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Na congregação, aja em harmonia com a terna afeição de JeováA Sentinela — 1973 | 15 de agosto
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(Atos 19:9) Contudo, tais pessoas deviam lembrar-se de que, quando se oferecem maiores responsabilidades ou privilégios, o melhor proceder é agir em harmonia com isso e proceder com toda a seriedade. Deus conhece as nossas limitações e ele nos pode dar capacidade suficiente para nos desincumbirmos da tarefa que ele nos dá. “Para todas as coisas tenho força em virtude daquele que me confere poder”, escreveu o apóstolo Paulo. (Fil. 4:13) Portanto, quando se nos pede que sirvamos num cargo especial na congregação, devemos aceitar isso em plena confiança, deixando o assunto entregue às mãos do Senhor, e fazer o melhor que podemos. Conforme disse o salmista: “Teu povo se oferecerá voluntariamente no dia da tua força militar.” — Sal. 110:3.
AJA VOLUNTARIAMENTE EM HARMONIA
12, 13. (a) Que discriminação faz Jeová? (b) Que espécie de pessoas é prezada por Jeová?
12 Ter alguém “humildade mental” significa que não é soberbo, e isto é uma qualidade desejável. No entanto, quem se sentir humilde por causa de sua formação ou de suas limitações naturais precisa ter completa confiança em Jeová.
13 Jeová é discriminatório com respeito ao soberbo e ao de humildade mental, sendo que a sua própria Palavra diz: “Pois Jeová é enaltecido, e ainda assim vê ao humilde; mas ao soberbo ele só conhece de longe.” (Sal. 138:6) Esta discriminação é mostrada adicionalmente em Isaías 66:2, onde “a pronunciação de Jeová” diz: “Olharei, pois, para este, para o atribulado e para o contrito no espírito e que treme da minha palavra.” Também se aconselha aos cristãos: “Todos vós, porém, cingi-vos da humildade mental uns para com os outros, porque Deus se opõe aos soberbos, mas dá benignidade imerecida aos humildes. Humilhai-vos, portanto, sob a mão poderosa de Deus, para que ele vos enalteça no tempo devido.” “Deus opõe-se aos soberbos, mas dá benignidade imerecida aos humildes.” (1 Ped. 5:5, 6; Tia. 4:6) É evidente que a “humildade mental” deve ser usada como vestimenta, e constantemente: “Revestivos das ternas afeições de compaixão, benignidade, humildade mental, brandura e longanimidade.” (Col. 3:12) Nosso Líder, Cristo Jesus, é tal pessoa, pois ele mesmo disse a respeito de si mesmo que era “humilde de coração”. (Mat. 11:29) Deus preza tais humildes.
14. Qual e o propósito de Deus para com os ‘esmigalhados e humildes’?
14 Ao prezar os humildes, o objetivo de Jeová é fortalecer-lhes o coração e o espírito. “Pois assim disse o Enaltecido e Elevado, que reside para todo o sempre e cujo nome é santo: ‘No alto e no lugar santo é onde resido, também com o quebrantado e o humilde no espírito, para reavivar o espírito dos humildes e para reavivar o coração dos que estão sendo esmigalhados.”‘ (Isa. 57:15) Jeová remodelara os deformados e esmigalhados por causa das pressões de sua formação e de sua situação atual.
15. Que discriminação precisam fazer os humildes?
15 Assim como Jeová discrimina entre os humildes e os soberbos, assim os humildes precisam discriminar e distinguir entre a correta humildade cristã, necessária, e a falsa humildade, porque esta última não é realmente humildade mental, mas na realidade é presunção.
16. Que exame ajudará a fazer esta distinção correta?
16 Ajuda-se os humildes a fazer esta distinção por examinarem sua confiança em Jeová. Conhecemos o provérbio: “Confia em Jeová de todo o teu coração e não te estribes na tua própria compreensão. Nota-o [reconhece-o] em todos os teus caminhos, e ele mesmo endireitará as tuas veredas.” — Pro. 3:5, 6.
17. Que determinação fazem as Escrituras entre a humildade genuína e a humildade falsa?
17 Na sua carta aos cristãos em Colossos, o apóstolo Paulo ajuda-nos a distinguir entre a qualidade genuína de humildade e aquilo que talvez seja apenas mera obstinação. “Nenhum homem vos prive do prêmio, tendo ele deleite numa humildade fingida e numa forma de adoração dos anjos, ‘tomando pé nas’ coisas que viu, enfunado sem causa devida pela carnalidade de sua mente. Estas mesmas coisas, deveras, têm aparência de sabedoria numa forma de adoração imposta a si próprio e em humildade fingida . . . mas, não são de valor algum.” (Col. 2:18, 23) Os humildes precisam evitar ou eliminar a ‘carnalidade da mente’. Embora tais possam ter “aparência de sabedoria, não seria sabedoria verdadeira, nem modéstia, conforme acautela Provérbios 11:2: “Chegou a presunção? Então chegará a desonra; mas a sabedoria está com os modestos.” Os realmente modestos são sábios, não os que ‘se tornam discretos aos seus próprios olhos’. (Rom. 12:16) Certamente, isto dá aos humildes muitos motivos para reflexão, muito conselho divino para considerarem seriamente, a fim de que não ajam em harmonia com a terna afeição de Jeová e suas provisões amorosas, mas para que o façam também com confiança. “Os justos são como o leão novo que é confiante.” — Pro. 28:1.
18. Que duas conclusões podemos tirar deste artigo?
18 À base de tudo isso podemos concluir que qualquer um pode, em grande medida, cultivar a capacidade de cumprir qualquer tipo de tarefa de serviço com a ajuda de Jeová Deus. Podemos também concluir que Jeová preza os humildes e que ele os preparará para maiores privilégios de serviço, se apenas buscarem a Sua orientação e direção e se crerem na Sua palavra, aceitando os privilégios de serviço que se lhes oferecem.
19. Que ajuda e conselho há para os que confiam em si mesmos?
19 Em contraste com os que sentem certa medida de incapacidade e humildade, outros, por causa das circunstâncias, das realizações ou da formação, talvez tenham muita confiança em si mesmos. Estes também encontrarão na Palavra de Deus muito conselho útil para eles. Todos os do povo de Jeová são “ovelhas” de seu rebanho, e isto inclui os que têm privilégios e responsabilidades especiais na congregação do povo de Deus. Tomam-se dentre as ovelhas simbólicas pastores para conduzir e ajudar o rebanho, mas estes ainda assim precisam permanecer “ovelhas” do rebanho e precisam prestar atenção a si mesmos, para que não se tomem muito a sério e não fiquem arrogantes. Se forem arrogantes ou se tornarem assim, Jeová não poderá continuar a usá-los, porque não favorece os orgulhosos e soberbos. “Prestai atenção a vós mesmos e a todo o rebanho, entre o qual o espírito santo vos designou superintendentes para pastorear a congregação de Deus, que ele comprou com o sangue do seu próprio Filho.” — Atos 20:28.
20. Que bom exemplo deu Jesus aos seus seguidores?
20 “Seu próprio Filho”, sim, Jesus Cristo, não se estribou em si mesmo, mas disse: “O Filho não pode fazer nem uma única coisa de sua própria iniciativa, mas somente o que ele observa o Pai fazer. Porque as coisas que Este faz, estas o Filho faz também da mesma maneira.” (João 5:19) Os apóstolos devem ter-se sentido inferiores diante de Jesus, mas a humildade de Jesus e seu amor fizeram ressaltar as melhores qualidades deles. Todos os que ocupam cargos de responsabilidade na congregação do povo de Deus devem ser assim, quer dizer assim como Jesus foi na sua humildade e no seu amor, refletindo a terna afeição e a misericórdia de seu Pai.
21. Que conselho dão as Escrituras aos orgulhosos, e por quê?
21 Se as bênçãos e os privilégios de um homem o tiverem tornado orgulhoso, ele terá perdido a necessária qualidade da humildade da mente e do coração, e ele fracassará, se não mudar, “porque Deus se opõe aos soberbos”. (1 Ped. 5:5) “O orgulho vem antes da derrocada e o espírito soberbo antes do tropeço. Melhor e ser humilde em espírito com os mansos, do que repartir despojo com os que se enaltecem.” — Pro. 16:18, 19.
22. Qual é a atitude correta para com: (a) Aqueles em situação favorável e com habilidades? (b) Os que precisam de tempo e de treinamento para progredir?
22 É evidente a atitude de Deus para com os humildes e deve ser adotada por todos. Alguns dos que têm situação favorável e habilidades naturais fazem empenho e fazem bom progresso cristão. Este progresso é elogiável. Quem tiver tal capacidade, responsabilidade e privilégio deve reconhecer que outros não possuem tais coisas. Há outros que tiram proveito do treinamento e da operação do espírito de Jeová, e, com o tempo, progridem e recebem privilégios teocráticos adicionais. Isto é muito bom e mostra também o devido progresso cristão. Além disso, os muitos novos que há na congregação cristã ou os cuja situação ainda não lhes permitiu progredir precisam também ser encarados por nós do ponto de vista de Deus. Seria um raciocínio humano errado considerá-los como não importantes, a estes que estão pouco desenvolvidos. Deus interessa-se neles e pode usá-los de muitas maneiras valiosas, e ele faz isso.
23. (a) Quem deve ser ajudado, e por quem? (b) Em acordo com Tiago, o que observamos todos como sendo veraz?
23 Portanto, com tal conceito correto, ajudemo-nos mutuamente, tanto os humildes, como os outros. Isto inclui ajudar os que são literalmente crianças, ainda jovens em anos. Também os idosos e talvez doentios, e possivelmente até mesmo os que se sentem inferiores. Todos podem tirar proveito espiritual dos humildes que, ao agirem em harmonia com as provisões amorosas de Jeová, dão apoio e força à organização da congregação do povo de Jeová. Neste respeito são valiosas a associação congregacional e a associação pessoal, fazendo com que todos se apercebam da veracidade da afirmação bíblica de que “Deus formou o corpo, dando honra mais abundante à parte que tem falta”. (1 Cor. 12:24) Certamente, todos os servos de Jeová concordam com as observações do escritor bíblico Tiago, que disse: “Vistes o resultado que Jeová deu [a Jó], que Jeová é mui terno em afeição e é misericordioso.” — Tia. 5:11.
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Decisão juvenilA Sentinela — 1973 | 15 de agosto
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Decisão juvenil
QUE idade precisa alguém ter antes de poder fazer decisões corretas relacionadas com o que é direito? Acha que ter onze anos é ser jovem demais?
Numa grande assembléia das testemunhas de Jeová em Estugarda, na Alemanha, um ministro das Testemunhas relatou uma experiência que teve no começo de dezembro de 1966. Certo dia, um rapaz de onze anos, do seu bairro, bateu na sua porta e estava parado ali com um exemplar do compêndio bíblico Do Paraíso Perdido ao Paraíso Recuperado debaixo do braço. Quando o ministro perguntou o que o rapaz desejava, ele pediu um estudo bíblico à base deste compêndio. Sua irmã mais velha o havia estudado e o livro era agora dele, e decidira querer aprender a verdade da Bíblia.
E isto ele fez. Durante os próximos três anos, estudou regularmente com o ministro das Testemunhas. Daí, antes de atingir os quatorze anos de idade, tomou outra decisão. Na Alemanha, um menor pode legalmente abandonar a igreja à idade de quatorze anos, mesmo sem o consentimento dos pais. O rapaz decidiu que devia fazer isso, pois compreendia que a religião de sua família não se baseava na verdade bíblica.
O pai e a avó do rapaz ficaram surpresos com a sua decisão e se desagradaram dela. Eram proprietários duma floricultura, e boa parte do seu negócio envolvia a confecção de decorações florais para feriados religiosos. Apesar de várias advertências e pressões, ele permaneceu firme na sua decisão de usar de seu direito legal de abandonar a igreja.
Na assembléia, o ministro relatou a experiência salientando que o rapaz continuava a ser adorador zeloso de Deus: “Apesar de sua mocidade, travou uma boa ‘luta pela fé’ e está decidido a continuar com a ajuda do Criador e para a honra Dele.” Enquanto o rapaz permanecer sob a autoridade parental, terá de ser filho obediente em tudo o que não entrar em conflito direto com a Palavra de Deus. Mas, filho sábio é aquele que reconhece que, quando as ordens humanas entram em conflito com as de Deus, sua obrigações para com Deus vem em primeiro lugar. — Efé. 6:1; Atos 5:29; Ecl. 12:1.
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