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Precisa ter perseverançaA Sentinela — 1973 | 15 de julho
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Paulo disse: “Persisti em lembrar-vos dos dias anteriores, em que, depois de terdes sido esclarecidos, perseverastes em uma grande competição, debaixo de sofrimentos, às vezes enquanto expostos como que num teatro, tanto a vitupérios como a tribulações, e tornando-vos às vezes parceiros dos que estavam tendo tal experiência. Porque vós tanto expressastes compaixão pelos em prisão como suportastes alegremente o saque de vossos bens, sabendo que vós mesmos tendes uma possessão melhor e subsistente. Portanto, não lanceis fora a vossa franqueza no falar, que recebe a paga duma grande recompensa. Pois tendes necessidade de perseverança, a fim de que, depois de terdes feito a vontade de Deus, recebais o cumprimento da promessa.” (Heb. 10:32-36) Sim, haviam passado por algumas provas severas e haviam perdido alguns de seus bens, mas ainda estavam vivos, tendo roupa, alimento e outras necessidades. Por isso podiam ser gratos a Jeová e continuar a servi-lo. Acima de tudo, tinham a perspectiva de obter a vida eterna pela perseverança. Por meio de tudo isso, podiam ver que Jeová era capaz de ajudá-los através de muitas provas futuras; portanto, por que temer a próxima? Tal encorajamento destinava-se a manter aqueles cristãos hebreus fortes no seu apreço das coisas de Jeová e do prêmio a ser obtido por manterem a integridade.
11. O que indica que alguns dos hebreus haviam perdido sua atenção espiritual, e por que é tal condição perigosa?
11 Paulo escreveu a estes cristãos de modo bem franco. Haviam ficado ‘obtusos no seu ouvir’. (Heb. 5:11) Isto não queria dizer que seus ouvidos tivessem deixado de funcionar, mas, antes, seu ouvido espiritual e sua atenção às coisas espirituais eram fracos. Mostravam certa indiferença para com a Palavra e os propósitos de Jeová, descuidando-se de suas necessidades espirituais. Talvez não se dessem conta do perigo de sua situação. Alguém tinha de alertá-los. Por isso, Paulo descreveu a necessidade que tinham então como exigindo alguém para ensinar-lhes desde o começo as coisas elementares das proclamações sagradas de Deus.
12. (a) Qual é a melhor maneira de se ajudar alguém cujo ouvido espiritual ficou obtuso? (b) O que disse Paulo para animá-los a não se satisfazer com verdades elementares, mas para se restabelecerem?
12 Esta é exatamente a fórmula precisa para se ajudar os que se tornam inativos ou que adormecem espiritualmente, a saber, ensinar-lhes novamente a verdade. Quando ficam obtusos quanto a ouvir coisas espirituais, deixam de assimilar alimento sólido da Palavra de Deus. Tornam-se espiritualmente como bebês, assimilando apenas leite e não apreciando as verdades fortes da Palavra de Deus. (Heb. 5:13) Um bebê precisa de alguém que cuide dele, porque não pode cuidar de si mesmo. Não pode fazer decisões a respeito do certo ou do errado. Os cristãos certamente não podem ser assim, porque a decisão errada pode significar perder o favor de Jeová e a própria vida. Se quiserem perseverar, terão de assimilar alimento sólido, usando suas faculdades preceptivas e as Escrituras, e ter uma base para decidir o que é certo e o que é errado. No caso dos hebreus, Paulo exortou-os a aumentarem seu conhecimento da verdade e avançar à madureza. (Heb. 6:1, 2) Aqueles cristãos não foram classificados por Paulo junto com os que se haviam desviado além de poder ser restabelecidos, mas, antes, ele disse: “Em vosso caso, amados, estamos convencidos de melhores coisas e de coisas acompanhadas de salvação, embora estejamos falando deste modo. Pois Deus não é injusto para se esquecer de vossa obra e do amor que mostrastes ao seu nome, por terdes ministrado aos santos e por continuardes a ministrar. Mas, desejamos que cada um de vós mostre a mesma diligência, para ter a plena certeza da esperança até o fim, para que não fiqueis indolentes, mas sejais imitadores daqueles que pela fé e pela paciência herdam as promessas.” (Heb. 6:9-12) Estas palavras de Paulo são muito animadoras também para nós.
AUMENTO DO APREÇO
13. No capítulo inicial de sua carta aos hebreus, como passou Paulo a aumentar o apreço pelo que Jeová havia feito?
13 Ao examinarmos esta carta escrita pelo apóstolo Paulo, vemos a importância de os cristãos aumentarem o apreço pelas coisas espirituais na mente de outros cristãos. Logo no início da carta, nos capítulos um e dois, o apóstolo menciona que Jeová falara há muito tempo atrás aos seus servos por meio dos profetas (que muitas vezes recebiam a informação por meio de anjos). (Veja Gálatas 3:19.) Os hebreus estavam familiarizados com a história e sabiam que Jeová havia usado anjos nos tratos com seus antepassados. Isto havia sido algo maravilhoso. Se um anjo de Jeová falasse em pessoa a um de nós, dificilmente o esqueceríamos enquanto vivêssemos. Mas, no primeiro século, fizera-se algo de especial para os cristãos. Havia ocorrido algo muito mais grandioso. Deus havia falado por meio de seu Filho, que ocupava uma posição muito superior à dos anjos. “Com referência a qual dos anjos disse ele [Deus] alguma vez: ‘Senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos como escabelo para os teus pés’?” — Heb. 1:13.
14. Por que é necessário prestar mais do que a costumeira atenção às coisas ouvidas por nós?
14 Tendo apreço destas grandes verdades, o cristão pensante compreende quão importante é prestar atenção ao que foi dito por este Filho de Deus. Por isso, Paulo escreve a seguir: “É por isso que é necessário prestarmos mais do que a costumeira atenção às coisas ouvidas por nós, para que nunca nos desviemos. Pois, se a palavra falada por intermédio de anjos mostrou-se firme, e toda transgressão e ato desobediente recebeu retribuição em harmonia com a justiça, como escaparemos nós, se tivermos negligenciado uma salvação de tal magnitude, sendo que começou a ser anunciada por intermédio do nosso Senhor e nos foi confirmada por aqueles que o ouviram?” (Heb. 2:1-3) Portanto, se não estivermos inclinados a prestar mais do que a costumeira atenção às coisas ouvidas por nós, forçosamente nos desviaremos e perderemos a vida eterna.
15. (a) Como se pode usar um barco para ilustrar o afastamento vagaroso? (b) Descreva como o cristão poderia afastar-se de Deus e da congregação cristã.
15 É muito interessante ver que Paulo usou esta expressão, “nunca nos desviemos”. Talvez já tenha visto alguém num barco pequeno sair correndo assim que chega à praia, sem amarrar o barco. Quando se fica observando, vê-se que, no início, o afastamento do barco da praia dá-se aos poucos, dependendo das correntes e do vento. Mas, com o tempo, o barco afasta-se cada vez mais no lago. Por outro lado, quando não se fica observando isso constantemente, talvez se fique chocado de ver, mais tarde, que o barco já está no meio do lago. De modo que o processo do afastamento é em geral vagaroso, e isto é o que pode acontecer aos cristãos quando deixam de ‘prestar mais do que a costumeira atenção às coisas ouvidas’, tendo seus ‘ouvidos ficado obtusos’. Ao passo que aumenta a perda do apreço de coisas espirituais, a pessoa cria aos poucos maus hábitos, talvez deixando de estudar e depois faltando às reuniões cristãs. Tornar-se irregular em falar a outros sobre as boas novas não é algo que acontece com a velocidade dum barco a motor que atravessa velozmente o lago, mas é um processo vagaroso, assim como quando um barco se afasta centímetro por centímetro dum ancoradouro seguro. É realmente o que o apóstolo Paulo chama de ‘negligenciar a salvação’.
16. (a) Quais são as verdades importantes que devemos saber avaliar, conforme se menciona em Hebreus 2:10, 14, 18? (b) O que devemos fazer quando nossa perseverança está sendo posta à prova?
16 Nosso inimigo, aquele que causa sofrimentos e a perda da salvação, é Satanás, o Diabo. Por causa da vinda de Cristo Jesus, os meios de se reduzir o Diabo a nada tornaram-se certos. Cristo tornou-se o Agente Principal da salvação e sofreu a morte para fazer esta provisão. (Heb. 2:10, 14) Esta gloriosa provisão de salvação certamente devia ser considerada com grande apreço pelo cristão. Paulo salientou aos seus irmãos hebreus sofredores que Cristo Jesus compreende nossa situação; ele também sofreu como homem. Paulo foi muito animador em salientar isso: “Por ter ele mesmo sofrido, ao ser posto à prova, pode vir em auxílio daqueles que estão sendo postos à prova.” (Heb. 2:18; 4:15, 16) Sim, os cristãos sabem que há um Cristo vivo nos céus, o qual está pronto para vir em auxílio deles quando estão sendo postos à prova! Por isso, ore pedindo esta ajuda divina da próxima vez que sua perseverança e sua integridade forem severamente provadas.
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Anime outros a perseverarA Sentinela — 1973 | 15 de julho
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Anime outros a perseverar
1. (a) A que exortou Paulo seus irmãos hebreus? (b) Quantas vezes faremos bem em nos animar mutuamente?
FOI APENAS nove anos antes de Jerusalém ser destruída pelos romanos, em 70 E. C., que o apóstolo Paulo escreveu a sua carta dinâmica à congregação hebraica de cristãos naquela cidade. No artigo precedente, consideramos o que ele disse nos Heb. capítulos um e dois desta carta. No Heb. capítulo três da carta aos hebreus cristianizados, Paulo exorta seus irmãos hebreus a considerar o apóstolo e sumo sacerdote Jesus, que foi fiel como Filho sobre a casa de Deus. Os cristãos têm diante de si a oportunidade de fazer parte desta casa, se se apegarem à sua franqueza no falar e à sua jactância a respeito da esperança até o fim. Isto significa perseverança. Os cristãos precisam evitar criar “um coração iníquo, falto de fé, por se separar do Deus vivente”; antes, precisam continuar a exortar-se e animar-se mutuamente cada dia, enquanto se possa chamar de “hoje”. — Heb. 3:12, 13.
2. No Heb. capítulo quatro do livro de Hebreus, como animou Paulo seus irmãos?
2 Nas Escrituras há muitas palavras excelentes de conselho e muitos exemplos a serem considerados por nós. Paulo lembrou aos cristãos hebreus ali em Jerusalém alguns destes exemplos para seu encorajamento. Contou como Deus se indignou com o antigo Israel e não deixou a maioria dos hebreus antigos, que saíram do Egito, entrar na Terra da Promessa. Por que não? Porque agiram de modo desobediente, por falta de fé. Ora, nós não queremos falhar de modo similar em ganhar o prometido. Proclamaram-se a nós as boas novas, e se tivermos fé, poderemos ter a certeza de entrar no ‘descanso de Deus’. Por isso nos exortamos e animamos mutuamente a não cair no mesmo modelo de desobediência dos que saíram do Egito. Devemos ter sempre em elevada estima as boas novas que nos foram proclamadas e manter forte a nossa fé. Deixemos que a Palavra de Deus exerça seu poder na nossa vida. “Porque a palavra de Deus é viva e exerce poder, e é mais afiada do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e da sua medula, e é capaz de discernir os pensamentos e as intenções do coração.” — Heb. 4:1-5, 11, 12.
3. Que circunstâncias talvez se tornassem um laço para os cristãos hebreus?
3 Aqueles cristãos hebreus do primeiro século viviam no meio duma grande multidão de judeus que praticavam a religião rabínica, tradicional, e que procuravam seguir o pacto da lei apesar de este ter terminado. Os cristãos achavam-se na minoria e por isso eram impopulares, perseguidos e odiados. Mas não podiam nem pensar em voltar ao judaísmo para evitar o ódio e a perseguição, nem podiam deixar-se atrair pelas festividades sociais relacionadas com as sinagogas. Tinham de manter conhecimento e entendimento sadios de como Cristo cumpriu a Lei, a fim de não recaírem no judaísmo e em oferecer sacrifícios de animais, coisas que todas, então, eram somente meros ritos vãos e ineficientes aos olhos de Deus.
4. Quais foram algumas das doutrinas que Paulo incluiu na sua carta para edificar os hebreus?
4 Sob tais condições, quem estava em melhores condições de compreender a pressão e a perseguição a que os cristãos judeus em Jerusalém estavam expostos do que o apóstolo Paulo? Quem estava melhor preparado para fornecer-lhes argumentos fortes para refutar a tradição judaica do que Paulo, o ex-fariseu? Com o conhecimento da lei mosaica que obteve aos pés de Gamaliel, podia apresentar prova incontestável de que Cristo era o cumprimento da Lei, junto com suas ordenanças e seus sacrifícios, e que o arranjo anterior já havia sido substituído por realidades muito mais gloriosas. Todos os novos ensinos, extraordinariamente brilhantes, a respeito do Cristo foram ali apresentados aos conversos judaicos com provas tão abundantes das Escrituras Hebraicas, que nenhuma pessoa razoável podia deixar de ficar convencida e edificada espiritualmente. A carta aos hebreus mostra o profundo amor de Paulo aos seus irmãos e seu desejo ardente de ajudá-los de maneira prática no seu tempo de grande necessidade espiritual.
SUPERIORIDADE DO NOVO SOBRE O VELHO
5. Como salientou ele a superioridade do novo arranjo cristão?
5 A consideração desta carta aos hebreus mostra como Paulo salientou a superioridade do novo arranjo feito por Deus para seu povo. Sob este novo sistema de coisas, Jesus Cristo tornou-se para sempre o sumo sacerdote, aquele que não precisa de sucessores assim como precisavam os sumos sacerdotes nos antigos dias levíticos. Ele não precisa oferecer diariamente sacrifícios pelos seus próprios pecados e depois pelos pecados do povo, assim como faziam aqueles sacerdotes. Pôde fazer um único sacrifício perpétuo pelos pecados do povo e depois assentar-se à direita de Deus. — Heb. 6:20; 7:11-28; 8:1; 9:6-28.
6. Por que era o novo pacto muito superior ao pacto da lei?
6 Entrou então em vigor um novo pacto que faz coisas que o antigo pacto nunca podia fazer. O pacto da lei lembrava aos homens os seus pecados, exigindo que oferecessem sacrifícios continuamente. E, no entanto, nunca podia abrir o caminho para o homem receber a vida eterna. Paulo citou a profecia de Jeremias a respeito dum novo pacto que seria feito por Jeová: “‘Este é o pacto que celebrarei com eles depois daqueles dias’, diz Jeová. ‘Porei as minhas leis nos seus corações e as escreverei nas suas mentes.’” E ele continuou a citação, dizendo: “De modo algum me lembrarei mais dos seus pecados e das suas ações contra a lei.” “Ora, onde há perdão desses”, argumenta Paulo, “não há mais oferta pelo pecado”. (Heb. 10:16-18; 8:7-13; Jer. 31:31-33) De modo que o novo é enormemente superior ao antigo, de muitas maneiras.
7. (a) Como salientou Paulo a importância de se ter fé? (b) Como demonstrou o exemplo de Jesus a relação entre a fé e a perseverança?
7 No Heb. capítulo 11 da carta de Paulo aos hebreus salienta-se a fé como absolutamente necessária, pois sem ela é impossível agradar a Deus. Os hebreus cristianizados sabiam tudo sobre os seus antepassados, os homens fiéis da antiguidade. Por isso, Paulo pôde usar aquilo pelo qual Abraão e os outros homens de fé haviam passado como meio de encorajamento. Aqueles homens devotos de Deus demonstraram a absoluta necessidade de se manter fé forte sob muitas provas. Daí, no Heb. capítulo 12, Paulo culminou seu argumento com a referência ao Agente Principal e Aperfeiçoador de nossa fé, dizendo: “Assim, pois, visto que temos a rodear-nos uma tão grande nuvem de testemunhas, ponhamos também de lado todo peso e o pecado que facilmente nos enlaça, e corramos com perseverança a carreira que se nos apresenta, olhando atentamente para o Agente Principal e Aperfeiçoador da nossa fé, Jesus. Pela alegria que se lhe apresentou, ele aturou uma estaca de tortura, desprezando a vergonha, e se tem assentado à direita do trono de Deus. Deveras, considerai de perto aquele que aturou tal conversa contrária da parte de pecadores contra os próprios interesses deles, para que não vos canseis nem desfaleçais nas vossas almas.” (Heb. 12:1-3) A perseverança fiel de Cristo é o exemplo que devemos copiar. Ele aturou a conversa contrária e a dor porque podia ver mediante a fé a alegria que o aguardava depois de passar pela morte. Se a nossa fé for forte, ao ponto de podermos antever a Nova Ordem que nos aguarda, então também deveremos poder perseverar. Por manter assim focalizado um holofote espiritual na superioridade do exemplo de Cristo e no arranjo cristão, Paulo pôde exortar seus conservos de Deus a manter uma estima elevada das coisas sagradas.
ANIMADOS A ESTIMAR AS COISAS SAGRADAS
8. Como se relacionam com a perseverança a santificação e a estima de coisas sagradas?
8 Ele mostrou também a importância da santificação e da pureza, relacionando-as juntas, dizendo: “Empenhai-vos pela paz com todos e pela santificação sem a qual nenhum homem verá o Senhor, vigiando cuidadosamente para que ninguém seja privado da benignidade imerecida de Deus; para que nenhuma raiz venenosa, brotando, cause dificuldade e para que muitos não sejam aviltados por ela; para que não haja fornicador, nem alguém que não estime as coisas sagradas, igual a Esaú, que em troca de uma só refeição renunciou aos seus direitos de primogênito. Porque sabeis que também depois, quando quis herdar a bênção, ele foi rejeitado, porque, embora buscasse seriamente uma mudança de pensamento [por parte de seu pai], com lágrimas, não achou lugar para ela.” (Heb. 12:14-17) Sim, Esaú não conseguiu manter a estima pelas coisas sagradas nem mesmo sob a ligeira pressão de sentir fome. Ele não teve a fé necessária para visualizar a alegria resultante para os fiéis. Não suportou uma prova tão pequena. Nestes “últimos dias” haverá escassez de víveres, e nós também podemos às vezes ter fome. Mas este não é motivo de renunciar à nossa situação abençoada como servos de Deus. Jeová nos ajudará através de todas as nossas provações, sejam pequenas ou grandes. (Mat. 4:1-11) Neste respeito, Jesus é nosso grande exemplo.
9. Qual é um dos melhores modos de ajudarmos a nós mesmos e a outros a estimar coisas espirituais e reconhecermos a necessidade de perseverar?
9 Paulo recomenda como remédio aos que talvez tenham ficado obtusos no seu ouvir e recaído na inatividade: “Apeguemo-nos à declaração pública da nossa esperança, sem vacilação, pois aquele que prometeu é fiel. E consideremo-nos uns aos outros para nos estimularmos ao amor e a obras excelentes, não deixando de nos ajuntar, como é costume de alguns, mas encorajando-nos uns aos outros, e tanto mais quanto vedes chegar o dia.” (Heb. 10:23-25) Isto nos salienta a importância de tanto assistirmos às reuniões como de regularmente participarmos nas reuniões, a fim de mantermos nossa estima de coisas espirituais. Os que ficaram fracos ou obtusos no seu ouvir podem ser restabelecidos ou estimulados ao amor e a obras excelentes quando os levamos às reuniões cristãs. Realmente, não há nada que possa substituir esta provisão de Deus.
10. (a) Por que devemos encorajar-nos agora uns aos outros? (b) Que qualidade induz alguém a encorajar seus irmãos?
10 Paulo nos disse que devemos encorajar-nos uns aos outros tanto mais ao vermos chegar o dia. Agora que já atingimos o estágio da história em que está próximo o fim da regência de Satanás, torna-se imperioso que continuemos a encorajar-nos uns aos outros. Embora a maioria dos verdadeiros cristãos, atualmente, não tenha procedido do sistema religioso judaico que se opunha aos primitivos cristãos e os perseguia, contudo, vivemos cercados de tentações e estamos sob a pressão da perseguição e do ódio de muitas outras fontes. Saímos de Babilônia, a Grande, que em alguns lugares ainda parece estar materialmente próspera, mas certamente não queremos voltar às suas práticas más. Pedro advertiu contra tal coisa. (2 Ped. 2:21, 22) Chegou o tempo de termos em alta estima as coisas sagradas que aprendemos. Por causa do amor existente na congregação cristã, todos desejam ver seus irmãos e suas irmãs perseverar e continuar no caminho que conduz à vida eterna. Portanto, é tempo de nos exortarmos e encorajarmos uns aos outros. Cada um de nós poderá lembrar-se do que o apóstolo Paulo fez para encorajar e ajudar seus irmãos. Salientou-lhes a superioridade deste arranjo novo e melhor feito por Deus para seu povo. De modo que não deve haver nenhuma inclinação da nossa parte de nos afastarmos para o mundo e seus sistemas religiosos.
11. Que benefício obtemos das coisas espirituais escritas por Paulo aos hebreus?
11 Nós também podemos tirar proveito do que Paulo disse aos hebreus, lembrando-nos da grande provisão feita por Jeová por meio do sacerdócio eterno, dos benefícios do novo pacto e de se tirarem os pecados para sempre por meio do único sacrifício de Cristo. Embora possamos ter ouvido estas coisas muitas vezes, não são algo comum ou ordinário. São absolutamente superiores. A repetição da verdade é edificante. Há muitas oportunidades excelentes de se falar dos benefícios espirituais que todos nós usufruímos como servos dedicados de Jeová nestes ‘últimos dias”. Por lembrarmos um ao outro estas coisas todo-importantes nos ajudaremos mutuamente para não nos desviarmos.
BENEFÍCIOS ESPIRITUAIS
12. (a) Por que é agora tão especial saber como obter a vida eterna? (b) Quais são algumas das outras coisas que comparativamente poucas pessoas têm agora?
12 Quais são alguns dos benefícios espirituais que nós, como testemunhas cristãs de Jeová, podemos mencionar uns aos outros? São muitos. Podemos começar por dizer que sabemos como obter a vida; estimamos o sacrifício de resgate de Cristo. (Rom. 6:23) Pense nos que ainda praticam o judaísmo e que ainda aguardam o Messias, ou pense nos que são pagãos, sabendo pouco ou nada a respeito de Cristo e da esperança de vida. (1 Cor. 1:18, 23) Ou pense na cristandade, toda confusa com as muitas teorias e filosofias falsas e que não segue o rumo que conduz à salvação por Cristo. (Veja Mateus 15:1-9.) Em contraste, os servos de Jeová foram libertos das tradições de Babilônia, a Grande. (João 8:31, 32) Não vivemos em medo de sofrer num purgatório ou num inferno de fogo. Sabemos que os mortos estão dormindo. Temos a maravilhosa esperança da ressurreição. (João 5:28, 29; 1 Tes. 4:13-18; Rev. 20:4-13) Não estamos em confusão por causa do ensino falso da Trindade. Fomos libertos da superstição — não confiamos em amuletos, imagens, ídolos, e não precisamos arrastar-nos de joelhos montanha acima ou até altares, em cerimônias religiosas. Não sofremos por causa do descaso espiritual de falsos
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