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Livro bíblico número 58 — Hebreus“Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”
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um serviço sagrado aceitável, com temor piedoso e espanto reverente. Porque o nosso Deus é também um fogo consumidor.” — 12:21, 28, 29.
22. Com que conselhos edificantes conclui Paulo a sua carta aos hebreus?
22 Diversas exortações em questões de adoração (13:1-25). Paulo conclui em tom de conselhos edificantes: que continue o amor fraternal, não vos esqueçais da hospitalidade, o matrimônio seja honroso entre todos, estai livres do amor ao dinheiro, sede obedientes aos que tomam a dianteira entre vós e não vos deixeis levar por ensinos estranhos. Por fim, “por intermédio dele [Jesus], ofereçamos sempre a Deus um sacrifício de louvor, isto é, o fruto de lábios que fazem declaração pública do seu nome”. — 13:15.
POR QUE É PROVEITOSO
23. O que argumenta Paulo quanto à Lei, e como apóia ele seu argumento?
23 Como argumento legal em apoio de Cristo, a carta aos hebreus é uma obra-prima incontestável, de elaboração perfeita e largamente documentada com provas das Escrituras Hebraicas. Considera os vários aspectos da Lei mosaica — o pacto, o sangue, o mediador, a tenda de adoração, o sacerdócio, as ofertas — e mostra que nada mais eram do que um padrão feito por Deus apontando para coisas muito maiores por vir, todos eles culminando em Cristo Jesus e seu sacrifício, o cumprimento da Lei. A Lei ‘que se torna obsoleta e fica velha está prestes a desaparecer’, disse Paulo. Mas “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre”. (8:13; 13:8; 10:1) Quão alegres devem ter-se sentido aqueles hebreus ao lerem a carta a eles endereçada!
24. Que arranjo, de imensurável proveito para nós hoje, é explicado em Hebreus?
24 Mas, de que valor é isto para nós hoje, em nossas circunstâncias diferentes? Visto que não estamos debaixo da Lei, podemos encontrar algo de proveitoso nos argumentos de Paulo? Certamente que sim. Esboça-se-nos aqui o grande arranjo do novo pacto baseado na promessa feita a Abraão de que por meio de seu Descendente todas as famílias da terra se abençoariam. Esta é a nossa esperança de vida, a nossa única esperança, o cumprimento da antiga promessa de Jeová de bênção por meio do Descendente de Abraão, Jesus Cristo. Embora não estejamos sob a Lei, nascemos no pecado como prole de Adão, e necessitamos de um sumo sacerdote misericordioso, que tenha uma oferta válida pelo pecado, que possa entrar na própria presença de Jeová, no céu, e ali interceder por nós. Eis que o encontramos, o Sumo Sacerdote que pode conduzir-nos à vida no novo mundo de Jeová, que pode compadecer-se das nossas fraquezas, tendo sido “provado em todos os sentidos como nós mesmos”, e que nos convida a ‘nos aproximarmos, com franqueza no falar, do trono de benignidade imerecida, para obtermos misericórdia e acharmos benignidade imerecida para ajuda no tempo certo’. — 4:15, 16.
25. Que esclarecedoras aplicações das Escrituras Hebraicas faz Paulo?
25 Além do mais, na carta de Paulo aos hebreus, encontramos evidência animadora de que as profecias registradas há muito nas Escrituras Hebraicas foram, mais tarde, cumpridas de modo maravilhoso. Tudo isso é para a nossa instrução e consolo hoje em dia. Por exemplo, em Hebreus, Paulo cinco vezes aplica as palavras da profecia do Reino, no Salmo 110:1, a Jesus Cristo como o Descendente do Reino, que “se tem assentado à direita do trono de Deus”, esperando “até que os seus inimigos sejam postos por escabelo dos seus pés”. (Heb. 12:2; 10:12, 13; 1:3, 13; 8:1) Outrossim, Paulo cita o Salmo 110:4 ao explicar o importante cargo ocupado pelo Filho de Deus como “sacerdote para sempre à maneira de Melquisedeque”. Como Melquisedeque da antiguidade, que no registro bíblico é “sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo nem princípio de dias nem fim de vida”, Jesus é tanto Rei como “sacerdote perpetuamente”, para administrar os benefícios eternos de seu sacrifício de resgate a todos os que obedientemente se colocam sob o seu domínio. (Heb. 5:6, 10; 6:20; 7:1-21) É a este mesmo Rei-Sacerdote que Paulo se refere ao citar o Salmo 45:6, 7: “Deus é o teu trono para todo o sempre, e o cetro do teu reino é o cetro da retidão. Amaste a justiça e odiaste o que é contra a lei. É por isso que Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de exultação mais do que a teus associados.” (Heb. 1:8, 9) Ao citar Paulo as Escrituras Hebraicas e mostrar o seu cumprimento em Cristo Jesus, vemos as partes do padrão divino encaixarem-se no seu devido lugar, para nosso esclarecimento.
26. Que encorajamento dá Hebreus para correr a carreira com fé e perseverança?
26 Como mostra claramente a carta aos hebreus, Abraão aguardava o Reino, “a cidade que tem verdadeiros alicerces, cujo construtor e fazedor é Deus” — a cidade “pertencente ao céu”. “Pela fé” ele procurou alcançar o Reino, e fez grandes sacrifícios, para que recebesse as bênçãos deste mediante “uma ressurreição melhor”. Que notável exemplo encontramos em Abraão e em todos os outros homens e mulheres de fé — a “tão grande nuvem de testemunhas”, que Paulo descreve no capítulo 11 de Hebreus! Ao lermos este registro, o nosso coração exulta e pula de alegria, em apreço do privilégio e da esperança que temos junto com tais fiéis pessoas de integridade. Somos, pois, encorajados a ‘correr com perseverança a carreira que se nos apresenta’. — 11:8, 10, 16, 35; 12:1.
27. Que gloriosas perspectivas do Reino são destacadas em Hebreus?
27 Citando da profecia de Ageu, Paulo traz à atenção a promessa de Deus: “Ainda mais uma vez porei em comoção não só a terra, mas também o céu.” (Heb. 12:26; Ageu 2:6) Contudo, o Reino de Deus por Cristo Jesus, o Descendente, permanecerá para sempre. “Em vista disso, sendo que havemos de receber um reino que não pode ser abalado, continuemos a ter benignidade imerecida, por intermédio da qual podemos prestar a Deus serviço sagrado aceitável, com temor piedoso e com espanto reverente.” Este registro animador nos assegura de que Cristo aparece uma segunda vez “à parte do pecado e para os que seriamente o procuram para a sua salvação”. Por meio dele, pois, “ofereçamos sempre a Deus um sacrifício de louvor, isto é, o fruto de lábios que fazem declaração pública do seu nome”. Que o grande nome de Jeová Deus seja para sempre santificado por meio do Rei-Sacerdote, Jesus Cristo! — Heb. 12:28; 9:28; 13:15.
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Livro bíblico número 59 — Tiago“Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”
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Livro bíblico número 59 — Tiago
Escritor: Tiago
Lugar da Escrita: Jerusalém
Escrita Completada: Antes de 62 EC
1. O que suscita uma pergunta quanto a se Tiago realmente escreveu o livro que leva seu nome?
“ELE perdeu o juízo.” Isto é o que os parentes de Jesus pensavam a seu respeito. Durante seu ministério terrestre, “seus irmãos, de fato, não estavam exercendo fé nele”, e Tiago, como também José, Simão e Judas, não estava entre os primeiros discípulos de Jesus. (Mar. 3:21; João 7:5; Mat. 13:55) Assim, em que base se pode dizer que Tiago, o meio-irmão de Jesus, escreveu o livro bíblico que leva o nome de Tiago?
2. O que atesta que o meio-irmão de Jesus foi o escritor de Tiago?
2 O registro mostra que o ressuscitado Jesus apareceu a Tiago, e isto, por certo, convenceu-o além de qualquer dúvida de que Jesus era o Messias. (1 Cor. 15:7) Atos 1:12-14 diz que mesmo antes de Pentecostes, Maria e os irmãos de Jesus se reuniam para oração com os apóstolos num sobrado em Jerusalém. Mas, não foi um dos apóstolos, chamado Tiago, quem escreveu esta carta? Não, pois já no início o escritor se identifica, não como apóstolo, mas como ‘escravo do Senhor Jesus Cristo’. Ademais, as palavras introdutórias de Judas, similares às de Tiago, mencionam Judas também como “escravo de Jesus Cristo, mas irmão de Tiago”. (Tia. 1:1; Judas 1) Disto podemos seguramente concluir que Tiago e Judas, meios-irmãos carnais de Jesus, escreveram os livros bíblicos que levam seus nomes.
3. Quais eram as habilitações de Tiago para a escrita?
3 Tiago era altamente qualificado para escrever uma carta de conselhos à congregação cristã. Era grandemente respeitado como superintendente na congregação de Jerusalém. Paulo fala de “Tiago, o irmão do Senhor”, como uma das “colunas” na congregação, junto com Cefas e João. (Gál. 1:19; 2:9) Que Tiago se destacava vê-se do fato de que Pedro, ao ser solto da prisão, imediatamente mandou avisar a “Tiago e aos irmãos”. E não foi Tiago quem agiu como porta-voz dos ‘apóstolos e dos anciãos’ quando Paulo e Barnabé viajaram a Jerusalém para pedir uma decisão a respeito da circuncisão? A propósito, tanto esta decisão como a carta de Tiago começam com uma saudação similar: “Cumprimentos!” — outra indicação de que tiveram um escritor comum. — Atos 12:17; 15:13, 22, 23; Tia. 1:1.
4. O que indica que a carta de Tiago foi escrita pouco antes de 62 EC?
4 O historiador Josefo nos diz que foi o sumo sacerdote Ananus (Ananias), um saduceu, o responsável pela morte de Tiago por apedrejamento. Isto foi depois da morte do governador romano Festo, por volta de 62 EC, e antes de seu sucessor, Albino, assumir o cargo.a Mas, quando escreveu Tiago a sua carta? Ele endereçou a sua carta de Jerusalém às “doze tribos que estão espalhadas”, literalmente, “os da dispersão”. (Tia. 1:1, nota) Teria exigido tempo para que o cristianismo se difundisse, depois do derramamento do espírito santo em 33 EC, e teria exigido tempo, também, para que as alarmantes condições mencionadas na carta se desenvolvessem. Ademais, a carta indica que os cristãos não mais eram pequenos grupos mas que estavam organizados em congregações com “anciãos” maduros que podiam orar pelos fracos e assisti-los. Também, havia passado suficiente tempo para que se infiltrasse certa medida de complacência e formalismo. (2:1-4; 4:1-3; 5:14; 1:26, 27) É mais provável, pois, que Tiago tenha escrito sua carta numa data tardia, talvez pouco antes de 62 EC, se o relato de Josefo sobre os eventos ligados
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