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  • A religião e a guerra nos tempos recentes
    Despertai! — 1972 | 8 de outubro
    • em dar orientação ao povo que os levasse a não participar na guerra.

      As Igrejas e a Segunda Guerra Mundial

      Foi muito diferente na Segunda Guerra Mundial? Diz-se sobre o eminente teólogo protestante Reinhold Niebuhr: “Conduziu muitos cristãos estadunidenses do pacifismo à aceitação da necessidade moral de combater Hitler na Segunda Guerra Mundial.”63

      O historiador moderno, A. P. Stokes, disse: “As Igrejas, como um todo, lançaram-se de coração não só aos assuntos da assistência às vítimas da guerra . . . mas em apoio mais vigoroso da Guerra. Alguns chegaram até a chamá-la de guerra religiosa.”64

      Em França e na Inglaterra, também, as igrejas correram a apoiar a causa nacional. Exemplificando, o Arcebispo católico-romano de Cambrai chamou a luta da França de “guerra em defesa da civilização, da lei das nações, da moral humana, da liberdade, em suma, de humanidade”.65 Era evidente que as igrejas conduziam seus povos ao campo de batalha contra a Alemanha.

      Mas, o que dizer das igrejas na Alemanha? Apoiaram Adolf Hitler? Apoiaram seus objetivos de guerra?

      Apoiando Hitler

      Em 1933, foi assinada uma concordata entre a Alemanha e o Vaticano. O Artigo 16 da concordata estipulava que todo bispo da Igreja Católica, antes de assumir o cargo, precisava fazer um “juramento de lealdade” ao regime nazista. E o Artigo 30 exigia que fosse feita uma oração “a favor do bem-estar do Reich alemão e seu povo” depois de toda Missa Solene.66

      Em 1936, quando circularam notícias de que os católicos se opunham ao regime de Hitler, o Cardeal Faulhaber disse, num sermão, em 7 de junho: “Todos são testemunhas de que, em todos os domingos e dias santos, no ofício principal, oramos em favor do Führer, conforme prometemos na Concordata . . . Ficamos ofendidos por causa dessa dúvida de nossa lealdade ao estado.”67

      Assim, para onde conduziam as igrejas o povo alemão? O professor católico-romano de História da Universidade de Viena, Friedrich Heer, explica: “Nos fatos frios da história alemã, a Cruz e a suástica vieram a ficar cada vez mais juntas, até que a suástica proclamou a mensagem da vitória das torres das catedrais alemãs, as bandeiras suásticas apareceram ao redor dos altares e os teólogos, pastores, eclesiásticos e estadistas católicos e protestantes acolheram a aliança com Hitler.”68

      Em 17 de setembro de 1939, mais de duas semanas depois de a Alemanha invadir a Polônia, os bispos alemães lançaram uma pastoral conjunta em que diziam: “Nesta hora decisiva, admoestamos nossos soldados católicos a cumprir seu dever em obediência ao Führer e estar prontos a sacrificar sua inteira individualidade. Apelamos aos fiéis para unir-se em ardentes orações para que a Providência Divina do Deus Onipotente possa conduzir esta guerra ao êxito abençoado e à paz para nossa pátria e nação.”69

      No verão de 1940, o bispo católico Franz Josef Rarkowski disse: “O Volk [povo] alemão . . . tem consciência tranqüila . . . Sabe que trava uma guerra justa, nascida da necessidade de autopreservação dum povo.”70

      O Times de N. I., de 1939, observava: “Periódicos das Igrejas protestante e católica alemãs agora publicam muitos artigos de exortação, explicando os deveres dos soldados que lutam em defesa de seu país, e admoestando os soldados alemães a lutarem no espírito de São Miguel, para uma vitória alemã e uma paz justa.”71

      Não é evidente para onde as igrejas conduziam o povo alemão? O Professor Gordon Zahn escreveu: “Os católicos alemães que se voltavam para seus superiores religiosos em busca de orientação e direção espirituais no tocante a servir nas guerras de Hitler recebiam virtualmente as mesmas respostas que teriam recebido do próprio regente nazista.”72

      A orientação religiosa fornecida se evidencia pelo apoio total da guerra pelos membros das igrejas. O Professor Heer explicou: “Dentre cerca de trinta e dois milhões de católicos alemães — quinze e meio milhões dos quais eram homens — apenas sete recusaram abertamente o serviço militar. Seis destes eram austríacos.”73 A situação era a mesma com os protestantes alemães.

      Assim, em cada país, as igrejas conduziram seus membros à guerra. Os católicos mataram católicos nos campos de batalha. Os protestantes mataram protestantes. E os líderes de ambos os lados oraram a Deus pedindo vitória!

      Quão desonroso a Deus foi ligar seu nome a tais feitos horríveis! Por certo, as palavras, da Bíblia são bem aplicáveis às igrejas: “Eles declaram publicamente que conhecem a Deus, mas repudiam-no pelas suas obras, porque são detestáveis e desobedientes, e não aprovados para qualquer sorte de boa obra.” — Tito 1:16.

      Religião e Revolução

      Os líderes eclesiásticos apóiam não só as guerras entre as nações, mas as revoluções dentro das nações também. Em 1937, os católicos espanhóis foram incentivados por muitos de seus clérigos a apoiar o movimiento do General Franco contra a Segunda República Espanhola. Agora, contudo, os bispos e sacerdotes, desagradados com o regime de Franco, pediram recentemente “perdão” pelo apoio dado pela Igreja ao seu movimiento.74

      A respeito dos conceitos atuais, o teólogo luterano Karoly Prohle resumiu: “Achamos, assim, notável consenso entre os teólogos a respeito de que é possível os cristãos participarem numa revolução.”75 Os bispos católico-romanos na Grã-Bretanha disseram recentemente: “De nada adiantará simplesmente condenar o uso de violência contra a autoridade visto que, evidentemente, os em autoridade talvez sejam culpados de violência pior.”76

      Surpreende, então, que os membros das igrejas hoje tomem parte em revoluções políticas? Observou George Celestin, instrutor de teologia da Universidade de S. Eduardo, em Austin, Texas, EUA: “Os cristãos estão ficando determinados a mudar as estruturas injustas tão rapidamente quanto possível. Isto significará que, em alguns casos, as igrejas talvez tenham de pregar a violência.”77

      Assim, o registro da religião do mundo no que tange à guerra e à violência é patente, e é horroroso. A religião do mundo é condenada como tendo a principal culpa, como Revelação 18:24 afirma, do “sangue . . . de todos os que foram mortos na terra”.

      Daí, então, o que dizer da sua culpa pela imoralidade que grassa no mundo? Como figura ela nisso?

  • Para onde a religião conduz quanto à moral?
    Despertai! — 1972 | 8 de outubro
    • Para onde a religião conduz quanto à moral?

      NOS ANOS recentes, uma “revolução” na moral tem ocorrido na religião do mundo. E com isto queremos dizer as atitudes quanto à fornicação, ao adultério e ao homossexualismo.

      A Igreja Presbiteriana Unida propôs novo “código sexual”. A revista Parade diz que é “tão liberal que praticamente elimina o pecado como um dos principais fatores nas relações sexuais”. Entre as mudanças advogadas acha-se a “remoção de todas as restrições contra os adultos não-casados que desejem viver juntos [em fornicação]”.78

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