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Os “hippies” — quem são eles?Despertai! — 1970 | 8 de setembro
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Existe um ‘denominador comum’ entre os “hippies”? Sim, é sua rejeição das normas e da autoridade da geração mais idosa. Em pequena ou ampla medida, rejeitam a orientação dos governos, dos genitores e das religiões ortodoxas. Também, desprezam os sistemas econômicos.
De onde procedem os “hippies”? Seria fácil rejeitar a todos por pretender que são simplesmente jovens tolos ou ignorantes, tencionados a causar o mal. E, sem dúvida, há bastantes deste tipo entre os “hippies”, assim como há entre os demais grupos sociais.
Entretanto, a maioria dos primeiros “hippies” vieram de “bons” lares da classe média. Alguns procederam de famílias ricas. Muitos eram bem instruídos e informados; deveras, não raro mais do que seus críticos. Certo estudo revelou que 68 por cento possuíam educação universitária, 44 por cento tinham um pai universitário e 46 por cento tinham mãe universitária.
Na verdade, alguns “hippies” são jovens emocionalmente perturbados. Como certo investigador disse: “Alguns daqueles semblantes vagos que vê nos rostos jovens não pertencem aos loucos por drogas, mas a psicóticos.” Entretanto, estes não constituem a maioria, assim como os mentalmente desequilibrados não constituem a maioria de qualquer grupo social.
A maioria dos “hippies”, então, são como a revista Life, de 7 de novembro de 1969, observou, “uma contracultura” da “juventude branca da classe média”. Por que, porém, famílias que dispõem de mais dinheiro, de melhores lares e educação produziram uma safra de jovens que rejeitam completamente os valores da geração mais velha?
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O que afirmam os “hippies”?Despertai! — 1970 | 8 de setembro
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O que afirmam os “hippies”?
O QUE fez com que muitos destes jovens seguissem a vida estranha e difícil dum “hippie”?
Quando escutamos o que os próprios “hippies” afirmam, surge um padrão definido. Qual é esse padrão? Quando se lhes pergunta por que escolheram este proceder, muitos “hippies” fornecem a mesma resposta simples. “AS CONDIÇÕES MUNDIAIS.”
As Condições Mundiais
Atualmente, os jovens se acham melhor informados do que nunca. Estão bem cônscios do que acontece no mundo. Vêem grande angústia, injustiça, pobreza, ódios e hipocrisia nas nações. Vêem que os líderes mundiais não raro não solucionam pacificamente os problemas do homem, mas antes ensopam a terra de sangue. E o sangue de quem em especial? Sabe a resposta. É o sangue dos mais jovens. Pede-se-lhes que paguem o supremo preço pelos erros dos outros.
É por isso que John W. Gardner, anterior membro do gabinete presidencial dos EUA, declarou: “Esta geração não aceitará soluções pré-estabelecidas na sala dos fundos das instituições.” Não, muitos jovens atualmente não aceitarão simplesmente as explicações padrãs para as coisas horríveis que acontecem em nossos tempos.
Tipicamente, certa jovem admitiu que as condições mundiais levaram a ela e a outros a se tornarem “hippies”, afirmando:
“Procedo de um lar ‘excelente’ e abastado. Mas, caí fora de lá. Por quê? Principalmente porque se tornou tão claro que não só a hipocrisia e o preconceito prevaleciam nos bons e quietos subúrbios chiques, mas também eu me tornara então mais cônscia do estado completamente apático e latárgico que a maioria das pessoas pareciam se achar quanto às condições mundiais.
“Não viam o que estava acontecendo? Não sabiam o que havia de tão errado no mundo? Como é que podiam simplesmente não fazer nada, nem sequer pensar? Eu tinha de estar junto de pessoas que pelo menos tentavam achar as respostas, mesmo que sua maneira parecesse estranha aos de fora.
“Posso com autoridade afirmar que é isto que faz com que a maioria destes jovens sigam este proceder, porque já fui “hippie”. Greenwich Village, Haight-Ashbury e uma reserva dos índios hopi se achavam entre minhas moradas.
“Meu envolvimento com tóxicos e a chamada ‘vida hippie’ não foi uma ‘fase’ como meus pais gostariam de crer. Nem foi uma viagem de fim-de-semana. Fiquei totalmente envolvida na filosofia e nos hábitos da geração ‘hippie’.
“Embora começasse a fumar maconha com 16 anos, o desencanto com as autoridades, os pais, a religião ou qualquer coisa relacionado com as ‘Instituições’ já tinha ocorrido. Eu era ativa em nossa igreja e consultei o ministro-auxiliar quanto a minhas perguntas e dúvidas. Não obtive nenhuma resposta razoável.
“Assim, voltei as costas para toda religião e decidi ‘gozar a vida ao máximo’. Nada mais tinha qualquer significado e a experiência era o que valia — o ‘deus’. Eu procurava, mas não sabia o quê.”
Sua explicação não é de jeito nenhum incomum. Verificará ser comum a muitos que se tornaram ‘hippies’.
Não obstante, alguns afirmam que as condições mundiais sempre foram assim, por que razão, então, as pessoas teriam mais motivo de se tornarem ‘hippies’ agora do que no passado? Mas, as condições mundiais NÃO foram sempre assim. Jamais, na história do homem, houve um século tão cheio de dificuldades como aquele em que vivemos. Conforme o Ministro Jackson disse, no julgamento de Nurembergue dos criminosos de guerra nazistas:
“Duas Guerras Mundiais deixaram um legado de mortos que inclui mais que todos os exércitos de qualquer guerra que ficou na história antiga ou medieval. Nenhum meio século jamais testemunhou matança em tamanha escala, tamanhas crueldades e desumanidades, tamanhas deportações de pessoas em massa para a escravidão, tamanhas aniquilações de minorias.”
Os problemas da humanidade aumentaram desde que o Ministro Jackson proferiu tais palavras. Como sabe, acha-se agora no poder do homem aniquilar a vida humana. E a pobreza, a fome, a inquietação social, os ódios raciais e nacionais, a poluição, a superpopulação e outros problemas não diminuem de forma alguma. Aumentam cada vez mais.
Movimento Mundial
Não são apenas algumas pessoas que se acham perturbadas com as condições mundiais e que rejeitam a sociedade hodierna. Podem ser encontradas em todo o mundo, em números significativos. Certo escritor do News de Detroit, EUA, comentou que jamais houve outra época da história “em que os mais brilhantes jovens em toda nação da terra olhassem ao redor deles ao mesmo tempo e mandassem tudo para o inferno”.
A humanidade jamais esteve num século tão agoniado. Apenas os que desconhecem os fatos negam isso. Mas, muitos não os desconhecem. É por isso que se pode dizer que nunca, na memória do homem vivo, houve tamanha convulsão mundial contra o modo estabelecido de vida. Certo escritor da revista alemã Der Spiegel afirmou: “Isto se aplica tanto aos países capitalistas como aos que professam o socialismo estatal.” Também observou: “Talvez derive sua motivação da fraqueza arraigada existente no tecido de nossa civilização.”
Assim, números crescentes de pessoas de toda a parte, em especial os jovens, mostram seu desgosto com o atual sistema de coisas. Portanto, não é estranho que uma forma desta desilusão deva ser o movimento “hippie”.
Mas, não dão os pais de nosso tempo mais das boas coisas da vida aos filhos do que eles próprios tiveram quando jovens? Na verdade, os jovens hodiernos, em muitos países, dispõem de melhor alimentação, melhores casas e mais educação do que seus pais. Todavia, o movimento “hippie” é mais forte onde melhorou o padrão de vida!
Materialismo
Visto que os filhos da “classe média” são usualmente melhor educados, não raro se tornam mais cônscios das condições mundiais. Seu idealismo jovem os habilita a focalizar sua atenção nas questões vitais do dia. Também, não se preocuparam tanto com alimento, abrigo e roupa como os filhos das famílias mais pobres; assim, podem pensar em outros problemas.
Entretanto, a própria melhora no padrão de vida da família é parte da “fraqueza arraigada existente no tecido de nossa civilização”, conforme Der Spiegel se expressou. O que tem que ver o bem estar material com muitos jovens se tornarem “hippies”? Certo “hippie” da Califórnia, EUA, expressou bem sua atitude. Provinha duma família que morava numa casa de Cr$ 250.000,00, e possuía sua própria herança. A respeito dos pais, observou:
“Eles me davam tudo que eu queria. Tinha meu próprio carro. Mas tudo era muito falso. Tudo girava em torno do dinheiro. . . . Assim, simplesmente decidi sumir.”
De maneira que, para surpresa dos pais deles, muitos jovens recusam aceitar as frias riquezas materiais qual substituto para o calor do amor, da atenção e da liderança paternais.
Os “hippies” não raro são produto de pais que passaram sem coisas materiais durante a luta dos anos da Depressão, depois do “colapso” econômico de 1929 nos EUA. Estes genitores estavam determinados a que seus filhos tivessem ‘todas as coisas que lhes foram negadas quando cresciam’. Isto era muito nobre, mas, não raro, a sua busca do dinheiro se deu às custas do tempo que deveriam ter gasto com os filhos em seus anos formativos.
Assim, os “hippies” cresceram numa sociedade de consumo. O dinheiro se tornou o deus. Na pressa, muitos filhos obtiveram coisas demais em sentido material. Para complicar a situação, a regra era permitir tudo. A disciplina se tornou antiquada, ou simplesmente não havia tempo para isso. A ênfase principal era em melhorar a posição da pessoa na vida.
Comentando o problema “hippie” em Toronto, no Daily Star de Toronto, Canadá, um repórter afirmou:
“O movimento ‘hippie’ constitui lembrete forçoso do que as vezes esquecemos: Melhores moradias, melhores empregos, educação mais elevada, não podem em si mesmos trazer cura às pessoas que acham a vida na década de 60 vazia e desumana. Apenas uma reversão de valores, em que os homens sejam aceitos — de fato, amados — incondicionalmente, tornará a vida digna de ser vivida.”
Desejada Nova Sociedade
Assim, para a maioria dos “hippies” é necessária uma nova sociedade. Rejeitam uma sociedade que visa dinheiro e posições e que pisa em suas concriaturas humanas em vez de amá-las. Rejeitam um mundo em que há tanta hipocrisia, desonestidade, falsidade e desigualdade. Conforme certo escritor se expressou: “Os ‘hippies’ esperam gerar uma sociedade inteiramente nova, uma sociedade rica em graça espiritual que reviva as velhas virtudes do agápe [amor baseado em princípios] e da reverência.”
Os ‘hippies’ não acham que qualquer reforma da presente ordem conseguirá isto. Acham, assim, que a forma de libertar-se individualmente da sociedade é rejeitá-la e violar suas regras. Acham que tem de haver uma libertação da escravidão ao materialismo, de modo que possam usufruir as coisas mais simples da vida, sua beleza e agradabilidade.
Por conseguinte, o dinheiro e o trabalho, associados na mente dos “hippies” com um sistema comercial corrupto, têm sido desafiados como deuses falsos. Como declarou certo líder “hippie” canadense: “O trabalho não é tudo. O trabalho não é santo.” Acham que deve ser feito quando e se a pessoa deseja, no seu próprio ritmo.
No mundo “hippie”, haveria pouca propriedade privada. Tudo que é possuído seria para o proveito do grupo. Até os filhos “seriam a responsabilidade de todos, e não apenas da mãe e pai sanguíneos”.
Na sociedade “hippie”, os contratos de casamento poderiam existir, mas se alguém decidisse querer outro cônjuge, poderia “casar-se” com tal pessoa também. A liberdade de ter relações sexuais com qualquer um é realmente sua norma geral.
Chocam-lhe muitas destas idéias? Perturbam-no a rejeição de toda autoridade por parte dos “hippies”? Fica atônito com sua crença de terem relações sexuais com qualquer pessoa que queiram? Parece-lhe demasiado que fumem maconha e ingiram tóxicos?
Para a maioria das pessoas, em especial as da geração mais antiga a filosofia “hippie” é extremamente radical, inaceitável. Não pode ouvir algumas das pessoas mais idosas afirmarem: “Ora, onde foi que obtiveram essas idéias tolas?”
Bem, exatamente onde acha que obtiveram suas idéias? Quem é grandemente responsável pelas suas crenças e seu comportamento?
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Colhe-se o que se semeiaDespertai! — 1970 | 8 de setembro
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Colhe-se o que se semeia
MUITAS pessoas desaprovam que os “hippies” tomem tóxicos, a sua conduta sexual desenfreada, e sua rejeição da autoridade. Acham que isto já está indo longe demais.
Mas, onde foi que os jovens tiraram tais idéias? Bem, que exemplo tiveram? Lembre-se, um princípio bíblico afirma: “O que o homem semear, isso também ceifará.” — Gál. 6:7.
Bem, então, quem foi o primeiro a semear o desrespeito pela autoridade? Que tipo de respeito pela autoridade se criou quando as nações estraçalharam seus tratados de paz e passaram a se matar umas às outras, inclusive a mulheres e crianças inocentes? Que tipo de exemplo foi dado aos jovens pelos mais idosos que começaram guerras que apenas neste século mataram e feriram 100 milhões de pessoas?
Cria-se respeito pela autoridade quando jovens observam aqueles em posições elevadas mentirem, tapearem e roubarem? Respeitarão os jovens preocupados e inteligentes à autoridade que não raro permite que os milionários não paguem impostos, mas que as pessoas que vivem no que é considerado pobreza tenham de pagar impostos?
O que dizer do respeito pela mais alta autoridade — Deus? Quem assume a liderança em diminuir sua supremacia e autoridade, suas leis e princípios justos? Quem, nas décadas recentes, privou os jovens da sólida crença nesta Suprema Autoridade? Quem promoveu a teoria da evolução, que torna Deus “desnecessário”?
O Exemplo
Sabe que não são os jovens que dão o exemplo. É a geração mais idosa que o faz. Tristemente, deram horrível exemplo. Desrespeitaram eles mesmos todos os tipos de autoridade. Os líderes mundiais não raro pisaram na lei internacional e desrespeitaram os direitos dos outros.
Os educadores e os clérigos promoveram a teoria da evolução, e, por certo, os cientistas também. Esta teoria torna Deus “desnecessário”. Por isso, mina sua autoridade. Também, muitos clérigos têm destruído a Bíblia aos olhos dos jovens. Desprezam-na e chamam partes dela de mito e lenda. Se partes dela não merecem ser cridas, então os jovens se quedam pensativos, perguntando por que deveriam crer em qualquer parte dela. E, por que, arrazoam, deveriam então aderir ao conselho da Bíblia para respeitarem a lei e a autoridade, tanto as do homem como as de Deus?
Uma vez que a geração mais antiga tenha trilhado pela vereda da rejeição da lei e da autoridade, em especial as de Deus, foi uma questão simples os jovens imitarem seu exemplo. Afinal de contas, se Deus, Sua Palavra, a Bíblia, e a lei internacional podem ser rejeitados pelos mais velhos, então os jovens têm pouco incentivo para respeitar as autoridades menores, tais como os pais e as autoridades locais.
Sim, a geração mais antiga semeou o desrespeito pela autoridade. Agora colhem — com juros, pois sua própria autoridade está sendo rejeitada pelos jovens.
Valores Morais
Os “hippies” advogam o “sexo livre”. Mas, trata-se duma idéia nova? Quem lançou primeiro de lado os padrões morais da Bíblia? Típica da atitude de muitos adultos, foi a de um “intelectual” altamente reputado, que declarou: “Objetamos à moral da Bíblia porque interferia com nossa liberdade sexual.”
Muitas investigações revelaram que alta porcentagem de adultos, inclusive pais e mães de família, empenham-se na fornicação e no adultério. Os residentes dos subúrbios chiques se entregam a várias formas de “trocas de esposas”.
Não refletem os “hippies” de forma aberta o que muitos adultos fazem, ou advogam, de modo mais “sofisticado”? As vidas sexuais desenfreadas dos adultos que se dão a aparência de respeito certamente não são despercebidas pelos jovens alertas. Não raro a completa franqueza dos “hippies” na linguagem e na conduta é expressão de seu desprezo pela hipocrisia dos adultos.
Também, o mundo adulto promove filmes, espetáculos de televisão e de teatro que transformam em heróis atores e atrizes que vivem vidas imorais. Visa isto aprimorar o respeito dos jovens pela moral? E o tema de muitos destes espetáculos — não tendem a desmoralizar os seus jovens espectadores?
O que dizer de fumar maconha? Bem, quem promoveu o fumar cigarros? Tem sido colocado na mente dos jovens durante toda a sua vida pelos adultos por meio de filmes, anúncios e o exemplo dos adultos. E visto que cigarros prejudiciais continuam a ser fumados por adultos, os jovens acham que não faz muita diferença em se fumar maconha.
Também arrazoam que seu uso de tóxicos não é muito diferente do uso pelos adultos de toda espécie de pílulas para amainar suas tensões e dificuldades. Considere, também, a ingestão em demasia de bebidas alcoólicas pelos adultos. O álcool em demasia produz efeitos que não são diferentes dos produzidos por algumas drogas. Assim, se os adultos podem ficar “altos”, afirmam os jovens, por que não sua descendência?
Exemplo do Clero
Os esforços de muitos clérigos de se tornarem mais aceitos por serem “modernos”, desculpando ou até recomendando a fornicação o adultério, o homossexualismo e a ingestão de tóxicos, se voltam contra eles próprios. Recentemente, quando se perguntou a alguns jovens por que não mais freqüentavam a igreja, um deles respondeu:
“Eu me achava num grupo em que o ministro continuava a nos falar sobre todas as pessoas que ele conhecia e que fumavam a ‘erva’. A moçada ria dele por trás das costas. Pensavam que era falso. Um ministro deve ser uma pessoa dotada de fortes sentimentos sobre a existência de Deus e as leis morais que devemos seguir.” — Daily Star de Toronto, de 8 de março de 1969.
Por isso, muitos jovens hodiernos simplesmente não respeitam as religiões ortodoxas como as antigas gerações respeitavam. Os “hippies” acham que a “regra de ouro”, fazer aos outros aquilo que deseja que lhe façam, não é praticada pelos clérigos farisaicos que “dizem, mas não realizam”. (Mat. 23:3) Conforme certo “hippie” disse a um entrevistador: “Um bispo é o ser mais distante de Deus que eu posso imaginar. Ninguém viu a Jesus andando em mantos de veludo enquanto as pessoas passavam fome.”
Todavia, com todo este professo idealismo, constroem os “hippies” uma sociedade melhor para eles mesmos? Têm as respostas para os problemas que afligem a humanidade? Melhoram a sua felicidade?
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Os “hippies” ‘contam as coisas como realmente são’Despertai! — 1970 | 8 de setembro
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Os “hippies” ‘contam as coisas como realmente são’
ENCONTRAM os “hippies” as respostas? Será que seu modo de vida resultou ser a vereda da felicidade? São seus tratos uns com os outros genuinamente amorosos e edificantes? O que colhem da vida que semearam?
Será interessante ouvir o que afirmam os que já foram “hippies”. Podem ‘contar as coisas como realmente são’. Por certo, nem todos tiveram as mesmas experiências. Não obstante, as seguintes representam bem o que muitos afirmaram.
Encontrar as Respostas?
Certa moça nos EUA entrou no movimento “hippie” com o mesmo idealismo dos outros. Desejava encontrar respostas. Ouça a experiência dela, conforme contada à revista Despertai!:
“O que todos fazíamos realmente de início era tentar encontrar respostas para os problemas assoberbantes da vida. Nesta busca, fiquei envolvida em tóxicos e na adoração do sexo. Mais tarde, envolvi-me ainda mais com o ocultismo, o misticismo e o demonismo.
“Todavia, apesar de tudo, nada fazia qualquer sentido. Por meio do meu chamado ‘guru’, fiquei mais envolvida ainda com o místico, o oculto e os tóxicos. Verifiquei, contudo, que tudo foi ficando mais difícil de aceitar. Comecei a
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