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  • Eusébio Pânfilo — transigente bispo de Cesaréia
    A Sentinela — 1960 | 15 de fevereiro
    • durante o primeiro trimestre do quarto século. No Concílio de Nicéia, ele ocupou o lugar à direita do Imperador Constantino, que presidiu ao Concílio, e ele fez o discurso de abertura em nome dos 318 bispos reunidos e em louvor do imperador que convocou a assembléia.b Eusébio estava plenamente de acordo com o objetivo de Constantino: restaurar entre os professos cristãos a união que manifestaram enquanto eram perseguidos, mas que então estava lamentavelmente desaparecendo no ambiente favorável da proteção de Constantino. Eusébio propôs o seu próprio credo, que realmente deixava de lado todas as questões envolvidas. Embora a maioria estivesse a favor deste credo, não se importavam seriamente qual fosse o credo, mas os extremistas não queriam ceder, e, por fim, foram os trinitaristas os vencedores.

      Com qual das facções simpatizava Eusébio? É bem evidente que favorecia os arianos; seu próprio credo transigente foi uma repulsa dos trinitaristas. De fato, anos antes ele tomara o lado de Ário nesta mesma questão. Outrossim, o pomo de discórdia era o termo grego homoousios, significando “que o Filho de Deus é da mesma essência ou substância do Pai”, termo que Eusébio evitou propositalmente. O que ele pensava do assunto pode ser visto das seguintes citações, conforme registradas pelo seu biógrafo, Valésio:

      “Assim como é indolência não investigar as verdades que admitem a investigação, assim é audácia pesquisar outras, cujo escrutínio é inconveniente. Que verdades devemos então investigar? As que encontramos registradas nas Escrituras. Mas não busquemos o que não encontramos registrado ali. Pois, se tivéssemos a obrigação de ter o conhecimento delas, o Espírito Santo, sem dúvida, as teria colocado ali . . . Não seja apagado nada do que se acha escrito . . . Fale-se o que está escrito, e a luta cessará.” Poderiam fazer-se outras citações de sentido similar.

      Contudo, apesar de tais convicções, o que fez Eusébio naquele Concílio de Nicéia? Ele aceitou finalmente o Credo ou Símbolo de Nicéia, que continha a mesma palavra homoousios à qual tanto se opusera. Fez isso porque Atanásio o convenceu? Ou para agradar a Constantino? Ou para fugir do desterro e da perseguição sofridos por Ário e pelos dois bispos que recusaram transigir?

      Embora só Deus possa ler o coração, todos os fatos subseqüentes indicam que Eusébio aceitou o Credo de Nicéia por diplomacia e não por princípio: Assim como Valésio notou, Eusébio permaneceu amigo fervoroso de Ário e inimigo ferrenho de Atanásio. A assinatura do credo não mudou evidentemente nem o seu coração nem o seu proceder — o que raras vezes ou nunca se dá num ato de conveniência.

      É também revelador o fato de que Eusébio, na sua Vida de Constantino, embora fazendo menção do Concílio de Nicéia, deixa de mencionar completamente a controvérsia sobre a trindade que houve ali. Por que deixou ele de mencionar o próprio ponto básico daquele evento? Por que não registrou ele nem mesmo quaisquer dos seus próprios discursos na assembléia, quanto à natureza de Cristo? Ele a declarou coroada de êxito por se ter concordado sobre a data da celebração da Páscoa! Estava ele recorrendo à ironia para mostrar o seu desprezo por toda esta questão da trindade?

      Talvez, porém, parece que mais coisas estavam envolvidas, pois na sua História Eclesiástica ele nem sequer menciona este Concílio; o que podia fazer somente por fazer a sua história parar no ano 324 E. C. Por que parar com a história da religião (professamente) cristã logo antes do evento mais importante dos últimos duzentos anos da história? Só se pode deduzir uma razão: ele não se orgulhava do papel que desempenhara naquele Concílio. Por isso deixou entregue a outros historiadores registrar as sessões dele, inclusive os seus próprios discursos e extensas explicações quanto às razões por que aceitou o Credo de Nicéia. Embora os trinitaristas, por causa deste fato, afirmem que Eusébio Pânfilo era um deles, não mudara no íntimo; Jerônimo tinha razão em chamá-lo de defensor inveterado do arianismo.

      Eusébio gozava dum conceito tão elevado perante Constantino, que este declarou que Eusébio podia ser bispo de quase todo o mundo. E quem batizou por fim a Constantino, pouco antes da morte deste, foi um amigo íntimo de Eusébio Pânfilo, a saber, Eusébio de Nicomedia, que estava ainda mais a favor do arianismo e que só assinou o Credo de Nicéia bem no fim. Não é, portanto, inconcebível que, se Eusébio Pânfilo, defensor tão ardente do conceito bíblico como Ário, tivesse tido a coragem de defender as suas convicções, o Concílio de Nicéia poderia ter-se decidido contra em vez de a favor da trindade, especialmente porque muitos dos bispos presentes não tinham opinião formada sobre o assunto.

      Mas, Eusébio Pânfilo preocupava-se mais com a diplomacia do que com os princípios, cora a obtenção da aprovação de Constantino, do que com a aprovação de Jeová Deus. Ele sacrificou a verdade a favor da conveniência. Portanto, precisa ser classificado com homens tais como Nicodemos, que só se atreveu dirigir-se a Jesus sob o manto da noite, e José de Arimatéia, “que era discipulo de Jesus, ainda que occulto por medo dos Judeus”. — João 3:1, 2; 19:38.

      Deveras, os fatos a respeito de Eusébio destacam a fraqueza bíblica e lógica do Credo de Nicéia. E não deixam dúvida de que Eusébio lamentou muitas vezes no íntimo a sua transigência no Concilio de Nicéia, sendo nisso um aviso para todos os cristãos: A punição de ter que viver com a consciência culpada deve fazer-nos sensíveis e alertas ao perigo da transigência.

  • Os clérigos e as Nações Unidas
    A Sentinela — 1960 | 15 de fevereiro
    • Os clérigos e as Nações Unidas

      Um editorial do Chronicle de Houston (Texas), por causa de sua natureza incomum, foi reimpresso no periódico Leader de Graham (Texas), na sua edição de 8 de novembro de 1958, sob o cabeçalho “Governo não É Negócio de Igreja”: “Na constituição do estado de Maryland há uma provisão que reza: ‘Nenhum ministro ou pregador do evangelho, ou de qualquer crença ou seita religiosa será elegível como senador ou deputado.’ Isto foi bem sàbiamente projetado, para preservar a separação entre igreja e estado: O precedente para esta atitude encontra-se na própria Bíblia, onde estão transcritas as palavras de Cristo admoestando os fariseus, quando estes tentaram tomá-lo de surpresa: ‘Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.’ Aqueles clérigos, membros do Congresso Internacional de Igrejas Cristãs, que se reuniram na semana passada em S. Luís [E. U. A.], fariam bem em reter na mente estas coisas. Embora alguns, neste congresso, expressassem forte desacordo, a grande maioria adotou uma resolução que propôs que o Congresso promulgasse uma lei que permitisse ao pagador individual de impostos dar até 2 por cento de seu imposto de renda às Nações Unidas, ao invés de aos Estados Unidos.”

      Outro texto bíblico que se poderia citar é o de Tiago 4:4: “Não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Aquelle, pois, que quizer ser amigo do mundo, constitue-se inimigo de Deus.”

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