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LínguaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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abertamente que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai’. — Fil. 2:11; Isa. 45:23; Rom. 14:11.
Jeová descreve-se simbolicamente como tendo uma língua que usará em sua ira, “como um fogo devorador”. (Isa. 30:27) Em Pentecostes, quando Jesus Cristo derramou espírito santo sobre cerca de 120 discípulos reunidos numa sala de Jerusalém, isso foi audivelmente manifestado por falarem línguas diferentes, e visivelmente por meio duma língua como que de fogo, que pairava sobre cada um deles. — Atos 2:3, 4.
“Línguas”
O miraculoso dom de línguas acompanhou o derramamento do espírito de Deus em Pentecostes de 33 EC. Os aproximadamente 120 discípulos reunidos num sobrado (possivelmente perto do templo) foram, desta forma, habilitados a falar sobre as “coisas magníficas de Deus” nas línguas nativas dos judeus e prosélitos que tinham vindo de lugares distantes a Jerusalém para observar a festividade. Este cumprimento da profecia de Joel provava que Deus usava a nova congregação cristã e não mais a congregação judaica. A fim de receberem a dádiva gratuita do espírito santo, os judeus e os prosélitos tinham de se arrepender e ser batizados em nome de Jesus. — Atos 1:13-15; 2:1-47.
O dom de línguas provou-se muito útil para os cristãos do primeiro século ao pregarem àqueles que falavam outras línguas. Era, em realidade, um sinal para os descrentes. No entanto, Paulo, ao escrever à congregação cristã em Corinto, ordenou que, quando se reunissem, nem todos falassem em línguas, uma vez que os estranhos e os descrentes que entrassem e não entendessem o que diziam concluiriam que estavam loucos. Também recomendou que o falar em línguas ‘se limitasse a dois, ou, no máximo, três e por turnos’. No entanto, caso ninguém pudesse traduzir, então aquele que falava numa língua devia permanecer calado na congregação, falando para si mesmo e para Deus. (1 Cor. 14:22-33) Se não houvesse nenhuma tradução, o seu falar em determinada língua não resultaria na edificação de outros, pois ninguém daria ouvidos à sua linguagem, porque não teria sentido para os que não conseguiam entendê-la. — 1 Cor. 14:2, 4.
Caso a pessoa que falava numa língua não pudesse traduzir, então, ela não entendia o que ela mesma estava dizendo, nem os outros não familiarizados com essa língua ou linguagem. Assim sendo, Paulo incentivou os que tinham o dom de línguas a orar para que pudessem também traduzir, e, desta forma, edificar a todos os ouvintes. Do precedente pode-se facilmente depreender por que Paulo, sob inspiração, classificou o falar em línguas como um dom menor, e indicou que, numa congregação, ele antes preferiria falar cinco palavras com sua mente (entendimento) do que dez mil palavras numa língua. — 1 Cor. 14:11, 13-19.
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LINGUAGEM
Qualquer meio, vocal ou outro, através do qual se expressam ou se comunicam os sentimentos ou as idéias. Em geral, contudo, linguagem significa um conjunto de palavras e o método de combiná-las, conforme entendido por uma comunidade de pessoas. A palavra portuguesa “linguagem” provém do termo latino lingua, que significa “língua”. As palavras hebraica e grega para “língua” também significam “linguagem”. O termo hebraico para “lábio” é usado de modo similar.
ORIGEM DA LINGUAGEM (FALA)
O primeiro homem, Adão, foi criado já com um vocabulário, bem como dotado da habilidade de cunhar novas palavras e, assim, de expandir seu vocabulário. Sem um vocabulário dado por Deus, o homem recém-criado não poderia compreender as instruções verbais do seu Criador, da mesma forma como os animais irracionais não as entendem. (Gên. 1:27-30; 2:16-20; compare com 2 Pedro 2:12; Judas 10.) Assim, ao passo que somente o homem inteligente, dentre todas as criaturas da terra, possui a habilidade da verdadeira fala, a linguagem não se originou do homem, mas do Criador Todo-sábio do homem, Jeová Deus. — Compare com Êxodo 4:11, 12.
Sobre a origem da linguagem, o bem-conhecido lexicógrafo Ludwig Koehler escreveu: “Tem havido, especialmente em tempos passados, muita especulação quanto a como ’veio a existir’ a linguagem humana. Os escritores empenharam-se em explorar a ‘linguagem animal’. Pois os animais também conseguem expressar audivelmente, por meio de sons e grupos de sons, seus sentimentos e suas sensações, tais como o contentamento, o temor, a emoção, a ameaça, a ira, o desejo sexual e a satisfação em sua realização, e talvez muitas outras coisas. Não importa quão múltiplas sejam estas expressões [animais] . . . falta-lhes concepção e idéia, o domínio essencial da linguagem humana.” Depois de mostrar como os homens podem explorar o aspecto fisiológico da linguagem humana, ele acrescenta: “Mas o que realmente acontece na linguagem, como a centelha da percepção aviva o espírito da criança, ou da humanidade em geral, para se tornar a palavra falada, escapa de nossa compreensão. A linguagem humana é um segredo; é um dom divino, um milagre.” — Journal of Semitic Studies (Revista de Estudos Semíticos), Vol. I, N.° 1, janeiro de 1956, p. 11.
A linguagem já tinha sido usada por incontáveis eras, antes de o homem surgir no cenário universal. Jeová Deus se comunicava com seu Filho primogênito celeste e, evidentemente, empregava-o para comunicar-se com seus outros filhos espirituais. Assim sendo, tal Filho primogênito era chamado a “Palavra”. (João 1:1; Col. 1:15, 16; Rev. 3:14) O apóstolo Paulo fez uma referência inspirada às “línguas de homens e de anjos”. (1 Cor. 13:1) Jeová Deus fala a suas criaturas angélicas na ‘língua’ delas e elas ‘cumprem a Sua palavra’. (Sal. 103:20) Visto que Ele e seus filhos espirituais não dependem da atmosfera (que torna possível as ondas e as vibrações sonoras, necessárias à fala humana), a linguagem angélica se acha, obviamente, além da concepção ou alcance humanos. Para falar com os homens, como mensageiros de Deus, os anjos empregaram portanto a linguagem humana, e há mensagens angélicas registradas em hebraico (Gên. 22:15-18), aramaico (Dan. 7:23-27) e grego (Rev. 11:15), os textos citados tendo sido escritos em tais línguas, respectivamente.
MULTIPLICAÇÃO DAS LÍNGUAS HUMANAS
Segundo as academias lingüísticas, falam-se atualmente, através da terra, cerca de 3.000 línguas. Algumas destas são classificadas como línguas (idiomas) mesmo, outras são consideradas dialetos; algumas são faladas por centenas de milhões de pessoas, outras por menos de um milhar. Embora as idéias expressas e comunicadas sejam basicamente as mesmas, há milhares de modos de expressá-las. Somente a história da Bíblia explica a origem desta estranha diversidade nas comunicações humanas.
Até certo ponto depois do Dilúvio global, toda a humanidade “continuava a ter um só idioma [“língua”, PIB; literalmente, “lábio”] e um só grupo de palavras”. (Gên. 11:1) A Bíblia indica que a língua que mais tarde veio a ser chamada de “hebraico” era aquela “uma só língua”. (Veja Hebraico) Como se demonstrará, isto não significa que todas as demais línguas tenham provindo do hebraico, e sejam aparentadas a ele, mas que o hebraico precedeu a todas as outras línguas.
O relato de Gênesis descreve a unificação de certa parte da família humana pós-diluviana num projeto que se opunha à vontade de Deus, conforme expressa a Noé e seus filhos. (Gên. 9:1) Em vez de se espalharem e ‘encherem a terra’, determinaram centralizar a sociedade humana, concentrando sua residência num local que se tornou conhecido como as planícies de Sinear, na Mesopotâmia. Evidentemente, este local também deveria tornar-se um centro religioso, possuindo uma torre religiosa. — Gên. 11:2-4.
O Deus Onipotente fez com que o projeto presunçoso deles sofresse um revés, por desfazer sua unidade de ação, realizando isto por confundir sua linguagem comum. Isto tornou impossível qualquer trabalho coordenado em seu projeto, e resultou em serem espalhados para todas as partes do globo. A confusão de sua linguagem também impediria ou desaceleraria qualquer futuro progresso numa direção errada, numa direção de desafio a Deus, uma vez que tanto limitaria a capacidade da humanidade de combinar seus poderes intelectuais e físicos em projetos ambiciosos, como também tornaria difícil respaldar-se no conhecimento acumulado dos diferentes grupos lingüísticos formados — conhecimento este que não provinha de Deus, mas que fora obtido pela experiência e pela pesquisa humanas. (Compare com Eclesiastes 7:29; Deuteronômio 32:5.) Assim, ao passo que a confusão da fala humana introduziu um grande fator divisório na sociedade humana, ela realmente trouxe benefícios à sociedade humana por retardar a consecução de alvos perigosos e prejudiciais. (Gên. 11:5-9; compare com Isaias 8:9, 10.) Basta apenas a pessoa considerar certos acontecimentos em nossos próprios tempos, que resultaram do conhecimento secular acumulado e do emprego errôneo do mesmo por parte do homem, para se compreender o que Deus há muito previu que ocorreria, caso não fosse frustrado o esforço visado em Babel.
Como se realizou tal ‘confusão’?
A filologia, o estudo comparativo das línguas, geralmente classifica as línguas em diferentes “famílias”. A língua-mãe de cada família principal geralmente não foi identificada; muito menos existe qualquer evidência que aponte qualquer língua-mãe como sendo a fonte de todos os milhares de línguas agora faladas. Conforme observamos, o registro da Bíblia não diz que todas as línguas descenderam ou se ramificaram do hebraico. No que é comumente chamado de “Tabela das Nações” (Gênesis, capítulo 10), alistam-se os descendentes dos filhos de Noé: Sem, Cã e Jafé, e, em cada caso, eles são agrupados “segundo as suas famílias, segundo as suas línguas, nas suas terras, segundo as suas nações”. (Gên. 10:5, 20, 31, 32) Por conseguinte, parece que, quando Jeová Deus confundiu miraculosamente a linguagem humana, ele produziu, não dialetos do hebraico, mas várias línguas inteiramente novas, cada uma delas sendo capaz de expressar a plena extensão dos sentimentos e das idéias humanos.
Assim, depois de Deus ter confundido a linguagem deles, os edificadores em Babel não só não possuíam “um só grupo de palavras” (Gên. 11:1), um vocabulário comum; eles também não possuíam uma gramática comum, uma forma comum de expressar a relação entre as palavras. O professor S. R. Driver declara: “As línguas, no entanto, diferem não só na gramática e nas raízes, mas também . . . no modo em que as idéias são construídas numa sentença. As diferentes raças não pensam da mesma forma; e, por conseguinte, as formas assumidas pela sentença em diferentes línguas não são as mesmas.” [Dictionary of the Bible (Dicionário da Bíblia), de Hastings, Vol. IV, p. 791] Assim, diferentes línguas exigem bem diferentes padrões de idéias, tornando difícil que um aprendiz ‘pense naquela língua’. (Compare com 1 Coríntios 14:10, 11.) É também por isso que uma tradução literal de algo dito ou escrito numa língua desconhecida talvez pareça ilógico, não raro motivando as pessoas a afirmar: “Mas isso não faz sentido!” Assim, parece que, quando Jeová Deus confundiu a linguagem das pessoas em Babel, ele primeiramente apagou toda a memória da língua comum anterior delas, e então introduziu na mente delas não só novos vocabulários, mas também modificou seus padrões de pensamentos, produzindo novas gramáticas. — Compare com Isaías 33:19; Ezequiel 3:4-6.
Verificamos, à guisa de exemplo, que certas línguas são monossilábicas (compostas de palavras com apenas uma sílaba), tais como o chinês. Em contraste, os vocabulários de várias outras línguas se constituem mormente de aglutinações, isto é, da junção de palavras, como se dá com a palavra alemã Hausfriedensbrueh, que significa literalmente “rompimento da paz doméstica” ou, de modo mais compreensível para a mente dos que falam português, “invasão de domicílio”. Em algumas línguas a sintaxe, a ordem das palavras na sentença, é importantíssima; em outras, ela pouco importa. Assim, também, algumas línguas dispõem de muitas conjugações (ou formas verbais); outras, tais como o chinês, não têm nenhuma. Poderíamos citar incontáveis diferenças, cada uma exigindo um ajuste dos padrões mentais, amiúde com grande esforço.
Pelo que parece, as línguas originais que resultaram da intervenção divina em Babel produziram, com o decorrer do tempo, dialetos aparentados, e os dialetos com freqüência se transformaram em línguas separadas, seu parentesco com os dialetos-irmãos ou com a língua-mãe às vezes se tornando quase que indistinguível. Até mesmo os descendentes de Sem, que, pelo que parece, não figuravam entre a multidão de Babel, vieram a falar, não só o hebraico, mas também o aramaico, o acadiano e o árabe. Historicamente, vários fatores contribuíram para as alterações nas línguas: a separação, devido à distância ou a barreiras geográficas, a guerras ou a conquistas; o colapso das comunicações; e a imigração por parte daqueles que falavam outra língua. Graças a tais fatores, as principais línguas antigas se fragmentaram, certas línguas se fundiram parcialmente com outras, e algumas línguas desapareceram por completo, sendo substituídas pelas dos conquistadores invasores.
A pesquisa lingüistica supre evidência disso, em harmonia com a informação precedente. O professor de antropologia e lingüistica, G. L. Trager, afirma: “O conhecimento histórico sobre as línguas existentes remonta apenas a alguns milhares de anos.” (Encyclopaedia Britannica, ed. 1959, Vol. 13, pp. 698, 699) Um artigo de Science Illustrated (Ciência Ilustrada), de julho de 1948, declara: “As formas mais antigas de línguas conhecidas hoje eram muito mais difíceis do que seus descendentes modernos . . . o homem não parece ter começado com uma linguagem simples, e, gradualmente, a tornado mais complexa, antes, porém, parece ter-se apoderado de uma linguagem tremendamente intricada, em alguma época do passado não-registrado, e, gradualmente, a simplificado em formas modernas.” O lingüista dr. Mason também indica que “a idéia de que ‘selvagens’ falam uma série de grunhidos, e não conseguem expressar muitos conceitos ‘civilizados’, é muitíssimo errada”, e que “muitas das línguas dos povos iliteratos são muito mais complexas do que as modernas línguas européias”. [Science News Letter (Boletim de Notícias Cientificas), 3 de setembro de 1955] A evidência, assim, é contrária a qualquer origem ‘evolucionária’ da fala ou das línguas antigas.
A respeito do ponto focal de onde se espalharam as línguas antigas, Sir Henry Rawlinson, perito em línguas orientais, comentou: “Se nos guiássemos pela mera interseção das veredas lingüisticas, e de modo independente de toda referência ao registro bíblico, deveríamos ainda assim ser levados a nos fixar nas planícies de Sinear, como o foco de onde radiaram as diversas linhas.”
Entre as principais “famílias” alistadas pelos filólogos modernos acham-se as seguintes: indo-européia, semítica, camítica, negro-africana, sino-tibetana, japonesa e coreana, uraliana e altaica, dravídica, e malaio-polinésia. Há muitas línguas que ainda agora desafiam uma classificação. Dentre cada uma das principais famílias há muitas subdivisões ou famílias menores. Assim, a família indo-européia inclui a germânica (ou teutônica), a romance ou românicas (ou latim-romance), a balto-eslava, a indo-iraniana, a grega, a céltica, a albanesa e a armênia. A maioria destas famílias ou grupos menores, por sua vez, possui vários membros. As línguas românicas, por exemplo, abrangem o espanhol, o francês, o italiano, o português e o romeno.
NA CONGREGAÇÃO CRISTA
No dia de Pentecostes de 33 EC, o espírito santo foi derramado sobre os discípulos cristãos em Jerusalém, e eles subitamente começaram a falar em muitas línguas que jamais tinham estudado nem aprendido. Jeová Deus tinha demonstrado, em Babel, sua capacidade miraculosa de colocar na mente das pessoas diferentes vocabulários e diferentes gramáticas. Em Pentecostes, Ele o fez novamente, mas com uma grande diferença, pois os cristãos subitamente dotados do poder de falar novas línguas não olvidaram sua língua original, o hebraico. O espírito de Deus, nesse caso, cumpria também uma finalidade muito diferente, não a de confundir e espalhar, mas a de esclarecer e ajuntar pessoas de coração honesto numa união cristã. (Atos 2:1-21, 37-42) Dali em diante, o povo pactuado de Deus tornou-se um povo multilingüístico, mas a barreira criada pela diferença de línguas foi vencida, porque sua mente ficou cheia da língua comum ou mútua da verdade. (Efé. 4:25) Assim, a promessa feita em Sofonias 3:9 teve cumprimento quando Jeová Deus forneceu aos ‘povos a transformação para uma língua pura, para que todos eles invocassem o nome de Jeová, a fim de servi-lo ombro a ombro’. (Compare com Isaias 66:18; Zacarias 8:23; Revelação 7:4, 9, 10.) Para que isto ocorresse, deviam ‘todos falar de acordo’ e estar ‘aptamente unidos na mesma mente e na mesma maneira de pensar’. — 1 Cor. 1:10.
A ‘pureza’ da língua falada pela congregação cristã resultaria, também, de estar isenta de palavras que expressavam amargura maliciosa, ira, furor, gritaria e similar linguagem injuriosa, bem como de estar isenta de enganos, obscenidades e corrupções. (Efé. 4:29, 31; 1 Ped. 3:10) Os cristãos deveriam utilizar a linguagem no seu plano mais elevado, louvando seu Criador e edificando o próximo por meio de linguagem saudável, verídica, especialmente as boas novas sobre o reino de Deus. — Mat. 24:14; Tito 2:7, 8; Heb. 13:15; compare com Salmo 51:15; 109:30.
A Bíblia começou a ser escrita na língua hebraica, e partes dela foram posteriormente registradas em aramaico. Daí, no primeiro século da Era Comum, o restante das Escrituras Sagradas foi escrito no grego koiné, ou comum (embora Mateus, segundo se relata, escrevesse seu Evangelho primeiramente em hebraico). Já então se tinha feito também uma tradução das Escrituras Hebraicas para o grego. Chamada de Septuaginta, não era uma tradução inspirada, porém, mesmo assim, foi usada pelos escritores cristãos da Bíblia em numerosas citações. Da mesma forma, também, as Escrituras Gregas Cristãs, e, por fim, a Bíblia inteira, vieram a ser traduzidas para outras línguas, entre as primeiras delas estando o latim, o siríaco, o etíope, o árabe e o persa. Na época atual, a Bíblia — em todo ou em parte — acha-se disponível em mais de 1.700 línguas. Isto tem facilitado a proclamação das boas novas e, assim, tem contribuído para se transpor a barreira das divisões lingüísticas, com o intuito de unir pessoas de muitas terras na pura adoração de seu Criador.
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LINHO
Planta que se cultiva desde os tempos antigos, cujas fibras eram então, como são agora, comumente transformadas em linho. A própria planta pode atingir de 30 cm a 1,20 m de altura. A haste fina da planta, com suas folhas lineares verde-pálidas, só se ramifica no topo. Cada ramo ou raminho termina numa flor, de cinco pétalas, azul-escura ou pálida (raramente branca).
Quando o linho apresentava sua “cápsula” ou “estava em flor”, era época de sua colheita (Êxo. 9:31), o que era feito por ser puxado ou sachado. O linho era então secado. Provavelmente, as hastes de linho sobre o terraço da casa de Raabe, em Jericó, tinham sido deixadas ali para tal finalidade. — Jos. 2:6.
O solo baixo e aluvial, tão característico do Egito, segundo se afirma, é especialmente apropriado para o cultivo do linho. Mesmo hoje em dia o Egito se situa como o maior produtor de linho na África. No mundo antigo, este país era famoso por seu linho excelente. Assim, a praga, divinamente enviada, de saraiva, que destroçou o linho e a cevada, constituiu grave golpe contra a economia do Egito. (Êxo. 9:23, 31) Mais tarde, a declaração contra o Egito, registrada por Isaías (19:9), incluía os “que trabalham em linho cardado” entre os que ficariam envergonhados.
O TECIDO DE LINHO
Linho também é o nome dado ao fio ou ao tecido feito da planta chamada linho. (Êxo. 25:4; Juí. 15:14) Entre os hebreus, a maioria das roupas era feita de lã ou de linho. (Lev. 13:47; Pro. 31:13, 22; Osé. 2:5, 9) Outros itens feitos de linho incluíam cintos (Jer. 13:1) e velas navios. (Eze. 27:7) Os israelitas, embora evidentemente fabricassem seu próprio linho, também importavam linho do Egito. — Pro. 7:16.
A Lei proibia a mistura de dois materiais, significando, evidentemente, que dois tipos diferentes não deviam ser tecidos juntos, um na urdidura e outro na trama. (Deut. 22:11) Deus desejava que Israel fosse um povo especial, separado das outras nações, puro e santo para Ele. Neste sentido, tal proibição era semelhante ao arrolamento de certos animais como sendo “impuros”, e como não devendo ser comidos. Talvez houvesse outras considerações de sentido prático. Isto talvez impedisse a fraude e a tapeação por parte dos mercadores. Talvez também tenha resultado em maior durabilidade do tecido, evitando a dificuldade que surgiria na lavagem dum tecido, por exemplo, mescla de linho e de lã.
A qualidade do linho variava, conforme indicado pelas referências bíblicas ao “linho fino” e ao “tecido fino”. (Eze. 16:10; 27:16) Os ricos, os reis e os homens situados em altas posições governamentais vestiam linho de superior qualidade. (Gên. 41:42; 1 Crô. 15: 27;
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