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Derrota da opressãoDespertai! — 1975 | 8 de setembro
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declarou: “Na província de Quebec, as testemunhas de Jeová . . . sofreram zombarias, foram perseguidas e odiadas por nossa inteira sociedade; mas conseguiram, por meios legais, combater a igreja, o governo, a nação, a polícia e a opinião pública.”
O Professor Frank Scott, da Universidade McGill, em seu livro Civil Liberty and Canadian Federalism (A Liberdade Civil e o Federalismo Canadense), considera o caso Lamb v. Benoit: “O caso Lamb é simplesmente outro exemplo da ilegalidade policial, mas é parte do quadro surpreendente que tem sido exposto mui amiúde em Quebec nos anos recentes. A Srta. Lamb, outra das testemunhas de Jeová, foi presa ilegalmente, sendo detida no fim-de-semana sem qualquer acusação ser feita contra ela, não lhe sendo permitido telefonar a um advogado, e então lhe ofereceram a liberdade sob a condição de ela assinar um documento liberando a polícia de toda responsabilidade pelo modo em que a trataram. Quando se lê tal história, fica-se pensando em quantas outras vítimas inocentes têm sido tratadas semelhantemente pela polícia, mas não tiveram a coragem e o apoio de dar andamento ao assunto até a vitória final — neste caso, 12 anos e meio depois de ocorrer a prisão. Deveríamos ser gratos de que temos neste país algumas vítimas da opressão estatal que se erguem a favor de seus direitos. Sua vitória significa a vitória para todos nós.”
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Quebec progride: a revolução tranqüilaDespertai! — 1975 | 8 de setembro
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Quebec progride: a revolução tranqüila
EM QUESTÃO de seis meses depois da morte de Duplessis, em 1959, seu governo foi derrotado. Ramsay Cook disse, em seu livro Canada and the French Canadian Question (O Canadá e a Questão Franco-canadense): “A morte de Duplessis removeu a tampa que mantinha selados por mais de uma década os descontentamentos do Canadá francês. É duvidoso se até mesmo Duplessis poderia ter mantido a tampa por muito mais tempo, pois as forças operárias sociais e econômicas eram potentes demais.”
Escrevendo sobre estas condições, Pierre Elliott Trudeau (ele mesmo sendo católico) descreveu a necessidade de “livrar consciências instigadas por uma igreja clericalizada e obscurantista . . . livrando os homens esmagados por uma tradição autoritária e antiquada.” Ele indicou que nunca tinha havido muita liberdade em Quebec e acrescentou: “Por volta de 1960, parecia que a liberdade iria finalmente triunfar. . . . tanto assim que a geração que entrava na casa dos 20 anos em 1960 foi a primeira em nossa história a receber, como seu quinhão, a liberdade razoavelmente completa. O dogmatismo da Igreja e do Estado, da tradição, da nação, tinha sido derrotado.”
Momento Decisivo
A “mudança dos velhos modos” trouxe novos acontecimentos em muitos lados. O ano de 1960 assinalou um momento decisivo, um grande passo à frente, com tanta subitaneidade que é comumente mencionado como a “Revolução Tranqüila”.
Iniciou-se nova era de informações e de liberdade intelectual. A imprensa e os veículos noticiosos começaram a tratar da realidade da vida e de seus problemas, ao invés de torcerem tudo para a proteção do catolicismo e do status quo. Comentaram os sociólogos de Canadá 70: “O estabelecimento de um Departamento de Educação em 1964 significou o fim do controle da educação pela Igreja, e o advento da Revolução Tranqüila em 1960 acabou com os incríveis poderes políticos do clero.”
A Quebec da década de 1960 realmente começou a desfazer-se da velha imagem de domínio clerical e de isolacionismo. Começou a procurar alcançar o estilo de vida norte-americano, como se encontra no restante do Canadá e nos Estados Unidos.
Vários fatores da vida do século 20 contribuíram para a Revolução Tranqüila, a “sociedade em ação” de Quebec. Um deles foi o concílio do Vaticano, iniciado pelo Papa João XXIII. As mudanças na Igreja que se seguiram a este concílio tiveram influência inquietante sobre muitos católicos.
Ao invés do domínio católico total, o Star de Montreal apontou que agora “é conceito comum entre os intelectuais de Quebec que a Igreja é aquilo que sempre esteve errado com Quebec”.
As vitórias das testemunhas de Jeová no Supremo Tribunal do Canadá abriram nova era para o exercício das liberdades civis e de liberdade de imprensa em Quebec. A censura foi declarada inconstitucional. Os oradores públicos e os escritores não mais tinham medo de a mão pesada dum promotor público governamental ser usada para impedir o fluxo legítimo de informações.
Outra caraterística da vida canadiana que exerceu profundo impacto sobre Quebec foi o advento da televisão. Enquanto o habitante dum povoado só sabia aquilo que seu pároco lhe dizia, podia ser prontamente enganado a crer que estava sendo bem cuidado por seu guardião clerical. Mas, quando chegou a televisão, começou a ver como era o resto do mundo, e quão atrasadas realmente eram as comunidades controladas pelos católicos.
Embora a Revolução Tranqüila não tenha sido travada com armas, produziu imensas mudanças em Quebec. Mas, o que dizer da posição entrincheirada do catolicismo romano?
Declínio do Poder Católico
Os sociólogos de Canadá 70 apontam: ‘Era inevitável que a Igreja Católica algum dia tivesse de abandonar seu controle completo sobre o povo, e, em Quebec, a perda de poder da Igreja foi súbita e dramática.”
O Star de Montreal publicou o seguinte relato do escritor Ralph Surette: “O poder da Igreja Católica Romana em Quebec se desintegrara; a angústia e a indiferença por parte tanto dos leigos como dos clérigos revelam um estado de crise . . . A crise é conhecida. A comissão transmite assim como recebeu (e confirmou) o que é de conhecimento geral: que o comparecimento à missa caiu drasticamente, que os sacerdotes desistem, que muitas paróquias estão em dificuldades financeiras.”
O mesmo artigo aponta o impacto sobre o clero, dizendo: “O clericalismo como poder absoluto começou a sucumbir nesta época [1949], pavimentando o caminho para que o estado se tornasse a principal instituição na vida de Quebec na década de 1960. . . . Nos relativamente poucos anos, o sacerdote de Quebec perdeu ‘tanto sua condição social como sua assistência’.”
Tão graves se tornaram os problemas da Igreja Católica que, solicitada pelos bispos, uma comissão governamental, a Comissão Dumont, foi designada para investigar os “Leigos e a Igreja”. O relatório de 315 páginas da Comissão foi publicada em dezembro de 1971, e na maior parte confirmava o que as pessoas bem esclarecidas já sabiam: que a Igreja perdera a confiança do povo; que tanto os clérigos como os leigos estão abandonando a Igreja.
No que tange ao povo de Quebec, o conceito comum é amiúde expresso: ‘A Igreja já era.’
“Deixando a Igreja aos Montes”
Em última análise, a Igreja depende do apoio do povo. O Relatório Dumont conta o que aconteceu neste aspecto da vida católica: “Nos últimos dez anos, a prática religiosa decresceu rapidamente. É muitíssimo evidente entre os jovens, mas, o declínio atinge progressiva e mais quietamente as pessoas mais idosas.”
Exatamente quão rápido, é indicado em Relations, publicação de Montreal para sacerdotes, que declarou em março de 1974: Em dez anos, a assistência dominical à Igreja diminuiu de 65 por cento para 30 por cento; e, entre os jovens, entre os 15 e 35 anos, baixou para 12 por cento.
O Bispo Léo Blais, de Westmount, declarou publicamente que “os fiéis abandonam a igreja aos montes”.
Há também grave problema de substitutos no sacerdócio. Seminários para instrução sacerdotal foram fechados em Nicolet, Joliette, Rimouski e Sherbrooke. Os prédios estão sendo usados pelo governo para faculdades comunitárias e, em Nicolet, como escola de polícia.
As estatísticas relativas a candidatos ao sacerdócio são reveladoras. Mostra o Relatório Dumont: “O total anual de candidatos para as ordens sacras (sacerdotes e outros) em nossa Igreja, em 1946, era de mais de 2.000, mas, em 1970, era de pouco mais de cem.”
Relations declarou em março de 1974: “Em 1968, o recrutamento de sacerdotes começou a cair rapidamente . . . Muitos pastores abandonam o ministério. Ao mesmo tempo, o recrutamento de ministros atingiu um mínimo: 3 novos seminaristas este ano.” Isto para Montreal, diocese que afirma ter 1.700.000 católicos, mais de um terço dos membros da igreja na província.
O rol de membros das organizações católicas também decrescem rápido. A Liga do Sagrado Coração, que possuía 28.000 membros há dez anos, agora possui apenas 3.000.
À parte dos problemas espirituais e pessoais, há também em Quebec a dificuldade de simplesmente manter as igrejas. Muitas delas estão agora à beira da falência.
Várias igrejas bem-conhecidas na cidade de Montreal foram demolidas e os terrenos foram usados para outros fins. Uma delas é a Igreja de Notre-Dame d’Alexandrie, na Rua Amherst. Neste caso, o sacerdote, Benjamim Tremblay, ficou feliz de ver sua igreja ser destruída por uma equipe de demolição. Mas, por que ficou feliz?
Relatou-se publicamente que ele disse que a Igreja precisa ocupar-se agora com a vida social e econômica na área e que o novo centro ajudará a zona economicamente deprimida em que se localiza. Já dissera antes que seria melhor vender tais igrejas do que manter “elefantes brancos”. Onze grandes igrejas católicas fecharam em Montreal desde 1967, ao passo que outras estão programadas para ser vendidas ou ser demolidas.
Causas do Declínio Católico
O que aconteceu? O que levou ao dramático declínio do poder católico?
A falta de confiança na liderança católica levou a muita incerteza, e isto não se limita a Quebec. Andrew M. Greeley, crítico jesuíta da hierarquia dos EUA, comentou: “A honestidade me obriga a afirmar que eu creio que a presente liderança da igreja se acha moral, intelectual e religiosamente falida. Não dispomos dos líderes que possam comunicar a nós um senso de direção.”
Os sociólogos de Canadá 70 verificaram, na Igreja de Quebec, “enorme lacuna de credibilidade. A lacuna já atingiu tamanhas proporções que os leigos encontraram razão de suspeitar virtualmente de todos os movimentos no seio da hierarquia da igreja”.
O Bispo Léo Blais, já citado, também apontou para o clero. Segundo ele, alguns sacerdotes constituem atualmente fontes de confusão na Igreja em Montreal. O Bispo Blais sugere que é “nossa falta de disciplina e nossa desobediência que têm causado confusão nas suas mentes e levado muitos católicos a afastar-se”.
“Está Morta a Igreja?”
“Está Morta a Igreja?” é uma pergunta proposta numa manchete do jornal de língua francesa, La Patrie, de Montreal.
Em resposta, o sacerdote Hubert Falardeau disse que os papas e os bispos “esqueceram-se de que a igreja não era uma sociedade temporal, mas sim espiritual. Desejavam ter quantidades de membros, e não membros de qualidade. Para manter as pessoas na igreja era necessário ter preceitos. As pessoas não eram muito bem instruídas, assim, encheram-nas de preceitos. Todas essas coisas — dias de festa, as grandes cerimônias, foram usadas para atrair grandes números de pessoas”.
Explica ele ainda mais: “Há uma descristianização porque não havia nenhuma cristianização real. Quando a igreja começou, as pessoas eram batizadas quando adultas. Depois disso, pressupôs-se que todo mundo era cristão e batizavam-nas quando nasciam.”
Este sacerdote católico fala então sobre a necessidade de verdadeira cristianização, de batismo de adultos e da obra missionária entre as pessoas. Estas são práticas a que as testemunhas de Jeová aderem estritamente e que contribuíram marcantemente para o êxito de suas atividades. Ninguém precisa perguntar se as testemunhas de Jeová estão mortas; suas ações e sua dedicada obra missionária em todas as partes da terra constituem resposta, não em palavras, mas em ação!
As testemunhas de Jeová se empenham numa obra missionária popular de porta em porta, entre o povo de Quebec. Quando se perguntou à Testemunha, Everett Carlson, de Joliette, Quebec, o que ele observa entre as pessoas católicas que é responsável por sua atitude mudada para com a Igreja, disse ele: “Desde 1970, houve marcante mudança na atitude das pessoas. Têm menos receio de falar com as testemunhas de Jeová, de fazer perguntas e expressar-se sobre as mudanças ocorridas na Igreja. Admitem prontamente que o ensino alterado sobre o inferno de fogo, comer carne às sextas-feiras, e muitas outras coisas, deixou abalada a sua fé.”
Devia ser lembrado que, ao passo que a Igreja Romana perdeu tanto de seu poder quase soberano em Quebec, seria incorreto dar a impressão de que sumiu completamente de cena. Os mais jovens, em grande medida, retiraram seu apoio, mas a geração mais idosa tanto de clérigos como de leigos continua a dar à Igreja um número de seguidores nada insignificante. Os rituais e os hábitos custam a morrer.
Outrossim, houve rápidas mudanças em Quebec, entre 1960 e 1974. A Revolução Tranqüila levou a muitos acontecimentos úteis.
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Nova era de liberdade em QuebecDespertai! — 1975 | 8 de setembro
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Nova era de liberdade em Quebec
O QUE veria se fosse visitar Quebec hoje?
Observaria uma sociedade bem parecida ao restante da América do Norte. Já desapareceram o temor e a opressão que pairavam como uma mortalha sobre o povo durante o período de domínio católico total. Podem fazer suas próprias decisões quanto à instrução, ao trabalho, ao planejamento familiar e a religião, não mais preocupados quanto à aprovação do sacerdote.
O governo assumiu o controle e melhorou a instrução desde 1964. O impulso da educação agora é para o treinamento comercial e técnico, ao invés de em teologia e filosofia. Abrem-se cada vez maiores oportunidades para os jovens franco-canadenses entrarem para o mundo comercial e industrial.
A imprensa e outros veículos noticiosos estão livres para pesquisar as questões do dia e publicar suas descobertas. O quebecano hodierno tem mais conhecimento e está melhor informado do que nunca. A opinião pública educada exige melhor governo.
As minorias, tais como as testemunhas de Jeová, e outras, estão tão livres nos dias de hoje em Quebec como em qualquer outra parte. Há uma atmosfera inteiramente nova de liberdade intelectual que jamais foi conhecida antes da “Revolução Tranqüila”.
Quebec saiu da noite do atraso para o mundo moderno, dando grande salto à frente. Ao passo que muitas condições melhoraram em razão destas mudanças, no que tange aos assuntos seculares da vida, todavia, há outra importante necessidade humana que tem de ser considerada!
O Vácuo Religioso: Quem Pode Preenchê-lo?
Qualquer remoção súbita do âmago duma sociedade deixa um espaço vazio. Assim, o que aconteceu em Quebec, depois do súbito declínio do poder da Igreja Católica?
O escritor Ralph Surette, do Star de Montreal, comenta: “A Igreja Católica tem estado no âmago da sociedade franco-canadiana por 300 anos . . . O que acontece quando se desvanece esse tipo de poder? . . . a angústia e a indiferença por parte tanto dos leigos como dos clérigos surgiram no lugar onde antes estava firme a Igreja.”
Assim, quem ou o que pode preencher este vácuo religioso? Quem está pronto a suprir a necessidade do povo quanto ao conforto espiritual e a instrução bíblica? A maioria das religiões no Canadá, nos tempos passados, tiveram receio de expandir-se em Quebec, temendo a dominante hierarquia católica. Como resultado, não estão equipadas para preencher as necessidades religiosas que agora existem.
No entanto, há uma exceção notável! Nos últimos cinqüenta anos, as testemunhas de Jeová continuaram sem falhar, nos tempos bons e maus, a mostrar sua amorosa preocupação com o povo franco-canadiano. Ofereceram instrução bíblica e conforto espiritual a todos que os desejassem. As testemunhas de Jeová acham-se solidamente estabelecidas em Quebec, tendo agora 130 congregações e mais de 7.000 pessoas que participam ativamente em fornecer instrução bíblica. Estão prontas e são capazes de preencher o vácuo religioso. Mas, podem merecer a confiança do povo?
Granjearam Respeito e Confiança
Tornou-se agora muitíssimo evidente que a oposição contra as testemunhas de Jeová anteriormente manifesta entre o povo de Quebec era causada pelas más informações patrocinadas pelos líderes clericais e políticos daquela época. No ínterim, o povo ficou familiarizado com as testemunhas de Jeová em primeira mão e agora adotou um conceito inteiramente diferente.
Um colunista franco-canadense, André Rufiange, escrevendo em Le Journal de Montreal, de 30 de julho de 1973, disse: “Duplessis deve ter-se virado em seu túmulo, ele que tratou as testemunhas de Jeová como espantalhos e que nos convencera, na escola naquele tempo, que eram uma seita de malfeitores . . . Eu não sou Testemunha. Mas, sou testemunha do fato de que as Testemunhas dão testemunho da eficiência e do comportamento correto. . . . Realmente são ótimas pessoas. Se fossem as únicas pessoas no mundo, não teríamos que, à noite, passar o ferrolho em nossas portas e ligar o alarme contra arrombadores.”
As testemunhas de Jeová e sua prática pacífica da instrução bíblica nos lares das pessoas são agora partes bem-reconhecidas e aceitas do cenário de Quebec. Não raro as donas-de-casa lhes perguntam: ‘A Igreja desapareceu. O que acontecerá em seguida? Daqui, para onde iremos?’ Tendo perdido a confiança na Igreja que os dominou há muito, muitos quebecanos voltam-se agora para as testemunhas de Jeová como sendo as únicas pessoas seriamente interessadas em seus problemas pessoais e suas necessidades religiosas.
Sua organização cresce numericamente, bem como em qualidade e madureza. Na última década, as testemunhas de Jeová patrocinaram uma escola de língua francesa em Montreal que já deu treinamento básico em francês para mais de 1.200 pessoas, que se mudaram de outras partes do Canadá para servir onde havia mais necessidade naquela parte do campo.
Adicionalmente, no verão setentrional de 1974, as testemunhas de Jeová lançaram uma tradução da Bíblia em francês moderno, disponível por uma soma ao alcance de todos. Tem-se feito todo o possível para o encorajamento espiritual do povo de Quebec. As testemunhas de Jeová amiúde observam quanto apreciam trabalhar entre tais pessoas interessantes e estimulantes.
Confirmando que granjearam respeito, Georges Bherer, escritor de Le Soleil, da cidade de Quebec, publicou suas observações depois de comparecer ali à assembléia “Propósito Divino”, em agosto de 1974: “As testemunhas de Jeová experimentaram estonteante aumento na província de Quebec nos últimos anos. . . .
“Para a testemunha de Jeová, a religião é um modo dé vida, e não uma coleção de cerimônias. Dando ênfase à honestidade e à pureza moral, pregam que Cristo é realmente o Filho de Deus e que toda esperança de vida futura depende da fé que a pessoa exerça nele. Crêem que no futuro bem próximo, em nossa própria geração, o reino de Deus destruirá o atual sistema ruim.”
O êxito e a efetividade da obra das testemunhas de Jeová em Quebec contribuíram por si mesmos para o respeito e a confiança do povo de Quebec. O jornal de Montreal, Le Petit Journal, de 28 de julho de 1974, apontou expressamente o declínio religioso de um lado e o progresso do outro, declarando: “Enquanto as religiões tradicionais declinam aos poucos, suas igrejas e seus templos ficando cada vez mais vazios, as Testemunhas de Jeová passam por um aumento constante em membros e até mesmo obtêm antigos prédios de igrejas e outras propriedades novas para ajuntarem ali os seus novos membros.
“Ao passo que, em 1945, só tinham 356 membros [em Quebec], somavam cerca de 7.000 por toda a província em 1974 divididos em 120 congregações que alcançavam 125 cidades.
“Em 1973, as testemunhas de Jeová viram seus números crescerem 22 por cento. Por causa deste grande aumento de testemunhas na área de Quebec, vários salões e igrejas foram comprados para servir de locais de reuniões. A mais importante compra dum prédio no distrito de Montreal é o salão de danças de Dorémi, em Saint Luc, que pode acomodar 1.800 pessoas.” A propriedade em Saint Luc, Quebec, tornou-se o Salão de Assembléias das testemunhas de Jeová.
A cidade de Joliette, Quebec, costumava ser um centro do catolicismo romano. Imenso seminário era um dos mais dominantes prédios da cidade. Missionários das testemunhas de Jeová foram expulsos de lá pelas turbas católicas em 1949. — Veja Despertai!, em inglês de 8 de abril de 1950.
Agora há uma congregação ativa das testemunhas de Jeová em Joliette, com excelente Salão do Reino em uma das principais avenidas. No ínterim, o seminário foi comprado pelo governo e se transformou numa escola da comunidade. Este antigo seminário foi usado já duas vezes pelas testemunhas de Jeová para suas assembléias de circuito semestrais.
Roland Gagnon era um comerciante de Joliette que, em 1949, fez parte duma turba que expulsou as testemunhas de Jeová da cidade. Atualmente é membro da congregação Joliette das testemunhas de Jeová.
Agora que conhecem melhor as testemunhas de Jeová, muitas das pessoas franco-canadenses naturalmente amigáveis e vivazes mudaram, e mostram sua confiança e respeito por aceitarem as encorajadoras informações bíblicas que lhes são oferecidas.
Mas, como esse ensino influi na vida daqueles que o aceitam?
As Pessoas São Ajudadas
São muitas as pressões deste mundo instável. Os problemas são universais, mas, especialmente a juventude precisa de ajuda. Esta está sendo provida pelas testemunhas de Jeová. A seguinte manchete do La Patrie de Montreal, de 28 de julho de 1974, focaliza parte do bom trabalho que está sendo feito: “JOVENS HIPPIES TOXICÔMANOS SALVOS PELAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ.
O artigo explica como quatro jovens, ex-toxicômanos, três homens e uma mulher, tornaram-se testemunhas de Jeová, limparam suas pessoas, bem como suas práticas morais. Foram publicadas fotos mostrando qual sua aparência antes e depois de se tornarem testemunhas de Jeová. As fotos de “antes” mostravam jovens cabeludos, desalinhados; as de “depois” mostravam quatro jovens limpos.
O artigo, do repórter Andrée Le Bel, comenta: “Seu estilo de vida mudou grandemente porque afirmam que, por fim, encontraram um propósito na vida, a que possam devotar todas as suas energias . . . Todas as testemunhas de Jeová concordam que praticar os princípios bíblicos na vida diária aprimora a conduta moral e a qualidade da vida.”
Outro rapaz, católico, de Montreal, permitira que sua vida fosse tragada pelos jogos de azar. “Certa noite, quando estava nas corridas de cavalo, meu cunhado e sua esposa visitaram a minha casa e deixaram dois exemplares do livro A Verdade Que Conduz à Vida Eterna com minha esposa”, escreve ele. “Quando cheguei em casa, ela explicou o que aprendera sobre o fim deste sistema de coisas estar muito perto e que aqueles que não tomam posição ao lado de Jeová serão destruídos. Ela sugeriu que eu lesse o pequeno livro azul, que estava aberto na página 94. Ela conseguiu me interessar, porque eu estava realmente transtornado com o modo em que vivia, e sabia que tinha de mudar. Minha consciência me incomodava tanto que não conseguia dormir de noite.
“Li o livrinho no dia seguinte, e nessa noite pedi a meu cunhado que estudasse comigo. Agora, sinto-me feliz de estar
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