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    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • (Atos 7:5) A herança que tais homens legaram consistia em seu gado e em seus bens móveis. O primogênito herdava uma porção dupla (duas partes) da propriedade, em comparação com a parte concedida aos demais filhos. No caso do patriarca Jó, suas filhas receberam uma herança entre seus irmãos. Não se declara se isto incluía a herança de terras. — Jó 42:15.

      Havendo motivo, o pai podia transferir o direito de primogênito, concedendo a herança do primogênito a um filho mais jovem. Nos casos anotados na Bíblia em que isto ocorreu, não se devia ao capricho pessoal ou a favoritismo, mas tal mudança foi feita por orientação divina. — Gên. 25:23; 46:4; 48:13-19; 1 Crô. 5:1, 2.

      O concubinato era legal. Com efeito, na Bíblia, a concubina é às vezes chamada de “esposa”, e o homem com quem ela vivia, de “marido”. O pai dela é chamado de sogro dele, e tal homem é chamado de genro do pai dela. (Gên. 16:3; Juí. 19:3-5) Os filhos das concubinas eram filhos legítimos e, por conseguinte, tinham uma condição de herdeiros idêntica à dos filhos da esposa regular.

      Antes de Abraão vir a ter quaisquer filhos, ele mencionou seu escravo Eliézer como prospectivo herdeiro de seus bens, mas Jeová lhe disse que ele teria um filho como seu herdeiro. — Gên. 15:1-4.

      PERÍODO DA LEI

      Sob a Lei, o pai não podia constituir como seu primogênito o filho da esposa mais amada, às custas do seu verdadeiro primogênito com uma esposa menos amada. Tinha de dar ao primogênito uma porção dupla de tudo que ele possuía. (Deut. 21:15-17) Quando não havia filhos, a herança passava para as filhas. (Núm. 27:6-8; Jos. 17:3-6) Não obstante, as filhas que herdavam terras tinham de casar-se somente com membros da família da tribo de seu pai, a fim de impedir que sua herança passasse de uma tribo para outra. (Núm. 36:6-9) Caso não tivessem filhos, a ordem de transmissão da herança era (1) aos irmãos do falecido, (2) aos irmãos de seu pai e (3) ao parente consangüíneo mais próximo. (Núm. 27:9-11) A esposa não recebia nenhuma herança do marido. Caso não houvesse filhos, a esposa era considerada como proprietária da terra até que esta fosse remida por aquele que tinha o direito de recompra. Em tal caso, a esposa era recomprada junto com a propriedade. (Rute 4:1-12) Sob a lei do casamento com o cunhado (levirato), o primeiro filho varão que tal mulher tivesse do resgatador se tornava o herdeiro do falecido marido dela, e levava o nome dele. — Deut. 25:5, 6.

      Terras Hereditárias

      A herança dos filhos de Israel lhes fora dada por Jeová, que delineou para Moisés as fronteiras da terra. (Núm. 34:1-12; Jos. 1:4) Aos filhos de Gade, e aos filhos de Rubem e da meia-tribo de Manassés foi concedido seu quinhão de terra por Moisés. (Núm. 32:33; Jos. 14:3) O restante das tribos receberam sua herança por meio de sortes, sob a direção de Josué e Eleazar. (Jos. 14:1, 2) Em harmonia com a profecia de Jacó em Gênesis 49:5, 7, Simeão e Levi não receberam uma seção separada de território como herança. O território de Simeão consistia em terras (junto com as cidades-enclaves) situadas dentro do território de Judá (Jos. 19:1-9), ao passo que a Levi se concederam quarenta e oito cidades por todo o território de Israel. Visto que os levitas receberam a designação de serviço especial no santuário, dizia-se que Jeová era sua herança. Recebiam o dízimo como seu quinhão ou sua herança, em troca de seu serviço. (Núm. 18:20, 21; 35:6, 7) As famílias recebiam designações dentro do território de sua tribo. À medida que as famílias cresceram e os filhos herdaram seu quinhão, a terra ficou progressivamente dividida em parcelas cada vez menores.

      Visto que a terra era mantida na posse da mesma família de geração em geração, não podia ser vendida em perpetuidade. A venda de terras era, com efeito, apenas um arrendamento delas segundo o valor das safras que produzissem, o preço de compra se situando numa escala gradual conforme o número de anos até o próximo Jubileu, época em que todas as possessões de terra reverteriam ao seu dono original, caso não fossem recompradas ou remidas antes do Jubileu. (Lev. 25:13, 15, 23, 24) Este regulamento incluía casas em cidades não-muradas, que eram consideradas parte do campo aberto. Quanto a uma casa numa cidade murada, o direito de recompra durava apenas um ano a contar da venda, a partir do que tornava-se propriedade do comprador. No que se referia às casas nas cidades dos levitas, o direito de recompra durava por tempo indefinido, uma vez que os levitas não possuíam nenhuma herança de terra. — Lev. 25:29-34.

      A inviolabilidade da possessão hereditária é ilustrada no caso da vinha de Nabote, tendo-se Nabote recusado, quer a vendê-la ao rei quer a trocá-la por outro vinhedo; a coroa não tinha o direito de domínio eminente. (1 Reis 21:2-6) Uma pessoa podia, contudo, devotar uma parte de sua herança a Jeová, para o santuário. Se assim fizesse, esta parte não podia ser redimida, mas continuava sendo propriedade do santuário e de seu sacerdócio. Caso um homem desejasse santificar parte de sua propriedade para uso temporário do santuário, poderia fazê-lo, e, se mais tarde desejasse redimi-la, poderia fazê-lo por adicionar um quinto de sua avaliação. Isto, sem dúvida, protegia o tesouro do santuário contra perdas, e também criava maior respeito pelo santuário e por aquilo que era oferecido na adoração a Jeová. Caso tal homem não quisesse recomprar seu campo, mas permitisse que fosse vendido pelo sacerdote a outro homem, então, no Jubileu, seria como um campo devotado, e não retornaria ao dono original, mas continuaria sendo propriedade do santuário e de seu sacerdócio. — Lev. 27:15-21, 27.

      Do precedente pode-se ver que na terminologia ou prática legal dos hebreus não havia lugar para testamentos, as leis da herança tornando desnecessários quaisquer destes documentos. Mesmo as propriedades móveis eram alienadas pelo seu dono durante a sua vida, ou pelas leis da herança, por ocasião de sua morte. Na ilustração de Jesus sobre o filho pródigo, o filho mais moço, a pedido, recebeu seu quinhão da propriedade antes da morte de seu pai. — Luc. 15:12.

      Benefícios das leis de herança

      As leis que governavam as possessões hereditárias e a divisão delas em parcelas cada vez menores, à medida que a população aumentava, eram, em si, um fator contribuinte para maior unidade familiar. Numa terra como a Palestina, que consistia em grande parte de regiões colinosas, como a Judéia, isto era vantajoso, no sentido de que movia os israelitas a aproveitar ao máximo a terra, até mesmo transformando encostas em terraços, o que resultou em revestir a terra de beleza e de verde, a oliveira, a figueira, a palmeira e a videira provendo alimentos para uma grande população. Ser cada homem proprietário de alguma terra gerava maior amor pelo solo de que ele vivia, promovia a laboriosidade e, junto com o regulamento do Jubileu, restaurava aquela nação a seu status original teocrático a cada qüinquagésimo ano. Isto ajudava a manter uma economia equilibrada. No entanto, como se deu com outras modalidades da Lei, com o tempo surgiram abusos.

      Como Jeová dissera a Israel, Ele era o verdadeiro Proprietário daquelas terras. Eles eram residentes forasteiros e colonos, do ponto de vista Dele. Por conseguinte, Ele podia lançá-los fora daquelas terras em qualquer ocasião que achasse apropriado. (Lev. 25:23) Devido às muitas violações da lei de Deus, foram mandados para o exílio por setenta anos, sob o poder de Babilônia, e continuaram sob o domínio gentio, mesmo depois de sua restauração em 537 A.E.C. Por fim, em 70 E.C., os romanos os retiraram completamente daquelas terras, vendendo milhares deles como escravos. Até mesmo os registros genealógicos deles foram perdidos ou destruídos.

      A HERANÇA CRISTÃ

      Jesus Cristo, qual filho de Davi, herda o trono de Davi. (Isa. 9:7; Luc. 1:32) Como Filho de Deus, ele herda o reino celeste por meio da pacto que Jeová fez com ele. (Sal. 110:4; Luc. 22:28-30) Cristo, portanto, herda as nações, para despedaçar todos os oponentes e para governar para sempre. — Sal. 2:6-9.

      Os membros ungidos da congregação cristã são mencionados como tendo uma herança celeste, compartilhando da herança de Jesus como “irmãos” dele. (Efé. 1:14; Col. 1:12; 1 Ped. 1:4, 5) Isto inclui a terra. — Mat. 5:5.

      Visto que Deus remiu a Israel do Egito, Israel se tornou sua possessão ou “herança”. (Deut. 32:9; Sal. 33:12; 74:2; Miq. 7:14) Prefigurou os da “nação” do Israel espiritual, a quem Deus considera como sua “herança”, porque Ele os possui, tendo-os comprado por meio do sangue de seu Filho unigênito, Jesus Cristo. — 1 Ped. 2:9; 5:2, 3; Atos 20:28.

      Jesus Cristo indicou que as pessoas que deixam coisas valiosas para trás por causa do seu nome, e por causa das boas novas, ‘herdarão a vida eterna’. — Mat. 19:29; Mar. 10:29, 30.

  • Herdeiro
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • HERDEIRO

      Veja HERANÇA.

  • Hermes
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • HERMES

      [talvez, rocha, monte de pedras como marco]. Um deus grego; o filho de Zeus com Maia, identificado pelos romanos com seu deus do comércio, Mercúrio. Hermes era reputado como o mensageiro dos deuses. Cria-se que era o conselheiro discreto dos heróis e era considerado como o deus do comércio, da linguagem perita, da destreza na ginástica, e do sono e dos sonhos. A lira, a flauta de pastor, os sacrifícios, as cartas, e os pesos e medidas, acham-se entre os inventos atribuídos a Hermes. Cria-se que este deus não só guiava os vivos, mas também conduzia os mortos ao Hades.

      Quando o apóstolo Paulo estava em Listra, o povo natural dali, depois de observar o apóstolo curar um homem coxo de nascença, identificou Paulo com o deus Hermes, visto que Paulo era aquele que “tomava a dianteira no falar”. (Atos 14:8-13) Esta identificação se harmoniza com a concepção que tinham de Hermes como mensageiro divino e um deus da linguagem perita. Que Hermes era adorado pelo povo de Listra é indicado pela seguinte inscrição encontrada naquela vizinhança em 1909: “Toues Macrinus, também chamado Abascantus, e Batasis, filho de Bretasis, tendo feito, de acordo com um voto, às suas próprias custas [uma estátua de] Hermes Grandíssimo, junto com um relógio de sol, dedicaram-no a Zeus, o deus-sol.”

  • Hermom
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    • HERMOM

      [monte sagrado]. Tem-se identificado o Hermom como o monte mais elevado na vizinhança da Palestina, chamado Jebel el-Sheikh (“monte dos cabelos grisalhos”), ou Jebel el-Thalj (“monte da neve”) pelos árabes. Tais nomes evidentemente se derivam da circunstância de que o cume do monte Hermom acha-se coberto de neve quase o ano todo. Seu cume nevado, poder-se-ia dizer, assemelha-se à coroa de cabelos brancos dum homem idoso. Nos tempos antigos, este monte era conhecido pelos sidônios como “Sírion”, e pelos amorreus como “Senir”. (Deut. 3:8, 9) Este último nome também parece ter sido usado para indicar uma parte da cordilheira do

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