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  • É antiquado ser honesto?
    A Sentinela — 1988 | 15 de fevereiro
    • É antiquado ser honesto?

      A HONESTIDADE como modo de vida — é isso algo antiquado no mundo moderno, abandonado por não mais ser prático ou de valor real? Essa é a impressão que se tem. Veja apenas alguns exemplos de quanto a desonestidade se alastrou, as formas que assume, os níveis a que tem chegado e que onerosa carga se tornou.

      Em anos recentes, calcula-se que os custos da defraudação de impostos na Alemanha Ocidental têm chegado a 10 bilhões de dólares por ano, e na Suécia os custos anuais chegam a 720 dólares por pessoa. Assim, se você mora num desses países, a desonestidade afeta o quanto você paga de impostos. Sonegar imposto de renda é tão comum nos Estados Unidos que o governo perde anualmente uns 100 bilhões de dólares em receitas. Imagine quanto todo esse dinheiro poderia ajudar no pagamento do estonteante déficit orçamentário federal! Ademais, o comércio ilegal rouba do governo americano outros 10 bilhões de dólares. Surrupiar mercadorias custa às lojas nos Estados Unidos 4 bilhões de dólares por ano, o que aumenta o preço das mercadorias. Desonestamente fazer ligações interurbanas com telefone alheio custa aos americanos 1 milhão de dólares por ano.

      No Canadá, “ladrões de tempo”, os que desperdiçam tempo no emprego, custam a seus empregadores 15 bilhões de dólares (canadenses) por ano, “mais de três vezes a perda total através de empregados de ‘mão leve’, desvio de recursos, fraudes de seguro, vandalismo, propinas, incêndios premeditados e outros crimes reais contra as empresas”. Segundo um estudo feito em 1986, o ônus decorrente de tempo roubado nos Estados Unidos é de 170 bilhões de dólares por ano.

      Bem-sucedidas empresas multimilionárias gananciosamente roubam de seus próprios governos. Como? Por vender-lhes utensílios e peças a preços exorbitantes: Chaves Allen de 12 centavos de dólar por 9.606 dólares; transistores de 67 centavos de dólar por 814 dólares; protetores plásticos de pé de cadeira de 17 centavos de dólar por 1.118 dólares. “Estamos falando de algo que representa bilhões de dólares” de prejuízo para o governo, disse um senador norte-americano.

      Acrescido ao acima, maus exemplos em toda a parte, de pessoas proeminentes, desestimulam a honestidade. Como talvez tenha notado, líderes em alguns países mentem, deturpam as coisas, encobrem-nas, e esquivam-se de sua responsabilidade — sim, até mesmo matam políticos rivais e fazem parecer que o culpado seja outro.

      Assim, é antiquado ser honesto? Não é mais a melhor política? É melhor ser honesto apenas porque a Palavra de Deus nos diz que devemos ser honestos? O artigo seguinte é importante para você, se deseja respostas a essas perguntas.

  • O que significa ser honesto?
    A Sentinela — 1988 | 15 de fevereiro
    • O que significa ser honesto?

      SER honesto significa ser fidedigno e isento de fraude. A honestidade exige ser justo nos tratos com os outros — franco, honroso, não enganoso ou desencaminhador. A pessoa honesta é uma pessoa de integridade. Sendo sempre fidedigna, jamais fraudará o seu próximo. Todos nós gostaríamos de ser tratados assim, não é mesmo? Portanto, como seria possível a honestidade tornar-se antiquada?

      O cristão logo percebe nas definições acima por que alguém que professa ser adorador verdadeiro deve ser uma pessoa honesta. (João 4:24) Ela adora a “Jeová, Deus da verdade”. (Salmo 31:5; Tito 1:2) É razoável que apenas “homens verazes” se habilitem para representá-lo. — Êxodo 18:21, Tradução do Novo Mundo — Com Referências, nota.

      A honestidade afeta muitos aspectos da vida, portanto, é compreensível que o apóstolo Paulo dissesse: “Queremos comportar-nos honestamente em todas as coisas.” Isto inclui ser honesto no falar, no trabalho, nos assuntos familiares, nos tratos comerciais e ao atender a quaisquer requisitos legais que o governo nos imponha. — Hebreus 13:18.

      No Que Falamos

      Há muitas maneiras — embora amiúde encaradas como inocentes ou aceitáveis — em que as pessoas não falam a verdade. Falsificam relatórios sobre horas de trabalho, obrigam crianças a mentir a quem bate a porta, dão declarações incorretas a agentes de seguro, mentem ou alegam estar doentes para faltarem ao serviço, para mencionar algumas.

      Às vezes, o que temos de declarar a outros tem de ser por escrito. Por alguma razão, pessoas que jamais mentiriam oralmente acham que a coisa é diferente quando se trata de declarar renda para fins de imposto ou relacionar itens para agentes alfandegários numa fronteira internacional. Este tipo de defraudação custa a todos os que pagam impostos. É isso genuíno amor ao próximo? Além do mais, não têm os cristãos o dever de ‘pagar de volta a César as coisas de César’? — Lucas 20:25; 10:27; veja também Romanos 13:1, 2, 7, 8.

      No nosso falar certamente desejamos imitar o “Deus da verdade”, não “o pai da mentira”. (Salmo 31:5; João 8:44) Homens inescrupulosos talvez recorram à linguagem dúbia para distorcer e enganar. Mas, mentir para o nosso próximo não é amá-lo. Ademais, os mentirosos não têm verdadeiro futuro. — Efésios 4:25; Revelação (Apocalipse) 21:27; 22:15.

      No Emprego

      Prestar um pleno dia de serviço em troca de nosso salário é um requisito razoável e bíblico. (Colossenses 3:22-24) Todavia, muitos milhares de ladrões de tempo desperdiçam tempo de empresas por prolongarem indevidamente os intervalos, por chegarem tarde ao serviço e por saírem mais cedo, por gastarem muito tempo se arrumando após terem chegado ao trabalho, por usarem o telefone da empresa para longas ligações pessoais não autorizadas, por cuidarem de seus próprios assuntos nas horas de serviço, e até mesmo por tirarem cochilos. Todos pagam por esses roubos.

      Outras formas de roubar no emprego incluem apanhar suprimentos e equipamento para uso pessoal. Alguns afirmam que isso nada mais é do que compensar salários inadequados, como que acertando as contas com um empregador mesquinho! Mas, se isso é feito sem o conhecimento ou a permissão do dono ou do empregador, trata-se realmente de uma forma de roubo.

      Em todas essas situações, o verdadeiro cristão aplicará o conselho inspirado: “O gatuno não furte mais, antes, porém [faça] com as mãos bom trabalho, a fim de que tenha algo para distribuir a alguém em necessidade.” — Efésios 4:28; Atos 20:35.

      Mas, que dizer se seu empregador lhe pedir que cometa um ato desonesto ou ilegal e ameaçar demiti-lo caso não o faça? Alguns exemplos: Cobrar de um cliente a troca de peças que realmente não foram colocadas no veículo; colocar mercadoria mais barata e de qualidade inferior em caixas de embalagem, para que os consumidores paguem mais; remarcar preços “para baixo” quando na verdade os preços originais eram os mesmos ou inferiores. Muitos empregados encarariam isso como assunto de responsabilidade do empregador, não dos empregados. O que fazem as Testemunhas de Jeová diante duma situação assim? Daryl J——— conta:

      “Quando eu trabalhava como encarregado do controle de recebimento de mercadorias numa mercearia, a gerência pediu-me que eu aumentasse a margem de lucro sem onerar os preços. Algumas sugestões para conseguir isso foram: Indicar um peso falso em certos produtos, e entregar a fornecedores notas de crédito adulteradas. São práticas comuns, mas desonestas.”

      Daryl recusou-se a falsificar e fraudar. (Provérbios 20:23) Algumas semanas depois foi demitido. Foi insensatez de sua parte expor a sua família aos efeitos de seu desemprego? Arrependeu-se de ter sido honesto? Não, porque, ao saber do ocorrido, uma co-Testemunha arranjou-lhe emprego. Daryl disse: “Dentro de três ou quatro semanas eu voltava a sustentar a mim mesmo e a minha família por meios honestos. Considero um privilégio ser abençoado por Jeová por manter a minha integridade para com ele.”

      Por outro lado, você talvez consiga um emprego por ser honesto. Um agente duma bem conhecida companhia internacional de seguros aconselhou o proprietário de uma movimentada loja no centro de Toronto, Canadá, a acabar com seus problemas com empregados que roubam por contratar Testemunhas de Jeová. O agente explicou: ‘Quando eu estava em outra cidade, recebendo treinamento para o serviço de seguros, descobri que entre seus clientes havia uma grande cadeia de supermercados que contratava apenas Testemunhas de Jeová para reabastecer as prateleiras à noite. Eles tiveram algumas experiências negativas com outros trabalhadores, mas não perderam um item sequer desde que deram chaves às Testemunhas para entrarem ao prédio para fazer o reabastecimento após o expediente.’

      Outras Maneiras de Ser Honesto

      Ao tomar dinheiro emprestado, o tomador em geral mostra-se humilde e respeitoso, bem como reafirma a sua intenção de devolver e agradece a ajuda. Mas, quando chega a época de saldar a dívida, alguns tomadores de empréstimo mudam surpreendentemente de atitude. É comum então observar-se ira, hostilidade, queixas de ser pressionado a pagar, e queixas de que o credor não é misericordioso. Aos olhos do tomador do empréstimo o generoso emprestador vira monstro! Mas, a Bíblia diz que ‘quem toma emprestado e não paga é iníquo’. (Salmo 37:21; Romanos 13:8) É especialmente assim quando a pessoa que tomou emprestado não faz esforço algum para pagar nem mesmo quantias modestas para mostrar boa vontade, talvez nem mesmo fazendo empenho para se comunicar com o emprestador.

      Na vida familiar, exige-se honestidade em muitos aspectos: O cabeça da família deve ser honesto com sua esposa no que concerne a seus rendimentos e assuntos financeiros; a esposa deve ser honesta com ele quanto a como gasta o dinheiro da família; ambos devem ser íntegros, incluindo limitar seu interesse sexual a um pelo outro; os filhos farão bem em ser honestos e obedientes quanto às suas companhias e formas de diversão, condizentes com a vontade expressa de seus pais. — Efésios 5:33; 6:1-3.

      De tudo o que se disse, deve ficar claro que o cristão genuíno precisa ‘renunciar à injustiça’ — as obras iníquas e os maus frutos que acompanham a desonestidade, a mentira, o engano, a fraude e a corrupção moral. — 2 Timóteo 2:19; Romanos 2:21-24.

      Recompensas e Benefícios

      A probidade e a retidão, o tratar os outros com veracidade, promovem a honestidade. Desenvolve-se assim um clima de confiabilidade, que conduz a atitudes e relacionamentos sadios. A honestidade também provê uma atmosfera para uma vida confiante, livre de atitude defensiva que consome tempo e energia, criada pela suspeita, pelas dúvidas e temores a respeito de outros. — Veja Isaías 35:8-10.

      A honestidade contribui para termos uma consciência limpa, essencial para que sejamos aceitáveis para ‘prestar serviço sagrado ao Deus vivente’. (Hebreus 9:14; 1 Timóteo 1:19) Ela nos dá paz mental, que resulta em bom sono à noite. Faz com que possamos encarar outros sem constrangimento. Ser honesto elimina o atormentador medo de ser apanhado. Assim, conservamos a dignidade humana e o amor-próprio. Como poderia isso algum dia se tornar antiquado ou imprático?

      Portanto, muitos benefícios e recompensas atuais advirão a nós, e a outros, se formos pessoas honestas. Mas, acima de tudo, devemos querer ser honestos não apenas porque esta é a melhor política, ou porque ordena-se que sejamos honestos, mas porque amamos o nosso Pai Jeová. Queremos conservar a nossa preciosa relação com ele e ter a Sua aprovação. Queremos ser honestos também porque dessa forma expressamos amor ao próximo. Assim, dito de maneira simples, ser cristão verdadeiro significa ser honesto. — Mateus 22:36-39.

      O salmista disse: “Ó Jeová, quem será hóspede na tua tenda? Quem residirá no teu santo monte? Aquele que anda sem defeito e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração. . . . Não fez nenhum mal ao seu companheiro.” (Salmo 15:1-3) Se levarmos uma vida honesta como adoradores de Jeová, então, quando ele merecidamente acabar com o atual sistema injusto, e quando ‘a tenda de Deus estiver com a humanidade’, estaremos entre os que usufruirão as bênçãos eternas como seus ‘hóspedes’. Naquele tempo, nós nunca seremos “ultrapassados”! — Revelação 21:1-5.

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