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Nosso bebê nasceu em casaDespertai! — 1974 | 22 de dezembro
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EUA: “O hábito de separar a mãe do bebê ao nascer e na maior parte dos vários dias seguintes é quase negligência criminal das necessidades mais fundamentais de ambos.”
Reconhecendo tais necessidades, alguns hospitais fornecem “espaço” para manter a mãe e o bebê juntos.
No entanto, nos partos em casa há benefícios que os hospitais não podem igualar. Nossos filhos mais velhos aceitaram sua nova irmã no mesmo dia em que ela nasceu. Nunca levou o estigma de ter mandado sua mãe para o hospital por uma semana.
Amiúde, as crianças mais velhas e os pais têm de esperar até que o bebê chegue em casa até que criem amor pelo pequenino. Não houve espera em nossa família!
É Seguro?
Numa parte do mundo em que as pessoas dependem quase que inteiramente de médicos e hospitais para supervisionar o parto, alguns talvez pensem que o parto em casa é arriscado, até mesmo perigoso.
Mas, será que é?
“Devem os bebês nascer em casa?” — pergunta o autor Dr. Ashley Montagu. “Que pergunta! Onde mais deveriam nascer, se não em casa? No hospital? Mas eu sempre pensei que o hospital era um lugar onde a pessoa ia para aliviar-se da doença ou de ferimentos. . . . É a gravidez alguma doença? É o nascimento duma criança uma moléstia?”
Alguns países onde a maioria dos partos são feitos em casa têm melhores taxas de sobrevivência do que a América do Norte, com sua maioria de partos hospitalares. Nossa parteira já partejou centenas de bebês sem precisar dum médico, nem mesmo para costurar a mãe!
Obviamente, o conceito popular dos problemas de parto é grandemente exagerado na América do Norte.
“Há indícios neste país que o parto em casa, embora não esteja em moda, é, de fato, mais seguro”, relata a Sra. Hazell em Parto de Senso Comum.
Nos anos 50, quando os Estados Unidos perdiam em média uma mãe em cada 1.000 partos, um centro de maternidade partejou 8.339 bebês em casa nas favelas de Chicago sem perder uma única mãe!
Por três anos, de 1960 a 1963, quando um serviço de parteiras funcionava no Condado de Madera, Califórnia, a taxa de mortalidade infantil foi reduzida à metade, para 10,3 para cada 1.000 nativivos, do nível anterior de 23,9. Em questão de um ano depois de os partos voltarem a um sistema centralizado em médicos e hospitais, a mortalidade infantil no condado triplicou, para 32,1 para cada 1.000 nascimentos!
Os partos em casa têm menor probabilidade de envolver “novidades” médicas, que amiúde são confundidas com progressos genuínos. Exemplificando: houve a moda dos analgésicos para dores de parto, que causaram efeitos, com índices vertiginosos de complicações associadas à falta de oxigênio para o cérebro dos bebês. As mães e os bebês não ficam expostos a infecções ou moléstias presentes nos hospitais.
Quando os bebês nascem em casa, o médico ou parteira que atende o caso é um convidado no lar. O conforto e a conveniência da mãe e do bebê são a primeira preocupação. Os pais não são postos de lado como mobília extra, para corredores vazios, mas permanecem sendo o chefe e protetor da família.
Como se expressou um médico do departamento de saúde pública da Califórnia: “Vemos o serviço das parteiras como forma de humanizar o parto.”
Outras Considerações
Os pais cristãos talvez tenham outra séria consideração. Desejam médicos que respeitem seus desejos quando o tratamento médico popular é inaceitável, visto que viola a lei de Deus sobre o sangue. — Atos 15:28, 29.
Em muitos hospitais, um médico faz o parto e outro cuida do bebê após o nascimento. Pais judiciosos desejam ter garantia de todos os médicos envolvidos de que seus desejos serão respeitados.
Às vezes, os neonatos foram submetidos a transfusões de sangue contrário à solicitação dos pais para que lhes dessem outros tratamentos médicos sólidos e mais seguros. Há pais que transferiram seus filhos de hospitais não cooperadores para evitar tais tragédias: Outros fizeram arranjos para que seus filhos nascessem em casa.
As pessoas esquecem que não são os médicos, as enfermeiras e os hospitais que dão à luz. As mulheres é que dão. E sua capacidade foi projetada por um Criador todo-sábio. O bom cuidado pré natal da mãe pode, usualmente, detectar e reduzir problemas nos poucos casos de parto que exijam atenção especial, devido a imperfeição humana.
Mais a Aprender
Nosso bebê nasceu em casa, e estamos convictos de que isto trouxe bênçãos especiais à mãe, ao bebê e à família inteira.
Mas, também sabemos que nossa experiência, e outras iguais, não representam a palavra final sobre partos. Há muito a aprender.
Todavia, que privilégio usufruímos! Nem mesmo os anjos do céu podem reproduzir-se. Com o nosso privilégio, vem a responsabilidade. Os pais que partilham a experiência do nascimento são lembrados de sua responsabilidade comum.
Está esperando aumento na família? Estará presente o pai no momento do nascimento? Nascerá o bebê em casa ou num hospital? A decisão é sua.
Seja qual for sua escolha, nossos votos são que obtenha verdadeira recompensa em ver seu pequenino acatar o treinamento que lhe dê da Palavra de Jeová, para que vá bem e perdure por longo tempo na terra’. (Efé. 6:3) — Contribuído.
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Habilidade aos sete anosDespertai! — 1974 | 22 de dezembro
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Habilidade aos sete anos
QUÃO capaz, imagina, é uma criança de sete anos em transmitir importantes pontos sobre religião? Uma recente experiência do Canadá bem ilustra que, mesmo com sete anos, o jovem cristão bem-treinado tem considerável habilidade neste sentido.
Eis a experiência duma jovem de sete anos de Ontário, Canadá: “Antes do Natal do ano passado houve um programa na escola em que diferentes nacionalidades contaram como celebravam o Natal. A professora observou que nós, filhos de testemunhas de Jeová, éramos diferentes e, assim, pediu-nos que escrevêssemos algo sobre nossas crenças sobre o assunto.
“Nós [ela mesma e outra menina de sete anos] fomos para casa e conversamos com nossos pais sobre isso. Decidimos apresentar a informação direto à turma, ao invés de pedir que a professora a lesse, como fizera com os outros estudantes. Arranjamos uma espécie de programa curto de perguntas e respostas, uma de nós fazendo as perguntas e a outra as respondendo. A professora achou que estava tão bom que ela fez arranjos para que o apresentássemos a duas outras turmas. Abrangemos perguntas tais como ‘Como sabemos que Jesus não nasceu em dezembro?’ e ‘Por quanto tempo as pessoas celebram o Natal?’”
Os comentários finais dela ajudaram a explicar como ela obteve a habilidade de apresentar assuntos de forma tão convincente e lógica. Ela acrescentou: “Parecia como se déssemos um discurso na Escola do Ministério Teocrático.” Ela falava duma escola semanal gratuita realizada em cada congregação das testemunhas de Jeová, onde os idosos e os jovens aprendem a estudar a Bíblia e a explicá-la a outros.
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