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  • O que significa este provérbio?
    A Sentinela — 1977 | 15 de maio
    • da ganância — o fato de que os gananciosos nunca se fartam ou descansam, mas são interminavelmente incitados pelo seu desejo egoísta, consumindo tudo ou a todos os que se interpõem no seu caminho.

  • Hebreus: uma adoração superior e seus requisitos
    A Sentinela — 1977 | 15 de maio
    • Hebreus: uma adoração superior e seus requisitos

      TALVEZ se pergunte: De que valor é uma antiga carta, que trata extensivamente duma forma ainda mais antiga de adoração? Sim, de que proveito é para nós, agora, uma carta de 1.900 anos de idade? Cada um de nós, porém, certamente pode tirar grande proveito daquilo que temos disponível no livro bíblico de Hebreus, conforme veremos.

      As Testemunhas de Jeová (conhecidas como Estudantes da Bíblia, antes de 1931) sempre apreciavam o valor deste livro. Em anos anteriores, fazer citações de Hebreus era considerado pelos de fora como indício de que a pessoa era Estudante da Bíblia. E, durante quatro décadas, seu compêndio bíblico mais básico e mais usado era Sombras do Tabernáculo, publicado em inglês em 1881, que tratava de todos os aspectos da adoração por Israel, à luz do livro de Hebreus. ‘Nele’, somos informados, ‘o “plano divino” pela primeira vez foi apresentado de modo claro: que haveria um destino celestial para 144.000 e um paraíso terrestre para a humanidade restabelecida’. — The Watch Tower, 15 de julho de 1909, p. 216.

      Quem escreveu este importante e esclarecedor livro de Hebreus? Há muitos motivos para crer que foi o apóstolo Paulo. Em primeiro lugar, os argumentos contidos neste livro são desenvolvidos logicamente à maneira de Paula. Seu autor obviamente conhecia muito bem as Escrituras Hebraicas, assim como por certo se dava com Paulo. A fraseologia, as figuras de retórica e as alusões também podem ser citadas como apontando para Paulo. O mesmo se dá com os fatos de que o escritor conhecia intimamente a Timóteo e esperava viajar com ele, e que escreveu da Itália.

      Além disso, os cristãos gregos e asiáticos, desde os tempos mais primitivos, acreditavam que Paulo escreveu o livro de Hebreus. Talvez entre as evidências mais conclusivas esteja o Papiro N.º 2 de Chester Beatty (P46), descoberto em 1931. Faz parte dum códice e consiste em oitenta e seis folhas, começando com Romanos, seguido por Hebreus e depois por mais sete das cartas de Paulo. Isto torna claro que, por volta do ano 200 E. C., o livro de Hebreus era reconhecido como uma das cartas de Paulo.

      É verdade que muitos eruditos bíblicos, desde os tempos pós-apostólicos até os nossos dias, não concordam com isso, mas não existe nenhum argumento apresentado por eles que não possa ser refutado com bom êxito. Eles fazem grande questão do fato de que parte do vocabulário usado em Hebreus não é tipicamente paulino. Mas, quando compreendemos o objetivo da escrita e seu possível desejo de permanecer no anonimato, podemos ver amplos motivos para ele usar um vocabulário um pouco diferente. Isto explicaria também usar ele um grego mais elegante do que nas suas outras cartas. Estava realmente compondo um tratado, em vez de escrever uma carta, conforme vemos desde o começo.

      Levanta-se também a objeção de que Paulo, nas outras treze cartas dele, repetidas vezes menciona seu nome, mas não faz isso nem uma única vez no livro de Hebreus. Por que desejaria permanecer no anonimato? Sem dúvida, por causa do preconceito pessoal que os judeus tinham contra ele e por ser conhecido como apóstolo para as nações ou gentios. E embora Paulo fosse enviado como apóstolo para os gentios, foi dito a Ananias que Paulo pregaria também aos “filhos de Israel”. — Atos 9:15.

      Escrever Paulo tal carta está em harmonia com sua profunda preocupação com os seus conterrâneos judaicos. Sentia grande angústia por causa da descrença deles. (Rom. 9:1-5; 10:1-4) E trabalhava para prover socorros aos judeus cristãos em Jerusalém. (2 Cor., caps. 8 e 9) Portanto, era típico de Paulo, observando a perseguição e a pressão religiosa que os judeus cristianizados tinham de suportar, escrever-lhes tal carta, cheia de exortação, admoestação, exposição esclarecedora, encorajamento e sérias advertências.

      Embora não se possa afirmar dogmaticamente que o título deste tratado ou carta, “Aos Hebreus”, fosse escrito pelo próprio Paulo, certamente é bem apropriado. Especialmente os cristãos que antes haviam sido judeus podiam apreciar plenamente os argumentos apresentados por Paulo, para mostrar a superioridade do novo sistema cristão de coisas sobre o antigo. Mas, a que hebreus escreveu Paulo? Aos espalhados através do Império Romano? É verdade que todos estes podiam tirar proveito disso, mas, em vista de algumas de suas palavras finais, a carta parece ter sido endereçada aos cristãos hebreus em determinado lugar. Assim, Paulo fala de ele ‘lhes ser restituído mais cedo’, e diz que “Timóteo foi livrado, sendo que vos verei junto com ele, se vier em breve”. (Heb. 13:19, 23) Este lugar, mais provavelmente, era Jerusalém.

      Quando escreveu Paulo esta carta? A própria carta torna evidente que ainda se realizava a adoração no templo, de modo que deve ter sido escrita antes de 70 E.C., quando o templo foi destruído. E visto que Paulo esperava ser liberto da prisão ou acabava de ser liberto, a data mais provável é o ano de 61 E.C. Donde escreveu esta carta? Já que envia saudações dos que estavam com ele na Itália, deve tê-la escrito enquanto ainda estava naquele país, pelo visto, em Roma.

      A SUPERIORIDADE DO SISTEMA CRISTÃO

      Segundo o ensino rabínico, o prometido Messias seria superior a Abraão, superior a Moisés e superior até mesmo aos anjos. Paulo, mostrando a superioridade do sistema cristão, certamente confirma isso. Inicia a sua carta por mostrar que, embora Jeová, nos tempos passados, havia falado ao seu povo por meio dos profetas, falava agora por meio de um porta-voz muito superior, seu Filho, por intermédio de quem Deus criou todas as coisas. Ora, ele é superior até mesmo aos anjos, porque possui um nome mais excelente do que eles! O seu é mais elevado. Ordena-se a eles prestar-lhe homenagem. E ele é o Filho, ao passo que eles são apenas servos. — Heb. 1:1-14.

      O novo sistema cristão de adoração também tem um sumo sacerdote superior.

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