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  • Os viciados em crack — a triste situação dos nascituros
    Despertai! — 1990 | 22 de julho
    • frágil e facilmente sobrecarregado”. Tendem a ser hipersensíveis e irritáveis, chorando desconsoladoramente diante da mínima provocação. ‘Um ruído súbito ou a mudança de posição, mesmo ao se falar com o bebê ou olhar para ele, pode provocar o choro prolongado’, disse o médico. ‘Outros efeitos óbvios dos danos causados pelos tóxicos ao recém-nascido’, descreve o Dr. Griffith, ‘podem ser que os bebês se entreguem a um sono profundo, 90 por cento do tempo, para esquivar-se dos estímulos externos. Eles não despertam nem mesmo se lhes tirarmos a roupa, se falarmos com eles, se os embalarmos ou os manipularmos fisicamente’.

      Estes problemas neurológicos podem persistir por muitos meses, disse o médico, causando assim tanto a frustração mental como física para a mãe, numa ocasião em que se precisa formar um vínculo de amor e de apego. “O bebê tende a deixar a sua mãe de fora e a tornar-se muito irritável quando ela tenta cuidar das suas carências. A mãe se distancia do bebê e ressente-se dele por não retribuir as atenções dela”, acrescentou o médico. Este comportamento por parte do bebê, e o ressentimento da mãe, não raro a leva a submeter a criança a maus-tratos.

      Recém-nascidos Abandonados

      Por ser tão precária a condição de tais recém-nascidos, sua permanência no hospital poderá ser de várias semanas e, às vezes, de meses. Bem amiúde, porém, a longa permanência não se deve tanto à condição do bebê como à atitude da mãe para com ele. Muitas vezes, a mãe simplesmente abandona o bebê no hospital, deixando-o entregue aos cuidados da Prefeitura. [No Brasil, do Juizado de Menores.] “Não consigo compreender como é possível uma mãe não perguntar nada sobre o bebê, jamais voltando”, queixou-se um médico preocupado. Algumas nem permanecem ali o tempo suficiente para dar um nome ao bebê. As enfermeiras precisam fazer isso por elas. “O aspecto mais destacado e hediondo do consumo do crack da cocaína”, disse uma enfermeira da equipe hospitalar, “parece ser o enfraquecimento do instinto maternal”. Um hospital teve até de mandar telegramas a pais desinteressados, pedindo-lhes que assinassem o atestado de óbito, quando os bebês morreram. Acha isso chocante?

      Tais bebês, devido à sobrecarga de trabalho das enfermeiras dos hospitais, não podem receber o amor e a atenção de que têm tanta necessidade vital. Em alguns casos, quando não é logo possível arranjar lares adotivos, pessoas que se importam com tais crianças, e que demonstram amor por elas, têm oferecido seu tempo, algumas horas por semana, para acalentar estes bebês abandonados. “Elas dão de mamar a eles, cantam para eles, brincam com eles, embalam-nos, e trocam suas fraldas”, disse uma destas voluntárias. “Tratam-nos como se fossem seus próprios bebezinhos. Isso é muito bom para as criancinhas. Algumas delas já estão aqui por longo tempo.”

      O que o futuro reserva para estes bebês prejudicados pela cocaína? Seus Qls, abaixo dos níveis normais, representarão um futuro problema para seus professores. “Devido às suas deficiências físicas e de desenvolvimento”, disse um especialista infantil, “essas criancinhas representarão um problema para si mesmas e para a sociedade, por 40 a 50 anos”. Deveras, o crack tem deixado uma marca indelével na sociedade.

  • Os viciados em crack — existe cura?
    Despertai! — 1990 | 22 de julho
    • Os viciados em crack — existe cura?

      NÃO há dúvida de que o vício do crack assumiu fantásticas proporções, e o problema tende a avolumar-se. O rádio e a televisão ventilam o problema. Os jornais e as revistas abrem manchetes para ele. Os prontos-socorros hospitalares e os centros de traumatologia deparam-se com sua violência. As maternidades estão repletas de bebês prejudicados por tal vício. Os depósitos de materiais hospitalares estão sendo usados para “estocar” bebês abandonados, em vez de seus estoques de materiais.

      Clínicas de desintoxicação e de reabilitação estão tratando jovens que nem chegaram à adolescência. Agências de serviços sociais estão suplicando recursos para combater essa epidemia. Há aqueles que dizem que não conseguem vencer tal vício, e outros que não querem largá-lo. No caso destes últimos, aguarda-os a miséria, a frustração, a violência e, possivelmente, a morte. Para os primeiros, existe esperança.

      “Há apenas um ano”, noticiou o The New York Times, de 24 de agosto de 1989, o “crack era amplamente considerado como um tóxico relativamente novo, ainda pouco entendido, mas com características especiais que provocavam um vício quase que impossível de curar”. Atualmente, porém, os pesquisadores verificam que o vício do crack, sob as condições certas, pode ser tratado com êxito, dizia aquele jornal. “O vício do crack pode ser tratado”, disse o Dr. Herbert Kleber, o vice de William J. Bennett, diretor do departamento de diretrizes contra as drogas, dos EUA. A chave, disse ele, é que se dê aos viciados um lugar na família e estruturas sociais em que talvez jamais tenham estado antes. “Habilitação mais do que reabilitação”, sublinhou ele.

      Os pesquisadores verificaram que o programa mais eficaz de cura do vício do crack da cocaína tem três estágios — a desintoxicação, o extensivo aconselhamento e o treinamento pessoais, e, o que é ainda mais importante, o apoio no ambiente correto. A desintoxicação, ou tirar o viciado da droga, não é o principal obstáculo. Não raro, devido às circunstâncias, a pessoa consegue fazer isso por si mesma. Não dispor de fundos para adquirir o tóxico pode ser, e muitas vezes é, um dos fatores que contribuem para isso. A prisão numa instituição penal, onde os tóxicos não estão disponíveis, pode ser outro, ou a permanência dele num hospital também demandaria a abstinência do tóxico. O verdadeiro problema, contudo, é impedir que o viciado retorne ao tóxico, quando este se torna disponível para ele.

      Embora alguns viciados tenham rompido com êxito os grilhões do crack, quando submetidos a programas especialmente arranjados de tratamento, os especialistas em tais tratamentos sublinharam que a maioria dos viciados jamais consegue romper com isso nas primeiras semanas. Por exemplo, o Dr. Charles P. O’Brien, psiquiatra da Universidade de Pensilvânia, disse que dois terços dos viciados alistados em seu programa de tratamento o abandonaram no primeiro mês. Outros programas tiveram ainda menor êxito.

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