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Há realmente uma crise populacional?Despertai! — 1974 | 22 de dezembro
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Há realmente uma crise populacional?
“CHEGAMOS a um ponto da história com que jamais se sonhou antes”, afirma a destacada autoridade William F. Draper, a respeito da freqüentemente predita crise populacional. “Irá simplesmente engolfar o mundo.” — Science, 1.º de março de 1974.
O que há por trás de tais predições ominosas sobre uma calamidade populacional do mundo, ecoadas agora por crescentes números de peritos? São simples clamores de alarmistas? Suas previsões sombrias têm sido amplamente questionadas, à base de que ignoram forças contrabalançantes. Ademais, argúi-se, a engenhosidade do homem sempre prevaleceu antes, não prevaleceu?
As autoridades demográficas, porém, afirmam que este problema é diferente de tudo que a humanidade enfrentou antes. É enganoso, afirmam, devido ao modo em que a população cresce. Ao invés de expansão contínua, regular, ela se alimenta de si mesma, avolumando-se dramaticamente até que, de súbito, alcance os ditos limites do meio-ambiente.
Como Cresce a População
O que acontece pode ser ilustrado por uma anedota sobre o homem que concordou em trabalhar por um centavo na primeira semana se o patrão dobrasse seu salário a cada semana depois disso: 2 centavos, 4, 8, etc. No fim de três meses, ganharia apenas cerca de Cr$ 80,00. Mas, devido ao efeito de “duplicação”, a partir deste enganoso começo, o homem ganharia Cr$ 45.000.000.000.000,00 no fim do ano, se as reservas financeiras mundiais não se esgotassem!
A população cresce num padrão similar, embora entrem também muitos outros fatores. Levou milhares de anos para que a terra atingisse seu primeiro bilhão de humanos, por volta de meados do último século. Todavia, levou menos de cem anos para dobrar tal população! Apenas trinta outros anos trouxeram outro bilhão ao mundo, e quinze anos terão produzido o quarto bilhão, em 1975! E o quinto bilhão? Os peritos calculam que será atingido em pouco menos de uma década — a não ser que ocorra um “milagre” — ou um desastre.
Atualmente, o “tempo de duplicação” da população da terra é inferior a 35 anos, mas esse tempo está diminuindo! A edição de 1974 de The Encyclopœdia Britannica aponta que certas partes do mundo experimentam agora uma população jovem “dotada tanto de alto índice de nascimentos como de baixa mortalidade. Tal condição, se durasse muito tempo, resultaria em a população da terra multiplicar-se 32.000 vezes em apenas 500 anos”. — Vol. 14, p. 816.
Imagine só! Mais 200 pessoas foram adicionadas ao mundo desde que começou a ler este artigo, cerca de 150 por minuto. Uma cidade de uns 200.000 habitantes desde essa hora, ontem, uma metrópole de mais de seis milhões a cada mês, ou uma nação do tamanho da Alemanha Ocidental a cada ano poderia ser povoada! Pense só no que é preciso para alimentar, abrigar, vestir, educar e empregar 78 milhões de pessoas em um único ano!
Pode o Mundo Absorvê-las?
A habilidade do mundo em satisfazer tais demandas está aumentando, mas não tão rápido quanto a população. A escassez que agora sacode o mundo, segundo se afirma, prova que a humanidade está ficando para trás na corrida. As demandas crescentes, como uma bola de neve, sobre a agricultura, educação, moradia e outras necessidades, levaram o mundo da abundância à escassez em questão de poucos anos. A inflação sem precedentes, até mesmo nas “nações desenvolvidas” testifica tal escassez.
Agravando ainda mais o quadro, há o fato de que a população agora cresce mais de duas vezes mais rápido nas pobres “nações menos desenvolvidas” do que nas nações ricas e industrializadas. Visto já haver quase três vezes mais pessoas nos países pobres, absorvem a maior parte do aumento geral da população. E a metade da população do mundo, com menos de 20 anos, vive primariamente nesses países. Pense só na explosão de bebês que poderia estar à frente deles!
Cada vez mais pessoas têm de partilhar virtualmente os mesmos recursos limitados. Resultam crescentes desigualdades. Este processo é chamado “polarização”, crescente lacuna entre opostos. Em termos mais simples, “os ricos se tornam mais ricos e os pobres se tornam mais pobres”. Considere só:
● O valor total de todos os bens e serviços, ou produto nacional bruto, do último ano, nos 128 países mais pobres foi bem menor do que apenas o aumento em 21 nações ricas.
● A produção mundial de cereais teria de crescer oito vezes se o resto do mundo comesse tão bem como os norte-americanos.
● Há agora mais 100 milhões de analfabetos no mundo do que havia em 1950.
● Menos de um terço das pessoas da terra consomem cerca de nove décimos da energia do mundo ao passo que mais de dois terços têm de passar com os restantes 8 por cento.
Quão bem sucedidos são os esforços de diminuir a lacuna? Um relatório à reunião de 1974 da Associação Americana Para o Progresso da Ciência observou que, usualmente, quando os países subdesenvolvidos tentam aumentar o nível educacional de seus cidadãos, e redistribuir a riqueza mediante a reforma agrária, diminui a produtividade e ficam ainda mais atrás das nações desenvolvidas.
Em resultado, afirma o presidente do Banco mundial, Robert S. McNamara, este planeta é como o navio que tem um quarto de pessoas em “condições de primeira classe, de luxo” e os outros três quartos em “alojamentos de 3.a classe”, os alojamentos mais inferiores. Disse que não pode ser um “navio feliz” com tais desigualdades. Antes, tornou-se solo fértil para a fome, a miséria, o caos econômico e a fermentação política. Encontrarão os líderes mundiais uma solução? Algumas autoridades acharam que já é tarde demais.
Predições Sombrias
Avolumantes números de peritos crêem que a crise se aproxima rápido de um beco sem saída. Alguns até mesmo adotam uma atitude fatalista, prevendo apenas uma solução de “taxa de mortes” para o problema dos nascimentos. Certa previsão, baseada na avaliação da “maioria dos peritos sobre energia, agricultura, população e economia global” é de que “um bilhão de pessoas, ou plenamente um quarto da população da terra, confronta a falência, o colapso social e fome em massa em questão dos próximos doze meses”. — Post, de Denver, 3 de março de 1974.
Quer tais previsões se cumpram quer não, a crescente inquietação devido à escassez de víveres e os preços altos na Índia e a fome que grassa ainda na África, fornecem melancólico fundo para sua avaliação. Uma autoridade em Bangladesh, cuja população de 75 milhões de habitantes é três vezes mais densa que a da Índia, afirma que “a menos que possamos controlar a população aqui, rapidamente, não poderemos controlar nada. Está interligada à nossa própria existência, a nossa sobrevivência como nação”.
A conduta social, segundo noticiado, deteriora gravemente no sul da Ásia e em partes da América Latina. Despachos falam de inesperada estocagem entre os lavradores”, bem como de amplo mercado negro. “Há adulteração sem precedentes de alimentos por negociantes”, para fazê-los durar mais, “às vezes com adulteradores [venenosos]”. Outro despacho diz: “Bandos de jovens, armados de revólveres deixados pela guerra de 1971, percorrem os povoados e o interior em Bangladesh, realizando atividades anti-sociais sem precedentes para o sensível povo bengalês.” Similarmente, “bandos de crianças perambulantes, chamados de ‘abandonados’, agora percorrem as ruas de algumas cidades latino-americanas como . . . matilhas de cães abandonados”.
Algumas autoridades crêem que o problema populacional provavelmente enfrente um “teste” no sul da Ásia. Afirma uma: “A qualidade da vida nesta região já começou a declinar, desfazendo-se o tecido da sociedade. E nenhum homem tem sido suficientemente sábio para pensar numa solução.”
Isto, certamente, não ocorre por falta de esforços. As soluções têm sido e ainda são experimentadas. O que acontece com elas?
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O mundo tenta controlar sua populaçãoDespertai! — 1974 | 22 de dezembro
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O mundo tenta controlar sua população
HOMENS e organizações bem-intencionados há muito se empenham em programas visando amainar os problemas atribuídos ao crescimento populacional. Tentaram-se muitas “soluções” — algumas agrícolas, outras econômicas e algumas políticas.
No entanto, como se dá com a maioria das “curas” que atacam os sintomas, ao invés de a causa da doença, os resultados foram desapontadores. A maioria dos programas tiveram pouco êxito, fracassaram por completo, ou agravaram ainda mais as coisas. O exame de algumas dessas “soluções” mostra a razão.
Alimento Grátis
A população crescente consegue sobreviver sem muitas coisas, mas não sem alimento. Por anos, as Grandes Planícies da América do Norte foram um “celeiro de último recurso” para nações famintas. Quando populações inteiras que viviam a níveis de mera subsistência sofriam péssimas colheitas locais, sempre podiam contar com os países ricos em cereais em mandar-lhes milhões de toneladas de excedentes para ajudá-las a passar a crise.
Agora, os excedentes quase desapareceram. As reservas alimentares mundiais, segundo relatado, estão em seu mais baixo nível de muitos anos. Se haverá bastante comida durante o ano vindouro depende do tempo durante a atual época de cultivo. “O mundo se tornou perigosamente dependente da produção atual e, por isso, das condições de tempo”, afirma o diretor-geral da Organização das N. U. Para a Alimentação e a Agricultura, A. H. Boerma.
Caso haja tempo ruim, acha realmente que as pessoas recorrerão às suas próprias reservas reduzidas de alimento para ajudar aos povos famintos? Ou, devido à dependência de energia para a moderna produção de alimentos, sacrificarão suas reservas energéticas para ajudar tais pessoas? Como disse recentemente, em editorial, o Times de Nova Iorque: “Os estadunidenses afluentes poderiam em breve ver-se confrontados com a escolha de consumir energia nas rodovias e em quartos de ar condicionado, ou permitirem a produção de alimentos para sustentar inteiras populações na África e na Ásia.” — 25 de março de 1974.
Auto-suficiência Agrícola
Foram lançados, com grande fanfarra, programas para ajudar as nações pobres a alimentar a si mesmas. Ao propor-se o Dr. Norman Borlaug, para o Prêmio Nobel da Paz de 1970, atribuiu-se-lhe “grande avanço tecnológico que torna possível abolir a fome dos países subdesenvolvidos no decorrer de alguns anos”. Todavia, mesmo assim, o Dr. Borlaug disse que sua Revolução Verde “não era a solução”. Só podia retardar a crise alimentar, ao passo que as nações continuam empenhando-se em controlar a população. “Se a população mundial continuar a aumentar na presente taxa, destruiremos a espécie”, disse ele.
Agora, os resultados estão surgindo. Entre outras coisas, esta tecnologia exige quantidades enormes de energia, fertilizantes e pesticidas, cada vez mais onerosos. Em resultado, os fazendeiros ricos se beneficiam mais do que os pobres, que amiúde não podem usá-los de forma alguma. Famílias abastadas então compram as terras dos lavradores pobres, assim apenas aumentando os problemas de desemprego.
Por estas mesmas razões, um relatório dos intensivos esforços de certa nação de usar a tecnologia da Revolução Verde afirma: “Estão fracassando. Seus planos e programas otimistas só criaram crescente sofrimento humano e prometem repetir a dose.” — Natural History, janeiro de 1974.
Desenvolvimento Econômico
Outros esforços tentam reduzir a taxa do crescimento populacional, ao invés de tentar alimentar qualquer número de pessoas que nasçam. As ricas nações industriais em geral gozam de baixas taxas de aumento, algumas até mesmo se acercando do alvo amplamente saudado de “crescimento zero da população”. Seus povos parecem naturalmente motivados a ter menos filhos, melhor cuidados. Por outro lado, nos países menos desenvolvidos, com populações principalmente rurais, os próprios filhos são considerados uma forma de riqueza. Os pais os desejam para ajudá-los na lavoura e como “seguro social” para cuidar deles na velhice.
Em resultado, as famílias nestes países têm, em média duas vezes mais filhos, quase, que as das nações industriais. Também, “as pessoas têm seis filhos ou mais porque sabem que dois ou três morrerão”, afirma uma autoridade de Bangladesh. E os estudos mostram que as famílias que perdem filhos amiúde compensam isso em excesso por produzirem mais filhos vivos do que aquelas em que todos os filhos sobrevivem.
Assim, muitos deduzem que a solução para a superpopulação reside no desenvolvimento econômico e na industrialização, junto com medidas adequadas para manter vivos os filhos, de modo que os pais não compensem em excesso a sua perda. No entanto, afirma The Encyclopœdia Britannica, “o crescimento ultra-rápido da população produz em seu rasto a necessidade excessiva de investimentos [econômicos] . . . apenas para manter o passo com as bocas extras a alimentar e os corpos a vestir e abrigar.” Assim, sobra pouco ou nada para melhorar os padrões de vida. — Vol. 14, p. 823.
Reconhecendo isto, a maioria dos peritos concordam agora que simplesmente não há tempo, energia e outros recursos suficientes para desenvolver as nações pobres ao ponto que a taxa de nascimentos comece a cair naturalmente. Até mesmo se pudessem ser desenvolvidas, pelo menos se passa uma geração antes de começarem a ser sentidos os resultados. Assim, os peritos afirmam que o crescimento populacional precisa ser reduzido primeiro, antes que o desenvolvimento econômico possa ter êxito. Isso nos leva ao —
Controle da Natalidade
Muitos crêem que alguma forma de controle da natalidade tem de fazer parte de qualquer programa populacional bem sucedido. Assim sendo, algumas nações derramam fundos em programas de planejamento familiar e reduzem a ajuda em outros campos. Qual é a perspectiva desta “solução”? O desapontamento.
Medidas “radicais” de controle da natalidade, tais como o aborto e a esterilização, produzem resultados colaterais moralmente destrutivos. O Japão legalizou o aborto em 1948. O Professor T. S. Ueno, da Universidade Nihon de Tóquio afirma: “Podemos dizer agora que a lei é ruim.” O sexo livre e a falta de respeito pela vida do nascituro se acham entre os problemas morais que ele citou. “O aborto se tornou substituto da prevenção da gravidez”, conforme indicado pelo 1,5 milhão feitos em 1972. Ele crê que, onde se nutre tão pouca consideração pela vida, o próximo passo poderia ser a eutanásia, submetendo-se à morte as pessoas de certa idade!
A Índia, que tem, talvez, o mais antigo programa de planejamento familiar do mundo, recentemente reduziu em 40 por cento seu total-alvo de redução dos nascimentos em 1980! Muitas pessoas e até mesmo seus líderes resistem aos programas governamentais e internacionais.
Interesses egoístas impedem a muitos de cooperar no planejamento familiar. Talvez queiram manter sua raça, religião ou grupo lingüístico numericamente superior a fim de obter ou manter o poder político, embora ficassem contentes de ver a redução na população dos outros. Certa grande nação latino-americana recentemente restringiu o controle da natalidade ali, esperando duplicar sua população ainda neste século. O desejo de crescente poder nacional e medo dos vizinhos superpopulosos foram citados como razões.
A Igreja Católica há muito usa os dogmas religiosos para bloquear qualquer forma artificial de controle da natalidade, assim mantendo suas massas empobrecidas em números sempre crescentes. The Encyclopœdia Britannica resume a perspectiva geral:
“Seria fútil negar que o controle artificial da população é inibido por poderosas restrições e tabus morais. . . . até mesmo o mais otimista programa de controle populacional pode apenas esperar alcançar ligeira redução da taxa de aumento por volta do fim do século 20.” — Vol. 18, p. 54.
Será que “ligeira redução” em 25 anos lhe parece ser a “solução”?
Ação “Unida”?
O fracasso de todas as “soluções” precedentes frisa aos líderes mundiais que o crescimento populacional é um problema mundial. A civilização se tornou compactamente interdependente, e as nações não podem mais agir sem considerar as repercussões internacionais. Crescentes números de líderes instam um enfoque mundial cooperativo para a solução dos problemas ligados à população. Assim sendo, as Nações Unidas declararam 1974 como “Ano Mundial da População”, tendo realizado uma conferência mundial sobre o controle populacional em agosto.
Um “plano de ação populacional mundial” foi o resultado desta reunião. Mas, será aplicado? Certo observador comenta que o plano “poderia mais apropriadamente ser chamado de sugestão”, que esboça passos que os países “talvez queiram tomar em suas próprias circunstâncias. “Tudo isso parece um remédio bem fraco”, observa este escritor, em vista da situação em rápido escalonamento. — Science, 1.º de março de 1974, p. 833.
A alternativa para vigorosa ação mundial é vista, por muitos, como uma série de dificuldades, aos trancos e barrancos, que talvez pavimentem o caminho para o controle ditatorial da população e seus recursos, bem como a perda das liberdades humanas. Prevêem o aborto obrigatório, a esterilização e até mesmo coisas tais como a manipulação genética e a eliminação dos fracos. Desejaria que tal “solução” lhe seja imposta? Haverá outra melhor?
[Foto na página 8]
Os esforços de cuidar dos problemas populacionais do mundo terminam em fracasso, quando as “curas” atacam os sintomas, ao invés de a causa.
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A verdadeira solução para a população da terraDespertai! — 1974 | 22 de dezembro
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A verdadeira solução para a população da terra
JÁ NOTOU que as “soluções” apresentadas pelos “peritos” combatem apenas os sintomas dos problemas, ao passo que despercebem inteiramente a verdadeira doença? Será que o problema fundamental é realmente a superpopulação?
Ou é, ao invés, o sistema de coisas deste mundo, egoistamente dividido econômica, política e religiosamente? É isso que alguns já começam a compreender. Vêem a necessidade de outros arranjos diferentes dos atuais para a administração dos assuntos da terra. O livro Environmental Ethics (Ética Ambiental) observa que o primeiro passo para assegurar a sobrevivência do homem na terra tem de ser ‘alguma forma de governo mundial, de modo que a humanidade possa cuidar-se como um todo’.
Mas, chegarão os homens alguma vez a desistir de suas rivalidades nacionais egoístas em prol do bem comum? Temos poucas razões de imaginar que desistirão. Por exemplo, às Nações Unidas recentemente aprovaram uma proposta para que as grandes potências reduzissem seus orçamentos militares em 10 por cento e então usassem essa quantia em ajudar os países pobres. Mas, o que fizeram as grandes potências? Simplesmente ignoraram a proposta. Daí, também, o egoísmo impera no seio das próprias nações. Existem desigualdades. Nos EUA, para exemplificar, um quinto da população dispõe de 76 por cento das riquezas, ao passo que o último quinto dispõe de apenas um por cento! Se as nações não podem acabar com tais desigualdades dentro de suas próprias fronteiras, que motivo temos de crer que possam fazê-lo em escala mundial?
A verdadeira solução reside num novo tipo de governo mundial. Mas, tal governo não pode ser administrado por homens imperfeitos, egoístas. Há clamorosa necessidade dum governo mundial sob um regente altruísta e imparcial. Sabia que a Bíblia revela que Deus propôs tal governo mundial para a humanidade? Lemos: “Continuei observando nas visões da noite e eis que aconteceu que chegou com as nuvens do céu alguém semelhante a um filho de homem; e ele obteve acesso ao Antigo de Dias, e fizeram-no chegar perto perante Este. E foi-lhe dado domínio, e dignidade, e um reino, para que todos os povos, grupos nacionais e línguas o servissem. Seu domínio é um domínio de duração indefinida, que não passará e seu reino é um que não será arruinado. — Dan. 7:13, 14.
Antes de rejeitar tal idéia como irrealística ou tolice religiosa, pense no que significará um governo e regente mundiais cujo propósito é a união no céu e na terra. Visto que Cristo é perfeito, harmonizar todas as coisas com ele significaria
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“Encostados na parede”Despertai! — 1974 | 22 de dezembro
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“Encostados na parede”
◆ O antigo conselheiro presidencial dos EUA, o professor de direito da Universidade de Colúmbia, Richard Gardner, recentemente exigiu que se desse mais poder às Nações Unidas. Citando a necessidade da cooperação mundial na crise de alimento, energia e do meio-ambiente, disse: “Agora que fomos encostados na parede, talvez possamos ler a escrita na parede.”
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