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Homossexualismo — é razoável o conceito bíblico?A Sentinela — 1975 | 15 de fevereiro
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várias vezes de modo específico nas Escrituras. Por exemplo, lemos em Romanos 1:26, 27, segundo O Novo Testamento em Inglês Moderno, de J. B. Phillips:
“Deus, portanto, entregou-os a paixões vergonhosas. Suas mulheres trocaram as práticas normais das relações sexuais por algo que é anormal e desnatural. De modo similar, os homens, desviando-se das relações naturais com mulheres, foram arrastados a paixões lascivas de um para com o outro.”
Mas depois, o que é muito importante, pormenoriza com exatidão os efeitos do homossexualismo:
“Homens com homens, realizando estes horrores vergonhosos, recebendo, naturalmente, nas suas próprias personalidades ai conseqüências da perversão sexual.”
É realmente certo o diagnóstico que a Bíblia dá ali? Os homossexuais, pelas suas palavras e pelos seus atos, dizem que sim. Salientam a instabilidade dos “casamentos” homossexuais, da promiscuidade na busca de parceiros no sexo e da desonestidade em ocultar-se atrás duma fachada de respeitabilidade, enquanto se entregam secretamente a atividades homossexuais. Não os seus inimigos, mas os próprios homossexuais falam sobre o “pavor de envelhecer sozinho”. O desespero quanto ao seu futuro, segundo observa o homossexual William Carroll, resulta em “cinismo, desespero e até mesmo suicídio”. Sim, os próprios homossexuais admitem que recebem “nas suas próprias personalidades as conseqüências” da vida homossexual.
Portanto, a Bíblia apresenta de modo exato os resultados desta prática. Mas, por que aparecem estas tendências adversas “nas suas próprias personalidades”? O apóstolo Paulo diz que é porque se entregam ao que é “anormal e desnatural”. Os defensores do homossexualismo dizem que aquilo que torna algo “natural” ou “desnatural” é puramente subjetivo e é algo que precisa ser decidido pela própria pessoa. Mas, é realmente assim? Não é evidente, virtualmente a todos, que o homem e a mulher são sexualmente complementos, correspondentes? Não é evidente que seus órgãos sexuais foram projetados para se “ajustarem”?
Por outro lado, parece-lhe “natural” que duas lesbianas se unam sexualmente? Uma das duas muitas vezes precisa usar dum substituto artificial do órgão masculino para satisfazer a outra. E considere os homossexuais masculinos. Ambos podem afirmar ser homens, mas não precisa um deles assumir em certo sentido o papel de mulher? No caso dos homossexuais masculinos e femininos, de um modo ou de outro, é preciso prover um substituto para o que o sexo oposto provê de modo “natural”. Quão razoável é isso? A Bíblia se refere corretamente às ações dos homossexuais como sendo ‘anormais e desnaturais’.
Portanto, a Bíblia apresenta com exatidão os resultados desta prática e nos informa sobre o motivo destes resultados. Por conseguinte, não condenaria assim claramente esta prática? Isso só seria razoável.
Por isso lemos em 1 Coríntios 6:9, 10: “Não se enganem, não herdarão o Reino de Deus os imorais, os que adoram ídolos, os adúlteros, os homossexuais.” (A Bíblia na Linguagem de Hoje [BLH]) Ou como diz a versão católica da Liga de Estudos Bíblicos: “Nem homossexuais . . . terão parte no Reino de Deus.”
Falando-se biblicamente, o assunto é bastante claro, não é? A Bíblia mostra claramente que o homossexualismo é errado. As Escrituras são assim coerentes, não só mostrando os maus efeitos desta prática, mas também condenando devidamente aquilo que produz tais maus efeitos.
Mas, entre os homossexuais tem ficado na moda argumentar que principalmente só o apóstolo Paulo, não Jesus Cristo, falou contra o homossexualismo. Quão válida é esta afirmação?
JESUS E O HOMOSSEXUALISMO
Ora, para começar, os que argumentam assim desconsideram que a Bíblia se refere às palavras de Paulo como fazendo parte da “Escritura” e assim sendo proveitosas para “endireitar as coisas”. (2 Tim. 3:15-17; 2 Ped. 3:15, 16) Mas um exame honesto das palavras de Jesus mostra que ele também falou realmente contra o homossexualismo.
Ele disse, segundo registrado em Mateus 19:9, na Versão Normal Revisada: “Quem se divorciar de sua esposa, exceto por falta de castidade, e se casar com outra, comete adultério.” A palavra grega para “falta de castidade” que Mateus empregou ali para transcrever as palavras de Jesus é porneía. Porneía relaciona-se com o verbo porneúo, que significa “entregar-se a relações sexuais ilícitas”.
O melhor modo de entender o que está incluído nestes termos é verificar como são usados em outros lugares. Uma palavra similar aparece na Bíblia em Judas 7, na descrição do pecado de certas cidades antigas: “Sodoma e Gomorra e das cidades vizinhas, que . . . cometeram imoralidade [uma forma intensiva de porneúo] e perversão sexual — eles sofreram o castigo do fogo eterno, e o exemplo deles é um aviso claro a todos.” (BLH) Por causa de que tipo de “imoralidade” ou porneía foram condenados os em Sodoma e Gomorra? A narrativa bíblica em Gênesis 19:4, 5, responde:
“Os homens de Sodoma, cercaram a casa, desde o rapaz até o velho, todo o povo numa só turba. E chamavam a Ló e diziam-lhe: ‘Onde estão os homens que foram ter contigo hoje à noite? Traze-os para fora a nós, para que tenhamos relações com eles.’”
Esses homens de Sodoma e Gomorra eram homossexuais. De fato, a palavra portuguesa “sodomia”, que significa especialmente ‘homossexualismo masculino’, deriva-se do nome da cidade de Sodoma. A Bíblia chama seu pecado de porneía. Jesus disse que porneía era moralmente tão errado, que servia de base para cortar os laços maritais.
Além disso, lembre-se de que Jesus era judeu, vivendo sob a lei de Moisés. Seu uso de porneía, diz Edward Robinson no Léxico Grego e Inglês do Novo Testamento, evidentemente inclui ‘todas as relações proscritas pela Lei Mosaica’. Esta Lei incluía entre as suas injunções: “Não te deites com um homem assim como alguém se deita com uma mulher; é uma abominação.” (Lev. 18:22, The Torah, The Five Books of Moses, da Jewish Publication Society of America) Porneía, a palavra usada por Jesus, evidentemente abrange esta ordem de Deus.
Deve-se notar também que o homossexualismo foi condenado por Deus antes de se dar a lei de Moisés. Isto é provado pelo relato sobre Sodoma e Gomorra, já mencionado; aquelas cidades foram destruídas por Deus mais de 400 anos antes de vir à existência a lei de Moisés. Jesus sabia disso. — Luc. 17:28, 29, 32.
Sem dúvida, pois, Jesus, de fato, condenou todas essas práticas ‘sem castidade’ como homossexualismo. Conforme nos indicaria a razão, a Bíblia é coerente neste assunto. As palavras de Paulo foram apoiadas pela autoridade do Filho de Deus.
Mas, segundo a Bíblia, que caminho está aberto para os homossexuais? Estão simplesmente condenados e como que eternamente excluídos do favor de Deus? Isto não seria razoável; vejamos.
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É a mudança possível para os homossexuais?A Sentinela — 1975 | 15 de fevereiro
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É a mudança possível para os homossexuais?
É VERDADE que a Bíblia mostra claramente que o homossexualismo é errado. Mas Jeová, o Deus da Bíblia, tem consideração para com as fraquezas da humanidade. Ele é Deus de amor. Por isso não rejeita a ninguém como totalmente irredimível — enquanto esta pessoa se esforçar diligentemente a se harmonizar com a Sua vontade.
As Escrituras mostram que o homossexual, para obter a aprovação de Deus, precisa mudar. Mas a Bíblia revela também que tal mudança é possível. O apóstolo Paulo menciona alguns que haviam sido homossexuais e depois diz, em 1 Coríntios 6:11: “E, no entanto, isso é o que fostes alguns de vós. Mas vós fostes lavados.” Eles mudaram!
No entanto, muitos homossexuais argumentam que não podem mudar. De fato, dizem assim que a Bíblia está errada. Alguns afirmam: “Não posso fazer nada; nasci homossexual.” Ou podem dizer que o homossexualismo é o resultado do modo em que foram criados. Sem dúvida, há muitos fatores sociais e emocionais envolvidos em alguém passar de relações heterossexuais para homossexuais, e a causa básica do homossexualismo talvez nem seja conhecida. Mas, ninguém deve argumentar de modo fatalista que ‘não pode fazer nada’. Por que não?
Porque o peso da informação disponível concorda com a Bíblia: Os homossexuais PODEM mudar. Nada senão a própria pessoa obriga alguém a permanecer homossexual. Parece-lhe esta declaração forte demais? Ora, veja a evidência.
POR QUE NÃO MUDAM
Quando se lê matéria sobre o assunto ou se fala com homossexuais, destaca-se um fato: Os homossexuais querem ser homossexuais. O jornal Tribune de Minneapolis, E. U. A., de 14 de maio de 1972, publicou um artigo muito solidário com o movimento homossexual. Note as observações do escritor:
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