seguem a Habacuque 3:19 não deixam isso positivado, e outras pessoas, além dos levitas, entoavam endechas. (2 Sam. 1:17, 18) Embora haja várias tradições a respeito de Habacuque, elas não são fidedignas, e as próprias Escrituras não fornecem nenhuma informação a respeito da ascendência do profeta, da sua tribo, das circunstâncias de sua vida, ou de sua morte. A evidência constante no livro de Habacuque parece indicar que ele profetizou no início do reinado de Jeoiaquim, antes de tal rei da Judéia se tornar vassalo de Babilônia, em 620 A.E.C. — 2 Reis 24:1.
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Habacuque, Livro DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HABACUQUE, LIVRO DE
Um livro das Escrituras Hebraicas, situado em oitavo lugar entre os chamados “Profetas Menores”, no texto hebraico e no da Septuaginta, bem como nas Bíblias comuns em português. Acha-se dividido em duas partes: (1) Um diálogo entre o escritor e Jeová (caps. 1, 2); (2) uma oração em endechas. — Cap. 3.
O escritor é identificado no próprio livro. A composição de ambas as seções é atribuída a “Habacuque, o profeta”. — 1:1; 3:1.
CANONICIDADE
A canonicidade do livro de Habacuque é confirmada pelos antigos catálogos das Escrituras Hebraicas. Ao passo que não o mencionam nominalmente, o livro evidentemente era abrangido pelas referências feitas aos ‘doze profetas menores’, pois, de outro modo, o número doze ficaria incompleto. A canonicidade do livro é, inquestionavelmente, apoiada por citações dele feitas nas Escrituras Gregas Cristãs. Embora não se refira nominalmente a Habacuque, Paulo citou Habacuque 1:5 (LXX) ao falar aos judeus desprovidos de fé. (Atos 13:40, 41) Citou Habacuque 2:4 (“Mas, quanto ao justo, continuará a viver pela sua fidelidade”) ao encorajar os cristãos a demonstrar fé. — Rom. 1:16, 17; Gál. 3:11; Heb. 10:38, 39.
Entre os Rolos do Mar Morto há um manuscrito de Habacuque (caps. 1, 2) que consiste num texto hebraico pré-massorético, junto com um comentário acompanhante. Embora sua data seja incerta, tal rolo pode ser do primeiro século A.E.C. Mesmo que seja de origem mais recente, trata-se, aparentemente, do mais antigo manuscrito hebraico em existência do livro de Habacuque. É interessante que tal rolo reza “caldeus” em Habacuque 1:6,
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