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Até que ponto iria para salvar as aparências?A Sentinela — 1981 | 1.° de maio
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Até que ponto iria para salvar as aparências?
CONSEGUE ver alguma relação entre cometer o haraquiri e “não ficar atrás dos vizinhos”? Ou entre endividar-se muito para custear uma suntuosa cerimônia religiosa e negar-se a admitir ser vencido em qualquer debate? A relação entre essas coisas provavelmente seja que cada uma delas é motivada pelo desejo de salvar as aparências ou de “salvar a face”, conforme dizem os orientais.
O que é “salvar a face”? Na língua chinesa, a palavra “face” tem a conotação de “honra”. Assim “salvar a face”, ou salvar as aparências, significa “preservar a honra ou o amor-próprio”, especialmente quando ameaçado pela “vergonha”. É isso errado? Ora, conservar o amor-próprio não necessariamente é errado. Quando Jesus nos ordenou a ‘amar o próximo como a nós mesmos’, deu a entender que haveria certa medida de preocupação com nós mesmos. (Mat. 22:39) Ter amor-próprio nos ajudará a nos mantermos limpos, fidedignos e honestos. Quem quer ser considerado sujo, desonesto e indigno de confiança?
Entretanto, salvar as aparências vai mais além. Sugere que nossa reputação ou honra é a coisa mais importante. No Japão, por exemplo, segundo certo observador, “a desonra ocupa o lugar de influência . . . que a ‘consciência limpa’, ‘ser justo para com Deus’ e evitar o pecado ocupam na ética ocidental”. Para evitar a vergonha, ou salvar as aparências, a pessoa estaria disposta a fazer sacrifícios, assim como o cristão faria sacrifícios para manter a consciência limpa. Já houve o tempo, no Japão, quando alguns cometiam até mesmo haraquiri, uma forma bastante desagradável de suicídio, quando ameaçados pela vergonha. Iria a tal ponto para salvar as aparências?
O QUE AS PESSOAS FAZEM PELAS “APARÊNCIAS”
No Oriente, algumas pessoas ainda cometem suicídio quando notam que sua “honra” está ameaçada, embora normalmente não o façam mais por meio do haraquiri. Também fazem outros sacrifícios. Em algumas regiões, num dia de festividade budista, é comum as famílias gastarem a inteira quota de alimentos de uma semana, numa só refeição cerimonial, a fim de não perder a dignidade perante seus vizinhos. Em outros lugares, um homem talvez leve o visitante ao restaurante mais caro da cidade para ser hospitaleiro. Ele, provavelmente, não pode arcar com tal despesa, e é provável que o visitante preferiria comer em casa. Mas o anfitrião acha que precisa fazer isso, a fim de salvar as aparências.
Num certo país, é costume, quando a filha dum homem se casa, ele fornecer uma casa mobiliada para os recém-casados. O pai ganha “dignidade” se a mobiliar muito bem. Por isso, alguns se endividam muito para fazê-lo. O noivo geralmente dá um dote pela sua nova esposa. Para ganhar “dignidade”, o rapaz talvez se endivide também para dar um grande dote. Entretanto, o pai da noiva, que possivelmente já esteja endividado após fornecer a casa mobiliada, provavelmente devolva o dote. Não desejará perder a dignidade por aceitar o dinheiro.
Iria a esse ponto para salvar as aparências? Muitos vão. Também, há outras maneiras de a pessoa ser influenciada pelo desejo de salvar as aparências. Num país oriental, quando uma pessoa deseja tornar-se um cristão, ela é amiúde acusada de trazer desonra à família por “juntar-se a uma religião ocidental”. Naturalmente, o cristianismo não é uma “religião ocidental”, mas é assim que é encarado por lá. Mesmo não querendo causar ofensa desnecessária, obviamente não seria sábio refrear-nos de fazer o que sabemos ser correto, só por causa das “aparências”.
TENDÊNCIA MUNDIAL
A tendência de querer salvar as aparências não é somente vista no Oriente; é mundial. Tome, por exemplo, aquilo que se chama “não ficar atrás dos vizinhos”. Considere o homem que possui um carro que se ajusta perfeitamente as necessidades dele. Certo dia, o vizinho compra um modelo novo e caro. O homem, que antes estava muito satisfeito com seu veículo, fica agora dessatisfeito. Por quê? Tem vergonha dele. O carro novo do vizinho faz o seu parecer velho. Por isso, compra um novo automóvel que nem precisa e nem se pode dar ao luxo de ter. O motivo, ser envergonhado perante os vizinhos, é bem similar ao que levou certos orientais a cometerem o haraquiri.
Por outro lado, sentiu-se alguma vez indignado quando alguém lhe deu conselho ou correção? Pensou consigo mesmo: “Isso não é justo! Afinal, quem é ele para me criticar? Ele mesmo não é grande coisa!” Estava justificando-se. Por quê? Porque seu orgulho, ou honra, foi ferido.
Às vezes, alguém talvez faça um grande sacrifício num esforço de salvar as aparências. Talvez cometa um pecado grave. Não consegue admitir isto perante outros e esclarecer o assunto. Quando o erro vem à luz de alguma forma, e cristãos maduros o consideram com ele, nega a coisa toda. Por causa da vergonha ou da obstinação, ele está até mesmo disposto a separar-se da congregação cristã, colocando assim em perigo sua relação com o Criador e sua esperança de vida eterna. Iria a esse ponto para salvar as aparências?
Mas, e se alguém pecar contra você? Consegue facilmente perdoar? Ou exige “justiça”? Pode acontecer às vezes de um cristão pecar contra outro. A pessoa ofendida apresenta o assunto aos anciãos congregacionais, e o pecador é repreendido e restabelecido. Mas, a pessoa contra quem se pecou não consegue esquecer o assunto. Acha que os anciãos foram clementes demais e que os danos pessoais sofridos não foram levados bastante a sério. Por que raciocina desta forma? Será que seu senso de dignidade ferida lhe é mais importante do que o restabelecimento dum irmão que errou? Em outras palavras, “salvar as aparências”, ou honra, exige que se faça o pecador sofrer?
Poder-se-iam mencionar muitos outros exemplos. Já se confrontou com alguém que se recusa a admitir que está errado, mesmo quando os fatos são claros como a água para qualquer pessoa? Ou, conhece alguém que não gosta de receber sugestões, que fica magoado e ofendido quando dá uma sugestão que não é aceita pelos outros, ou que é obstinado e inflexível em suas opiniões? Conhece alguém que é demasiadamente orgulhoso do seu emprego prestigioso ou de seu alto nível de instrução, ou, ao contrário, envergonha-se de não ter tanta instrução? Todas estas características podem ser manifestações duma preocupação com as “aparências”, ou a honra pessoal.
Portanto, o cristão fará bem em perguntar-se: “Até que ponto iria para salvar as aparências? De fato, como deveria encarar a questão toda, de salvar as aparências?”
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O conceito equilibrado sobre salvar as aparênciasA Sentinela — 1981 | 1.° de maio
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O conceito equilibrado sobre salvar as aparências
A BÍBLIA indica que o desejo de salvar as aparências é quase tão antigo quanto a humanidade. De fato, o próprio primeiro pecado humano foi seguido de uma tentativa de salvar as aparências.
Talvez esteja familiarizado com o modo como Adão e Eva, nossos primeiros pais, pecaram contra Deus por comerem do fruto proibido. Por fim, tiveram que responder pelo crime. A reação deles foi interessante. Quando Adão foi obrigado a confessar, ele tentou culpar Eva e até mesmo o próprio Jeová Deus. Disse: “A mulher que me deste para estar comigo, ela me deu do fruto da árvore e por isso o comi.” Eva também tentou esquivar-se da culpa. Disse: “A serpente — ela me enganou e por isso comi.” — Gên. 3:8-13.
Ficou alguma vez tentado a agir duma maneira similar? Quando se confrontou com algo que fez de errado, tentou culpar outros? Alguns preferem fazer qualquer coisa a dizer abertamente: “Sinto muito. Eu estava errado.” Entretanto, tentar salvar as aparências não muda os fatos. Adão e Eva foram punidos pelo pecado apesar de suas desculpas. — Gên. 3:16-19.
Ananias e Safira foram outro casal excessivamente preocupado com as “aparências”. Tentaram enganar a primitiva congregação cristã por contar uma flagrante mentira, querendo aparentemente aumentar sua reputação, suas “aparências”, entre os concrentes. Deus demonstrou seu desagrado quando causou a morte deles. (Atos 5:1-11) Não encararia Jeová o assunto numa luz similar hoje, por exemplo, se um cristão afirmasse falsamente estar fazendo mais do que realmente faz no serviço de Deus? Ou, não se desagradaria Jeová se, de qualquer outro modo, tentássemos aparentar enganosamente ser diferentes do que realmente somos? — Tia. 3:17.
PRECISA O CRISTÃO SALVAR AS APARÊNCIAS?
Ficar preocupado com as “aparências” parece surtir na maioria das vezes maus resultados. Isto se dá porque está baseado numa premissa errada. Presume que a reputação da pessoa é de suprema importância. Isto não é correto. Também, salvar as aparências pode estar baseado no orgulho, ou num conceito exagerado sobre o próprio valor da pessoa. Isto não agrada a Jeová. — Prov. 16:18.
De fato a Bíblia diz: “Um nome é melhor do que bom óleo.” (Ecl. 7:1) Isto, porém, se refere à reputação que a pessoa conquista, particularmente aos olhos de Jeová, durante uma vida de boas obras. Não tem nada a ver com o respeito que a pessoa exige dos outros, quer mereça, quer não.
Também é verdade que, para ser ancião cristão, o homem precisa ter “testemunho excelente de pessoas de fora”. (1 Tim. 3:7) Este “testemunho excelente”, porém, é devido à sua conduta cristã e à família bem ordeira, não por ter um grau de estudo superior, um emprego de prestígio, ou gastar muito dinheiro com os amigos.
Evidentemente, Jesus Cristo não estimou demasiadamente suas próprias “aparências” perante outros. Quando pregou aos pobres, aos cobradores de impostos e aos pecadores, em vez de associar-se com os líderes religiosos, parece ter-lhe custado um bocado das “aparências” aos olhos daqueles homens orgulhosos. (João 7:45-48) Mas, Jesus não deixou de fazer a vontade de seu Pai celestial, porque não buscava glória para si mesmo. De fato, ele disse em certa ocasião: “Se eu glorificar a mim mesmo, a minha glória não é nada.” (João 8:49-54) Contentava-se em esperar que seu Pai o glorificasse. Contudo, as ações de Jesus granjearam-lhe excelente reputação perante Deus e homens de mentalidade correta.
O mesmo se dá conosco. Tentarmos glorificar a nós mesmos, especialmente por ocultar coisas, ou dar uma aparência falsa, é claramente errado e, no fim das contas, de nenhum valor. É muito melhor estarmos preocupados com o modo como Deus nos considera. O próprio Jesus disse: “Felizes sois quando vos vituperarem e perseguirem, e, mentindo, disserem toda sorte de coisas iníquas contra vós, por minha causa. Alegrai-vos e pulai de alegria, porque a vossa recompensa é grande nos céus.” — Mat. 5:11, 12.
Jesus passou por esta experiência, especialmente depois de preso. Os líderes religiosos levaram-no a julgamento e tentaram manchar sua reputação por meio de falsas testemunhas. Depois foi caçoado e zombado. Forçaram-lhe sobre a cabeça uma coroa de espinhos, e colocaram nele um manto de púrpura, zombando de ele ser rei. (Mar. 14:55-65; 15:17-20) Depois, enquanto Jesus agonizava, os governantes satisfeitos ficaram em volta da estaca de tortura zombando dele. Até o modo como morreu era considerado pelos judeus como bastante vergonhoso. (Luc. 23:32-38; Gál. 3:13) Em tudo isto, tentou Jesus defender sua reputação ou salvar as aparências? Não. Antes, as Escrituras nos dizem que ele ‘desprezou a vergonha’. (Heb. 12:2) A glorificação do nome do seu Pai era, aos seus olhos, muito mais importante. (João 17:4, 11) E pelo excelente proceder de conduta, a recompensa de Cristo foi deveras grande nos céus. Que exemplo notável para nós hoje! — 1 Ped. 2:21, 22.
COMO LIDAR COM O PROBLEMA DAS “APARÊNCIAS”
Então, como deve o cristão lidar com o problema de salvar as aparências? Realmente, há dois aspectos do assunto a considerar: nossos tratos com outros, e o conceito que fazemos sobre nós mesmos.
Nos tratos com outros, o cristão deve procurar evitar colocá-los em situações em que se sintam obrigados a tentar salvar as aparências. (Mat. 7:12) Portanto, o amor e a empatia farão com que o superintendente que dá conselho ou correção o faça bondosamente e com consideração — com um “espírito de brandura”. (Gál. 6:1) O cristão que prega as “boas novas” a um descrente o fará com tato, “com temperamento brando e profundo respeito”. (1 Ped. 3:15) Assim, não ferirá nem causará embaraço ao descrente quando este disser coisas que não são exatas ou descobrir que são falsas as crenças que tivera. Além disso, o cristão não deve prejudicar a reputação de outro por espalhar mexericos nocivos a seu respeito. — Pro. 16:28.
Quando consideramos a nós mesmos, temos de reconhecer que requer madureza cristã para evitar a armadilha de salvar as aparências. Até mesmo Jó caiu nela. Reconhecemos que ele estava sob grande pressão. Seus padecimentos incluíram uma doença horrível, a perda da família e a dissuasão por parte da esposa. Depois, vieram três supostos amigos e o acusaram de ter pecado em segredo. Então foi que Jó irrompeu em vigorosa autojustificação. Declarou “justa a sua própria alma em vez de a Deus”. (Jó 32:2) Mas, quando Jó ouviu o raciocínio sábio de Eliú e especialmente as advertências do próprio Jeová, seu modo de pensar entrou nos eixos. Então, Jó deu glória a Deus, em vez de procurar salvar as aparências e tentar justificar-se. Em resultado, foi ricamente abençoado. — Jó 42:1-6, 12, 13.
Portanto, o cristão precisa examinar a si mesmo cuidadosamente. É amiúde difícil reconhecer que o problema é realmente salvar as aparências. É provável que, ao tentar enganar a outros, tenhamos também conseguido enganar a nós próprios. O coração é traiçoeiro e pode fazer isso a nós. (Jer. 17:9) Isto se dá, em especial, quando estamos sob pressão emocional ou somos colocados de repente numa situação difícil. Entretanto, uma análise, com oração, de nossos pensamentos nos ajudará a compreender a verdadeira situação. (Sal. 139:23, 24) Uma vez que reconhecemos isso, podemos ser ajudados, como Jó, a ter nosso equilíbrio restabelecido pela Palavra de Deus e pelos nossos irmãos cristãos.
Amiúde não é a opinião dos opositores que nos preocupa, mas a das pessoas achegadas a nós. Pela causa das “boas novas”, o cristão maduro talvez suporte zombaria em sua comunidade. Mas, talvez ache difícil admitir um erro ou confessar um pecado dentro da congregação, e, como imagina, correr o risco de perder o respeito de seus concristãos. Talvez fique muito embaraçado se seus filhos fizerem algo de errado, e talvez tente encobrir isso.
Isto pode acontecer até mesmo com um superintendente cristão. Entretanto, um ancião nesta situação, que confessa abertamente seu problema, está realmente contribuindo para o benefício da congregação e dando um exemplo para os outros. Os de mentalidade correta o respeitarão pela honestidade. Por outro lado, tentar evitar a culpa, ou encobrir o que ele ou sua família fizeram, é covardia. Pode também levar a mentiras. Ambas são detestáveis para Deus. — Rev. 21:8.
TRÊS QUALIDADES CRISTÃS VALIOSAS
Portanto, precisamos cultivar qualidades que nos ajudarão a superar o desejo de salvar as aparências. Quais são elas? Bem, a honestidade é uma. (Heb. 13:18) Se prezarmos a honestidade, não desejaremos aparentar o que não somos, como quase sempre está envolvido quando se tenta salvar as aparências. Pode ser difícil. Este é o motivo de podermos precisar também de humildade e coragem para nos ajudar a permanecer honestos, tanto com nós mesmos como com outros. (Pro. 15:33; 1 Cor. 16:13) Além disso, a humildade superará o orgulho falso que nos faz querer salvar as aparências em primeiro lugar.
Sim, a coragem, a honestidade e a humildade nos ajudarão a evitar a armadilha de salvar as aparências. Paulo disse que alguns o consideravam tolo. (1 Cor. 4:10) Importa-se que as pessoas o considerem como tolo, se souber em seu coração que está fazendo a vontade de Deus? Ou o impedirá o medo da opinião dos outros de fazer o que é correto? Os adolescentes, em especial, necessitam de coragem, honestidade e humildade para defenderem princípios corretos, em vez de procurarem salvar as aparências e seguir as massas. — 1 Ped. 4:4.
Jesus equiparou os que servem a Deus a “escravos imprestáveis”. (Luc. 17:10) Considera-se desta maneira? Ou acha que é bastante importante? Paulo nos incentivou a ‘não pensarmos mais em nós mesmos do que é necessário pensar’. (Rom 12:3) Incentivou-nos também a não fazer “nada por briga ou por egotismo, mas, com humildade mental, considerando os outros superiores” a nós. — Fil. 2:3.
As Escrituras indicam claramente que não há lugar dentro da congregação cristã para o salvar as aparências, ou a obtenção de honra para nós próprios. As importantes qualidades cristãs da humildade, da coragem e da honestidade são inteiramente opostas a salvar as aparências. Talvez não seja fácil pensar desta maneira, especialmente se fomos criados numa civilização que preza acima de tudo salvar as aparências. Mas, com a ajuda do espírito santo de Deus, os cristãos podem fazer mudanças no seu modo de agir. Até mesmo a ‘força que ativa a mente deles’ pode mudar, se realmente o quiserem. (Efé. 4:23) Portanto, fique alerta aos perigos de salvar as aparências. Compreenda que essa é uma armadilha da carne decaída, e, de todos os modos, evite-a!
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Os anais assírios lançam luz sobre o reinado de OséiasA Sentinela — 1981 | 1.° de maio
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Os anais assírios lançam luz sobre o reinado de Oséias
A BÍBLIA relata que Oséias formou uma conspiração contra o Rei Peca e “começou a reinar em seu lugar no vigésimo ano de Jotão, filho de Uzias”. (2 Reis 15:30) O 20.º ano deve ser evidentemente entendido como designando o período que se passou desde que Jotão se tornara rei. O reinado efetivo de Jotão foi de 16 anos. — 2 Reis 15:32, 33.
Embora começasse a reinar no quarto ano de Acaz, sucessor de Jotão, aparentemente Oséias não foi plenamente reconhecido como rei sobre Israel senão alguns anos mais tarde. De acordo com 2 Reis 17:1, Oséias tornou-se rei no 12.º ano de Acaz. Os anais de Tiglate-Pileser III lançam luz sobre a possível razão disso. Certa inscrição incompleta do reinado deste monarca reza: “Todos os seus habitantes (e) seus bens levei para a Assíria. Eles [os israelitas] depuseram seu rei Peca . . . e eu coloquei Oséias . . . como rei sobre eles.” (Ancient Near Eastern Texts, editado por James B. Pritchard, 1955, p. 284) Portanto, é bem possível que foi com o apoio assírio que Oséias estabeleceu o pleno controle sobre Israel, desde a capital, Samaria.
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