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Suporte-o com amor e o poderá suportarA Sentinela — 1963 | 1.° de dezembro
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Suporte-o com Amor e o Poderá Suportar
FELIZES são os que o podem suportar! Neste velho mundo, todos nós, às vezes, tendemos a nos rebelar ou nos revoltar um pouco contra algo a que somos compelidos a suportar. Talvez seja disciplina, infelicidade, segregação racial ou até mesmo a simples rotina monótona do ganha-pão ou de cuidar da família e do lar. Deseja ser capaz de suportar seja qual fôr a sua sorte na vida, sem se rebelar ou se revoltar? Suporte-a com amor e a poderá suportar!
Naturalmente, seria muito mais simples se pudesse escapar, fugindo de tudo isto. Nem todos os chefes de família fazem isto, como muitos que desertam espôsas e filhos. Outros ainda, tentam fugir mentalmente para esquecer, por enquanto, de sua sorte na vida. Chamam a isto de “escapismo” e o definem como “devaneio mental em atividade ou divertimento puramente imaginário para escapar da realidade ou da rotina; especialmente o devaneio habitual desta espécie”. Entre êstes “meios de escape” está o entregar-se a fantasias que agradam a fatuidade da pessoa, sendo caso extremo disto a pessoa mentalmente enfêrma que se julga Napoleão ou um outro “grande” homem. Outra forma que isto assume é recolher-se numa concha de autocomiseração ou o desenvolvimento de um complexo de mártir. Todo êste “escapismo” é sinal de imaturidade e certamente não resolve o problema.
O meio maduro, correto e sábio de suportar estas coisas é suportá-las com amor. Não que a fé e a esperança não ajudem. Sem dúvida podem ajudar e ajudarão. Muito mais, porém, ajuda o amor, pois “o maior destes [três] é o amor”. — 1 Cor. 13:13, ALA.
Seja o que fôr que tiver de suportar, o amor lhe ajudará. A disciplina, por exemplo. Amando os jovens a seus pais, seus professores, seus instrutores, os mais velhos; jovens e mais velhos amando aos que têm autoridade sôbre eles, a despeito de onde ou de quem sejam, então poderão receber conselho, disciplina e correção, sem se rebelarem ou se revoltarem. Então se sentirão como Davi, quando disse: “Fira-me o justo, será isso mercê; . . . será como óleo sôbre a minha cabeça, a qual não há de rejeitá-lo.” — Sal. 141:5, ALA.
Muitas vêzes mal-entendidos são difíceis de suportar. Talvez se sinta que o outro devia saber melhor, que labute sob falsa impressão ou que aja exclusivamente por egoísmo. O amor, entretanto, o capacitará a dar um desconto à pessoa, tendo paciência e tentando ajustar as coisas. O amor o impedirá de ficar indevidamente ressentido com outros, tornando assim mais fácil suportar as coisas. Capacitá-lo-á a ‘continuar a suportar um ao outro’. — Col. 3:13.
Além disso, pode abater-lhe um infortúnio de repente na forma de perda de emprego, do lar ou de um ente querido. Suportará isto? ‘Amaldiçoará a Deus, e morrerá’ segundo a tola mulher de Jó o aconselhou? Ou o suportará com amor, grato pelo que lhe foi conservado? Segundo o próprio Jó disse: “Temos recebido o bem de Deus, e não receberíamos também o mal?” — Jó 2:9, 10, ALA.
Ou será que é vítima de algum preconceito — cultural, econômico, nacional ou racial? Padece perseguição religiosa? O amor o guardará da rebeldia, da amargura, de ferver por dentro, planejando vingança ou retaliação. Antes, êle o fará sentir como Jesus, quando orou: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo.” — Luc. 23:34.
Ou talvez esteja entre os muitos chefes de família cuja sorte é o monótono trabalho de dia após dia para sustentar a família. O amor pela sua família, porém, deverá capacitá-lo para suportar a carga sem indevida impaciência. Lembre-se, os de sua família esperam pelo seu sustento, são a sua carne e sangue e são seus! Não é o fato de poder sustentá-los muito mais importante do que o meio pelo qual ganha o sustento necessário? Certamente! — 1 Tim. 5:8.
O mesmo, naturalmente, se dá caso seja esposa e mãe. Sem o amor, a rotina diária de arrumar camas, cozinhar, lavar, passar, limpar, fazer compras e os outros cuidados de sua prole, podem ser oh, tão enfadonhos. Mas, tendo amor no coração pelo seu marido e provedor, pelos filhos que concebeu, e que, pelo milagre do nascimento, foram trazidos ao mundo, então apreciará o quanto os seus esforços contribuem para o bem-estar e felicidade dêles, e tudo isto não lhe será demasiadamente difícil de suportar. — Pro. 31:10-31.
Sim, a despeito do que seja — talvez grandes responsabilidades das quais não pode fugir — suporte-o com amor e o poderá suportar. É interessante que os homens da ciência por fim estão reconhecendo a importância da necessidade do amor. Disse o antropologista Ashley Montagu no seu recente livro (1962) The Humanization of Man (A Humanização do Homem): “Não é uma nova descoberta no mundo, o que é nôvo é os cientistas estarem redescobrindo estas verdades pelos meios científicos. Cientistas contemporâneos que trabalham neste campo estão fornecendo base ou validação científica para o Sermão do Monte e o Preceito Áureo: Fazei aos outros como quereis que os outros vos façam a vós e amai o próximo como a vós mesmos.”
Há cêrca de 3.500 anos atrás Moisés foi inspirado a escrever o seguinte: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, e há mais de 1.900 anos atrás Jesus mostrou que o amor abrange todos os deveres do homem — amar a Deus e o próximo como a si mesmo. Eles compreenderam a importância do amor. — Lev. 19:18; Mar. 12:30, 31, ALA.
E especialmente o apóstolo Paulo mostrou o que é o amor: “O amor é longânime e benigno. O amor não é ciumento, não se gaba, não se enfuna, não se comporta indecentemente, não procura os seus próprios interêsses, não fica encolerizado. Não leva em conta o dano. Não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade. Suporta tôdas as coisas, acredita todas as coisas, espera todas as coisas, persevera em todas as coisas. O amor nunca falha.” Visto que o amor pode fazer tôdas estas coisas, é de se admirar que, se suportar as coisas com amor, possa suportá-las? — 1 Cor. 13:4-8.
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A troca de alimentos — BéquiaA Sentinela — 1963 | 1.° de dezembro
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A Troca de Alimentos — Béquia
Não há dia fixo de pagamento nesta ilha. Os tímidos podem ficar desanimados na distribuição de literatura. Mas uma pioneira especial casada, escreveu: “Recebemos um suprimento regular de ovos, peixe sêco, milho e ervilhas, que as pessoas estão dispostas a dar por contribuição pela literatura.” Usando êste método, êstes pioneiros especiais aumentaram em 122 por cento a colocação de literatura e em 84 por cento a colocação de revistas. — Anuário de 1963, página 280.
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