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A febre das discotecas varre o mundoDespertai! — 1979 | 8 de setembro
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disparar, porém, foi o filme Embalos de Sábado à Noite, lançado inicialmente em fins de 1977. Até o ano passado havia rendido Cr$ 3.510.000.000,00, tornando-se um dos maiores sucessos de bilheteria da história do cinema. O álbum da trilha sonora vendeu uns 15 milhões de cópias, sem precendentes, superando o de A Noviça Rebelde como o álbum de maior renda na história do disco. E parece que a febre das discotecas continua a aumentar.
Por Que as Pessoas Vão?
Mais pessoas estão dançando do que em qualquer outro tempo de que se possa lembrar. Por quê? O que as atrai as discotecas?
Escrevendo na revista Harper, Salley Helgesen talvez tenha resumido isso bem. “Prestem atenção”, disse ela, “as discotecas vão ser a próxima IBM. Tem que ser, as pessoas precisam compensar a falta de satisfação na vida, e não há outra coisa.”
É verdade que muitas pessoas derivam pouca satisfação de seu trabalho, da escola, ou de outra faceta de sua vida. Desejam encontrar um escape, livrar-se das inibições, e as discotecas provêem esta oportunidade. Como disse um gerente de discoteca: “Por algumas horas por semana, eles podem desligar-se de tudo e só se embalar, e deixar que a música encha suas cabeças e impulsione tudo o mais. Por um pouco de tempo, eles podem escapar de suas vidas.”
É compreensível que todos necessitemos de alguma distração, uma mudança de ritmo nas nossas atividades regulares. São as discotecas, porém, um lugar benéfico para se desfrutar um divertimento descontraente? Os estudantes dos 20 países, mencionados no início, expressaram sua preocupação quanto a isso. Eles eram Testemunhas de Jeová, representantes de filiais da Sociedade Torre de Vigia, e freqüentavam um curso de recapitulação de cinco semanas, em Brooklyn. Tinham eles razões para se preocupar com a ida de cristãos a discotecas?
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Quais são suas raízes?Despertai! — 1979 | 8 de setembro
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Quais são suas raízes?
AS raízes ou origens de alguma coisa geralmente têm muito que ver com o que produz. E que dizer, então, das discotecas? Quais são suas raízes?
Ficará surpreso. Considere a capa do número de janeiro de 1978 de Discoworld. Anunciando um dos artigos nela, dizia:
A TURMA DAS FESTAS — AS RAÍZES HOMOSSEXUAIS DAS DISCOTECAS
Surpreende-se com isso? Contudo, e verdade que os homossexuais têm tido muito que ver com o desenvolvimento das discotecas. E eles continuam a ser uma grande força por trás delas. O novo livro A Febre das Discotecas (em inglês) publicou uma lista de discotecas e observou:
“Alguns leitores reconhecerão que muitas das discotecas alistadas são clubes ou discotecas homossexuais. A revista ‘Billboard’ [um periódico proeminente do ramo das diversões] estimou que pelo menos 50 por cento das discotecas no país são homossexuais, o que não é de surpreender, visto que o movimento das discotecas teve seu impulso inicial da comunidade homossexual. Invariavelmente, à medida que se espalham as notícias sobre um novo clube homossexual, com decoração e som ostentosos, pessoas normais que querem dançar começam a bater à porta.”
Não se faz esforço para ocultar as conexões homossexuais das discotecas. Pelo contrário, observou o Free Press de Detroit, E. U. A.: “A discoteca provavelmente será lembrada como o primeiro evento cultural onde a participação homossexual foi anunciada abertamente.”
E, mais do que isso, às vezes parece haver um certo orgulho de tais conexões homossexuais. Richard Peterson, um professor de sociologia da Universidade de Vanderbilt, cuja especialidade são as implicações sociais da música contemporânea, observou que no mundo da discoteca ser alguém homossexual “não é apenas aceitável, é até mesmo um tanto chique”.
Realmente tem havido grandes mudanças nos anos recentes nos padrões da moralidade sexual. E as discotecas refletem esta mudança num grau maior do que qualquer outro aspecto da vida moderna. Apontando para este fato, a revista Horizon, de maio de 1977, disse:
“Em dançar um homem com outro, e uma mulher com outra, a discoteca representa uma mudança realmente drástica na convenção social e nas atitudes sexuais.
“Não é nem segredo nem pretexto para tagarelar o fato de que algumas das melhores discotecas na América e na Europa começaram como estabelecimentos homossexuais que passaram a abrir suas portas a qualquer um que quisesse dançar. . . . O fato de algumas discotecas serem homossexuais, ou ‘misturadas’, é observado incidentalmente nos destaques da vida noturna dos principais jornais, que aceitam como naturais certas liberdades que até bem recentemente eram base para escândalo.”
Um Fato Preocupador?
Muitas pessoas, em vez de se preocupar, aplaudem os padrões sexuais mutantes. Alegram-se em ver inibições serem postas de lado e acolhem as novas liberdades sexuais que são tão evidentes entre as pessoas das discotecas. Mas aqueles que têm alta consideração pelos ensinos da Bíblia estão preocupados. Por quê?
Porque, ao invés de aprovar, ou mesmo tolerar o homossexualismo, a Bíblia o condena. Na sua lei à nação de Israel, Deus declarou: “Não te deves deitar com um macho assim como te deitas com uma mulher. É algo detestável.” (Lev. 18:22) Quão sério era esse assunto?
A Palavra de Deus responde: “Quando um homem se deita com um macho assim como alguém se deita com uma mulher, ambos realmente fazem algo detestável. Sem falta devem ser mortos. Seu próprio sangue está sobre eles.” (Lev. 20:13) Sim, era assim que Deus encarava o homossexualismo.
Mudou o ponto de vista de Deus? Considere essa admoestação apostólica aos cristãos: “Não sabeis que os injustos não terão parte no reino de Deus? Não vos enganeis! Nem impudicos, nem idólatras, nem adúlteros, nem depravados, nem homossexuais . . . terão parte no reino de Deus. — 1 Cor. 6:9, 10, Taizé.
Sim, a Palavra de Deus revela claramente que o homossexualismo é errado, e que aqueles que se envolvem nesse proceder na vida não usufruirão as bênçãos de Deus. Em vista disso, pode ver por que superintendentes cristãos expressam preocupação sobre a alastrante popularidade das discotecas?
Mas as discotecas têm outras raízes. Quais são?
Raízes da Música e da Dança
No artigo inicial, foi observado que a música de discoteca é de popularidade recente. Mas os entendidos dizem que suas origens podem remontar a um tempo bem anterior. Num artigo de capa de setembro de 1977, “A Evolução da Música de Discoteca”, Discoworld dizia:
“O que consolida tudo, o que faz ser música de discoteca, de fato, é a batida.
“E saibam os desinformados que a batida da discoteca não começou numa bela manhã de 1965 . . . nem mesmo quando Van McCoy deu o modelo uma década depois com sua versão de ‘The Hustle’. A batida — a base da música de discoteca — é expressão da África.
“Falemos de raízes. Quando vai a uma discoteca hoje em dia, basicamente está participando numa versão 1977 de cerimônias que aconteciam em priscas eras na Costa Oeste da África. É claro que a música de discoteca foi ataviada com os mais avançados aparatos tecnológicos, tais como vinte e quatro canais de gravação, sintetizadores, amplificação ultrapossante, abundância de instrumentos de corda e vocais refinados. Mas retire todos estes acessórios e então estará saracoteando na mesma batida que sem dúvida agitava os ancestrais de Kunta Kinte.”
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