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  • Os “hippies” — quem são eles?
    Despertai! — 1970 | 8 de setembro
    • Os “hippies” — quem são eles?

      JÁ OS VIU — se não em pessoa, pelo menos nos veículos noticiosos. São usualmente rapazes e moças. Usam cabelos compridos, e os homens com freqüência deixam crescer a barba. Suas roupas não raro incluem contas, calças com boca de sino, casacos incomuns e algo sobre a cabeça. Talvez usem sandálias ou andem descalços.

      Estes são os “hippies”. A maioria das pessoas dão de ombros e balançam a cabeça quando os encontram. Alguns desculpam o comportamento deles como sendo apenas manias de jovens cabeçudos. Outros consideram o comportamento deles como patente insensatez e gostariam de lidar com eles de forma bem dura.

      Quem são estes “hippies”? O que esperam conseguir com seu comportamento incomum? Por que escolheram esta forma de vida? Será que o movimento tem qualquer significado verdadeiro para os nossos tempos?

      A fim de responder a tais perguntas, seria bom compreender que os “hippies” não podem ser todos amalgamados em uma só categoria. Por exemplo, ao ouvir falar de violência provocada por jovens vestidos de “hippies”, representam estes a maioria? Não, são a minoria — ativistas políticos que acham justificada a violência como meio para se alcançar um fim.

      Não obstante, a maioria dos “hippies” não crêem na violência ou em matar como meio de se atingir certo fim; são pacíficos. Outros são “hippies” de “tóxicos”. Talvez comecem a fumar maconha (“erva”), mas não raro passam a tóxicos mais fortes, tais como o estimulante metredina (“speed”), a mescalina, o LSD ou a heroína. Daí, há os “hippies espirituais”. Procuram orientação em várias formas de religião, em especial as religiões orientais como o zen-budismo, os gurus (“homens santos” hindus) e a astrologia.

      Também, há os “hippies de imitação” ou de fim-de-semana. Estes se vestem, agem e falam como “hippies”, mas não são inteiramente dedicados ao movimento. Ainda confiam na sociedade (as “Instituições”) em busca de emprego e se ajustam a ela em vários graus.

      Naturalmente, qualquer “hippie” talvez seja uma combinação destes tipos. Por exemplo, talvez seja a favor da paz, pratique a astrologia, e também seja viciado em tóxicos. Deveras, grande proporção dos “hippies” usam tóxicos.

      Existe um ‘denominador comum’ entre os “hippies”? Sim, é sua rejeição das normas e da autoridade da geração mais idosa. Em pequena ou ampla medida, rejeitam a orientação dos governos, dos genitores e das religiões ortodoxas. Também, desprezam os sistemas econômicos.

      De onde procedem os “hippies”? Seria fácil rejeitar a todos por pretender que são simplesmente jovens tolos ou ignorantes, tencionados a causar o mal. E, sem dúvida, há bastantes deste tipo entre os “hippies”, assim como há entre os demais grupos sociais.

      Entretanto, a maioria dos primeiros “hippies” vieram de “bons” lares da classe média. Alguns procederam de famílias ricas. Muitos eram bem instruídos e informados; deveras, não raro mais do que seus críticos. Certo estudo revelou que 68 por cento possuíam educação universitária, 44 por cento tinham um pai universitário e 46 por cento tinham mãe universitária.

      Na verdade, alguns “hippies” são jovens emocionalmente perturbados. Como certo investigador disse: “Alguns daqueles semblantes vagos que vê nos rostos jovens não pertencem aos loucos por drogas, mas a psicóticos.” Entretanto, estes não constituem a maioria, assim como os mentalmente desequilibrados não constituem a maioria de qualquer grupo social.

      A maioria dos “hippies”, então, são como a revista Life, de 7 de novembro de 1969, observou, “uma contracultura” da “juventude branca da classe média”. Por que, porém, famílias que dispõem de mais dinheiro, de melhores lares e educação produziram uma safra de jovens que rejeitam completamente os valores da geração mais velha?

  • O que afirmam os “hippies”?
    Despertai! — 1970 | 8 de setembro
    • O que afirmam os “hippies”?

      O QUE fez com que muitos destes jovens seguissem a vida estranha e difícil dum “hippie”?

      Quando escutamos o que os próprios “hippies” afirmam, surge um padrão definido. Qual é esse padrão? Quando se lhes pergunta por que escolheram este proceder, muitos “hippies” fornecem a mesma resposta simples. “AS CONDIÇÕES MUNDIAIS.”

      As Condições Mundiais

      Atualmente, os jovens se acham melhor informados do que nunca. Estão bem cônscios do que acontece no mundo. Vêem grande angústia, injustiça, pobreza, ódios e hipocrisia nas nações. Vêem que os líderes mundiais não raro não solucionam pacificamente os problemas do homem, mas antes ensopam a terra de sangue. E o sangue de quem em especial? Sabe a resposta. É o sangue dos mais jovens. Pede-se-lhes que paguem o supremo preço pelos erros dos outros.

      É por isso que John W. Gardner, anterior membro do gabinete presidencial dos EUA, declarou: “Esta geração não aceitará soluções pré-estabelecidas na sala dos fundos das instituições.” Não, muitos jovens atualmente não aceitarão simplesmente as explicações padrãs para as coisas horríveis que acontecem em nossos tempos.

      Tipicamente, certa jovem admitiu que as condições mundiais levaram a ela e a outros a se tornarem “hippies”, afirmando:

      “Procedo de um lar ‘excelente’ e abastado. Mas, caí fora de lá. Por quê? Principalmente porque se tornou tão claro que não só a hipocrisia e o preconceito prevaleciam nos bons e quietos subúrbios chiques, mas também eu me tornara então mais cônscia do estado completamente apático e latárgico que a maioria das pessoas pareciam se achar quanto às condições mundiais.

      “Não viam o que estava acontecendo? Não sabiam o que havia de tão errado no mundo? Como é que podiam simplesmente não fazer nada, nem sequer pensar? Eu tinha de estar junto de pessoas que pelo menos tentavam achar as respostas, mesmo que sua maneira parecesse estranha aos de fora.

      “Posso com autoridade afirmar que é isto que faz com que a maioria destes jovens sigam este proceder, porque já fui “hippie”. Greenwich Village, Haight-Ashbury e uma reserva dos índios hopi se achavam entre minhas moradas.

      “Meu envolvimento com tóxicos e a chamada ‘vida hippie’ não foi uma ‘fase’ como meus pais gostariam de crer. Nem foi uma viagem de fim-de-semana. Fiquei totalmente envolvida na filosofia e nos hábitos da geração ‘hippie’.

      “Embora começasse a fumar maconha com 16 anos, o desencanto com as autoridades, os pais, a religião ou qualquer coisa relacionado com as ‘Instituições’ já tinha ocorrido. Eu era ativa em nossa igreja e consultei o ministro-auxiliar quanto a minhas perguntas e dúvidas. Não obtive nenhuma resposta razoável.

      “Assim, voltei as costas para toda religião e decidi ‘gozar a vida ao máximo’. Nada mais tinha qualquer significado e a experiência era o que valia — o ‘deus’. Eu procurava, mas não sabia o quê.”

      Sua explicação não é de jeito nenhum incomum. Verificará ser comum a muitos que se tornaram ‘hippies’.

      Não obstante, alguns afirmam que as condições mundiais sempre foram assim, por que razão, então, as pessoas teriam mais motivo de se tornarem ‘hippies’ agora do que no passado? Mas, as condições mundiais NÃO foram sempre assim. Jamais, na história do homem, houve um século tão cheio de dificuldades como aquele em que vivemos. Conforme o Ministro Jackson disse, no julgamento de Nurembergue dos criminosos de guerra nazistas:

      “Duas Guerras Mundiais deixaram um legado de mortos que inclui mais que todos os exércitos de qualquer guerra que ficou na história antiga ou medieval. Nenhum meio século jamais testemunhou matança em tamanha escala, tamanhas crueldades e desumanidades, tamanhas deportações de pessoas em massa para a escravidão, tamanhas aniquilações de minorias.”

      Os problemas da humanidade aumentaram desde que o Ministro Jackson proferiu tais palavras. Como sabe, acha-se agora no poder do homem aniquilar a vida humana. E a pobreza, a fome, a inquietação social, os ódios raciais e nacionais, a poluição, a superpopulação e outros problemas não diminuem de forma alguma. Aumentam cada vez mais.

      Movimento Mundial

      Não são apenas algumas pessoas que se acham perturbadas com as condições mundiais e que rejeitam a sociedade hodierna. Podem ser encontradas em todo o mundo, em números significativos. Certo escritor do News de Detroit, EUA, comentou que jamais houve outra época da história “em que os mais brilhantes jovens em toda nação da terra olhassem ao redor deles ao mesmo tempo e mandassem tudo para o inferno”.

      A humanidade jamais esteve num século tão agoniado. Apenas os que desconhecem os fatos negam isso. Mas, muitos não os desconhecem. É por isso que se pode dizer que nunca, na memória do homem vivo, houve tamanha convulsão mundial contra o modo estabelecido de vida. Certo escritor da revista alemã Der Spiegel afirmou: “Isto se aplica tanto aos países capitalistas como aos que professam o socialismo estatal.” Também observou: “Talvez derive sua motivação da fraqueza arraigada existente no tecido de nossa civilização.”

      Assim, números crescentes de pessoas de toda a parte, em especial os jovens, mostram seu desgosto com o atual sistema de coisas. Portanto, não é estranho que uma forma desta desilusão deva ser o movimento “hippie”.

      Mas, não dão os pais de nosso tempo mais das boas coisas da vida aos filhos do que eles próprios tiveram quando jovens? Na verdade, os jovens hodiernos, em muitos países, dispõem de melhor alimentação, melhores casas e mais educação do que seus pais. Todavia, o movimento “hippie” é mais forte onde melhorou o padrão de vida!

      Materialismo

      Visto que os filhos da “classe média” são usualmente melhor educados, não raro se tornam mais cônscios das condições mundiais. Seu idealismo jovem os habilita a focalizar sua atenção nas questões vitais do dia. Também, não se preocuparam tanto com alimento, abrigo e roupa como os filhos das famílias mais pobres; assim, podem pensar em outros problemas.

      Entretanto, a própria melhora no padrão de vida da família é parte da “fraqueza arraigada existente no tecido de nossa civilização”, conforme Der Spiegel se expressou. O que tem que ver o bem estar material com muitos jovens se tornarem “hippies”? Certo “hippie” da Califórnia, EUA, expressou bem sua atitude. Provinha duma família que morava numa casa de Cr$ 250.000,00, e possuía sua própria herança. A respeito dos pais, observou:

      “Eles me davam tudo que eu queria. Tinha meu próprio carro. Mas tudo era muito falso. Tudo girava em torno do dinheiro. . . . Assim, simplesmente decidi sumir.”

      De maneira que, para surpresa dos pais deles, muitos jovens recusam aceitar as frias riquezas materiais qual substituto para o calor do amor, da atenção e da liderança paternais.

      Os “hippies” não raro são produto de pais que passaram sem coisas materiais durante a luta dos anos da Depressão, depois do “colapso” econômico de 1929 nos EUA. Estes genitores estavam determinados a que seus filhos tivessem ‘todas as coisas que lhes foram negadas quando cresciam’. Isto era muito nobre, mas, não raro, a sua busca do dinheiro se deu às custas do tempo que deveriam ter gasto com os filhos em seus anos formativos.

      Assim, os “hippies” cresceram numa sociedade de consumo. O dinheiro se tornou o deus. Na pressa, muitos filhos obtiveram coisas demais em sentido material. Para complicar a situação, a regra era permitir tudo. A disciplina se tornou antiquada, ou simplesmente não havia tempo para isso. A ênfase principal era em melhorar a posição da pessoa na vida.

      Comentando o problema “hippie” em Toronto, no Daily Star de Toronto, Canadá, um repórter afirmou:

      “O movimento ‘hippie’ constitui lembrete forçoso do que as vezes esquecemos: Melhores moradias, melhores empregos, educação mais elevada, não podem em si mesmos trazer cura às pessoas que acham a vida na década de 60 vazia e desumana. Apenas uma reversão de valores, em que os homens sejam aceitos — de fato, amados — incondicionalmente, tornará a vida digna de ser vivida.”

      Desejada Nova Sociedade

      Assim, para a maioria dos “hippies” é necessária uma nova sociedade. Rejeitam uma sociedade que visa dinheiro e posições e que pisa em suas concriaturas humanas em vez de amá-las. Rejeitam um mundo em que há tanta hipocrisia, desonestidade, falsidade e desigualdade. Conforme certo escritor se expressou: “Os ‘hippies’ esperam gerar uma sociedade inteiramente nova, uma sociedade rica em graça espiritual que reviva as velhas virtudes do agápe [amor baseado em princípios] e da reverência.”

      Os ‘hippies’ não acham que qualquer reforma da presente ordem conseguirá isto. Acham, assim, que a forma de libertar-se individualmente da sociedade é rejeitá-la e violar suas regras. Acham que tem de haver uma libertação da escravidão ao materialismo, de modo que possam usufruir as coisas mais simples da vida, sua beleza e agradabilidade.

      Por conseguinte, o dinheiro e o trabalho, associados na mente dos “hippies” com um sistema comercial corrupto, têm sido desafiados como deuses falsos. Como declarou certo líder “hippie” canadense: “O trabalho não é tudo. O trabalho não é santo.” Acham que deve ser feito quando e se a pessoa deseja, no seu próprio ritmo.

      No mundo “hippie”, haveria pouca propriedade privada. Tudo que é possuído seria para o proveito do grupo. Até os filhos “seriam a responsabilidade de todos, e não apenas da mãe e pai sanguíneos”.

      Na sociedade “hippie”, os contratos de casamento poderiam existir, mas se alguém decidisse querer outro cônjuge, poderia “casar-se” com tal pessoa também. A liberdade de ter relações sexuais com qualquer um é realmente sua norma geral.

      Chocam-lhe muitas destas idéias? Perturbam-no a rejeição de toda autoridade por parte dos “hippies”? Fica atônito com sua crença de terem relações sexuais com qualquer pessoa que queiram? Parece-lhe demasiado que fumem maconha e ingiram tóxicos?

      Para a maioria das pessoas, em especial as da geração mais antiga a filosofia “hippie” é extremamente radical, inaceitável. Não pode ouvir algumas das pessoas mais idosas afirmarem: “Ora, onde foi que obtiveram essas idéias tolas?”

      Bem, exatamente onde acha que obtiveram suas idéias? Quem é grandemente responsável pelas suas crenças e seu comportamento?

  • Colhe-se o que se semeia
    Despertai! — 1970 | 8 de setembro
    • Colhe-se o que se semeia

      MUITAS pessoas desaprovam que os “hippies” tomem tóxicos, a sua conduta sexual desenfreada, e sua rejeição da autoridade. Acham que isto já está indo longe demais.

      Mas, onde foi que os jovens tiraram tais idéias? Bem, que exemplo tiveram? Lembre-se, um princípio bíblico afirma: “O que o homem semear, isso também ceifará.” — Gál. 6:7.

      Bem, então, quem foi o primeiro a semear o desrespeito pela autoridade? Que tipo de respeito pela autoridade se criou quando as nações estraçalharam seus tratados de paz e passaram a se matar umas às outras, inclusive a mulheres e crianças inocentes? Que tipo de exemplo foi dado aos jovens pelos mais idosos que começaram guerras que apenas neste século mataram e feriram 100 milhões de pessoas?

      Cria-se respeito pela autoridade quando jovens observam aqueles em posições elevadas mentirem, tapearem e roubarem? Respeitarão os jovens preocupados e inteligentes à autoridade que não raro permite que os milionários não paguem impostos, mas que as pessoas que vivem no que é considerado pobreza tenham de pagar impostos?

      O que dizer do respeito pela mais alta autoridade — Deus? Quem assume a liderança em diminuir sua supremacia e autoridade, suas leis e princípios justos? Quem, nas décadas recentes, privou os jovens da sólida crença nesta Suprema Autoridade? Quem promoveu a teoria da evolução, que torna Deus “desnecessário”?

      O Exemplo

      Sabe que não são os jovens que dão o exemplo. É a geração mais idosa que o faz. Tristemente, deram horrível exemplo. Desrespeitaram eles mesmos todos os tipos de autoridade. Os líderes mundiais não raro pisaram na lei internacional e desrespeitaram os direitos dos outros.

      Os educadores e os clérigos promoveram a teoria da evolução, e, por certo, os cientistas também. Esta teoria torna Deus “desnecessário”. Por isso, mina sua autoridade. Também, muitos clérigos têm destruído a Bíblia aos olhos dos jovens. Desprezam-na e chamam partes dela de mito e lenda. Se partes dela não merecem ser cridas, então os jovens se quedam pensativos, perguntando por que deveriam crer em qualquer parte dela. E, por que, arrazoam, deveriam então aderir ao conselho da Bíblia para respeitarem a lei e a autoridade, tanto as do homem como as de Deus?

      Uma vez que a geração mais antiga tenha trilhado pela vereda da rejeição da lei e da autoridade, em especial as de Deus, foi uma questão simples os jovens imitarem seu exemplo. Afinal de contas, se Deus, Sua Palavra, a Bíblia, e a lei internacional podem ser rejeitados pelos mais velhos, então os jovens têm pouco incentivo para respeitar as autoridades menores, tais como os pais e as autoridades locais.

      Sim, a geração mais antiga semeou o desrespeito pela autoridade. Agora colhem — com juros, pois sua própria autoridade está sendo rejeitada pelos jovens.

      Valores Morais

      Os “hippies” advogam o “sexo livre”. Mas, trata-se duma idéia nova? Quem lançou primeiro de lado os padrões morais da Bíblia? Típica da atitude de muitos adultos, foi a de um “intelectual” altamente reputado, que declarou: “Objetamos à moral da Bíblia porque interferia com nossa liberdade sexual.”

      Muitas investigações revelaram que alta porcentagem de adultos, inclusive pais e mães de família, empenham-se na fornicação e no adultério. Os residentes dos subúrbios chiques se entregam a várias formas de “trocas de esposas”.

      Não refletem os “hippies” de forma aberta o que muitos adultos fazem, ou advogam, de modo mais “sofisticado”? As vidas sexuais desenfreadas dos adultos que se dão a aparência de respeito certamente não são despercebidas pelos jovens alertas. Não raro a completa franqueza dos “hippies” na linguagem e na conduta é expressão de seu desprezo pela hipocrisia dos adultos.

      Também, o mundo adulto promove filmes, espetáculos de televisão e de teatro que transformam em heróis atores e atrizes que vivem vidas imorais. Visa isto aprimorar o respeito dos jovens pela moral? E o tema de muitos destes espetáculos — não tendem a desmoralizar os seus jovens espectadores?

      O que dizer de fumar maconha? Bem, quem promoveu o fumar cigarros? Tem sido colocado na mente dos jovens durante toda a sua vida pelos adultos por meio de filmes, anúncios e o exemplo dos adultos. E visto que cigarros prejudiciais continuam a ser fumados por adultos, os jovens acham que não faz muita diferença em se fumar maconha.

      Também arrazoam que seu uso de tóxicos não é muito diferente do uso pelos adultos de toda espécie de pílulas para amainar suas tensões e dificuldades. Considere, também, a ingestão em demasia de bebidas alcoólicas pelos adultos. O álcool em demasia produz efeitos que não são diferentes dos produzidos por algumas drogas. Assim, se os adultos podem ficar “altos”, afirmam os jovens, por que não sua descendência?

      Exemplo do Clero

      Os esforços de muitos clérigos de se tornarem mais aceitos por serem “modernos”, desculpando ou até recomendando a fornicação o adultério, o homossexualismo e a ingestão de tóxicos, se voltam contra eles próprios. Recentemente, quando se perguntou a alguns jovens por que não mais freqüentavam a igreja, um deles respondeu:

      “Eu me achava num grupo em que o ministro continuava a nos falar sobre todas as pessoas que ele conhecia e que fumavam a ‘erva’. A moçada ria dele por trás das costas. Pensavam que era falso. Um ministro deve ser uma pessoa dotada de fortes sentimentos sobre a existência de Deus e as leis morais que devemos seguir.” — Daily Star de Toronto, de 8 de março de 1969.

      Por isso, muitos jovens hodiernos simplesmente não respeitam as religiões ortodoxas como as antigas gerações respeitavam. Os “hippies” acham que a “regra de ouro”, fazer aos outros aquilo que deseja que lhe façam, não é praticada pelos clérigos farisaicos que “dizem, mas não realizam”. (Mat. 23:3) Conforme certo “hippie” disse a um entrevistador: “Um bispo é o ser mais distante de Deus que eu posso imaginar. Ninguém viu a Jesus andando em mantos de veludo enquanto as pessoas passavam fome.”

      Todavia, com todo este professo idealismo, constroem os “hippies” uma sociedade melhor para eles mesmos? Têm as respostas para os problemas que afligem a humanidade? Melhoram a sua felicidade?

  • Os “hippies” ‘contam as coisas como realmente são’
    Despertai! — 1970 | 8 de setembro
    • Os “hippies” ‘contam as coisas como realmente são’

      ENCONTRAM os “hippies” as respostas? Será que seu modo de vida resultou ser a vereda da felicidade? São seus tratos uns com os outros genuinamente amorosos e edificantes? O que colhem da vida que semearam?

      Será interessante ouvir o que afirmam os que já foram “hippies”. Podem ‘contar as coisas como realmente são’. Por certo, nem todos tiveram as mesmas experiências. Não obstante, as seguintes representam bem o que muitos afirmaram.

      Encontrar as Respostas?

      Certa moça nos EUA entrou no movimento “hippie” com o mesmo idealismo dos outros. Desejava encontrar respostas. Ouça a experiência dela, conforme contada à revista Despertai!:

      “O que todos fazíamos realmente de início era tentar encontrar respostas para os problemas assoberbantes da vida. Nesta busca, fiquei envolvida em tóxicos e na adoração do sexo. Mais tarde, envolvi-me ainda mais com o ocultismo, o misticismo e o demonismo.

      “Todavia, apesar de tudo, nada fazia qualquer sentido. Por meio do meu chamado ‘guru’, fiquei mais envolvida ainda com o místico, o oculto e os tóxicos. Verifiquei, contudo, que tudo foi ficando mais difícil de aceitar. Comecei a sentir tão profunda depressão que tinha de controlar o impulso de pular duma ponte mais de uma vez.

      “Muitos de meus amigos eram agora viciados em heroína e alcoólatras. Um deles usou uma agulha suja ao tomar tóxicos e ficou com gangrena, com envenenamento do sangue. Quase morreu. Outro finalmente conseguiu um revólver e se matou. Simplesmente não conseguira enfrentar tudo, em especial as forças espiritualistas que operavam em nós.

      “Isto deveras me deixou abalada. Achei que não mais podia aceitar esta vida, visto que definitivamente não fornecia as respostas que eu procurava. Eu já ‘tinha agüentado demais’ estes chamados ‘homens santos’.”

      Não, ela não encontrou as respostas que procurava. Nem o modo de vida “hippie” a levou a melhor vida. Não lhe trouxe nem felicidade nem esperança para o futuro.

      Materialismo, Hipocrisia

      Um rapaz da Califórnia, EUA, que era “hippie” por vários anos, também procurava respostas e um melhor modo de vida. Ficou ‘cansado’ do materialismo e da hipocrisia da sociedade. Afirma ele:

      Não há dúvida de que experimentei as drogas — todas as que havia no mercado. Deixei crescer o cabelo até o meio das costas. Usava brincos de ouro, barba comprida — tudo, enfim.

      “Havia tanta falta de interesse pelos jovens por parte dos outros. A moçada hoje está cheia do sistema. É por isso que ingerem tóxicos — é uma fuga. Observam as pessoas em torno deles arruinando a terra e a água por poluí-la, não se incomodando com o que fazem. O que os amola é a hipocrisia do mundo da atualidade.”

      Todavia, depois de viver mais de cinco anos como “hippie”, o que observou entre as suas fileiras? Declara:

      “O ‘hippie’ é tão hipócrita quanto as pessoas que critica. O materialismo é tão ruim no movimento ‘hippie’ como nas outras partes. O ‘hippie’ fala de amor, mas não quer dizer realmente isso nem o pratica no sentido bíblico. É principalmente sexo — com efeito, adoração do sexo. Realmente não se preocupam com ninguém mais.”

      Certo dicionário define o materialismo como “a doutrina de que o interesse próprio é e deve ser a primeira lei da vida”. Assim, é materialista ou egoísta pensar primeiramente nos próprios desejos da pessoa.

      Pensam os “hippies” primariamente em seus próprios desejos? Bem, não abandonam a responsabilidade aos genitores e a outros, sem considerar os efeitos disso? Não deixam com freqüência e de forma egoísta despedaçados os corações de seus pais, que, apesar de todas as suas faltas, usualmente se empenharam arduamente para criar seus filhos? Não se entregam os “hippies” à satisfação egoísta de todo desejo apaixonado? E em parte alguma este egoísmo é mais evidente do que em sua ânsia de tóxicos.

      Dos Tóxicos Para Onde?

      Muitos “hippies” têm contínuo problema tentando conseguir suficientes tóxicos. Os tóxicos são custosos. É preciso dinheiro para comprá-los.

      Para conseguir “tóxicos”, muitos “hippies” recorrem à mendicância nas ruas. Outros admitem que roubam para conseguir o dinheiro. Alguns convenceram as mulheres com quem vivem a se empenharem em atos de prostituição para conseguir o dinheiro. O que é o frenesi de adquirir tóxicos, senão crasso materialismo?

      Fumar maconha é apenas o primeiro passo. Não raro leva ao uso de drogas mais fortes. A que conduz isto? A achar respostas? Ao soerguimento? A felicidade? A uma forma aprimorada de vida? Um escritor que pretendeu ser “hippie” e viveu junto com eles, escreveu sobre sua experiência na revista Look. É similar ao que muitos “hippies” e antigos “hippies” admitem ser a verdade. Declarou sobre a sua “morada”:

      “A casa de Rick e Kathy era uma fortaleza de tóxicos, suja, repleta de lixo, cheia de insetos, muito menos apetitosa e salutar do que um esgoto, visto que as pessoas tentavam viver nela. Ao longo do corredor, quando entrávamos, havia pelo menos meia dúzia de “hippies” deitados, em vários estados de estupor causado por tóxicos. E, nos quartos de dormir mais escuros, homens e mulheres de rostos pálidos sentavam-se estupefatos pelo chão, enquanto música de rock tocava em pleno volume, dos rádios, e centenas de moscas chafurdavam no meio de camadas de fumaça de maconha, de cheiro adocicado. . . .

      “[Certo ‘hippie’] estava tão dopado quando chegou que falava com voz fina, assustada e em falsete — todavia, seja lá o que for que tomava, não era bastante. Por volta das cinco da manhã acordei brevemente e observei-o . . . injetando água açucarada nas veias do pescoço, visto que se esgotaram as drogas verdadeiras, bem como os lugares disponíveis para introduzir a agulha. Cada vez que se injetava, grunhia: ‘Ooooohhh, ooooohhh, é a minha vez . . . é a minha vez’, e ficava ‘transtornado’ por rolar pelo chão, se debatendo e sacudindo e piando como um mocho.”

      Os “hippies” criticam justamente os da sociedade que tornam o dinheiro seu deus, que buscam as coisas materialistas. Mas, a busca frenética de tóxicos, por parte de muitos “hippies”, é igualmente tão materialista, talvez ainda mais materialista. E os resultados?

      Certo médico do Hospital das Clínicas de São Francisco calculou que o hospital recebia por semana de quinze a vinte toxicômanos. Afirmou: “Os viciados chegam aqui sem sono, subnutridos e não raro com moléstias causadas pelas agulhas. . . . Muitos viciados contraem males respiratórios por causa da subnutrição.” Um promotor público da Califórnia revelou: “A cada 60 horas alguém no distrito de Haight-Ashbury morre tragicamente por causa de tóxicos.”

      Mesmo aqueles que escapam de conseqüências trágicas imediatas têm de encarar possíveis efeitos de longa duração por tomarem tóxicos. Um dos efeitos do LSD tem sido descrito como “decomposição dos cromossomos” nas células do corpo. Talvez ocorra, segundo relatado, “depois de apenas uma ou duas vezes de uso. . . . Tal decomposição, conforme mostram as experiências, poderia provocar que os filhos subseqüentes dos viciados nasçam anormais, retardados, ou ambas as coisas”.

      Amor ao Próximo?

      O amor ao próximo é tido em alta conta na filosofia “hippie”. Mas, o que acontece na realidade? Trata-se de verdadeiro amor que uma pessoa forneça tóxicos à outra, como os “hippies” fazem uns pelos outros? Quantas mentes ficam despedaçadas e desequilibradas pelos tóxicos? Quantos corpos sofrem abalos e desgastes? Os “hippies” são ‘puxadores’ da metedrina, do LSD, da mescalina, da heroína e de outros tóxicos. Mas, voltam as costas sem prestar ajuda ou sem se preocupar quando a mente de um companheiro “hippie” começa a se desintegrar por tomá-los.

      Também, que espécie de “amor” é o “sexo livre”? Certa moça de dezesseis anos explicou que ela não se preocupava em entregar-se a homens diferentes, afirmando: “É algo bem comum.” Mas, quais são os resultados desta vida promíscua? Em adição ao ciúmes, aos ódios e à amargura suscitados entre eles mesmos, há a desastrosa disseminação das doenças venéreas. Tipos inescrupulosos e egoístas se misturam entre os “hippies”, procurando o “sexo livre”. Deixam um rastro de pessoas infetadas atrás deles.

      Expondo sua grave falta de conhecimento dos verdadeiros perigos das doenças venéreas, certa “hippie” disse miopemente a um repórter: “Isso acontece. É a chance que se toma com o amor livre. De modo que a pessoa vai a uma clínica e se livra disso.” Muitos, para sua tristeza, verificam agora que a cura permanente não é tão fácil assim.

      O embaixador estadunidense no Afeganistão, Robert Neumann, falou dos “hippies” em Kabul: “Estão-se destruindo no Afeganistão. Há suicídios, horríveis condições sanitárias, doenças. Vivem em choupanas.” Será que tudo isso soa como produto do genuíno amor ao próximo?

      ‘Como Realmente São’

      As pessoas talvez sejam atraídas ao movimento “hippie” pela busca sincera de felicidade, de respostas para os problemas da vida, de liberdade. Mas, os fatos argumentam que o que encontram está longe disso. Sua busca tem levado a muita infelicidade, a nenhuma resposta, e até à escravidão — aos tóxicos, às próprias paixões, bem como às ‘Instituições’ dos “hippies”.

      Certo repórter em Haight-Ashbury afirmou: “Alguns dos ‘hippies’ que vagueiam por aqui se parecem mais cheios de cuidados, mais preocupados, menos felizes do que os corretores da bolsa da Rua Montgomery, a quem professam desprezar.” Outro disse: “Haight-Ashbury, outrora a cidadela do amor, . . . é agora uma cidade fantasma, uma cidade do medo, do estupro, do assassínio, de assaltos, de latrocínio.”

      Assim, ‘contando as coisas como realmente são’, certo repórter disse: “Poucos encontraram o que buscavam . . . a maioria encontrou, ao invés, um paraíso perdido, cheio de tóxicos, sujeira e brados de miséria.”

      Ninguém pode culpar as pessoas por quererem melhor sistema de coisas, visto que este se acha em condições terríveis. Mas, será a resposta um modo de vida que não melhora os assuntos, não raro os tornando pior? As experiências dos que foram “hippies” e que ‘contam as coisas como realmente são’ mostram que a resposta tem de ser NÃO.

      Mas, então, qual é a solução para os problemas da vida? Prevalecerá sempre este corrupto sistema de coisas como tem prevalecido até agora, de modo que os jovens tenham poucas esperanças quanto ao futuro? Exatamente para onde pode a pessoa honesta e sincera se voltar em busca da genuína felicidade agora e sólida esperança quanto ao futuro?

  • “Hippies” que encontraram as respostas
    Despertai! — 1970 | 8 de setembro
    • “Hippies” que encontraram as respostas

      ACONTEÇA o que acontecer ao movimento “hippie”, diversas coisas se tornam claras. As dificuldades que deram origem ao mesmo não desapareceram. Tornaram-se piores. O movimento “hippie” não trouxe verdadeira esperança e felicidade dentro de suas próprias fileiras.

      Todavia, ninguém poderia negar que existe grande necessidade de genuína paz, felicidade e amor ao próximo. As pessoas de coração honesto desejam corretamente, e necessitam, um mundo muito melhor.

      Quais são as respostas? Deveríamos tentar reformar este presente sistema perverso de coisas? Deveríamos trabalhar mediante as religiões políticas, econômicas e ortodoxas para tentar ‘criar um mundo melhor’?

      Estes talvez lhe pareçam alvos nobres. Pode ficar certo, porém, de que os esforços neste sentido não terão êxito. Lembre-se, tais coisas já foram tentadas por séculos pelos homens “mais sábios” que este mundo já produziu. Quase toda idéia imaginável, originária dos homens, já foi tentada. As condições trágicas através do mundo bradam que não têm dado certo. Todas estas idéias fazem parte agora da enorme pilha de destroços dos fracassos humanos.

      O Sistema Que Tem Respostas

      Não obstante, há um sistema de governo que agora mesmo traz genuína paz a pessoas de todas as raças e nacionalidades! Substitui o preconceito e ódio pela igualdade e amor. Influencia pessoas de todas as rodas da vida a viverem juntas como irmãos.

      Este novo sistema não é parte da hipocrisia e das mentiras deste mundo. Guia seus súditos de modo que não fiquem enredados pelo materialismo, ao passo que ainda provejam decentemente as coisas para si mesmos e suas famílias. E, ao invés de romper os laços familiares, ensina-lhes a fortalecer os laços familiares com os vínculos de amor e de respeito mútuo.

      Em adição, este governo extraordinário tem o poder, o direito e a determinação de acabar com tudo que é errado. Certamente trará uma ordem completamente nova em que a paz, a justiça e o amor fraternal serão a regra. Nessa nova ordem desaparecerão os extremos de ricos e pobres. Acabarão a doença e a morte, para jamais afligirem de novo a humanidade. E a terra literal se transformará até num paraíso para o usufruto de todos.

      “Será possível tal sistema de governo?” — talvez pergunte. Não só é possível, mas, quer compreenda quer não, já se acha em operação! Aqueles que se colocam sob sua regência aprendem as respostas corretas para os muitos problemas que afligem atualmente o gênero humano. Milhões de pessoas, inclusive muitos “hippies”, aprendem agora tais respostas.

      MOÇA “HIPPIE” ACHA RESPOSTAS

      Certa moça profundamente envolvida no movimento “hippie” conta como encontrou as respostas para as perguntas dificultosas de nossos dias. Escreve ela:

      “Certo dia, uma das testemunhas de Jeová me visitou e deixou algumas das publicações que explicavam a Bíblia. Fez arranjos para voltar de novo. Mas, eu não estava de jeito nenhum interessada na Bíblia. No que me dizia respeito, a religião dela era como todas as demais que eu investigara na faculdade e notara serem simplesmente tradições feitas pelos homens.

      “Bem, dificilmente podia crer, mas esta Testemunha tinha respostas da Bíblia para todas as minhas perguntas. No entanto, disse-lhe que não acreditava na Bíblia. De modo que me mostrou por que a Bíblia é verdadeira. Mostrou-me coisas tais como recentes descobertas arqueológicas, a confirmação de que o relato de Noé e do Dilúvio eram verdadeiros, também profecias a respeito de nossos dias e outras tais como sobre a vida e o nascimento de Jesus, e como todas elas se cumpriram.

      “Eu a testei por pedir ao meu ‘guru’ que assistisse às palestras certa noite, e também um amigo meu Muçulmano Preto. No decorrer de tudo, sua sinceridade era pura e sua fé inabalável. Não era falsa como muitas das outras pessoas que eu conhecera. Foi isso que vi nela e nas outras Testemunhas que conheci depois. Podia-se ver que realmente sentia amor por nós. Creia-me, isto era raro no ambiente em que me achava, que era inteiramente sem afeição natural. E a completa imparcialidade que mostrou para com todos os meus amigos, sem julgá-los ou sem desprezá-los, tornou óbvio que as Testemunhas de Jeová não tinham preconceitos.

      “Todas estas coisas me aguçaram a curiosidade e me ajudaram a continuar estudando a Bíblia, mesmo quando meus amigos zombaram de mim e meus parentes me desprezaram. Mas, como a Bíblia diz, ‘pelos seus frutos os conhecereis’. Certamente era verdadeiro que as testemunhas de Jeová viviam aquilo que pregavam. Ninguém mais fazia isso! Certamente não os ‘filhos das flores’ com quem me associava.

      “Depois de diversos meses de estudo, abandonei o ambiente ‘hippie’. Podia ver que não tinham as respostas, embora muitos sinceramente as procurassem. Estou constituindo nova vida. Há uma mudança em mim que jamais sonhei que fosse possível.

      “Constantemente, no meu coração, tenho a mensagem que mais me impressionou desde que comecei a estudar. É o texto de João 8:32, que afirma: ‘Conhecereis a verdade, e a verdade vos tornará livres.’”

      CASAL “HIPPIE” ACHA RESPOSTAS

      Um casal, na Califórnia, EUA, havia sido “hippie” durante anos, o homem estando “fisgado” pela metedrina. Explica ele:

      “Encontramos algo melhor. Certa noite, um casal veio à porta. Eram testemunhas de Jeová. Aquilo que diziam fazia sentido. Eu experimentara todas as religiões [ortodoxas] em certa medida. Achei que aquilo que elas ensinavam era superficial.

      “A Bíblia responde a todas as perguntas. As Escrituras agora fazem sentido para mim, e aprendo mais cada dia. . . . A Bíblia torna claro qual é o propósito do homem sobre esta terra.

      “Ao começar a aprender cada vez mais sobre a Bíblia e sobre as Testemunhas, comecei a compreender que sentem genuíno amor pelas pessoas. Honestamente, minha vida ‘hippie’ — verdadeira experiência — fez com que eu apreciasse ainda mais as testemunhas de Jeová.”

      Este casal continua a fazer excelente progresso na busca da verdade. Conforme a moça indicou previamente, ficaram convictos das respostas, e agora ajudam outros a aprendê-las.

      SUICÍDIO NÃO É RESPOSTA

      Um casal “hippie” que mora em certa área de veraneio da parte ocidental dos EUA foi visitado pelas testemunhas de Jeová. Uma das Testemunhas escreve:

      “Sendo esta uma área de turismo, temos muitos ‘hippies’ por aqui, especialmente no inverno. Encontramos muitos que se tornaram interessados na verdadeira paz ensinada pela Bíblia. Entre eles se achava um casal.

      “Este casal estava muito desanimado. Depois de falar com eles verificamos que eles, e outros como eles, procuravam encontrar a razão de as condições mundiais se acharem do jeito que estão.

      “Não conhecendo as respostas bíblicas, o casal se voltara para o LSD, a maconha e outros tóxicos. Também se voltara para a prancheta Ouija para obter respostas. A prancheta lhes disse que deveriam matar-se!

      “Não desejando viver mais neste mundo perplexo, decidiram acabar com a vida. Tinham medo de morrer, mas pensavam ser a única saída. Decidiram tomar grande frasco de aspirina. Cada um tomou meio frasco e se deitaram no chão para ali morrer.

      “Mas, não haviam tomado o suficiente. No dia seguinte, acordaram passando muito mal e sem poderem ouvir. Foi uma experiência tão horrível que não desejaram repeti-la. Nesta oportunidade, a senhora decidiu orar a Deus, ‘se houvesse um’. Orou a Ele para que lhes mostrasse as respostas às muitas perguntas que os afligiam.

      “No dia seguinte foram visitados pelas testemunhas de Jeová. Imediatamente aceitaram a verdade bíblica, estudando quase toda noite. Mudaram inteiramente suas vidas e foram batizados na assembléia seguinte.”

      “REAÇÃO EM CADEIA”

      Outro “hippie”, um rapaz que morava em Ohio, EUA, assistiu a uma assembléia das testemunhas de Jeová. Uma pessoa que está a par da experiência a relata:

      “Ele se achava obviamente identificado com o movimento ‘hippie’, estando em plena harmonia com a filosofia de rebelião contra a sociedade. Logo depois de assistir à assembléia, iniciou-se um estudo bíblico com ele, e passou a assistir às reuniões das testemunhas de Jeová no Salão do Reino local.

      “Pouco depois, fizera a barba e aparara o cabelo, e tirara os ternos do baú. Por volta desse tempo, estava plenamente convicto da autenticidade da Bíblia e de que, se alguém ensinava as verdades da Bíblia, eram as testemunhas de Jeová.

      “Os resultados durante este período de tempo foram uma reação em cadeia que resultou em oito novos estudos bíblicos, todos com jovens. Outro rapaz assistiu a uma assembléia para ver o que poderia ter possivelmente causado a mudança tão radical no primeiro homem. Também usava o cabelo até os ombros, barba bem comprida, e forma de se vestir tipicamente ‘hippie’.

      “Ficou favoravelmente impressionado na assembléia com a forma de ser tratado e com as informações ouvidas. De imediato, começou a estudar com as Testemunhas e a freqüentar todas as reuniões da congregação local. Também reconheceu que muita coisa da cristandade não era cristã.

      “Em dois meses, a clareza dos ensinos bíblicos fez com que raspasse a barba, cortasse os cabelos e se vestisse de forma apropriada. E, através de sua atividade, quatro estudos bíblicos foram iniciados com jovens.”

      Tais experiências não são incomuns. Outras semelhantes a elas chegam à nossa atenção com regularidade. Naturalmente, visto que sublinhamos o movimento “hippie” neste número de Despertai!, limitamo-nos às experiências de alguns que haviam sido “hippies”.

      Entretanto, pessoas de todas as rodas da vida, de todas as raças e nacionalidades, aprendem sobre as promessas bíblicas. Acham as respostas. Aprendem sobre aquele novo governo que está tendo influência tão profunda para o bem na vida das pessoas atualmente e que lançará em breve uma ordem completamente nova para toda a terra.

      A Palavra de Deus, a Bíblia, nos fala sobre este governo. É o governo que Jesus Cristo mandou que seus seguidores pedissem em oração, ao dizer: “Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” (Mat. 6:10) O reino de Deus é um governo real estabelecido nos céus. E toda evidência mostra, em cumprimento da profecia bíblica, que já está em operação, dirigindo sua atenção para a terra.

      Reino Esmagará Perversidade

      Não é do propósito de Deus que seu governo celeste converta este perverso sistema de coisas. Antes, a Bíblia predisse: “Nos dias daqueles reis, o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempo indefinido.” — Dan. 2:44.

      Este golpe devastador realizará duas coisas principais: livrará toda a terra de cada pessoa e coisa ruim; mas preservará as pessoas de coração honesto que fazem o que é certo à vista de Deus. Mostra a Bíblia: “Os retos são os que residirão na terra e os inculpes são os que remanescerão nela. Quanto aos iníquos, serão decepados da própria terra; e quanto aos traiçoeiros, serão arrancados dela.” — Pro. 2:21, 22; veja-se também Sofonias 2:3.

      Então, o reino de Deus será o único governo. Controlará a terra toda por completo. Lançará uma nova ordem que verá o cumprimento desta gloriosa promessa: “[Deus] enxugará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” — Rev. 21:4.

      Em Progresso Gigantesco Programa de Ensino

      Quando sobre a terra, Jesus Cristo proferiu uma profecia sobre uma obra de pregação mundial: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda à terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mat. 24:14.

      Em harmonia com isto, centenas de milhares de pessoas em toda a terra aprendem sobre o reino de Deus. Harmonizam suas vidas com os requisitos dele, tornando-se seus súditos leais. Em mais de um milhão de lares, em 203 terras e ilhas, as testemunhas de Jeová dirigem estudos bíblicos semanais com as pessoas interessadas. — Isa. 2:2-4; Mat. 6:33.

      Este programa de estudo bíblico é de gigantesca magnitude e cresce rapidamente todo ano. É, sem comparação, o maior de tais programas na história do mundo. Mas, isto já era de se esperar. Não afirmou Jesus que as boas-novas do reino de Deus teriam de ser pregadas em toda a terra antes de vir o fim?

      Uma das ajudas que as testemunhas de Jeová acharam valorosíssimas para ajudar outros a compreender a Bíblia é o livro de 192 páginas A Verdade Que Conduz à Vida Eterna. Publicado em dezenas de idiomas, já gozou a mais ampla distribuição de qualquer compêndio bíblico na história. Com efeito, segundo certo relatório publicado sobre livros de “maior saída” no mundo ocidental, se tornou o livro de “maior saída” em toda a história durante o período em que tem sido distribuído! Mais de 23.000.000 de exemplares foram publicados em cerca de um ano e meio!

      Em aditamento, entre outras publicações, as testemunhas de Jeová imprimiram mais de 325 milhões de exemplares de suas revistas apenas no ano passado. Estas trazem à atenção o reino de Deus, A Sentinela sendo publicada em setenta e três idiomas, e Despertai! em vinte e seis. A impressão destas revistas aumentou em mais de 50 milhões em comparação com o ano anterior!

      Que efeito tem esta obra educativa bíblica gigantesca? Apenas no ano passado, mais de 120.000 pessoas assumiram a obra de ensinar a outros os propósitos de Deus! Estes novatos juntaram-se a um milhão e duzentos e cinqüenta mil testemunhas de Jeová que já ensinavam a Bíblia. Este aumento surpreendente de instrutores da Bíblia se dá no próprio momento em que as fileiras dos clérigos da cristandade decrescem, devido a que os clérigos abandonam seu cargo e há uma queda constante dos alistamentos nos seminários.

      Está a par do maravilhoso remédio de Deus para os muitos problemas que confrontam a humanidade? Anseia sinceramente a verdadeira paz e felicidade, a saúde perfeita e a vida eterna numa terra paradísica? Então, neste caso, desejará aprender sobre as promessas da Bíblia.

      As testemunhas de Jeová ficarão felizes em usar seu tempo gratuitamente para lhe mostrar como obter as respostas corretas em sua própria Bíblia. Por cerca de uma hora por semana, por cerca de seis meses, o visitarão para compartilhar com o leitor o conhecimento do que Deus faz agora e o que fará no futuro em prol da humanidade. Escreva aos editores desta revista, ou entre em contato com as testemunhas de Jeová no Salão do Reino mais próximo e um instrutor habilitado da Bíblia lhe será enviado.

      Desta forma, poderá juntar-se ao número rapidamente crescente de pessoas em todo o mundo que vieram a avaliar a urgência dos tempos. Compreenderá então plenamente o que a Bíblia quer dizer ao afirmar: “O mundo está passando e também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” — 1 João 2:17.

  • Simplicidade de adoração
    Despertai! — 1970 | 8 de setembro
    • Simplicidade de adoração

      ● Atualmente, as religiões da cristandade dão muita ênfase ao ritual. Mas, não se dava o mesmo com os cristãos primitivos. Conforme um deles relata: “No dia chamado domingo, todos que vivem nas cidades ou no campo se reúnem em um só lugar, e lêem-se as memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas, o tanto quanto o tempo permita; daí, quando o leitor tiver terminado, o presidente instrui verbalmente, e exorta à imitação destas boas coisas. Então, todos ficamos de pé juntos e oramos.” — Primeira Apologia de Justino Mártir, cap. 67, The Ante-Nicene Fathers, Vol. 1, p. 186.

  • Embalsamação dos mortos
    Despertai! — 1970 | 8 de setembro
    • Embalsamação dos mortos

      ● Os visitantes de vários museus hodiernos ficam fascinados com a antiga prática egípcia de embalsamar os mortos, que era tão eficiente que os corpos de pessoas ficaram preservados em condição notavelmente boa por bem mais de 3.000 anos. A Bíblia comenta esta antiga prática: “Depois, José ordenou aos seus servos, os médicos, que embalsamassem seu pai. De modo que os médicos embalsamaram Israel [Jacó], e levaram com ele quarenta dias inteiros, pois levam costumeiramente tantos dias para o embalsamamento, e os egípcios continuavam a verter lágrimas por ele, por setenta dias.” — Gên. 50:2, 3.

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