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HazorAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Baraque, era sede de outro poderoso rei cananeu, também chamado Jabim. — Juí. 4:2, 17; 1 Sam. 12:9.
Num período posterior, Hazor, bem como Gezer e Megido, foram fortificadas pelo Rei Salomão. (1 Reis 9:15) As descobertas arqueológicas indicam que as portas destas três cidades tinham construção similar.
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HebraicoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HEBRAICO
A língua hebraica foi empregada para a escrita da maior parte das Escrituras inspiradas — trinta e nove livros ao todo (segundo a divisão da matéria como se encontra em muitas traduções), constituindo cerca de três quartos do conteúdo total da Bíblia. Pequena parte destes livros, contudo, foi escrita em aramaico.
Nas Escrituras Hebraicas, a palavra “hebreu” (“hebraico”) não é aplicada à língua, o termo “hebreu” sendo ali aplicado apenas a pessoas ou ao povo de Israel como um todo. Faz-se referência à “língua dos judeus” (2 Reis 18:26, 28), ao “judaico” (Nee. 13:24), e à “língua de Canaã” (Isa. 19:18), que, naquela época (século VIII A.E.C.), era mormente o hebraico. Nas Escrituras Gregas Cristãs, contudo, o nome “hebraico” é aplicado regularmente à língua falada pelos judeus. — Veja HEBREU.
A história secular não revela a origem da língua hebraica — ou, a bem dizer, de nenhuma da maioria das línguas antigas conhecidas, tais como o sumério, o acadiano (assírio-babilônio), o arameu e o egípcio. Isto se dá porque tais línguas já surgem plenamente desenvolvidas nos mais antigos registros escritos que os homens descobriram. — Veja LÍNGUA, II (IDIOMA).
A Bíblia é a única fonte histórica que fornece evidência fidedigna da origem da língua que conhecemos como o hebraico. Este era, naturalmente, falado pelos descendentes israelitas de ’Abrão, o Hebreu’ (Gên. 14:13), o qual, por sua vez, era descendente de Sem, filho de Noé. (Gên. 11:10-26) Em vista da bênção profética de Deus sobre Sem (Gên. 9:26), é razoável crer que a língua de Sem nada sofreu quando Deus confundiu a língua das pessoas desaprovadas, em Babel. (Gên. 11:5-9) A língua de Sem permaneceria sendo a mesma que antes, a “uma só língua” que existia desde Adão. (Gên. 11:1, PIB) Isto significaria que a língua que por fim veio a ser chamada de “hebraico” era a língua original da humanidade.
Uma das principais razões para se crer que o hebraico da Bíblia representa de forma exata a “uma só língua” dos tempos pré-Babel é a notável estabilidade da língua hebraica durante o período de mil anos em que foram escritas as Escrituras Hebraicas. Como declara The International Standard Bible Encyclopcedia (Enciclopédia Bíblica Padrão Internacional): “Um dos fatos mais notáveis relacionados ao heb[raico] do V[elho] T[estamento] é que, embora essa lit [er atura] se estenda por um período de mais de 1.000 anos, quase que não existe diferença entre a língua das partes mais antigas e a das mais recentes.” A mesma obra observa mais tarde: “Desnecessário é acrescentar que os vários escritores diferem uns dos outros quanto ao estilo, mas tais variações são infinitesimais quando comparadas com as dos autores gr[egos] e lat[inos].” — Vol. III, p. 1833.
Parece que o hebraico começou a desvanecer-se primariamente depois da destruição de Jerusalém e de seu templo, e como resultado dela, e de seus habitantes remanescentes serem espalhados no ano 70 E.C. Todavia, continuou-se a usá-lo nas sinagogas, onde quer que os judeus se espalharam. Desde por volta do século VI E.C., especialmente, aqueles peritos judeus conhecidos como massoretas fizeram esforços zelosos para conservar a pureza do texto hebraico das Escrituras. E, particularmente desde o século XVI em diante, reavivou-se o interesse pelo hebraico antigo, e o século seguinte presenciou o início do estudo intensivo de outras línguas semíticas. Isto tem contribuído para esclarecer o entendimento da língua antiga e tem resultado em traduções aprimoradas das Escrituras Hebraicas.
O ALFABETO E OS CARACTERES HEBRAICOS
O alfabeto hebraico compõe-se de vinte e duas consoantes, várias das quais, evidentemente, podem representar dois sons, tendo-se um total de cerca de vinte e oito sons. O leitor supria os sons vocálicos, sendo guiado pelo contexto, assim como uma pessoa de língua portuguesa supre as letras que faltam em abreviaturas tais como “Cia.” (companhia), “Ex.mo” (excelentíssimo), e “Sr.” (senhor). Crê-se que a pronúncia tradicional das Escrituras Hebraicas se manteve viva e foi transmitida por aqueles que se especializaram na leitura da Lei, dos Profetas e dos Salmos, para a instrução do povo. Daí, na segunda metade do primeiro milênio E.C., os massoretas inventaram um sistema de pontos e traços chamados de pontos vocálicos, e estes foram inseridos no texto consonantal. Adicionalmente, foram supridos certos sinais de acentuação para indicar a ênfase, a pausa, a conexão entre palavras e frases, e a notação musical.
As mais antigas inscrições hebraicas conhecidas acham-se registradas em caracteres antigos, muito diferentes em sua forma das letras hebraicas quadráticas (em forma de quadrado) dos documentos posteriores, tais como os dos primeiros séculos da Era Comum. O estilo quadrático é muitas vezes chamado de “aramaico” ou “assírio”. Não se sabe exatamente quando se tornou efetiva esta mudança de um estilo para outro. Alguns crêem que a transição começou até mesmo já no
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