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  • Integridade
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • (Pro. 29:10; Amós 5:10), a pessoa, doente ou sofrendo aflitiva adversidade, tem de ‘apegar-se à sua integridade’, como fez Jó, não importa o custo. — Jó 2:3.

      Tal proceder íntegro torna-se possível, não pela força moral pessoal, mas somente por meio de profunda fé e confiança em Jeová e em seu poder salvador. (Sal. 25:21) A promessa de Deus é de que Ele será um “escudo” e um “baluarte” que guarda o caminho dos que andam em integridade. (Pro. 2:6-8; 10:29; Sal. 41:12) Sua preocupação constante de granjear a aprovação de Jeová traz estabilidade à sua vida, habilitando-os a seguir em linha reta para seu objetivo. (Sal. 26:1-3; Pro. 11:5; 28:18) Embora, conforme Jó observou em perplexidade, o inculpe possa sofrer, devido ao governo do iníquo, e possa morrer junto com os iníquos, Jeová lhe assegura que está cônscio da vida do inculpe, e garante que a herança de tal pessoa perdurará, que seu futuro será pacífico e que ela entrará na posse do que é bom. (Jó 9:20-22; Sal. 37:18, 19, 37; 84:11; Pro. 28:10) Como no caso de Jó, o que torna alguém genuinamente valioso, merecedor de respeito, é ser ele um homem íntegro, em vez de sua riqueza. (Pro. 19:1; 28:6) Os filhos privilegiados em terem um pai assim devem ser considerados felizes (Pro. 20:7), recebendo esplêndido legado do exemplo da vida de seu pai, usufruindo um quinhão do bom nome dele e o respeito que ele granjeou.

      A INTEGRIDADE NAS ESCRITURAS GREGAS CRISTÃS

      Ao passo que nas Escrituras Gregas Cristãs não aparece nenhuma palavra exata para “integridade”, a ideia permeia toda esta parte da Bíblia. O Filho de Deus, Jesus Cristo, deu o exemplo mais excelente de integridade e de suprema confiança na força e nos cuidados de seu Pai celeste. Desta forma, foi ‘aperfeiçoado’ para seu cargo de sumo sacerdote, de Deus, bem como de rei ungido do Reino celeste, maior do que o de Davi. (Heb. 5:7-9; 4:15; 7:26-28; Atos 2:34, 35) A integridade acha-se abrangida no mandamento que Jesus destacou como sendo o maior de todos — o de amar a Jeová Deus de todo o coração, de toda a mente, de toda a alma e de toda a força. (Mat. 22:36-38) Sua injunção: “Concordemente, tendes de ser perfeitos, assim como o vosso Pai celestial é perfeito” (Mat. 5:48), também sublinhou a inteireza da devoção da pessoa à justiça. (Os termos gregos para perfeição transmitem a ideia do que foi ‘levado à conclusão’, e, assim, são um tanto similares em significado aos termos hebraicos já considerados.)

      Os ensinos de Jesus sublinhavam a pureza de coração, a singeleza de perspectiva e de intenção, a isenção de hipocrisia — todas estas sendo qualidades que caracterizam a integridade. (Mat. 5:8; 6:1-6, 16-18, 22, 23; Luc. 11: 34-36) O apóstolo Paulo mostrou a mesma preocupação que Davi e os servos anteriores de Deus haviam demonstrado com relação a ele se provar inculpe e sem defeito em seu ministério, isento de qualquer acusação de corrupção ou de inescrupulosidade em seus tratos com outros. — 2 Cor. 4:1, 2; 6:3-10; 8:20, 21; 1 Tes. 1:3-6.

      A perseverança numa comissão dada por Deus, em face de oposição, suportando privações e perseguição, e sofrendo por aderir a um proceder de devoção piedosa, também distinguiram Paulo e outros cristãos primitivos como pessoas íntegras. — Atos 5:27-41; 2 Cor. 11:23-27.

  • Intendente, Oficial
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • INTENDENTE, OFICIAL

      [Heb., sar menuhháhl. Possivelmente era o oficial encarregado das rações e dos suprimentos para as tropas. Uma tradução literal é “príncipe do lugar de descanso” e talvez significasse o encarregado da caravana do rei quando em campanha ou numa jornada. Seraías, como oficial intendente do Rei Zedequias, de Judá, acompanhou-o na viagem para Babilônia, no quarto ano do reinado de Zedequias, levando com ele a profecia escrita de Jeremias contra Babilônia. Depois de lê-la em voz alta naquela cidade, Seraías a lançou, amarrada a uma pedra, no Eufrates, como símbolo da futura queda de Babilônia, para jamais subir de novo. — Jer. 51:59-64.

  • Interpretação
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • INTERPRETAÇÃO

      Na Bíblia, um intérprete pode ser de dois tipos. Pode ser um tradutor, alguém que transmite o significado de palavras proferidas ou escritas em uma língua para pessoas que lêem ou falam outra língua, e pode fazer isto quer oralmente, quer por escrito. Por outro lado, um intérprete pode ser alguém que explica a profecia bíblica por dar a outros o sentido, o significado e o entendimento dos sonhos, das visões e das mensagens proféticas de origem divina.

      TRADUÇÃO

      A confusão da linguagem do homem durante a construção da Torre de Babel resultou em a família humana subitamente tornar-se uma raça multilíngüe. Isto, por sua vez, deu origem a uma nova profissão, a de intérprete ou tradutor. (Gên. 11:1-9) Cerca de cinco centúrias depois, a fim de ocultar sua identidade como primeiro-ministro do Egito, José utilizou um tradutor para interpretar para ele ao falar a seus irmãos hebreus na língua egípcia. (Gên. 42:23) A palavra hebraica luts — uma forma da qual é vertida “intérprete” neste texto — significa basicamente gaguejar ou imitar o modo de falar dum estrangeiro. A mesma palavra é algumas vezes traduzida ‘porta-voz’, quando se refere a um enviado versado numa língua estrangeira, como eram os “porta-vozes dos príncipes de Babilônia”, enviados para conversar com o Rei Ezequias, de Judá. — 2 Crô. 32:31.

      O dom de falar línguas estrangeiras era uma das manifestações do espírito santo de Deus, derramado sobre os fiéis discípulos de Cristo em Pentecostes de 33 E.C. Outrossim, não se tratava de repetição do que ocorrera na planície de Sinear, vinte e dois séculos antes. Pois, ao invés de substituir sua língua original por outra nova, estes discípulos retiveram sua língua materna e, ao mesmo tempo, conseguiram falar, na língua dos grupos de fala estrangeira, sobre as coisas magníficas de Deus. (Atos 2:1-11) Junto com tal habilidade de falar línguas diferentes, outros dons miraculosos do espírito foram concedidos aos membros da primitiva congregação cristã, incluindo o dom de traduzir de uma língua para outra. Deu-se também instrução aos cristãos sobre o uso correto deste dom. — 1 Cor. 12:4-10, 27-30; 14:5, 13-28.

      O exemplo mais notável de tradução de uma língua em outra é a tradução da Bíblia em muitíssimas línguas, tarefa monumental que tem consumido séculos. Atualmente, este Livro aparece, em todo ou em parte, em mais de 1.700 línguas. No entanto, nenhuma de tais traduções e nenhum de seus tradutores foi inspirado. Historicamente, tal trabalho de tradução remonta ao terceiro século A.E.C., quando se iniciou o trabalho na Versão Septuaginta, em que as inspiradas Escrituras Sagradas em hebraico e aramaico, os trinta e nove livros como são agora reconhecidos, foram vertidos para o grego koiné comum, a língua internacional daquela época.

      Os escritores bíblicos dos vinte e sete livros que constituem as Escrituras Gregas Cristãs, livros que concluíram o cânon da Bíblia, amiúde citaram as Escrituras Hebraicas. Pelo que parece, às vezes utilizavam a Septuaginta grega, em vez de traduzirem pessoalmente parte do texto hebraico das Escrituras. (Compare Salmo 40:6 [39:6, LXX] com Hebreus 10:5.) Outrossim, também faziam suas traduções um tanto livres, conforme observado pela comparação de Oséias 2:23 com Romanos 9:25. Um exemplo de paráfrase, em vez de uma tradução literal, pode ser observado por se comparar Deuteronômio 30:11-14 com Romanos 10:6-8.

      Estes escritores bíblicos muitas vezes traduziram os nomes de pessoas, os títulos, os lugares e as expressões, para o benefício de seus leitores. Definiram e deram o significado de nomes tais como Ceias, Barnabé, Tabita, Barjesus e Melquisedeque (João 1:42; Atos 4:36; 9:36; 13:6, 8; Heb. 7:1, 2), também o significado dos títulos Emanuel, Rabi e Messias (Mat. 1:23; João 1:38, 41), o significado de locais tais como Gólgota, Siloé e Salém (Mar. 15:22; João 9:7; Heb. 7:2), e as traduções dos termos “Tálitha cúmi” (“Talita cumi”, NM) e “Êli, Êli, láma sabachtháni” (“Eli, Eli, lama sabactâni”, NM). — Mar. 5:41; 15:34.

      A palavra grega hermeneúco significa “explicar, interpretar”. (João 1:42; 9:7; Heb. 7:2) É similar ao nome do deus grego, Hermes (Mercúrio), considerado pelos antigos mitologistas não só como o mensageiro, enviado e intérprete dos deuses, mas também como o padroeiro dos escritores, dos oradores e dos tradutores. Os pagãos em Listra chamaram a Paulo de “Hermes, visto que ele tomava a dianteira no falar”. (Atos 14:12) A palavra portuguesa “hermenêutica” refere-se à interpretação ou exegese. O prefixo metá subentende “uma mudança” e, assim, adicionado a hermeneúo, temos o vocábulo methermeneúo, palavra que também ocorre várias vezes na Bíblia. Significa mudar ou traduzir de uma língua para outra, e acha-se sempre na voz passiva, como em ‘quando traduzido’. — Mat. 1:23.

      INTERPRETAÇÃO DA PROFECIA

      Uma forma reforçada e intensificada de hermeneúo é diermeneúo, que significa explicar plenamente, interpretar plenamente, sendo usada, em referência quer à tradução de línguas, quer à interpretação de profecias, mas em qualquer dos sentidos, significa fazê-lo plenamente.

      Assim, diermeneúo foi a palavra que Lucas usou ao relatar como Jesus, na estrada para Emaús, junto com dois de seus discípulos, começou com os escritos de Moisés e dos profetas e “interpretou-lhes em todas as Escrituras as coisas referentes a si mesmo”. Os dois discípulos mais tarde contavam aos outros essa experiência, como Jesus ‘abriu plenamente as Escrituras’ para eles. — Luc. 24:13-15, 25-32.

      Duserméneutos possui significado oposto. Foi a palavra usada por Paulo e só se encontra em Hebreus 5:11, significando “difícil de interpretar”, isto é, “difícil de explicar”. — Veja Kingdom Interlinear Translation.

      Outro vocábulo grego traduzido interpretação é epílysis, do verbo que significa “soltar ou liberar”, assim, explicar ou solucionar. A verdadeira profecia não se deriva das opiniões ou interpretações expressas dos homens, mas, antes, origina-se de Deus. Por isso Pedro escreve: “Nenhuma profecia da Escritura procede de qualquer interpretação [epily’seos] particular . . . mas os homens falaram da parte de Deus, conforme eram movidos por espírito santo.” (2 Ped. 1:20, 21) Assim, as profecias bíblicas jamais foram produto de deduções e predições astutas dos homens, baseadas em sua análise pessoal dos eventos ou tendências humanas.

      O significado de algumas profecias era óbvio, assim sendo, não requeriam nenhuma interpretação, como no caso do profeta usado para predizer que os da Judéia ‘iriam para o cativeiro ao rei de Babilônia durante setenta anos’, ou que Babilônia se tornaria ‘um baldio desolado’. Naturalmente, o tempo do cumprimento nem sempre era conhecido, embora em alguns casos, também, fosse explicitamente declarado.

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