-
Os atrativos da honestidadeDespertai! — 1975 | 8 de junho
-
-
de algum que devolvesse uma toalha. Nosso inventário indica que mais de 500 ‘faltavam’ no último ano. Foi um prazer receber notícias suas e aguardamos vê-la de novo.”
Que excelente testemunho da honestidade desta cristã! Todavia, milhares de cristãos verdadeiros desenvolveram, como ela, o desejo de ser honestos nestes sentidos.
Em toda parte de sua vida, a pessoa deve deixar que a honestidade seja um fator controlador. E, à medida que a pessoa se torna mais sensível em questões de honestidade, deve também aprender outra coisa. O que é? O equilíbrio.
Conceito Equilibrado
A pessoa que se respeita não deseja uma reputação de ser ladrão — grande ou pequeno. Mas, por outro lado, não se interessa em ser conhecida, talvez até mesmo entre seus próprios irmãos cristãos, como fanática. Assim, vem a aprender que o que constitui “roubo” nem sempre é algo tão simples assim. Ao aplicar princípios em sua vida diária, logo verifica haver muitas áreas obscuras.
O cristão sabe que o oitavo dos Dez Mandamentos diz simplesmente: “Não deves furtar.” (Êxo. 20:15; Mat. 19:18; Rom. 13:9) Em muitas partes da vida, tais palavras são muito fáceis de se compreender e aplicar, como no caso do motorista de táxi e as jóias. Mas, suponhamos que uma pessoa se ache numa cabine de telefone público; quando termina seu telefonema, sua moedinha ou ficha, ao invés de descer na caixa de moedas, lhe é devolvida. O que fazer então? Seria desonesto ficar com a ficha ou com a moeda?
Bem, será que qualquer ‘Sim’ ou ‘Não’ abrangerá todas as situações? Alguns talvez afirmem que não se deveria ficar com a ficha ou com a moeda. Mas, outrem talvez se lembre que, várias vezes, o mesmo telefone não completou a ligação e, mesmo assim ficou com seu dinheiro. Ficar ou não com a ficha ou com a moeda — não seria algo que a pessoa, sabendo as circunstâncias, deveria decidir por si mesma?
Ou, considere outra ilustração. Seria fácil criticar alguém porque “leva” alguns lápis do escritório onde trabalha. Mas, certas firmas incentivam os empregados a espalhar canetas e lápis com o nome da firma, como forma de publicidade.
E, o que dizer quando um comprador e um vendedor pechincham? Em alguns países, a pessoa que vende a mercadoria, digamos, um cobertor, fixa um preço para ele que é propositalmente mais alto do que vale. O comprador, por outro lado, talvez creia que o cobertor vale certa quantia. Mas, sabe que seria tolo oferecer tal preço de imediato, visto que pechinchar exige o tomar lá e dar cá: o vendedor usualmente baixa o seu preço somente quando o comprador sobe sua oferta, até que uma soma mutuamente satisfatória seja alcançada.
Se fosse o comprador, consideraria a si mesmo desonesto só porque sua primeira oferta é inferior ao que sabe ser o verdadeiro valor do cobertor? É um tanto “mais honesto” começar com o preço que sabe que vale e então ser obrigado a pagar mais? Ou, então, se fosse o vendedor, deveria sempre esperar que as pessoas lhe comprassem coisas com prejuízo de sua parte porque recusou-se a começar com um preço mais alto? Isso dificilmente pareceria razoável. Comumente, nenhum dos dois, nem o comprador nem o vendedor, sabe de antemão qual será o preço final aceitável a ambas as partes. Pechinchar é simplesmente a forma costumeira de determiná-lo.
Como mostram estes poucos exemplos, o equilíbrio é obrigatório. O cristão maduro sabe que a Bíblia diz: “Não deves furtar.” Ao mesmo tempo, está a par das circunstâncias que têm de ser consideradas ao procurar diligentemente aplicar tal lei em sua vida. Deve saber, também, que cada um ‘colhe o que semeia’. (Gál. 6:7) Se a pessoa adotar um conceito muito liberal, alguns talvez se inclinem a duvidar de sua fidedignidade numa situação difícil. Se for muito inflexível, talvez se torne irrealístico.
À base das experiências de sua própria vida, o cristão sabe que fatores que outros não podem ver talvez influam nas suas decisões em assuntos que envolvam a honestidade. Assim, não será pronto demais a condenar o que outros fazem em circunstâncias pessoais similares. Antes, creditará a concristãos o desejo sincero de realizar todos os seus assuntos de modo honesto. Este proceder considerado é coerente com o que Jesus disse: “Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles.” — Mat. 7:12.
As testemunhas de Jeová se destacam em contraste com o mundo. Ao passo que o mundo goza duma reputação de desonestidade, as Testemunhas se empenham em ser exatamente o contrário. O quadro geral que apresentam ao mundo é o de honestidade. O fato de que elas, diferentes da maioria do mundo moderno, inclinado para a desonestidade, estão até mesmo dispostas a fazer valer os princípios em suas vidas, como os ilustrados acima, é em si mesmo algo maravilhoso.
Quantas pessoas conhece que se empenham sinceramente em ser honestas em todos os assuntos? Imagine só associar-se com 50, 100 ou 200 pessoas que o façam. Essa é a experiência feliz das testemunhas de Jeová, que chegam a conhecer umas às outras em seus Salões do Reino locais ao redor do mundo. Consideram umas às outras como irmãos e irmãs e sentem a mesma confiança como se fossem membros de uma única família calorosa. Não lhe atrai isso?
Se assim for, por que não se associa com elas em seus Salões do Reino? Observe por si mesmo o que as torna diferentes.
-
-
Boa impressãoDespertai! — 1975 | 8 de junho
-
-
Boa impressão
OS PAIS sabem quão “impressionáveis” são os filhos pequenos. Algumas das experiências que eles têm talvez pareçam bem pouco importantes para os adultos. Todavia, destas experiências na infância, os jovens podem derivar lições que perduram por toda a vida.
Certo cristão numa assembléia de distrito das testemunhas de Jeová em San Antonio, Texas, ajudou a fornecer tal lição — de honestidade — a um garoto de 10 anos. Este garoto assistia à assembléia junto com os pais, e, após o fim das sessões do dia, foi andando com eles através do parque de diversões do “Hemisfério” a caminho de seu motel. Não muito depois, a Sociedade Torre de Vigia (EUA) recebia a seguinte carta deste jovem:
“Apreciei a Assembléia de Distrito ‘Nome Divino’. Os departamentos funcionaram muito bem. Algo estranho aconteceu quando eu me dirigia para o motel. Minha carteira nova caiu do meu bolso. Fiquei muito aborrecido. Minha carteira continha 3 dólares e o cartão-passe para a biblioteca. Fomos a San Antonio e andamos por todo o parque do hemisfério. No dia seguinte, fui procurá-la no Departamento de Perdidos e Achados da assembléia. Não estava lá. Verifiquei uns 30 minutos depois. Voltei de novo. Lá estava ela. . . .
“Que Jeová Esteja com os Irmãos.
[Assinado]”
Que ótimo é quando a pessoa, por manifestar o cristianismo pode fornecer tal lição de honestidade para um jovem!
-