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Predisse a Bíblia a atual luta pelo poder?A Sentinela — 1982 | 15 de janeiro
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Predisse a Bíblia a atual luta pelo poder?
A POLÍTICA DO PODER já está no cenário mundial por milhares de anos. Parecia desvanecer-se durante os fins dos anos 60 e nos anos 70, quando a aparente “nova atmosfera” nas relações internacionais (chamada détente) levou alguns a crer que o conflito fundamental entre o Leste e o Oeste estava desaparecendo. Todavia, acontecimentos recentes mostraram que a luta pelo poder não é algo do passado.
O amor-próprio dos americanos foi seriamente ferido pela questão dos reféns no Irã, e isso deu impulso ao ressurgimento do patriotismo nos Estados Unidos. Houve então a eleição de Ronald Reagan como novo presidente dos Estados Unidos. Um dos principais pontos de seu programa tem sido o de contrabalançar o rápido desenvolvimento militar da União Soviética. O líder soviético Leonid Brejnev reagiu mesmo já antes das eleições presidenciais nos E.U.A., declarando enfaticamente “Não há absolutamente nenhuma dúvida de que os Estados Unidos nunca alcançarão a superioridade militar.”
Assim que o Sr. Reagan fora eleito presidente, ele contra-atacou duramente, afirmando que a détente havia sido uma “rua de mão única”, usada pela União Soviética “para alcançar seus próprios objetivos”. Ele expressou a opinião de que os líderes soviéticos ainda se empenham na “revolução mundial” e noticiou-se que ele disse que “a única moralidade que eles reconhecem é aquela que promove a sua causa, querendo dizer que eles se reservam o direito de cometer qualquer crime, mentir e defraudar para conseguir isso”. Moscou retrucou por chamar o ataque do Presidente Reagan de “manobra indigna”. Noticiando essa escaramuça verbal, o jornal Le Monde, da França, disse que o tom usado era o da “Guerra Fria”.
A CORRIDA ARMAMENTISTA NÃO DIMINUI
De acordo com o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, no fim da década dos anos de 1970, a União Soviética dedicava entre 11 e 14 por cento de seu produto nacional bruto aos gastos militares, em comparação com os 5 por cento dos Estados Unidos. De modo que a U.R.S.S. tem agora uma vantagem em equipamento militar sobre os E.U.A. Ela tem mais mísseis balísticos intercontinentais (mas não mais ogivas de guerra), mais mísseis balísticos lançados de submarinos, mais submarinos nucleares e de propulsão diesel, mais grandes navios de superfície (mas não porta-aviões, nem navios-aeródromos para helicópteros), mais aviões de guerra e tanques. Além disso, em dezembro de 1980, havia 3.658.000 homens e mulheres nas forças armadas soviéticas, em comparação com 2.050.000 nas forças estadunidenses.
A nova administração do Sr. Reagan pretende remediar esta situação. Na sua primeira mensagem aos militares americanos, o Secretário da Defesa Caspar Weinberger declarou que sua missão era “rearmar a América”. Ao passo que se calcula que a União Soviética está gastando atualmente 165 bilhões de dólares por ano com as suas forças armadas, os Estados Unidos planejaram aumentar seu orçamento militar para 157,9 bilhões de dólares em 1981, com aumentos anuais regulares, até atingir 250 bilhões de dólares em 1984.
Em vista da declaração do Sr. Brejnev, de que “os Estados Unidos nunca alcançarão a superioridade militar”, parece evidente que a U.R.S.S. também terá de aumentar seus gastos militares. Além disso, espera-se que os aliados dessas duas superpotências (tais como os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte [OTAN] e os do Pacto de Varsóvia) venham a fazer o mesmo. Portanto, a corrida armamentista decididamente ainda está em andamento — com ímpeto!
A MARCHA DAS POTÊNCIAS MUNDIAIS
Ambos os lados na atual luta pelo poder já possuem armas suficientes para destruir toda a raça humana várias vezes, inclusive os homens e as mulheres dedicados ao Deus Todo-poderoso, Jeová. De modo que não surpreende que a Palavra de Deus, a Bíblia, fale sobre a situação atual. E, melhor ainda, mostra-nos o resultado.
O livro bíblico de Daniel (capítulos 2 e 7) descreve uma sucessão de potências mundiais, simbolizadas pelas diversas partes duma enorme estátua e também por quatro feras. Essas representam as potências mundiais babilônica, medo-persa, grega e romana, sendo que esta última se estende até a Potência Mundial Anglo-Americana.a
No Dan. capítulo 11, a profecia de Daniel descreve a luta pelo poder sobre o mundo entre dois “reis” simbólicos. Trata-se do “rei do norte” e do “rei do sul”, e este duelo pelo domínio do mundo culmina no “tempo do fim”. (V. Dan. 11:40) Quem é simbolizado por esses “reis”? Qual será o resultado da sua rivalidade? Consideraremos estas perguntas no artigo que segue.
[Nota(s) de rodapé]
a Para uma explicação pormenorizada dessas profecias queira ver A Sentinela de 15 de novembro de 1981 páginas 21 a 27, e as páginas 93 a 98 do livro O Reino de Deus — Nosso Iminente Governo Mundial, publicado em 1977 e distribuído pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados.
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A luta pelo poder — qual será o resultado?A Sentinela — 1982 | 15 de janeiro
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A luta pelo poder — qual será o resultado?
‘O LESTE é o Leste, e o Oeste é o Oeste, e nunca os dois se encontrarão, até que a Terra e o Céu estejam perante o grande Tribunal de Deus.’ Os acontecimentos recentes na luta pelo poder entre os blocos oriental e ocidental fazem com que essas palavras poéticas de Rudyard Kipling soem estranhamente atualizadas.
Todavia, pensando bem, quando se fala da luta entre o Leste e o Oeste, o termo “Leste” não significa literalmente o oriente, assim como “Oeste” não designa todos os países situados no ocidente com relação a certo ponto na terra. O bloco comunista inclui hoje não só a União Soviética e as nações da Europa oriental, mas também alguns países africanos, bem como Cuba.
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