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GuerraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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mantendo a fé e uma boa consciência.” (1 Tim. 1:18, 19) Timóteo não só tinha diante de si o conflito motivado pela carne decaída, e a oposição dos inimigos da verdade, mas também precisava combater a infiltração de doutrinas falsas e aqueles que gostariam de corromper a congregação. (1 Tim. 1:3-7; 4:6, 11-16) Isto fortaleceria a congregação contra a apostasia que Paulo sabia ocorreria depois de os apóstolos deixarem a cena terrestre. (2 Tim. 4:3-5) Assim, Timóteo precisava travar uma verdadeira luta.
Paulo pôde dizer a Timóteo: “Tenho travado a luta excelente, tenho corrido até o fim da carreira, tenho observado a fé.” (2 Tim. 4:7) Paulo tinha mantido sua fidelidade a Jeová e a Jesus Cristo pela conduta e pelo serviço corretos, apesar de oposição, de sofrimentos e de perseguição. (2 Cor. 11:23-28) Havia, adicionalmente, se desincumbido da responsabilidade de seu cargo de apóstolo do Senhor Jesus Cristo, travando uma guerra para manter a congregação cristã limpa e imaculada, como uma virgem casta, e como “coluna e amparo da verdade”. — 1 Tim. 3:15; 1 Cor. 4:1, 2; 2 Cor. 11:2, 29; compare com 2 Timóteo 2:3, 4.
ATITUDE CRISTÃ PARA COM AS GUERRAS DAS NAÇÕES
Os cristãos sempre mantiveram estrita neutralidade para com a guerra carnal entre nações, grupos ou facções de qualquer tipo. (João 18:36; 1 Cor. 5:1, 13; Efé. 6:12) Para obter exemplos da atitude dos cristãos primitivos neste respeito, queira ver EXÉRCITO (Cristãos Primitivos).
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Guerras De Jeová, Livro DasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GUERRAS DE JEOVÁ, LIVRO DAS
Veja LIVRO.
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GusanoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GUSANO
O estágio vermiforme ou larval de um inseto pouco depois de deixar o ovo. O termo “gusano” é aplicado especialmente à larva da mosca que é encontrada em matéria vegetal ou animal em decomposição, e em tecidos vivos. A matéria viva ou em putrefação fornece o calor necessário à incubação dos ovos e também supre nutrição para os gusanos.
As Escrituras fazem alusão à natureza parasitária dos gusanos e à sua subsistência de matéria orgânica morta. (Jó 7:5; 17:14; 21:26; 24:20; Isa. 14:11) O miraculoso maná, se guardado pelos israelitas até a manhã do dia seguinte, soltava um cheiro repulsivo e incubava vermes ou gusanos, exceto o maná estocado no sexto dia e guardado para o sábado. (Êxo. 16:20, 24) Ao mencionar o “gusano” em relação com a Geena, Jesus evidentemente fazia alusão ao vazadouro de lixo fora da cidade de Jerusalém, onde as fogueiras consumiam os refugos, e onde os vermes ou gusanos proliferavam graças à matéria em decomposição nas proximidades, mas que não era alcançada pelo fogo. (Mar. 9:48; compare com Isaías 66:24.) A palavra “gusano” foi utilizada por Bildade para denotar alguém insignificante. — Jó 25:6; veja GEENA.
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HabacuqueAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HABACUQUE
[abraço (de amor);abraço ardente].
Profeta hebreu de Judá e escritor do livro bíblico que leva seu nome. (Hab. 1:1; 3:1) Com base na anotação final do livro (“Ao regente, nos meus instrumentos de cordas”), e na endecha constante do capitulo três, deduziu-se que Habacuque era um músico levita do templo. Mas as palavras que seguem a Habacuque 3:19 não deixam isso positivado, e outras pessoas, além dos levitas, entoavam endechas. (2 Sam. 1:17, 18) Embora haja várias tradições a respeito de Habacuque, elas não são fidedignas, e as próprias Escrituras não fornecem nenhuma informação a respeito da ascendência do profeta, da sua tribo, das circunstâncias de sua vida, ou de sua morte. A evidência constante no livro de Habacuque parece indicar que ele profetizou no início do reinado de Jeoiaquim, antes de tal rei da Judéia se tornar vassalo de Babilônia, em 620 A.E.C. — 2 Reis 24:1.
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Habacuque, Livro DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HABACUQUE, LIVRO DE
Um livro das Escrituras Hebraicas, situado em oitavo lugar entre os chamados “Profetas Menores”, no texto hebraico e no da Septuaginta, bem como nas Bíblias comuns em português. Acha-se dividido em duas partes: (1) Um diálogo entre o escritor e Jeová (caps. 1, 2); (2) uma oração em endechas. — Cap. 3.
O escritor é identificado no próprio livro. A composição de ambas as seções é atribuída a “Habacuque, o profeta”. — 1:1; 3:1.
CANONICIDADE
A canonicidade do livro de Habacuque é confirmada pelos antigos catálogos das Escrituras Hebraicas. Ao passo que não o mencionam nominalmente, o livro evidentemente era abrangido pelas referências feitas aos ‘doze profetas menores’, pois, de outro modo, o número doze ficaria incompleto. A canonicidade do livro é, inquestionavelmente, apoiada por citações dele feitas nas Escrituras Gregas Cristãs. Embora não se refira nominalmente a Habacuque, Paulo citou Habacuque 1:5 (LXX) ao falar aos judeus desprovidos de fé. (Atos 13:40, 41) Citou Habacuque 2:4 (“Mas, quanto ao justo, continuará a viver pela sua fidelidade”) ao encorajar os cristãos a demonstrar fé. — Rom. 1:16, 17; Gál. 3:11; Heb. 10:38, 39.
Entre os Rolos do Mar Morto há um manuscrito de Habacuque (caps. 1, 2) que consiste num texto hebraico pré-massorético, junto com um comentário acompanhante. Embora sua data seja incerta, tal rolo pode ser do primeiro século A.E.C. Mesmo que seja de origem mais recente, trata-se, aparentemente, do mais antigo manuscrito hebraico em existência do livro de Habacuque. É interessante que tal rolo reza “caldeus” em Habacuque 1:6, onde certos peritos (tendo presente os “gregos” ou “macedônios” sob Alexandre Magno) procuraram substituir isso por “Quitim”. Este manuscrito concorda assim com o Texto Massorético em mostrar que os caldeus seriam aqueles a quem Jeová suscitaria como seu instrumento.
DATA E AMBIENTE
A declaração “Jeová está no seu santo templo” (Hab. 2:20) e a nota que segue Habacuque 3:19 (“Ao regente, nos meus instrumentos de cordas.”) indicam que Habacuque profetizou antes de o templo construído por Salomão, em Jerusalém, ser destruído em 607 A.E.C. Também, a declaração de Jeová, “suscito os caldeus” (1:6), e o teor geral da profecia mostram que os caldeus (ou babilônios) ainda não haviam desolado Jerusalém. Mas Habacuque 1:17 talvez sugira que já haviam começado a derrubar algumas nações. Os caldeus e os medos tomaram Nínive em 632 A.E.C., e Babilônia estava então em via de se tornar uma potência mundial. (Naum 3:7) Isto se deu durante o reinado de Josias, o bom rei de Judá (659-629 A.E.C.).
Há alguns que sustentam que, de acordo com a tradição rabínica, Habacuque profetizou mais cedo, durante o reinado do Rei Manassés, de Judá. Crêem que ele era um dos profetas mencionados ou a que se faz alusão em 2 Reis 21:10 e 2 Crônicas 33:10. Sustentam que os babilônios ainda não constituíam uma ameaça, o que tornaria a profecia de Habacuque mais inacreditável para os da Judéia. — Veja Habacuque 1:5, 6.
Por outro lado, na parte inicial do reinado de Jeoiaquim, Judá achava-se sob a esfera de influência egípcia (2 Reis 23:34, 35), e esta poderia ser também uma época em que suscitar Deus os caldeus para punir os habitantes obstinados de Judá lhes seria ‘uma atividade em que não acreditariam, embora lhes fosse relatada’. (Hab. 1:5, 6) O rei babilônio, Nabucodonosor, derrotou o faraó Neco em Carquemis, em 625 A.E.C., no quarto ano do reinado do Rei Jeoiaquim. (Jer. 46:2) Assim, Habacuque poderia ter profetizado e registrado a profecia antes desse acontecimento, possivelmente concluindo sua escrita por volta de 628 A.E.C., em Judá. O uso do tempo futuro a respeito da ameaça caldéia talvez indique uma data anterior àquela em que Jeoiaquim tornou-se vassalo de Babilônia (620-618 A.E.C.). — 2 Reis 24:1.
ESTILO
O estilo de escrita é tanto vigoroso como comovedor. Vividas ilustrações e comparações são utilizadas. (Hab. 1:8, 11, 14, 15; 2:5, 11, 14, 16, 17; 3:6, 8-11) Comentando o estilo de Habacuque, o perito Driver disse: “A capacidade literária de Habacuque é considerável. Embora seu livro seja resumido, é repleto de vigor; suas descrições são vívidas e vigorosas; tanto suas idéias como sua expressão são igualmente poéticas.” Tais qualidades se devem primariamente, como é natural, à inspiração divina.
O livro de Habacuque sublinha a supremacia de Jeová sobre todas as nações (Hab. 2:20; 3:6, 12), destacando sua soberania universal. Também dá ênfase a que o justo vive pela fé. (2:4) Gera confiança em Jeová, mostrando que Ele não morre (1:12), que trilha justamente as nações, e que sai para salvar Seu povo. (3:12, 13) Para os que exultam nele, mostra-se que Jeová é o Deus de salvação e a Fonte da energia vital. — 3:13, 19.
ESBOÇO DO CONTEÚDO
I. Súplica por ajuda; Jeová anuncia o vindouro julgamento. (1:1-17)
A. Habacuque clama por ajuda, devido à violência e iniqüidade em Judá (1:1-4)
B. Jeová identifica caldeus como seu instrumento de julgamento contra as nações (1:5-11)
1. Esta temível nação rapidamente juntará cativos como areia (1:5-9)
2. Fará troça de reis, avançará como vento e se tornará culpada (1:10, 11)
C. Habacuque fica imaginando por que Deus permite que iníquos traguem o justo (1:12-17)
1. Pergunta por que Jeová, a Rocha, olha para aqueles que agem traiçoeiramente (1:12, 13)
2. Deus tem feito os homens como peixes e coisas rastejantes, sem um regente (1:14-16)
3. Permitir-se-á que o inimigo continue a matar constantemente as nações? (1:17)
II. Justo vive pela fidelidade, mas caldeus serão destruídos (2:1-20)
A. Profeta deve registrar visão, que finalmente se cumprirá (2:1-3)
B. Pela fidelidade, o justo continuará vivo (2:4)
C. Fim merecido do caldeu, como indicado pelos cinco ais (2:5-19)
1. Por ’multiplicar o que não é seu’; será despojado por outros devido a seu derramamento de sangue e sua violência (2:5-8)
2. Por ’obter lucro vil para a sua casa’; uma pedra da parede clamará (2:9-11)
3. Devido a ’construir uma cidade com derramamento de sangue’; é da parte de Jeová que os povos labutarão apenas para o fogo (2:12-14)
4. Por deixar bêbedos os companheiros, ‘para olhar para as suas vergonhas’; beberá cálice da mão direita de Jeová e passará ignomínia (2:15-18)
5. Por confiar em ídolos; não há nenhum fôlego neles (2:19)
D. Jeová está em seu santo templo e toda a terra deve calar-se (2:20)
III. Habacuque ora pedindo misericórdia no meio do julgamento (3:1-19)
A. Faz súplica por misericórdia divina e apresenta a Deus como poderoso guerreiro (3:1-15)
1. Deus marcha pela terra com denúncia, trilhando as nações (3:1-12)
2. Ele saiu para salvar Seu povo (3:13-15)
B. Agitado, Habacuque aguarda “o dia da aflição”, expressando determinação de exultar em Jeová, o Deus da salvação (3:16-19)
Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, pp. 154-156.
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HadadezerAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HADADEZER
[Hadade é um auxílio].
Filho de Reobe, e rei de Zobá, um reino sírio (arameu) que se julga estava localizado ao N de Damasco (2 Sam. 8:3, 5; 1 Reis 11:23; 1 Crô. 18:3, 5), e que incluía vassalagens. (2 Sam. 10:19) Antes de ser derrotado pelo Rei Davi, Hadadezer tinha travado guerra contra Toi (Toú), rei de Hamate. — 2 Sam. 8:9, 10; 1 Crô. 18:9, 10.
Depois de serem derrotados os sírios que os amonitas contrataram para lutar contra Davi, Hadadezer fortaleceu suas forças por englobar outros sírios da região do Eufrates. (2 Sam. 10:6, 15, 16; 1 Crô. 19:16) Talvez se faça alusão a isto em 2 Samuel 8:3 (compare com 1 Crônicas 18:3), onde a referência feita parece ser a Hadadezer procurar restabelecer seu controle junto ao rio Eufrates. Sobre isto, o Commentary (Comentário; Vol. II, p. 396) de Cook observa que o hebraico significa literalmente: “fazer com que a sua mão voltasse”, e declara: “A força exata da metáfora deve . . . ser decidida pelo contexto. Se, como é mais provável, este versículo relaciona-se às circunstâncias mais plenamente pormenorizadas [em 2 Samuel 10:15-19], o sentido da frase aqui será quando ele (Hadadezer) foi renovar seu ataque (a Israel) ou, para recrutar sua força contra Israel, junto ao rio Eufrates.”
Em Helão, as forças de Hadadezer, sob o comando de Sobaque (Sofaque) enfrentaram as de Davi, e foram derrotadas. Logo depois disso, os vassalos de Hadadezer fizeram a paz com Israel. (2 Sam. 10:17-19; 1 Crô. 19:17-19) No conflito, 40.000 cavalarianos sírios foram mortos. Talvez, a fim de fugir por terrenos escarpados, tais cavalarianos tinham desmontado, e assim foram mortos como soldados da infantaria. Isto explicaria por que foram chamados de “cavaleiros” em 2 Samuel 10:18, e de “homens a pé” (“infantes”, PIB) em 1 Crônicas 19:18. A diferença no número de condutores sírios de carros mortos em batalha é usualmente atribuída a um erro de cópia, o total menor de 700 condutores de carros sendo considerado o correto.
Davi também tomou muito cobre de Betá (que, pelo que parece, também era chamada de Tibate) e de Berotai (talvez a mesma que Cum), duas cidades do domínio de Hadadezer, e trouxe para Jerusalém os escudos de ouro que pertenciam aos servos de Hadadezer, provavelmente os reis vassalos. (2 Sam. 8:7, 8; 1 Crô. 18:7, 8; compare com 2 Samuel 10:19.) Davi também capturou muitos dos cavalos, cavalarianos, carros e soldados de infantaria de Hadadezer. A variação no total destes, em 2 Samuel 8:4 e 1 Crônicas 18:4, pode ter surgido dum erro de cópia. Na Septuaginta, ambos os trechos indicam que foram capturados 1.000 carros e 7.000 cavalarianos, e, assim sendo, 1 Crônicas 18:4 talvez preserve a leitura original. Não obstante, pode-se notar que aquilo que comumente é considerado como erro de cópia no relato do conflito de Davi com Hadadezer pode simplesmente refletir outros aspectos da guerra, ou diferentes formas de cômputo.
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HadadrimomAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HADADRIMOM
Evidentemente um local da planície de Megido. (Zac. 12:11) Hadadrimom é amiúde identificado com Rumané, sítio localizado a c. 7 km a S-SE de Megido.
O ‘grande lamento’ em Hadadrimom, mencionado na profecia de Zacarias, talvez aluda à lamentação pela morte do Rei Josias, caído em batalha em Megido. (2 Reis 23:29; 2 Crô. 35:24, 25) As palavras de Jeová, mediante Zacarias, são parte duma profecia a respeito do Messias, o pesar pela morte do fiel rei da Judéia servindo evidentemente como ilustração profética. — Compare com João 19:37; Revelação 1:7 com Zacarias 12:10-14.
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HadassaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HADASSA
Veja ESTER.
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HadesAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HADES
Esta é a transliteração comum para o português da palavra grega correspondente, haídes. Significa literalmente “o lugar invisível”. Ao todo, a palavra Hades ocorre dez vezes nos manuscritos mais antigos das Escrituras Gregas Cristãs. — Mat. 11:23; 16:18; Luc. 10:15; 16:23; Atos 2:27, 31; Rev. 1:18; 6:8; 20:13, 14.
Os tradutores da Septuaginta grega das Escrituras Hebraicas (de Gênesis a Malaquias) usaram a palavra “Hades” setenta e três vezes, empregando-a sessenta vezes para verter a palavra hebraica she’óhl, comumente traduzida “Seol”. Lucas, o escritor divinamente inspirado dos Atos, mostrou definitivamente que Hades era o equivalente grego de Seol, ao traduzir a citação que Pedro fez do Salmo 16:10. (Atos 2:27) Inversamente, nove traduções hebraicas modernas das Escrituras Gregas Cristãs empregam a palavra “Seol” para traduzir Hades em Revelação 20:13, 14; e a tradução Siríaca utiliza a palavra relacionada, Shiul.
Em cada caso em que a palavra Hades é empregada nas Escrituras Gregas Cristãs, ela se relaciona à morte, seja no próprio versículo, seja no contexto imediato, em todos os casos exceto os dois citados no próximo parágrafo. Hades não se refere a um único sepulcro (Gr. , táphos), ou a uma única sepultura (Gr. , mnéma), nem a um único túmulo
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