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  • Acabará o mundo num holocausto nuclear?
    Despertai! — 1983 | 22 de março
    • Acabará o mundo num holocausto nuclear?

      Será a Terra Arruinada Numa Guerra Nuclear?

      ATÉ O ANO PASSADO, conforme se disse, as nações “atômicas” já teriam armazenado pelo menos 50.000 ogivas nucleares. A potência combinada de tais armas rivalizaria com uma explosão de 1.600.000 bombas do tipo que os Estados Unidos lançaram sobre Hiroxima, Japão, em agosto de 1945.

      Umas meras 300 superbombas do estoque desse medonho arsenal, se lançadas num ataque conjunto sobre centros populacionais-chaves nos Estados Unidos, poderiam aniquilar 60 por cento da população e transformar vastas áreas num deserto. Os norte-americanos suspeitam que 300 megabombas representam não mais do que 3 por cento do arsenal soviético. Por sua vez, os norte-americanos estão preparados para destruir os russos de maneira similar.

      Os líderes políticos, embora empenhados numa corrida para armazenar armamentos, continuam a advertir solenemente que algum dia as potências mundiais terão de “reunir-se à mesa de conferências com o entendimento de que a era de armamentos terminou, e a raça humana precisa harmonizar suas ações a esta verdade ou então morrer”, para citar o presidente Dwight Eisenhower, em 1956. Um quarto de século mais tarde, o ex-presidente Jimmy Carter, em seu discurso de despedida, ecoou o temor de que se houvesse sobreviventes dum holocausto nuclear, eles “viveriam em desespero em meio às ruínas envenenadas de uma civilização que cometera suicídio”. Os líderes soviéticos concordam que a guerra nuclear significa “desastre universal”.

      Albert Einstein foi um cientista “puro” que ia em busca de conhecimento pela causa da verdade. Tal empenho levou-o a conceber uma fórmula para desvendar a energia latente dentro do átomo: E=mc2 (a energia é igual a massa vezes a velocidade da luz ao quadrado). Ao dividir um átomo (fissão) ou ao combinar os átomos (fusão) ocorre uma liberação de energia de proporções horrendas. Quanta energia? Ora, a quantidade de massa fissionável despendida na destruição de Hiroxima foi do montante de cerca de um grama.

      Em 1950, dois anos antes do teste da primeira bomba de hidrogênio, ou termonuclear, Einstein advertiu que o “envenenamento radioativo da atmosfera e o conseqüente aniquilamento de toda e qualquer vida na terra tem sido incorporado ao âmbito das possibilidades técnicas”.

      Os líderes mundiais concordam que em 6.000 anos de “civilização” esse perigo não tem tido precedente. O homem acabou apoderando-se de uma força que pode provocar a sua própria extinção. Se todas as bombas nucleares fossem empregadas juntas, toda a vida poderia ser destruída.

      O planeta Terra poderia morrer: Num milionésimo de segundo cidades inteiras são vaporizadas. Crateras mais profundas que a altura de um arranha-céu assinalam o ponto em que uma bomba de um megaton explodiu numa explosão de superfície. O dia se transforma em noite à medida que nuvens em forma de cogumelo se aglutinam, cobrindo um continente para derramar uma “chuva negra” de radiação letal. Ondas de incêndio envolvem as ruínas. Figuras carbonizadas de cães, cavalos e humanos cobrem os escombros. Se há sobreviventes, a radiação os mata. Se ainda assim há sobreviventes, eles cambaleiam em estado de choque num mundo privado de toda coisa conhecida — alimento, roupa, luz, energia, saneamento, comunicação, medicação, família, amigos, polícia, governo — a civilização.

      Não existe maneira de impedir isso?

  • Como foi em Hiroxima
    Despertai! — 1983 | 22 de março
    • Como foi em Hiroxima

      Será a Terra Arruinada Numa Guerra Nuclear?

      A 6 DE AGOSTO DE 1945, às 8,16 da manhã, o povo de Hiroxima estava de pé, iniciando um novo dia. Era uma manhã quente, tranqüila.

      Uma fração de segundo mais tarde, dezenas de milhares de pessoas morreram carbonizadas, estraçalhadas e esmagadas. O centro duma cidade de 340.000 habitantes foi simplesmente nivelado ao chão.

      As vítimas ainda não mortas moviam-se num estado irreal. “Eu estava caída no chão coberta por pedaços de madeira”, lembra-se a sra. Hanuko Ogasawara, ainda mocinha naquele tempo. “Quando me levantei num esforço frenético para olhar em volta, havia escuridão. Terrivelmente assustada, pensei estar sozinha num mundo de mortos e fui “ateando em busca de alguma claridade. . . . Subitamente, perguntei-me o que teria acontecido a minha mãe e a minha irmã . . . Quando a escuridão começou a desvanecer, vi que não havia nada ao meu redor. Minha casa, a casa do vizinho ao lado e a próxima, tudo havia desaparecido. . . . Havia um silêncio, muito silêncio — um momento terrificante. Achei minha mãe num tanque de água. Ela desmaiara. Gritando ‘mamãe, mamãe’, eu a sacudi para que ela recobrasse os sentidos. Após voltar a si, minha mãe começou a gritar por minha irmã, feito louca: ‘Eiko! Eiko!’”

      Aos seus gritos juntaram-se outros. Essas cenas, tiradas de um livro de memórias chamado Unforgettable Fire (Fogo Inesquecível), inclui este relato feito por Kikuna Segawa:

      Uma mulher, que parecia grávida, jazia morta. Ao seu lado estava uma menina de uns três anos de idade que havia trazido um pouco de água numa lata vazia que encontrara. Ela tentava dar de beber a sua mãe.

      Dentro de meia hora, à medida que se erguia no céu o manto de escuridão, irrompeu a onda de incêndios. O professor Takenaka tentava resgatar sua esposa de debaixo de uma viga de telhado. As chamas o afastavam, enquanto ela implorava: “Fuja, querido!” Foi uma cena que se repetiu por incontáveis vezes, à medida que maridos, esposas, filhos, amigos e estranhos

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