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  • Seqüestros — a vida na balança!
    Despertai! — 1975 | 8 de novembro
    • mas assassinadas a cada dia ao redor do globo. E o que dizer de miríades já mortos ou que agora são assassinados nas guerras desta geração? Tais vidas geralmente passam sem que haja sequer um sussurro.

      A política, o crime e o oportunismo moral tornaram a vida muito barata, ao passo que, paradoxalmente, as ameaças a certas vidas causam terrível furor. Como expressou certa pessoa: “As pessoas darão milhões para salvar uma vida, mas pouquíssimo para salvar milhões de vidas!” Não revela tal inversão de valores que há algo muito errado no sistema mundial de coisas que a produziu?

      É por isso que apenas a completa mudança global prometida por Deus poderá alterar o conceito de vida da humanidade, fazendo-o retornar ao equilíbrio. Tal mudança será necessariamente tão avassaladora que a Bíblia fala de uma “nova terra” depois dela, uma nova sociedade humana sob novos arranjos governamentais, quando a “terra anterior” e seu conceito barato da vida já terão ‘passado’. Então, o valor que o grande Dador da Vida atribui à vida prevalecerá — trazendo à realidade a condição há muito ansiada em que “não haverá mais morte”. — Rev. 21:1-5; 2 Ped. 3:13.

  • Uma língua radicalmente diferente
    Despertai! — 1975 | 8 de novembro
    • Uma língua radicalmente diferente

      Do correspondente de “Despertai!” em Hong Kong

      AO INVÉS de simplesmente aprender vinte e três letras, como no alfabeto português, que tal decorar milhares de caracteres ideográficos? Que tal escrever uma carta, não por datilografar a velocidades de cinqüenta ou oitenta palavras por minuto, mas por laboriosamente desenhar cada caráter à mão? Isto é parte de se aprender chinês, tanto escrito como falado.

      O chinês é, segundo se reputa, uma das mais antigas línguas do mundo, e talvez a mais difícil. A dificuldade reside mormente em que a língua chinesa não possui alfabeto. Antes, possui milhares de diferentes caracteres. Ao passo que um dicionário padrão para ginasianos contém apenas cerca de 10.000 caracteres, um dicionário pormenorizado contém mais de 40.000. No entanto, calcula-se em geral que, se uma pessoa souber de 3.000 a 4.000 caracteres, deveria poder ler razoavelmente bem publicações de interesse geral.

      Os caracteres são as unidades básicas ou símbolos da língua escrita e são todos monossilábicos. Ao passo que cada um tem seu próprio significado, dois ou mais caracteres podem ser combinados para formar novas palavras. Exemplificando: o caráter “ren” ([Artwork — caractere chinês]) sozinho significa “um humano”; combinado ao caráter “min” ([Artwork — caractere chinês]), a palavra resultante “ren mim” significa povo dum país. “Ren” também pode ser combinado com dois outros caracteres “jiann” (ver, [Artwork — caractere chinês]) e “jeng” (provar, [Artwork — caractere chinês]) formando a palavra “jiann jeng ren” ([Artwork — caracteres chineses]), que significa testemunha. Na linguagem falada atualmente, dois ou três caracteres separados usualmente são necessários para indicar um único conceito ou termo.

      A maioria dos caracteres chineses compõe-se de (1) o radical, que amiúde fornece indício do significado, e (2) a fonética, que dá a chave para a pronunciação. Por exemplo, o radical “coração” ([Artwork — caractere chinês] ou [Artwork — caractere chinês]) é encontrado em caracteres que expressam idéias, emoções, caraterísticas pessoais e coisas semelhantes. Há 214 radicais alistados na maioria dos dicionários, ao passo que o número de valores fonéticos varia segundo a preferência do erudito. Embora tais valores fonéticos fossem usados originalmente para indicar a pronúncia da palavra, devido às mudanças de pronúncia no decorrer dos anos, não são mais fidedignos. Assim, talvez verifique que dois caracteres com a mesma parte fonética não têm similaridade de forma alguma em sua pronúncia hodierna.

      A Escrita Chinesa

      Embora viva num país em que se usa outra língua, é bem possível que tenha visto a escrita chinesa em alguma parte, talvez em letreiros do lado de fora duma loja chinesa. Para o leitor, talvez pareçam riscos esquisitos. Aliás, vários caracteres eram, originalmente, desenhos ou pictogramas de coisas que representam, embora, hoje, não se possa ver a semelhança. Por exemplo, a palavra para sol era originalmente um círculo com uma linha curva atravessada ([Artwork — caractere chinês]), ao passo que a forma atual é um retângulo com um risco através do meio ([Artwork — caractere chinês]). O caráter para rio era originalmente três linhas curvas ([Artwork — caractere chinês]), obviamente representando os meneios das correntes, mas, agora, o caráter se tornou apenas três linhas retas. Às vezes dois caracteres escritos em proporção são combinados para formar novo caráter que represente idéias abstratas. Assim, o caráter para claridade ([Artwork — caractere chinês]) é formado pela combinação dos dois caracteres para o sol ([Artwork — caractere chinês]) e a lua ([Artwork — caractere chinês]). A palavra para “bem” ([Artwork — caractere chinês]) compõe-se dos caracteres para fêmea ([Artwork — caractere chinês]) e criança ([Artwork — caractere chinês]), assim revelando o alto conceito que os antigos chineses tinham pela vida familiar. Mas, a maioria dos caracteres são formados pela combinação dum radical com um valor fonético.

      Ao examinar os caracteres chineses, talvez note que se compõem de diferentes traços. Segundo W. Simon em seu livro How to Study and Write Chinese Characters (Como Estudar e Ler os Caracteres Chineses), há pelo menos quinze traços diferentes. O número de traços num caráter pode variar de apenas um até 35 ou mais.

      Usar um Dicionário Chinês

      Visto que, usualmente, tem-se pouca idéia de como uma palavra desconhecida deva ser pronunciada, a melhor forma de assegurar-se disso é consultar um dicionário, ao invés de adivinhar. Usam-se vários sistemas diferentes para ordenar os caracteres. O sistema mais popular coloca os caracteres de acordo com seus radicais e o número de traços. Assim, é preciso primeiro familiarizar-se cabalmente com a escrita dos caracteres e reconhecer os radicais.

      Os caracteres num dicionário são dispostos sob o radical que contêm e os radicais são dispostos segundo o número de traços, que podem ser de um a dezessete. Assim, precisa decidir primeiro qual dos 214 radicais está contido na palavra e então contar o número de traços no radical. Complicado? Bem, nem sempre é uma questão fácil encontrar o radical, assim, a maioria dos dicionários fornecem uma lista de caracteres dos radicais difíceis de encontrar. Estes são dispostos segundo o número de traços que contém.

      Outra dificuldade é que algumas palavras talvez contenham duas ou até mesmo três partes, cada uma das quais é um radical. Assim, depois de tentar em vão localizá-lo sob um grupo dum radical, tem de procurar sob outro grupo de radical. A questão de achar o radical correto torna-se ainda mais complicada pelo fato de que varia a posição do radical nos caracteres. Pode estar à direita, à esquerda, no alto, embaixo, ou até mesmo bem no meio.

      Uma vez ache o radical correto, então conta o número de traços no restante do caráter, visto que todos os caracteres que têm o mesmo radical são dispostos segundo o número de traços que contêm, excluindo-se os traços dos radicais. Isto fica ainda mais complicado quando um traço parece ser dois. Assim, pode-se ver prontamente que é bem trabalhoso procurar palavras num dicionário chinês.

      A Língua Falada

      Os estrangeiros que aprendem a falar chinês amiúde têm dificuldades com os chamados tons, que são inflexões da voz, servindo para diferençar uma palavra de outra. Na língua nacional da China, chamada mandarim, há quatro tons, a saber, o uniforme superior, o uniforme inferior, o de subida, o de partida, embora algumas autoridades adicionem um quinto, o de entrada.a Mas, no cantonês, dialeto falado em Cantão e em Hong Kong, há nove tons. A diferença entre um tom e outro é, usualmente, muito ínfima e difícil para o estudante estrangeiro distinguir. No entanto, a ligeira diferença na pronúncia às vezes pode significar um mundo de diferença de significado. Por exemplo, em mandarim, a palavra para “senhor” é “chu3”, ao passo que a palavra para “porco” é “chu1”. Assim, quando um estrangeiro deseja dizer “tien chu3” (senhor celeste, o termo com que os católicos chineses se referem a Deus), se não estiver seguro do tom correto, pode facilmente dizer “tien chu1” e se referir, ao invés, a um porco celeste, para grande surpresa ou divertimento do ouvinte chinês. Compreensivelmente, o estrangeiro que aprende a língua tem de manter seu senso de humor, para evitar o desânimo.

      Esta peculiaridade da língua chinesa — grande número de palavras com pronúncia muitíssimo similar ou idêntica — torna-a muito difícil de ser dominada pelos estrangeiros. Por exemplo, em mandarim há 69 palavras pronunciadas como i (breve), 7 das quais são em tom 1 (uniforme superior), 17 em tom 2 (uniforme inferior), 7 em tom 3 (subida) e 38 em tom 4 (partida). Ao passo que, em português, duas palavras de sentidos diferentes com pronúncia idêntica, tais como pêlo e pelo, poderiam ser consideradas excessões, em chinês são extremamente comuns. Assim, quando se ouve falar chinês, é preciso confiar grandemente no contexto para se decidir o significado das palavras usadas.

      Conforme esperado num grande país como a China, há dezenas de dialetos falados pelo povo em diferentes partes do país. Em algumas partes do país, especialmente no sul, um viajante talvez encontre diferentes dialetos nos povoados apenas a alguns quilômetros. Às vezes, até mesmo pessoas dos povoados vizinhos talvez tenham dificuldades em compreender umas às outras. Alguns dialetos são semelhantes uns aos outros, tais como os falados na China setentrional, ao passo que outros não são nem remotamente similares, tais como o dialeto cantonês e o dialeto de Xangai. Estes dois dialetos são inteiramente diferentes, não só em seu vocabulário, mas também na pronúncia dos vários caracteres usados na linguagem escrita. Também, algumas palavras de dialetos só são faladas, mas não têm forma escrita. Deveras, se não fosse pela linguagem escrita, as pessoas de diferentes partes da China teriam sérias dificuldades em entender umas às outras. Feliz e surpreendentemente, embora os chineses falem muitos dialetos amplamente diferentes, todos lêem uma só linguagem comum, o mandarim escrito. Com a exceção das pessoas que falam mandarim, todos os chineses falam de um jeito e escrevem de outro. Mas, se dois chineses não conseguem conversar um com o outro de modo compreensível, podem, pelo menos, comunicar-se por escrito.

      Esforços de Reforma

      Por ser o chinês uma língua tão difícil de aprender, especialmente para os estrangeiros, nos tempos modernos fazem-se esforços repetidos de simplificá-lo por vários métodos. Alguns advogam a simplificação dos caracteres, como a China comunista tem feito, de modo que possam ser aprendidos mais facilmente. No entanto, tal esforço não obteve de forma alguma o favor do governo nacionalista de Formosa, nem dos chineses mais velhos, de mente mais conservadora. Outros tentaram a romanização, a substituição dos caracteres por letras romanas. Os primeiros a fazer isto foram os missionários católicos que vieram para a China durante a Dinastia Ming (1368-1644 E.C.). Mas os livros que escreveram em letras romanizadas só foram usados pelos próprios missionários. No século 19, missionários da cristandade traduziram a Bíblia para vários dialetos, tais como os dialetos de Soochow, Xangai, Ningpo, Amoy e cantonês, em letras romanizadas. Em 1867, o erudito inglês T. F. Wade publicou seu próprio sistema de romanização, que tem sido amplamente usado pelos escritores de compêndios e dicionários chineses.

      Daí, em 1918, o governo chinês publicou um conjunto de quarenta símbolos fonéticos para ajudar os leitores a pronunciar corretamente os caracteres. Estes são impressos junto dos caracteres, ao invés de substituí-los. Este sistema fonético é usado simplesmente como ajuda para a pronúncia e não visa ocupar o lugar dos caracteres.

      Em 1934, um alfabeto chinês latinizado foi publicado. Era um sistema um tanto simples, sem se fazer qualquer tentativa de indicar os tons particulares das palavras. Em resultado, poderia facilmente causar confusão e não resultou ser muito popular junto ao povo. Desde então, foi completamente esquecido. A China comunista também tem feito tentativas de latinizar a língua chinesa, mas o assunto ainda se acha bem no estágio experimental.

      Perspectivas Futuras

      Embora se tenham feito esforços repetidos de simplificar a língua chinesa ou até mesmo mudar o estilo alfabético, até agora tais esforços não obtiveram grande êxito. Aquela peculiaridade da língua chinesa, já mencionada, de que possui tantas palavras de pronúncia muito similar ou até mesmo idêntica, por certo torna-a dificílima de ser expressa de forma clara e exata no estilo alfabético. Ademais, seria compreensivelmente uma formidável tarefa mudar a ampla quantidade de literatura clássica para a linguagem romanizada, para não se mencionar a tarefa de ensinar o novo método a 800.000.000 de pessoas! Isto talvez explique parcialmente por que o povo chinês ainda está contente de usar sua língua muito difícil e fazer com que seus filhos gastem muitas horas copiando, recitando e decorando os milhares de caracteres necessários à sua alfabetização.

      Olhando para as centenas de línguas faladas em diferentes partes da terra, a pessoa pode facilmente depreender como todas essas línguas diferentes têm sido uma força divisiva, impedindo a livre comunicação entre os habitantes da terra. Basta apenas viajar para um país estrangeiro sem se conhecer sua língua para compreender quão desvalida e frustrada a pessoa pode sentir-se quando não consegue entender o que as pessoas dizem e quando não é compreendida por elas.

      Nos interesses da livre comunicação entre todos os homens, por certo seria grande bênção se toda a humanidade falasse apenas uma língua comum. Mas, como poderia ser isso num mundo cada vez mais nacionalista e dividido?

      Felizmente, embora uma tarefa pareça estar além da habilidade de realização do homem, não é inexeqüível para o Criador da humanidade, Jeová Deus. Com efeito, é Sua vontade expressa que, no futuro bem próximo, toda a humanidade esteja unida sob o governo justo e perfeito do reino de Deus às mãos de seu Filho, Jesus Cristo. Daí, podemos razoavelmente esperar ver toda a humanidade falar uma só língua comum que possa expressar perfeitamente seus pensamentos e sentimentos.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Os diferentes tons são indicados quer pelo número do tom quer por sinais de tons. Há vários sistemas em uso. Por exemplo, um sistema de números de tons usa o número 1 para representar o tom uniforme superior, 2 para o uniforme inferior, 3 para o de subida, 4 para o de partida. Este é o sistema usado neste artigo.

      [Quadro na página 10]

      (Para o texto formatado, veja a publicação)

      CARACTERES CHINESES COM EQUIVALENTES ALFABÉTICOS E TRADUÇÃO EM PORTUGUÊS

      Yeh1 Ho2 Hua2 shih4 wo3 ti1

      Je- o- vá é meu

      muh4 jeh3, wo3 bih4 pu1 tsyh4

      pas- tor, (eu) nada

      chiue1 far2. — Shyh1 pian1 23:1.

      me faltará. — Salmo 23:1.

  • Eu era um guarda Palatino
    Despertai! — 1975 | 8 de novembro
    • Eu era um guarda Palatino

      TALVEZ jamais soubesse que o papa tem um exército. Mas, é verdade. Durante nove anos, servi nas forças militares do Vaticano como membro da Guarda de Honra Palatina.

      Naturalmente, o papa não tem um exército regular, como os papas costumavam ter. O Papa Júlio II, no início do século 16, costumava assumir pessoalmente o comando de seu exército e liderá-lo na batalha. Também, a Igreja Católica Romana, no passado, mantinha ordens religiosas militares. Sobre estas, The Catholic Encyclopedia afirma: “Tais ordens sobrepujavam, naquela coesão que é o ideal de toda organização militar, os mais famosos grupos de soldados selecionados que a história conheceu.” — 1911, Vol. X, página 307.

      Assim, não deveria surpreender a ninguém que o estado moderno da Cidade do Vaticano tivesse também uma milícia.

      Recente Organização Militar

      Dentre as quatro corporações armadas que o Vaticano mantinha nos anos recentes, a Guarda Suíça é provavelmente a mais conhecida. Desde 1505, quando o Papa Júlio II fez um tratado com os Suíços para lhe fornecerem constantemente 250 homens como seus guarda-costas, uma corporação de militares suíços serve ao papa. Em agosto de 1959, o Papa João XXIII reorganizou a corporação de modo a incluir vários oficiais, dois tamboreiros, um capelão, e setenta guardas.

      A Guarda Nobre, pelo que parece, certa vez gozava de ainda maior prestígio, visto que The Catholic Encyclopedia a chamava de a “mais distinta corporação do serviço militar papal”. Foi formada em 1801. Os Gendarmes Papais e a Guarda Palatina completavam as corporações de defesa do papa.

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