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  • Não despreze o homem de poucos meios
    A Sentinela — 1977 | 15 de novembro
    • os ricos para obter vantagens egoístas. As “palavras lisonjeiras” ou o “fingimento para cobiça” não podem ser harmonizados com a piedade. — 1 Tes. 2:5.

      QUAL É O CONCEITO DE DEUS SOBRE ISSO?

      Será que a riqueza faz diferença aos olhos de Jeová Deus? Podemos oferecer-lhe alguma coisa de valor, que ele já não possua? Absolutamente não! Visto que ele “fez o mundo e todas as coisas nele”, pode reivindicar legitimamente o direito de posse de todas as riquezas existentes. (Sal. 50:7-12; Atos 17:24) Qualquer tentativa de comprar o favor de Deus sem trabalho sincero e piedoso não é nada mais do que suborno. Mas, “com Jeová, nosso Deus, não há injustiça, nem parcialidade, nem aceitação de suborno”. (2 Crô. 19:7) A riqueza não é de nenhuma vantagem no julgamento feito por Deus.

      Ao mesmo tempo, a pobreza não é impedimento. Os pobres não precisam temer que a sua condição humilde os desqualifique da boa vontade de Deus. O Salmo 69:33 assegura que Jeová “está escutando os pobres”. Aos olhos de Deus, não há nada que distinga preferencialmente o rico do pobre. “Encontraram-se o rico e o de poucos meios. Aquele que fez a todos eles é Jeová.” (Pro. 22:2) Ao fazer julgamento, Jeová não examina a carteira de dinheiro da pessoa. Ele “esquadrinha o coração, . . . para dar a cada um segundo os seus caminhos”. — Jer. 17:10.

      Jesus Cristo encara as questões exatamente assim como seu Pai. Cristo convidou a todos para virem a ele para obter revigoramento espiritual, quer sejam ricos, quer pobres, escravos ou livres. (Mat. 11:28) Tanto ricos como pobres tiraram proveito de seu ensino e de seus milagres. Os mais ricos não receberam nem mais nem menos do que os mais pobres. Todos receberam a mesma oportunidade de ouvir e aceitar as boas novas, e Jesus ensinou-lhes a amarem seu próximo como a si mesmos. — Mat. 22:39.

      Visto que a maioria dos ricos não fizeram caso de Jesus, os pobres e os humildes foram os mais beneficiados pelo tempo e a atenção que lhes concedeu. Ele condenou os escritas e fariseus hipócritas, porque demandavam avidamente o melhor para si mesmos. (Mat. 23:2-7) Também, não tolerava nenhuma tentativa de seus discípulos, de obterem mais destaque sobre os outros.

      DAR HONRA UNS AOS OUTROS

      Se havemos de ser julgados favoravelmente por Jeová Deus, temos de tratar os outros eqüitativa e imparcialmente. “Quem caçoa daquele que tem poucos meios realmente vitupera Aquele que o fez”, ao passo que “aquele que mostra favor ao pobre O está glorificando”. (Pro. 17:5; 14:31) Jeová recompensa aqueles que mostram consideração para com os outros que estão em necessidade, e “quem dá àquele de poucos meios não terá carência”. (Pro. 28:27) Nossa adoração pode ter pouco significado se agirmos com “parcialidade”, rebaixando assim os outros. — Tia. 3:17.

      Por conseguinte, os cristãos podem com felicidade transmitir as boas novas do reino de Deus a todos os que escutam. Estão tão dispostos a visitar os lares humildes, nos bairros mais pobres, como estão a ir às residências imponentes dos abastados. Cada pessoa é encarada como uma das muitas pelas quais Jesus deu a sua vida. (Mat. 20:28) Todo aquele que demonstrar qualidades de ovelha tem o direito de receber todas as provisões espirituais feitas pela congregação cristã.

      Dentro da congregação, não há lugar para favoritismo. No primeiro século E. C., os que mostraram favoritismo para com os ricos foram vivamente denunciados como praticando algo pecaminoso. (Tia. 2:1-9) Tanto os humildes como os ricos devem receber atenção espiritual e cuidados, sem parcialidade. — Lev. 19:15.

      Aqueles que têm poucos meios são parte integrante da congregação. Por isso, não se deve fazer com que se sintam ‘excluídos’, por haver “panelinhas” entre certas pessoas. Os “pobres” estavam entre aqueles que Jesus recomendou fossem convidados para um banquete, como demonstração de genuína hospitalidade. (Luc. 14:12-14) E, naturalmente, se alguns cristãos tiverem adquirido bens materiais que outros de seus concrentes não podem ter por falta de meios, os afluentes não farão ‘ostentação dos seus meios de vida’. — 1 João 2:16.

      Portanto, como faz a estimativa do valor dum homem? Olhe de perto para o que ele é, e não para o que ele tem. Avalie-o pelo seu bom êxito em cultivar qualidades cristãs. É ele alguém que teme a Jeová? (Sal. 111:10) Tem forte fé? (Heb. 10:38, 39) É hospitaleiro? (Rom. 12:13) Mostra bondade e a disposição de perdoar aos outros? (Efé. 4:32) É conhecido pela sua conversa veraz e salutar? (Efé. 4:29; Tito 2:6-8) Revela a pessoa ter o amor que havia de identificar os discípulos de Cristo? (João 13:35) Certamente, esta é a espécie de pessoa que desejaria ter por amigo!

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1977 | 15 de novembro
    • Perguntas dos Leitores

      ● Em João 1:1, o termo “deus” é aplicado tanto ao Pai como ao Filho, a Palavra. Mas, no texto grego, a palavra para “deus” (theos) é escrita de forma diferente, em ambos os casos. Por quê? O que significa isso?

      Para quem não conhece grego, talvez pareça que há algo de significativo no fato de que a primeira palavra é grafada theon, e a segunda, theos. Mas a diferença é simplesmente uma questão de caso gramatical, em grego.

      João 1:1 reza: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus [τον ϑεον, literalmente: o deus], e a Palavra era deus [ϑεος].”

      O grego tem cinco casos: nominativo, genitivo, dativo, acusativo e vocativo. A grafia da palavra varia segundo o caso em que é usada. Por exemplo, tome o artigo definido “o”. No gênero masculino, “o” é escrito respectivamente nos primeiros quatro destes casos: ο, τον, τω, τον, no singular.

      De modo similar, em João 1:1, a palavra theos é grafada segundo o caso específico usado. Na primeira ocorrência (“a Palavra estava com o Deus”), está no caso acusativo, e por isso é grafada ϑεον. Mas, na segunda ocorrência, está no caso nominativo, e por isso é grafada ϑεος. A grafia de theos, por si só não indica a pessoa ou a posição da pessoa indicada, conforme ilustra 2 Coríntios 4:4, 6. No 2 Co 4 versículo quatro, Satanás é identificado como ϑεος, “o deus deste sistema de coisas”, e, no 2 Co 4 versículo seis, o Criador é designado ϑεος. A grafia é a mesma em ambos os versículos, theos, porque se usa em ambos o caso nominativo. Portanto, o fato de theos ser grafado diferente, nas suas duas ocorrências em João 1:1, não indica nenhuma diferença no significado; em ambos os casos o significado é o de “deus”.

      O que é interessante, em João 1:1, é que o artigo definido o [ho] não é usado diante de theos quando se aplica ao Filho, a Palavra. Sobre este ponto escreveu o famoso tradutor bíblico William Barclay:

      “Agora, normalmente, exceto por motivos especiais, os substantivos gregos sempre têm o artigo definido diante de si, . . . Quando um substantivo grego não tem o artigo diante de si, torna-se mais descrição do que identificação, e tem mais o caráter de adjetivo, em vez de substantivo. Podemos ver exatamente o mesmo em inglês: Se eu disser: ‘Tiago é o homem’, então identifico Tiago como certo homem específico, em quem estou pensando; mas, se eu disser: ‘Tiago é homem’, então simplesmente descrevo Tiago como sendo humano, e a palavra homem torna-se uma descrição, não uma identificação. Se João tivesse dito ho theos en ho logos, usando o artigo definido diante de ambos os substantivos, então ele teria definitivamente identificado o logos [a Palavra] com o Deus, mas, visto que não há artigo definido diante de theos, este se torna descrição, e mais como adjetivo do que como substantivo. A tradução seria então, de modo desajeitada: ‘A Palavra estava na mesma categoria que Deus, pertencente à mesma ordem de ser como Deus’. . . . João não está identificando aqui a Palavra com o Deus. Expresso de modo simples, ele não diz que Jesus era o Deus.” — Many Witnesses, One Lord (1983), páginas 23, 24.

      Portanto, em ambas as suas traduções, a do Dr. Edgar J. Goodspeed e a do Dr. James Moffatt (em inglês), eles vertem a frase: “A Palavra [ou

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