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  • O pacto de Deus com seu “amigo” já beneficia milhões de pessoas
    Segurança Mundial sob o “Príncipe da Paz”
    • CAPÍTULO 9

      O pacto de Deus com seu “amigo” já beneficia milhões de pessoas

      1, 2. (a) Que relação amistosa já começou a produzir benefícios para milhões de pessoas? (b) Por que pôde Abraão tornar-se amigo de Deus?

      HÁ MAIS de 1.950 anos, um verdadeiro amigo de toda a humanidade disse: “Ninguém tem maior amor do que este, que alguém entregue a sua alma a favor de seus amigos.” (João 15:13) Jesus, que disse isso, era descendente dum homem que foi chamado amigo do Personagem mais notável em todo o universo, Jeová Deus. Esta relação amistosa, embora possa parecer desequilibrada, já começou a produzir benefícios para milhões de pessoas.

      2 Quem era o homem da antiguidade que granjeou tanto para nós, por causa de sua amizade com Deus? Era Abraão, descendente do homem Sem, que foi um dos sobreviventes do Dilúvio global dos dias de Noé. Abraão entrou numa relação com Deus, demonstrando as qualidades de verdadeiro amigo. Induzido pelo amor e pela fé, Abraão agiu em harmonia com a vontade de Deus, e por isso o escritor bíblico Tiago disse: “Cumpriu-se a escritura que diz: ‘Abraão depositou fé em Jeová, e isso lhe foi contado como justiça’, e ele veio a ser chamado ‘amigo de Jeová’.” — Tiago 2:23.

      3, 4. (a) O que ilustra o alto valor que Jeová atribuiu à fé e à confiança que Abraão depositava nele? (b) Com que palavras culminou Jeová sua declaração em Isaías 41:8?

      3 Este homem de fé e de ação era da cidade de Ur dos Caldeus, e foi o primeiro a ser chamado hebreu. (Gênesis 14:13) Este apelido veio a ser aplicado aos seus descendentes da nação de Israel. (Filipenses 3:5) Acolhendo Abraão como seu amigo, Jeová Deus o incluiu também em alguns de Seus assuntos mais íntimos. Isto é indicado no que se escreveu em Gênesis 18:17-19.

      4 Isto ilustra o alto valor que Jeová Deus atribuiu à fé e à confiança que Abraão depositava nele, resultando por parte de Abraão numa obediência que nada questionava. Assim, sem embaraço ou escusa, Jeová culminou sua declaração à nação de Israel por dizer: “Mas tu, ó Israel, és meu servo, tu, ó Jacó, a quem escolhi, a descendência de Abraão, meu amigo.” — Isaías 41:8.

      O Pacto Abraâmico Entra em Vigor

      5, 6. (a) Que pacto fez Jeová com o seu amigo Abraão? (b) Em face de que circunstâncias contrárias fez Deus a seu amigo uma promessa a respeito dum “descendente”?

      5 Até que ponto leva o vínculo com um amigo amado é exemplificado no fato de que o Soberano do universo, Jeová, fez um pacto com este mero homem, Abraão. Lemos em Gênesis 15:18: “Naquele dia Jeová concluiu um pacto com Abrão [Abraão], dizendo: ‘À tua descendência hei de dar esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio, o rio Eufrates.’”

      6 O Eufrates foi o rio que Abraão e os de sua casa cruzaram para entrar na Terra da Promessa. Na época dessa travessia, Abraão ainda não tinha filhos, embora já tivesse atingido a idade de 75 anos, e sua esposa já estivesse além da idade de ter filhos. (Gênesis 12:1-5) No entanto, apesar de tais circunstâncias contrárias, Deus disse ao obediente Abraão: “Olha para os céus, por favor, e conta as estrelas, se as puderes contar. . . . Assim se tornará o teu descendente.” — Gênesis 15:2-5.

      7. (a) Como se chama este pacto? (b) Em que ano entrou em vigor e com que evento na vida de Abraão? (c) Isto ocorreu quantos anos antes de se fazer o pacto da Lei com a nação de Israel?

      7 Chamamos de pacto abraâmico o pacto feito por Jeová com seu “amigo”. Este pacto entrou em vigor em 1943 AEC, quando Abraão cumpriu com os requisitos do pacto de Deus e cruzou o Eufrates em caminho para a Terra da Promessa. Naquele ano, Jeová Deus assumiu a obrigação de abençoar com um “descendente” a Abraão, que não tinha filhos. A Lei relacionada com o pacto feito com a nação de Israel, no monte Sinai, veio à existência 430 anos depois, em 1513 AEC. — Gênesis 12:1-7; Êxodo 24:3-8.

      O Pacto da Lei É Acrescentado ao Pacto Abraâmico

      8. (a) Qual era o objetivo do pacto da Lei? (b) Foi o pacto abraâmico invalidado pelo pacto da Lei?

      8 Até então, os descendentes de Abraão, por meio de seu filho Isaque, já se haviam tornado um povo livre. A nação de Israel fora libertada do Egito e conduzida ao monte Sinai, na Arábia. Com Moisés qual mediador, ali haviam sido aceitos no pacto da Lei com Jeová Deus. Visto que os israelitas já eram descendentes naturais do “amigo” de Jeová, Abraão, qual era realmente o objetivo desse pacto da Lei? Era servir de proteção para o povo escolhido de Jeová. O pacto da Lei não cancelou o pacto abraâmico, embora demonstrasse que a nação de Israel era culpada de transgressões à luz da lei perfeita de Deus. — Gálatas 3:19-23.

      9, 10. (a) Qual era a idéia geral dos descendentes de Abraão a respeito do “descendente” por meio de quem todas as nações abençoariam a si mesmas? (b) Mostrou ser válido seu modo de pensar?

      9 Em sentido figurativo, os israelitas tornaram-se “filhos” deste pacto da Lei. Eles achavam que, por serem descendentes naturais de Abraão, eram automaticamente o “descendente” por meio de quem todas as nações abençoariam a si mesmas. Foi assim? Não! Hoje em dia, quase 3.500 anos depois disso, vemos de fato uma independente e secular república de Israel, mas ela está lutando pela sua vida no meio de muitas nações hostis.

      10 Portanto, tornar-se alguém hoje prosélito dos judeus, com a idéia de assim se tornar parte do “descendente” de Abraão para a bênção dos demais da humanidade, não é o modo aceito por Jeová Deus. Então, o que se dá?

      11. Como explicou o apóstolo Paulo o que aconteceu aos descendentes naturais de Abraão?

      11 O apóstolo Paulo nos explica o assunto, dizendo: “Está escrito que Abraão adquiriu dois filhos, um por meio da serva [Agar] e outro por meio da livre [Sara]; mas aquele por meio da serva nasceu realmente na maneira da carne, o outro, por meio da livre, por intermédio duma promessa. Estas coisas são como que um drama simbólico; pois estas mulheres significam dois pactos, um do monte Sinai, que dá à luz filhos para a escravidão, e que é Agar. Ora, esta Agar significa Sinai, um monte na Arábia, e ela corresponde à Jerusalém atual, pois está em escravidão com os seus filhos. Mas a Jerusalém de cima é livre, e ela é a nossa mãe.” — Gálatas 4:22-26.

      12. Quem correspondia à serva Agar?

      12 A Jerusalém correspondente à serva Agar era terrestre, ocupada por judeus de carne. Nos dias de Jesus Cristo, ela era a capital da nação de Israel e estava sob o pacto da Lei. (Mateus 23:37, 38) Enquanto o pacto da Lei mediado por Moisés ainda vigorava, o Israel natural era a parte visível da organização de Jeová. Podia assim ser retratada por uma mulher, por Agar, serva de Sara.

      Verdadeiros Filhos do Pacto Abraâmico

      13. (a) Que corresponde à esposa de Abraão, Sara? (b) Por que pode “a Jerusalém de cima” ser chamada de “livre”?

      13 Por outro lado, “a Jerusalém de cima” era a invisível organização celestial de Jeová. De modo correspondente, podia ser retratada por uma mulher, por Sara, esposa legítima de Abraão. O pacto da Lei não foi feito com esta organização, de modo que “a Jerusalém de cima” era livre, igual à Sara da antiguidade. Esta é a organização que produz o prometido “descendente”, e é por isso que o apóstolo Paulo podia chamá-la de “nossa mãe”.

      14. Aplica-se o pacto abraâmico à “Jerusalém de cima”, e, portanto, como podem ser chamados os discípulos de Jesus Cristo, gerados pelo espírito?

      14 Portanto, na realidade, o pacto abraâmico aplica-se a ela como esposa simbólica do Abraão Maior, sim, à organização universal de Jeová lá nos céus. Segue-se daí que os discípulos de Jesus Cristo, gerados pelo espírito, são, iguais ao apóstolo Paulo, os filhos ou a prole do pacto abraâmico. Paulo prossegue raciocinando deste modo, dizendo:

      15. O que disse o apóstolo Paulo em Gálatas 4:27-31 com respeito aos “filhos” do pacto abraâmico?

      15 “Porque está escrito: ‘Regozija-te, ó mulher estéril, que não dás à luz; irrompe e grita alto, ó mulher que não tens dores de parto; pois os filhos da desolada são mais numerosos do que os daquela que tem marido.’ Ora, nós, irmãos, somos filhos pertencentes à promessa, assim como Isaque foi. Mas, assim como então aquele nascido na maneira da carne começou a perseguir o nascido na maneira do espírito, assim também é agora. Não obstante, o que diz a Escritura? ‘Expulsa a serva e o filho dela, pois de modo algum será o filho da serva herdeiro junto com o filho da livre.’ Por conseguinte, irmãos, somos filhos, não duma serva, mas da livre.” — Gálatas 4:27-31; Isaías 54:1.

      16. O que predisse o drama simbólico da antiguidade a respeito do pacto da Lei, restando assim o quê?

      16 Este drama simbólico da antiguidade predisse assim que Jeová Deus, o Abraão Maior, poria de lado o pacto da Lei que seria feito com Israel no Monte Sinai. Desta maneira, o acréscimo (o pacto da Lei) ao pacto abraâmico seria subtraído ou retirado, deixando apenas o pacto abraâmico, com sua promessa dum “descendente”, por meio de quem todas as famílias da terra abençoariam a si mesmas.

      17. (a) Quanto tempo devia durar o pacto da Lei? (b) Por que era Jesus Cristo o principal descendente de Abraão? (c) De que dependia Jesus tornar-se o Agente Principal de Deus para abençoar todas as famílias da terra?

      17 De modo que o acrescentado pacto da Lei continuaria em vigor até que chegasse o prometido “descendente”, e este mostrou ser Jesus Cristo. Por um milagre divino, ele se tornou descendente carnal de Abraão. Tornou-se o descendente principal daquele patriarca. Não era apenas descendente carnal de Abraão, mas era o Filho de Deus, e por isso era homem perfeito, que permaneceu “leal, cândido, imaculado, separado dos pecadores”. (Hebreus 7:26) Entretanto, tornar-se ele o Agente Principal de Deus para abençoar todas as famílias da terra dependia de ele sacrificar sua perfeita vida humana e aplicar o valor dela a favor de toda a humanidade. Por meio de tal sacrifício de si mesmo serviria como grande Sumo Sacerdote de Jeová, ofertando um sacrifício que satisfaz todos os requisitos divinos.

      O Pacto da Lei Pregado na Estaca de Tortura de Jesus

      18. (a) A favor de quem deviam ser apresentados primeiro os benefícios do sacrifício resgatador, e por quê? (b) O que se tornou Jesus?

      18 Os benefícios deste sacrifício resgatador seriam primeiro apresentados a favor da nação judaica, da qual Jesus se tornara membro por nascimento milagroso mediante a virgem Maria. Isto era vitalmente necessário, porque os judeus estavam sob uma dupla condenação à morte. Em que sentido? Primeiro, eram descendentes do pecador Adão, e, segundo, por causa da sua imperfeição, ficaram amaldiçoados por não viverem à altura do pacto da Lei com Deus. Jesus, porém, tornou-se maldição para eles. Por ele ser pregado numa estaca de tortura até morrer, pôde retirar a maldição das “ovelhas perdidas da casa de Israel”. Em 33 EC, o pacto da Lei foi pregado na estaca de tortura de Jesus, e o aprisco judaico existente sob aquele temporário pacto da Lei foi fechado, abolido. — Mateus 15:24; Gálatas 3:10-13; Colossenses 2:14.

      19. (a) Que novo aprisco tinha de ser aberto, e o que havia de conter? (b) Portanto, o que se tornam os introduzidos no novo aprisco?

      19 De modo que tinha de ser aberto um novo aprisco para acomodar as ovelhas espirituais do ressuscitado Pastor Excelente, Jesus Cristo. O Pastor Excelente, que sacrificou a si mesmo, é também a porta simbólica deste novo aprisco. (João 10:7) Os introduzidos neste novo aprisco, sob o Pastor Excelente, tornam-se filhos do Abraão Maior, gerados pelo espírito, e assim se tornam parte do Seu “descendente”. (Romanos 2:28, 29) Em harmonia com este fato, um restante deste “descendente” espiritual tem servido nestes últimos dias como bênção para crescentes milhões de pessoas, em mais de 200 terras.

  • O que Deus jurou fazer para a humanidade é agora iminente!
    Segurança Mundial sob o “Príncipe da Paz”
    • CAPÍTULO 10

      O que Deus jurou fazer para a humanidade é agora iminente!

      1, 2. (a) Em que sentido jura Deus, e por quê? (b) O que disse Deus em Isaías 45:23? (c) Com que declarações do profeta Isaías devemos poder concordar?

      SERÁ que Deus jura? Sim, ele jura, mas não usa de imprecações, e não explode em ira, nem perde o autodomínio. Seu juramento sempre é apropriado para reforçar o que ele declara ser seu propósito. Isto fornece uma garantia adicional aos envolvidos. Por isso, toda a humanidade fará bem em dar atenção às palavras dele em Isaías 45:23: “Jurei por mim mesmo — da minha própria boca saiu a palavra em justiça, de modo que não retornará — que diante de mim se dobrará todo joelho, jurará toda língua.”

      2 Hoje, mais de 2.700 anos depois daquela profecia, será que ficamos convencidos da veracidade da declaração do profeta em Isaías 45:24: “Seguramente há plena justiça e força em Jeová. Todos os que se acaloram contra ele virão diretamente a ele e ficarão envergonhados”? Em caso afirmativo, podemos também concordar com as palavras seguintes de Isaías, no Isa 45 versículo 25: “Toda a descendência de Israel mostrar-se-á direita em Jeová e jactar-se-á.”

      3, 4. (a) Por que não devia Isaías 45:25 induzir-nos a pensar na república de Israel? (b) Houve alguma falha no cumprimento de Isaías 45:23-25, e por que responde assim?

      3 Quando lemos Isaías 45:25, devemos pensar na república de Israel? Não! Esses israelenses não atribuem sua conquista ao Deus das suas sagradas Escrituras Hebraicas. Por causa duma reverência errônea, recusam-se até mesmo a pronunciar o nome dele.

      4 Será que estamos argumentando que Isaías 45:23-25 deixou de se cumprir até o ano em curso? Não! Não houve falha no cumprimento da profecia no tempo designado de Jeová. No caso dele é impossível que a sua profecia fracasse! Não somente a sua palavra por si só já é fidedigna e certa, mas ela é isso tanto mais quando Jeová a jura ou lhe acrescenta seu juramento para confirmar a questão em pauta.

      Deus Intervém com um Juramento

      5. Como explica Hebreus 6:13-18 intervir Deus com um juramento na promessa feita a Abraão?

      5 Sobre isso lemos em Hebreus 6:13-18: “Pois, quando Deus fez a sua promessa a Abraão, uma vez que não podia jurar por ninguém maior, jurou por si mesmo, dizendo: ‘Certamente, abençoando te abençoarei e multiplicando te multiplicarei.’ E assim, depois de Abraão ter mostrado paciência, ele obteve esta promessa. Pois os homens juram por alguém maior, e o seu juramento é o fim de toda a disputa, visto que é para eles uma garantia legal. Desta maneira Deus, quando se propôs demonstrar mais abundantemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu conselho, interveio com um juramento, a fim de que, por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, nós, os que fugimos para o refúgio, tenhamos forte encorajamento para nos apegar à esperança que se nos apresenta.”

      6. (a) Que motivo havia para Jeová Deus jurar por si mesmo com respeito à sua promessa feita a Abraão? (b) Como podia Jeová usar seu “amigo”?

      6 Em geral há um forte motivo para se proferir um juramento. Isto se dá especialmente quando Deus jura de sua própria iniciativa, voluntariamente. Tal motivo existe neste caso, em que se relata Jeová como jurando, sim, jurando por si mesmo. A promessa juramentada que Jeová fez a Abraão, seu “amigo”, afeta hoje a todos nós. Jeová apreciava que Abraão acatou o convite divino e partiu de sua terra nativa, a fim de ir para uma terra que Jeová havia de dar como propriedade aos descendentes de Abraão. Jeová podia com segurança engrandecer o nome deste “amigo” e podia usá-lo para abençoar outros. Jeová podia muito bem dizer-lhe: “E hei de abençoar os que te abençoarem e amaldiçoarei aquele que invocar o mal sobre ti, e todas as famílias do solo certamente abençoarão a si mesmas por meio de ti.” — Gênesis 12:3; Isaías 41:8.

      7. (a) Com que milagre favoreceu Deus a Abraão quando a esposa dele já tinha 90 anos de idade? (b) Como demonstrou Abraão sua fé e obediência de modo extraordinário?

      7 Quando a esposa de Abraão, Sara, tinha 90 anos de idade, estando muito além da idade de ter filhos, Deus a favoreceu milagrosamente para dar à luz para Abraão o filho amado deles, Isaque, na realização de Sua maravilhosa promessa feita a Abraão. Este mostrou-se pronto e disposto a ofertar até mesmo este filho precioso como sacrifício humano, em obediência à ordem de seu Deus, Jeová. Esta extraordinária demonstração de fé e obediência comoveu tanto a Jeová, que ele disse ao seu “amigo”, Abraão:

      8, 9. (a) Como reagiu Jeová a esta demonstração de fé e obediência por parte de Abraão? (b) Para com quem se responsabilizou Deus?

      8 “‘Juro deveras por mim mesmo’, é a pronunciação de Jeová, ‘que, pelo fato de que fizeste esta coisa e não me negaste teu filho, teu único, seguramente te abençoarei e seguramente multiplicarei o teu descendente como as estrelas dos céus e como os grãos de areia que há à beira do mar; e teu descendente tomará posse do portão dos seus inimigos. E todas as nações da terra hão de abençoar a si mesmas por meio de teu descendente, pelo fato de que escutaste a minha voz’.” — Gênesis 22:15-18.

      9 Este é o primeiro lugar na Bíblia em que se relata que Jeová jurou. Visto que não podia jurar por ninguém maior, jurou por si mesmo, assumindo uma obrigação. Assim ficou responsável apenas a si mesmo. É para o seu próprio crédito que cumpre sua própria declaração quanto ao objetivo.

      Até Que Ponto?

      10. Aproximadamente quanto tempo atrás fez Deus o seu pacto com Abraão, e que pergunta surge assim?

      10 Abraão entrou na terra prometida de Canaã há quase 4.000 anos. Portanto, até que ponto se cumpriu até agora este pacto feito em 1943 AEC?

      11. (a) Que indica o fato de a república de Israel ser membro da ONU, e que conseqüências terá isso? (b) Estão os descendentes naturais de Abraão à altura dos requisitos para serem o “descendente” prometido?

      11 Atualmente, existe no Oriente Médio a república de Israel. Em seus próprios interesses, ela é membro das Nações Unidas. A ONU representa a rejeição do Reino de Jeová Deus nas mãos do prometido “descendente” de Abraão, e por isso ela será destruída na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, o Armagedom. Cada membro da ONU, inclusive a república de Israel, será eliminado da existência. Infelizmente, os descendentes carnais, naturais, de Abraão não se mostram à altura dos requisitos para serem o prometido “descendente” messiânico, por meio de quem Jeová Deus abençoará toda a humanidade. — Revelação (Apocalipse) 16:14-16.

      12, 13. (a) Dessemelhante de seu antepassado Davi, por que é que o “Príncipe da Paz” não há de reinar sozinho? (b) Tiveram de esperar os cristãos ungidos o estabelecimento do Reino em 1914 para receber a bênção prometida, e como sabemos isso?

      12 É bem evidente a todos que o prometido Messias não está governando no Oriente Médio, na Jerusalém terrestre, em cumprimento do pacto abraâmico. Dessemelhante de seu antepassado Davi, da antiguidade, o Messias e “Príncipe da Paz” não havia de governar sozinho. Ele prometeu associar consigo no governo seus 12 apóstolos fiéis e os outros discípulos seus, gerados pelo espírito, no total de 144.000. (Revelação 7:1-8; 14:1-4) Ainda há um restante destes discípulos na terra. O que se fez para eles na promoção do cumprimento do pacto abraâmico, juramentado por Deus? Um destacado associado prospectivo nesse Reino, o apóstolo Paulo, escreveu em Gálatas 3:8: “Ora, a Escritura, vendo de antemão que Deus declararia justas a pessoas das nações devido à fé, declarou de antemão as boas novas a Abraão, a saber: ‘Por meio de ti serão abençoadas todas as nações.’”

      13 Os cristãos escolhidos dentre as nações não tiveram de esperar até depois do estabelecimento do Reino em 1914 para receber a prometida bênção, porque o apóstolo Paulo prosseguiu, dizendo: “Conseqüentemente, os que aderem à fé são abençoados junto com Abraão, que teve fé.” (Gálatas 3:9) Paulo era cristão e estava sendo abençoado, e assim também todos os outros cristãos gerados pelo espírito,a nos seus dias. Assim também hoje, os do restante, composto de cristãos gerados pelo espírito, que aderem à fé no Messias como o principal “descendente” de Abraão para a bênção de toda a humanidade, estão sentindo a bênção prometida.

      14. (a) Como foram os cristãos ungidos especialmente abençoados segundo o pacto abraâmico? (b) Como vindicou isso a Jeová?

      14 Esses cristãos, por se dedicarem a Jeová e simbolizarem esta dedicação pelo batismo em água, sendo depois gerados pelo espírito de Deus para uma condição espiritual, tornaram-se filhos espirituais do Abraão Maior, Jeová Deus. Tornaram-se também co-herdeiros de Jesus Cristo, o Isaque Maior. (Romanos 8:17) São deveras especialmente abençoados segundo o pacto abraâmico. Jeová tem cumprido o que jurou fazer, vindicando-se assim como verídico, como Alguém perfeitamente capaz de cumprir o que solenemente jurou pelo seu próprio nome fazer.

      15. O que disse o apóstolo Paulo que cada membro do restante dos cristãos gerados pelo espírito é?

      15 Cada membro do restante dos cristãos gerados pelo espírito é judeu em sentido espiritual. Conforme disse o apóstolo Paulo: “Não é judeu aquele que o é por fora, nem é circuncisão aquela que a é por fora, na carne. Mas judeu é aquele que o é no íntimo, e a sua circuncisão é a do coração, por espírito, e não por um código escrito.” — Romanos 2:28, 29.

      16. Os judeus espirituais constituem que classe predita em Zacarias 8:23?

      16 Nesta “terminação do sistema de coisas”, os cristãos gerados pelo espírito, que são judeus no íntimo, com uma circuncisão do coração, constituem a classe de judeus predita em Zacarias 8:23, onde está escrito: “Assim disse Jeová dos exércitos: ‘Naqueles dias, dez homens dentre todas as línguas das nações agarrarão, sim, agarrarão realmente a aba da veste dum homem judeu, dizendo: “Iremos convosco, pois ouvimos que Deus está convosco.”’”

      17. (a) Quem é representado pelos “dez homens” que querem adorar a Jeová junto com o atual restante dos judeus espirituais? (b) Que usufruem agora os membros das “outras ovelhas” por se associarem com os judeus espirituais na adoração de Jeová?

      17 Esses, que os “dez homens” querem acompanhar à adoração de Jeová Deus, são os do restante atual dos judeus espirituais, a classe que constitui “o escravo fiel e discreto” de Mateus 24:45-47. Visto que o número dez representa inteireza terrena, os “dez homens dentre todas as línguas das nações” representam todos os que são das ovelhas simbólicas preditas em Mateus 25:32-46. São os da classe das “outras ovelhas”, dos quais Jesus disse que os traria em associação com os do restante semelhante a ovelhas para formar com eles “um só rebanho”, aos cuidados de “um só pastor”, ele mesmo. (João 10:16) Assim eles obtêm um antegosto das bênçãos do pacto abraâmico por meio do “descendente” do Abraão Maior, Jeová Deus. Portanto, o que Deus jurou fazer para toda a humanidade certamente já é iminente!

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