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GuerraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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fosse entregue aos judeus. (João 18:36) Todavia, predisse que Jerusalém, por tê-lo rejeitado como o Messias, com o tempo viria a ser sitiada e desolada, ocasião em que os filhos (habitantes) dela seriam despedaçados contra o chão. — Luc. 19:41-44; 21:24.
Jesus, pouco antes de morrer, proferiu profecias que se aplicavam àquela geração e também a épocas bem posteriores: “Ouvireis falar de guerras e relatos de guerras; vede que não fiqueis apavorados. Pois estas coisas têm de acontecer, mas ainda não é o fim. Porque nação se levantará contra nação e reino contra reino.” — Mat. 24:6, 7; Mar. 13:7, 8; Luc. 21:9, 10.
CRISTO TRAVA GUERRA COMO “REI DOS REIS”
A Bíblia revela que o ressuscitado Senhor Jesus Cristo, com ’toda a autoridade no céu e na terra’, que lhe foi concedida por seu Pai, travará uma guerra para destruir todos os inimigos de Deus e estabelecerá a paz eterna, como é subentendido pelo seu título de “Príncipe da Paz”. — Mat. 28:18; 2 Tes. 1:7-10; Isa. 9:6; veja HAR-MAGEDON.
O apóstolo João teve uma visão das coisas que ocorreriam depois de Cristo ser entronizado no céu. As palavras do Salmo 2:7, 8, e 110:1, 2, profetizavam que o Filho de Deus ‘pediria dele as nações como sua herança’, e que Jeová responderia por enviá-lo para ‘dominar no meio de seus inimigos’. (Heb. 10:12, 13) A visão de João apresentava uma guerra no céu, em que Miguel (Jesus Cristo [veja MIGUEL]), imediatamente depois do ‘nascimento do filho varão’ que iria reger as nações com vara de ferro, conduziu os exércitos do céu numa guerra contra o dragão, Satanás, o Diabo, cujo resultado foi a expulsão do Diabo e de seus anjos para a terra. (Rev. 12:7-9) Uma voz alta no céu então anunciou: “Agora se realizou a salvação, e o poder, e o reino de nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo.” Isto trouxe alívio e regozijo aos anjos, mas prenunciou dificuldades, incluindo guerras, para a terra, uma vez que tal declaração continuava: “Ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo.” — Rev. 12:10, 12.
Depois de Satanás ser lançado para a terra, os servos de Deus na terra, os remanescentes da ‘semente (descendente) da mulher’, “que observam os mandamentos de Deus e têm a obra de dar testemunho de Jesus”, tornaram-se o principal alvo do Diabo, Satanás iniciando uma guerra contra eles, que incluía tanto um conflito espiritual como a perseguição real, até mesmo ao ponto de morte para alguns. (Rev. 12:13, 17) Capítulos posteriores (13, 7-19) descrevem os agentes e os instrumentos usados por Satanás contra eles, e o vitorioso resultado obtido pelos santos de Deus sob seu Líder, Jesus Cristo.
COMBATE CRISTÃO
Ao passo que o cristão não se empenha numa guerra física contra carne e sangue (Efé. 6:12), ele se empenha numa guerra que é, todavia, uma luta espiritual. O apóstolo Paulo descreve a guerra travada dentro do cristão entre “a lei do pecado” e “a lei de Deus”, ou ‘a lei da mente’ (a mente cristã em harmonia com Deus). — Rom. 7:15-25.
Esta pugna do cristão, por conseguinte, é aflitiva, exigindo todo empenho para se sair vencedor. Mas ele pode estar confiante na vitória por meio da bondade imerecida de Deus, por meio de Cristo, e com a ajuda do espírito de Deus. (Rom. 8:35-39) Jesus disse a respeito desta luta: “Esforçai-vos vigorosamente a entrar pela porta estreita” (Luc. 13:24), e o apóstolo Pedro aconselhou: “Que vos abstenhais dos desejos carnais, que são os que travam um combate [ou, “que prestam serviço militar” (strateúontai)] contra a alma.” — 1 Ped. 2:11, Int; compare com Tiago 4:1, 2.
Contra espíritos iníquos
Além desta luta contra a lei do pecado, o cristão tem de lutar contra os demônios, que se aproveitam das tendências da carne por tentar o cristão a pecar. (Efé. 6:12) Nesta luta, os demônios também induzem aqueles sob sua influência a tentar os cristãos, ou opor-se- lhes e persegui-los no esforço de violar sua integridade para com Deus. — 1 Cor. 7:5; 2 Cor. 2:11; 12:7; compare com Lucas 4:1-13.
Contra os falsos ensinos
O apóstolo Paulo também falou de uma luta que ele e seus companheiros travavam, ao cumprir sua comissão como sendo os designados por Deus a cuidar da congregação cristã. A congregação de Corinto fora erroneamente influenciada por homens presunçosos que Paulo chamou de “falsos apóstolos”, e que, por darem indevida atenção a personalidades, haviam causado divisões, seitas, na congregação. (2 Cor. 11:13-15) Tornaram-se, efetivamente, seguidores de homens, tais como Apolo, Paulo, Ceias e outros. — 1 Cor. 1:11, 12.
Assim sendo, Paulo sentiu-se compelido a escrever-lhes: “Deveras, rogo para que, quando eu estiver presente, não use de ousadia com aquela confiança com que espero tomar medidas firmes contra alguns que nos avaliam como se andássemos segundo o que somos na carne. Pois, embora andemos na carne, não travamos combate segundo o que somos na carne. Porque as armas de nosso combate não são carnais, mas poderosas em Deus para demolir as coisas fortemente entrincheiradas. Pois estamos demolindo raciocínios e toda coisa altiva levantada contra o conhecimento de Deus; e trazemos todo pensamento ao cativeiro, para fazê-lo obediente ao Cristo.” — 2 Cor. 10:2-5.
Paulo escreveu a Timóteo, a quem deixara em Éfeso para zelar pela congregação ali: “Desta ordem é que te encarrego, filho, Timóteo, de acordo com as predições que conduziram diretamente a ti, para que, por meio delas, possas prosseguir travando o bom combate, mantendo a fé e uma boa consciência.” (1 Tim. 1:18, 19) Timóteo não só tinha diante de si o conflito motivado pela carne decaída, e a oposição dos inimigos da verdade, mas também precisava combater a infiltração de doutrinas falsas e aqueles que gostariam de corromper a congregação. (1 Tim. 1:3-7; 4:6, 11-16) Isto fortaleceria a congregação contra a apostasia que Paulo sabia ocorreria depois de os apóstolos deixarem a cena terrestre. (2 Tim. 4:3-5) Assim, Timóteo precisava travar uma verdadeira luta.
Paulo pôde dizer a Timóteo: “Tenho travado a luta excelente, tenho corrido até o fim da carreira, tenho observado a fé.” (2 Tim. 4:7) Paulo tinha mantido sua fidelidade a Jeová e a Jesus Cristo pela conduta e pelo serviço corretos, apesar de oposição, de sofrimentos e de perseguição. (2 Cor. 11:23-28) Havia, adicionalmente, se desincumbido da responsabilidade de seu cargo de apóstolo do Senhor Jesus Cristo, travando uma guerra para manter a congregação cristã limpa e imaculada, como uma virgem casta, e como “coluna e amparo da verdade”. — 1 Tim. 3:15; 1 Cor. 4:1, 2; 2 Cor. 11:2, 29; compare com 2 Timóteo 2:3, 4.
ATITUDE CRISTÃ PARA COM AS GUERRAS DAS NAÇÕES
Os cristãos sempre mantiveram estrita neutralidade para com a guerra carnal entre nações, grupos ou facções de qualquer tipo. (João 18:36; 1 Cor. 5:1, 13; Efé. 6:12) Para obter exemplos da atitude dos cristãos primitivos neste respeito, queira ver EXÉRCITO (Cristãos Primitivos).
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Guerras De Jeová, Livro DasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GUERRAS DE JEOVÁ, LIVRO DAS
Veja LIVRO.
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GusanoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GUSANO
O estágio vermiforme ou larval de um inseto pouco depois de deixar o ovo. O termo “gusano” é aplicado especialmente à larva da mosca que é encontrada em matéria vegetal ou animal em decomposição, e em tecidos vivos. A matéria viva ou em putrefação fornece o calor necessário à incubação dos ovos e também supre nutrição para os gusanos.
As Escrituras fazem alusão à natureza parasitária dos gusanos e à sua subsistência de matéria orgânica morta. (Jó 7:5; 17:14; 21:26; 24:20; Isa. 14:11) O miraculoso maná, se guardado pelos israelitas até a manhã do dia seguinte, soltava um cheiro repulsivo e incubava vermes ou gusanos, exceto o maná estocado no sexto dia e guardado para o sábado. (Êxo. 16:20, 24) Ao mencionar o “gusano” em relação com a Geena, Jesus evidentemente fazia alusão ao vazadouro de lixo fora da cidade de Jerusalém, onde as fogueiras consumiam os refugos, e onde os vermes ou gusanos proliferavam graças à matéria em decomposição nas proximidades, mas que não era alcançada pelo fogo. (Mar. 9:48; compare com Isaías 66:24.) A palavra “gusano” foi utilizada por Bildade para denotar alguém insignificante. — Jó 25:6; veja GEENA.
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HabacuqueAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HABACUQUE
[abraço (de amor);abraço ardente].
Profeta hebreu de Judá e escritor do livro bíblico que leva seu nome. (Hab. 1:1; 3:1) Com base na anotação final do livro (“Ao regente, nos meus instrumentos de cordas”), e na endecha constante do capitulo três, deduziu-se que Habacuque era um músico levita do templo. Mas as palavras que seguem a Habacuque 3:19 não deixam isso positivado, e outras pessoas, além dos levitas, entoavam endechas. (2 Sam. 1:17, 18) Embora haja várias tradições a respeito de Habacuque, elas não são fidedignas, e as próprias Escrituras não fornecem nenhuma informação a respeito da ascendência do profeta, da sua tribo, das circunstâncias de sua vida, ou de sua morte. A evidência constante no livro de Habacuque parece indicar que ele profetizou no início do reinado de Jeoiaquim, antes de tal rei da Judéia se tornar vassalo de Babilônia, em 620 A.E.C. — 2 Reis 24:1.
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Habacuque, Livro DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HABACUQUE, LIVRO DE
Um livro das Escrituras Hebraicas, situado em oitavo lugar entre os chamados “Profetas Menores”, no texto hebraico e no da Septuaginta, bem como nas Bíblias comuns em português. Acha-se dividido em duas partes: (1) Um diálogo entre o escritor e Jeová (caps. 1, 2); (2) uma oração em endechas. — Cap. 3.
O escritor é identificado no próprio livro. A composição de ambas as seções é atribuída a “Habacuque, o profeta”. — 1:1; 3:1.
CANONICIDADE
A canonicidade do livro de Habacuque é confirmada pelos antigos catálogos das Escrituras Hebraicas. Ao passo que não o mencionam nominalmente, o livro evidentemente era abrangido pelas referências feitas aos ‘doze profetas menores’, pois, de outro modo, o número doze ficaria incompleto. A canonicidade do livro é, inquestionavelmente, apoiada por citações dele feitas nas Escrituras Gregas Cristãs. Embora não se refira nominalmente a Habacuque, Paulo citou Habacuque 1:5 (LXX) ao falar aos judeus desprovidos de fé. (Atos 13:40, 41) Citou Habacuque 2:4 (“Mas, quanto ao justo, continuará a viver pela sua fidelidade”) ao encorajar os cristãos a demonstrar fé. — Rom. 1:16, 17; Gál. 3:11; Heb. 10:38, 39.
Entre os Rolos do Mar Morto há um manuscrito de Habacuque (caps. 1, 2) que consiste num texto hebraico pré-massorético, junto com um comentário acompanhante. Embora sua data seja incerta, tal rolo pode ser do primeiro século A.E.C. Mesmo que seja de origem mais recente, trata-se, aparentemente, do mais antigo manuscrito hebraico em existência do livro de Habacuque. É interessante que tal rolo reza “caldeus” em Habacuque 1:6,
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