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Corajosos em face de oposiçãoA Sentinela — 1972 | 1.° de agosto
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proscrita por lei, especialmente quando há ferrenha oposição da família. Isto foi sentido por quatro irmãs carnais que moravam numa aldeia da Hungria. Três das irmãs eram testemunhas cristãs de Jeová. A quarta tinha verdadeiro interesse na mensagem das testemunhas de Jeová, mas estava casada com um homem cujos parentes eram católicos resolutos.
Sempre que este homem visitava seus parentes, eles o incitavam contra as testemunhas de Jeová. Depois de uma destas visitas, ele disse à sua esposa que não suportaria muito mais a vergonha de se ter casado numa família que havia abandonado a boa religião católica. Numa outra ocasião, tirou uma corda do bolso e ameaçou suicidar-se. Em diversas outras ocasiões, quase que estrangulou a sua esposa, exigindo que abandonasse a sua religião. Esta situação difícil durou dois anos.
Durante todo este tempo, as irmãs na casa esforçavam-se a mostrar amor e paciência cristãos. Embora repetidas vezes repelidas procuravam apresentar a mensagem bíblica a este homem. Continuavam a orar para que a sua paciência e seu amor produzissem frutos.
Certa noite, este homem, após uma visita a seus pais, voltou para casa completamente enfurecido contra as testemunhas de Jeová. Com uma faca na mão, ficou de pé à beira da cama de sua esposa e de sua filhinha, dizendo: ‘Agora chegou o momento para todos nós morrermos.’ ‘Se Jeová o permitir’, disse a esposa calmamente, ‘então faça o que planejou fazer, mas não vamos renunciar à adoração verdadeira’. Daí entraram as outras irmãs. Elas começaram a orar em voz alta, invocando o nome de Jeová por ajuda. O homem baixou então devagar a mão com a faca. Depois de um tempo, começou a falar calmamente. Mostrou arrependimento do que havia acontecido reconhecendo que não sabia explicar por que agira assim.
Pouco depois, este homem teve de ir a outro lugar, por um tempo. Enviou muitas vezes cartas à sua esposa, pedindo o perdão dela e prometendo começar uma nova vida ao voltar. As promessas dele não foram apenas palavras. Começou a estudar a Bíblia. Por fim, ele e sua esposa foram batizados. Agora está ajudando outros a reconhecer que o modo de vida a que ele antes se opunha ferrenhamente é a adoração verdadeira.
ACEITAR A VERDADE BÍBLICA EXIGE CORAGEM
● Quando alguém tem profundo amor à justiça, pode tomar posição a favor da verdade bíblica apesar de provável adversidade. Isto se deu com um engenheiro na Alemanha Oriental. Numa reunião do partido comunista, ele disse aos colegas que iria renunciar como membro. Interrogado sobre o motivo, respondeu corajosamente que iria tornar-se testemunha de Jeová. Em vista disso, um funcionário influente se pôs de pé e gritou: ‘Terá de repetir isso perante o escritório distrital; eu cuidarei disso.’
Veio o dia da reunião do partido do escritório distrital, órgão do partido que tem maior influência do que a força policial. Mas o engenheiro e sua família estavam decididos a prosseguir no seu novo modo de vida apesar de tudo. No lugar da reunião, o engenheiro não viu o homem que havia iniciado a ação contra ele. Perguntando sobre isto a um vizinho, foi informado: ‘Ainda não sabe? Ele não virá. Perdeu o juízo e foi ontem internado num hospício.’ Quão grato ficou o engenheiro de não ter cedido diante da pressão duma possível adversidade!
Por certo, os que tomam sua posição a favor de Jeová Deus podem esperar uma bênção. Embora nem sempre a situação possa inverter-se, têm a profunda satisfação de saber que permaneceram fiéis ao Soberano supremo do universo. E é Ele quem pode recompensá-los de modo tão abundante, que seus sofrimentos não pareçam ser nada. Conforme escreveu o apóstolo Paulo a respeito da recompensa celestial: “Eu considero os sofrimentos da época atual como não importando em nada, em comparação com a glória que há de ser revelada em nós.” — Rom. 8:18.
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Coragem para vencer dificuldadesA Sentinela — 1972 | 1.° de agosto
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Coragem para vencer dificuldades
● Uma missionária das testemunhas de Jeová, em Buenos Aires, na Argentina, relata a respeito de seu trabalho nos tempos difíceis de há alguns anos atrás: “Havia [no grupo] diversas irmãs espanholas idosas que sempre nos esperavam na esquina da rua para a pregação de porta em porta. Uma delas tinha vista muito fraca, mas conseguia enxergar os números das casas e anotá-los sempre que deixava publicações. Outra padecia das pernas e não podia subir escadas, mas com a ajuda de pregadoras mais jovens, conseguíamos trabalhar o território e encontrar pessoas interessadas. Lembro-me de certa tarde muito quente de verão. Quando chegou a hora da reunião do grupo, pensei que certamente ninguém compareceria. Mas, fui até a esquina da rua, só para me certificar disso. Lá estavam as três pequenas irmãs idosas esperando por mim. Quanta coragem me dava estar na companhia delas e ver seu zelo!”
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