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Existiram “homens das cavernas”?Despertai! — 1982 | 8 de janeiro
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Existiram “homens das cavernas”?
Tão grande tem sido a influência de livros, revistas, exposições em museus e até mesmo de historietas cômicas em quadrinhos que as pessoas usualmente pensam nos “homens-macacos” e nos “elos ausentes” toda vez que alguém menciona os “homens das cavernas”. Dá-se assim com você? Essas expressões quase se tornaram sinônimas de alguma criatura do passado numa “cadeia evolucionária” — “o homem primitivo” — entre o antigo primata e o homem como é hoje. É essa “cadeia” real? Existiram “homens das cavernas” no sentido evolucionário? Será que a ciência moderna provou serem verdadeiras essas idéias?
A pessoa mediana supõe que tudo foi explicado pela ciência, que temos de fato uma cadeia ininterrupta do desenvolvimento do homem, de modo que a pessoa imagina que homens semelhantes a macacos no passado remoto viviam em cavernas, sendo até mesmo contemporâneos dos dinossauros. Por quê? Bem, em razão de gravuras que viram, as quais as levaram a pensar que os cientistas encontraram criaturas inteiras, precisamente como ilustradas — peludas, com o corpo inclinado e tudo o mais!
Um exame da evidência, porém, mostra que há uma diferença entre o que os cientistas realmente sabem e o que pensam que pode ter sido. Por exemplo, num famoso museu de história natural, há uma exposição de primatas que supostamente se desenvolveram até o homem e também uma “árvore genealógica de primatas”. Mas traz uma importante explicação que diz: “Na ausência de alguns fósseis, tanto de idade conhecida como de afinidades conhecidas, alguns ramos e ramificações são apenas suposições razoáveis.” Suposições não são fatos. As ligações e as idades não são provadas.
É verdade que os cientistas encontraram cavernas com montões de cinzas de fogos, junto com vestígios de alimentos e outros sinais de habitação humana. Mas essa evidência não indica que todos os homens antigos viviam em cavernas, ou que quaisquer que viveram foram realmente um elo numa cadeia que remonte a algum tipo de “homem primitivo”. Há hoje pessoas que vivem em cavernas, tais como os tasadais de mindanaç̃ao,nas Filipinas. Embora alguns talvez considerem os tasadais como sendo primitivos, em virtude de seu modo de vida simples, não são de forma alguma criaturas peludas, desajeitadas, semelhantes a macacos.
Mas não encontraram os cientistas crânios e ossos de “homens-macacos”, provando que tais criaturas viveram outrora aqui? Em primeiro lugar, é preciso dizer que não há evidência abundante desse tipo de fósseis. Alguns ossos não chegam a formar uma cadeia. Em segundo lugar, o que cria problemas é o modo de os homens interpretarem ou explicarem aquilo que encontram. E arriscado interpretar evidência escassa. “Como sempre, a evidência dos fósseis está sujeita a diversas interpretações”, disse certo evolucionista. Outro admitiu sobre os fósseis: “O estudo da evolução humana é um jogo, em vez de ciência no sentido usual.” Sobre as idades desses fósseis, ainda outro disse: “Qualquer que pensar que já solucionamos realmente o problema está iludindo a si mesmo.” Os cientistas discordam entre si sobre o que descobriram. Fazem reconstruções do que descobrem, interpretam-no; daí, mais tarde, reinterpretam a evidência e mudam de idéia. Para ilustrar:
O HOMEM DE JAVA foi descoberto em princípios da década de 1890, mas não era um esqueleto completo. A Encyclopedia Americana diz que consistia em “nada mais do que uma calota craniana e um fêmur”. O resto era suposição, e, apesar disso, aparecem gravuras de uma espécie peluda, simiesca, inclinada. Acha possível saber quanto pêlo uma criatura tinha e qual era a cor de sua pele mediante apenas alguns ossos? O descobridor afirmou ter encontrado um “homem-macaco”, mas os cientistas dizem agora que se tratava de um homem primitivo. A interpretação mudou!
O HOMEM DE PILTDOWN foi exibido por mais de 40 anos como uma evidência da “cadeia evolucionária”. Em data tão recente quanto 1956, foi descrito num dicionário como sendo “uma espécie extinta de homem”. Mas, em edições posteriores, o mesmo dicionário o chamou de “deliberadamente falsificado” e “uma requintada fraude”. Novamente mudaram as interpretações. Por quê? Durante os anos intermediários, encontrou-se prova de que se tratava de um embuste, tendo sido deliberadamente preparado para parecer um homem-macaco fóssil. Ao passo que o fragmento craniano era humano, a parte da mandíbula era de animal, possivelmente de orangotango. Alguém tentou “inventar” um homem-macaco! Por que foram alguns cientistas tão facilmente enganados pela evidência fraudulenta? O desespero, talvez, agarrando-se a qualquer coisa para se salvar?
O HOMEM DE NEANDERTHAL é também uma das mais bem conhecidas partes da chamada cadeia evolucionária. Quando foi encontrado o primeiro pedaço de crânio, um cientista o chamou de calota craniana de um idiota. Gradualmente, as interpretações foram mudando ao passo que mais ossos foram encontrados. Desde as antigas reconstruções que mostravam que o homem de Neanderthal era inclinado e simiesco, com longos braços que pendiam para frente, temos agora livros que dizem que os homens de “Neanderthal não pareciam provavelmente muito diferentes de algumas pessoas hoje”. Certa enciclopédia diz agora que eram “completamente humanos, totalmente eretos”. Que mudança! Uma comparação das ilustrações em vários livros indicará os ajustes feitos na suposta aparência do homem de Neanderthal. E, ao contrário de ter sido um idiota, admite-se agora que o homem de Neanderthal tinha cérebro maior do que a maioria dos homens da atualidade!
É muitíssimo interessante a razão por que alguns cientistas pensavam que o homem de Neanderthal fosse acocorado e encurvado. Um antigo esqueleto encontrado tinha pernas dobradas e forma encurvada. Naturalmente, visto que estavam procurando criaturas simiescas para se enquadrarem na sua teoria, quão fácil era cometerem um engano! Mais tarde, fazendo um exame adicional, descobriu-se que o esqueleto estava deformado em razão de artrite!
Tampouco isso é tudo. Nos empenhos de fazer com que seus achados se parecessem com um elo entre o macaco e o homem, quando os ossos dos pés do Neanderthal foram reconstruídos pela primeira vez pelos evolucionistas, “fizeram com que se parecessem com os de um macaco”, diz certo livro. Mas, o mesmo livro admite que os pés na realidade “se pareciam e funcionavam [muito] bem como os do homem moderno”. Veja o desenho dos pés (na página ao lado). Acha que se parecem tanto entre si a ponto de se concluir erroneamente que são os mesmos?
OS AUSTRALOPITECOS estão disponíveis para estudo, visto que muitos de seus ossos foram encontrados. Será que há mais certeza quanto a serem eles ancestrais do homem? Os compêndios dizem: “Como era a aparência deles é uma suposição.” “Ainda há muitas lacunas e falhas no nosso conhecimento sobre nossos ancestrais, e algumas das coisas que pensamos que sabemos a respeito deles não se baseiam em outra coisa senão em cuidadosas suposições.” Contudo, os compêndios dão a entender que são elos que vão até o homem.
“HOMO ERECTUS” é um caso que mostra que se precisa tomar cuidado para não aceitar tudo o que se vê nas ilustrações dos elos ausentes. Certo compêndio pergunta: “Eram peludos?” Responde: “Provavelmente não — pelo menos não vivem hoje.” Mas, numa página antes, o mesmo livro ilustra um como se fosse um monstro peludo, semelhante à ilustração acima. Há honestidade nisso?
Os fatos são claros de que não há a pretensa evidência de uma cadeia que liga o homem a primatas. Não existiram “homens das cavernas” nesse sentido. Não só faltam os elos — a própria cadeia realmente não existe. O que se apresentou como evidência tem sido um embuste em alguns casos, e tem sido mudado, até mesmo reconstruído, para se enquadrar numa idéia preconcebida. Em outros casos, tem sido interpretado, reinterpretado, mal-interpretado e mal-aplicado.
O homem, porém, é exatamente o que a Bíblia diz que ele é — uma criação sem igual e especial. (Gên. 1:26, 27; 2:20) Não só o seu cérebro é muito mais avançado em comparação com os cérebros dos animais, mas também o é o seu corpo. Até mesmo alguns evolucionistas dizem em admiração: “A coisa mais notável a respeito do corpo humano é que ele é sem igual. Não há nada igual a ele no mundo.”
[Fotos na página 14]
gorila
homem
orangotango
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“Milagres” — em dois diasDespertai! — 1982 | 8 de janeiro
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“Milagres” — em dois dias
ESTES SALÕES DO REINO NÃO SÃO PRÉ-FABRICADOS. SÃO CONSTRUÍDOS 90% EM SUA INTEIREZA A PARTIR DE MATERIAIS ASSENTADOS SOBRE UMA LAJE DE CONCRETO PREPARADA DE ANTEMÃO.
AO PASSAR de caminhão perto de um terreno vizinho, Bill quase não notou o grupo de pessoas em volta de um alicerce exposto de madeira e blocos. Era bem cedo de manhã. Mal sabia a surpresa que teria na sua viagem de volta.
Quatro horas mais tarde, quando Bill se aproximou do mesmo terreno, ele a viu. Ficou boquiaberto. Lá estava uma construção em cima daquele alicerce! Embora não totalmente terminada, já estava com telhado de ardósia colocado, tinha paredes e janelas. Seu espanto fez com que seu caminhão se desgovernasse numa curva e saísse da pista. Foi só por causa de seu reflexo rápido que não caiu numa vala.
Bill viu as etapas iniciais de um “milagre” em dois dias. Um Salão do Reino das Testemunhas de Jeová estava sendo construído por um grande grupo de trabalhadores zelosos que o terminaram quase totalmente — por dentro e por fora — em apenas dois dias. Logo a cidade inteira de Grafton, Dakota do Norte, E.U.A., ficou sabendo da proeza. “Transportaram uma construção durante a noite!” disse alguém. “Impossível”, declarou outra pessoa. “Não, eles o construíram realmente!”
Um homem em Memphis, Tennessee, que leu sobre outro desses projetos, disse que a notícia provia “um raio de esperança para a condição humana”. Por quê? Certamente, quando se olha para a condição humana hoje, não é um quadro bonito. Por que teria um projeto de construção implicações de tão grande alcance? Verá.
Apenas um Dentre Muitos
Um dos organizadores, Stanley Peck, calcula que mais de 60 Salões do Reino “instantâneos” foram construídos, iniciando com um salão há 10 anos na cidade de Webb, Missouri, E.U.A. Ali, em dois dias, um grupo de 50 pessoas levantou as paredes e colocou o telhado de um salão. “Parecia-nos então que, se realmente organizássemos as coisas de modo correto, poderíamos fazer o trabalho todo num fim-de-semana”, refletiu Peck. “Foi aí que nasceu a idéia.” Cada salão adicional foi construído cada vez mais perto de dois dias. “Nos últimos 20 salões ou mais conseguimos completar 90 por cento”, declarou outro organizador, John Langan.
“Noventa por cento” inclui usualmente uma construção de tijolos, totalmente insulada, com ar-condicionado e ocasionalmente com um gramado ao redor. Amiúde é pintada, revestida de papel de parede e decorada com um impressionante mural pintado a mão, que combina belamente com as cores de um carpete novo. Não
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