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  • Abalada por dentro a igreja Argentina
    Despertai! — 1971 | 22 de agosto
    • e onde possivelmente se encontrava provocaram grandes indagações e convulsões sociais no país durante aquela época. O movimento do Terceiro Mundo foi acusado de estar ligado aos assassinos de Aramburu.

      Daí, o que realmente acendeu o pavio em muitos níveis oficiais foi quando os sacerdotes Hernán Benítez e Carlos Mujica oficialmente compareceram ao enterro de dois homens mortos e que eram suspeitos de ser os assassinos de Aramburu, e que foram mortos numa escaramuça com a polícia. No ofício religioso, os sacerdotes falaram muito bem dos dois homens mortos. Mujica os chamou de “meus irmãos” e os exaltou quais exemplos para os jovens seguirem em lutar para alcançar “uma sociedade justa”. Dois outros sacerdotes se achavam presentes no ofício.

      Em resultado, os sacerdotes Benítez e Mujica foram presos e acusados de propagar doutrinas sediciosas e de exaltar o crime político. Mais tarde foram soltos por falta de evidência. Mas, fulminante editorial em La Prensa disse: “Dizer, a respeito daqueles procurados pela justiça por seqüestro e assassinato . . . ‘que este sacrifício serve de exemplo para o povo’ é instigar o povo à violência e ao crime, desejando representar os atos mais abomináveis como plausíveis e meritórios. Esta perigosa provocação é chamada de tolerância ou louvor ao crime.” O jornal acrescentou: “A surpresa leva ao choque quando tais louvores partem daqueles que abraçaram a carreira religiosa a fim de transmitir paz às almas, inculcar a justiça e pregar amor ao próximo.”

      Ao passo que alguns ficaram inclinados a dizer que o inteiro movimento do Terceiro Mundo não deve ser julgado pelos atos de alguns de seus membros, outros acharam que seria difícil pensar de outra forma. Por quê? Porque seu principal porta-voz e outros sacerdotes insistem em associar-se com uma organização de guerrilha que afirma orgulhosamente ter sido responsável pelos assassinatos a sangue frio.

      Tudo isto resultou numa crise no seio da igreja aqui. Uma divisão seriíssima se deu nas fileiras clericais. O Monsenhor Aramburu reconheceu isto, pois, numa carta ao clero do país, afirmou: “Não é razoável nem oportuno, quando a tempestade externa se abate contra a casa, que também se erga um movimento interno . . . abalando seus alicerces.” Com efeito, disse que antes já havia muitas forças dilacerando a igreja pelo lado de fora, mas, agora, havia poderosas forças dentro da própria igreja que também a dilaceravam, abalando a igreja em seus próprios fundamentos.

      Quando as autoridades governamentais tentaram fazer com que a hierarquia da igreja punisse e suspendesse os sacerdotes rebeldes do Terceiro Mundo, a alta cúria parece ter decidido não fazê-lo, à base de que isso significaria ‘dividir a igreja em duas’. Mas, isso parece que já aconteceu mesmo.

      Reação do Povo Argentino

      Qual é a reação do católico argentino mediano a tudo isso?

      Muito antes da atual crise, muitos católicos se desassociaram do clero. Agora a alienação é ainda maior para avolumantes números de pessoas. Alguns afirmam: “Sou católico, mas do meu jeito.” Outros declaram: “Sou católico, mas acho que não preciso freqüentar a igreja.” Ainda outros afirmam: “Sou católico, mas nada tenho a ver com os padres.”

      Certa senhora visitada pelas testemunhas de Jeová lhes disse: “Sinto-me muito ofendida com a igreja. Sou de uma tradicional família católica. Minha mãe morreu de modo estranho; jamais conseguimos realmente estabelecer a causa de sua morte. Por causa disso, não conseguimos um padre para vir e dar a bênção no enterro dela, apesar de ela ter sido uma pessoa irrepreensível. No entanto, dois sacerdotes proeminentes compareceram ao enterro de dois terroristas e os citaram como exemplos para os jovens. Depois disso, acho que não mais vou pôr os pés dentro duma igreja católica.

      Esta mesma senhora tem uma tia que é freira. Esta freira é idosa e comentou com sua sobrinha que se sentia “muito deprimida por causa da atitude das pessoas para com o clero”. Ela também acha que esta hostilidade se tornou mais aguda nos últimos anos, como se demonstra nos mínimos pormenores. Por exemplo, ela agora nota que dificilmente alguém lhe oferece um lugar quando ela viaja num transporte público, nem sendo ela uma mulher, nem por ser idosa, nem por ser freira, enquanto que, há anos atrás, era uma raridade uma freira viajar de pé. Ela também se queixou: “Está ficando quase que insuportável ser identificada com o clero católico.”

      Naturalmente, muitos argentinos ainda freqüentam a igreja e a apóiam. Mas, é cada vez maior o número dos que não o fazem. E crescente número expressa a disposição de falar sobre a Bíblia com as testemunhas de Jeová quando elas visitam as pessoas em sua obra educacional bíblica. Muitos agora escutam com atenção e apreciam os cursos bíblicos gratuitos em seus lares que as testemunhas de Jeová dão como serviço público.

      Sem dúvida, a igreja católica se acha em grandes dificuldades aqui na Argentina. Tais dificuldades refletem os problemas mundiais que a igreja tem. Em toda a parte, suas doutrinas, seus métodos de organização, e suas atitudes para com as questões governamentais e sociais estão sendo questionadas. Não só isto surge do lado de fora, de não-católicos, mas, agora, dilacera a igreja do lado de dentro, por parte de seu próprio clero e povo.

  • Como os camelos vencem o calor
    Despertai! — 1971 | 22 de agosto
    • Como os camelos vencem o calor

      O professor de fisiologia Knut Schmidt-Nielsen realizou um estudo dos camelos no Deserto do Saara. Suas descobertas revelam como o camelo, projetado maravilhosamente pelo Criador, pode suportar o extremo calor de seu ambiente.

      “No calor ardente do deserto um objeto inanimado tal como uma rocha pode atingir uma temperatura de mais de 65 graus C. Um camelo em tal ambiente, como o homem, mantém uma temperatura tolerável do corpo por suar. Mas, enquanto a temperatura do homem permanece praticamente constante à medida que o dia esquenta, a temperatura do camelo aumenta devagar para cerca de 40,6 graus. Ao aumentar a temperatura do camelo, o animal sua muito pouco; só quando sua temperatura atinge 40,6 graus é que sua profusamente. A elevada temperatura do camelo também diminui sua absorção de calor, o que naturalmente depende da diferença entre a temperatura de seu corpo e a do ambiente.

      “O camelo abaixa a carga de calor em seu corpo ainda mais por deixar que sua temperatura caia abaixo do normal durante a noite fria do deserto. Ao amanhecer, sua temperatura talvez tenha baixado até a 33,9 graus. Assim, passará uma boa parte do dia até que o corpo do animal se aqueça a 40,6 graus e tenha de começar a suar. Um resultado de sua flexível temperatura corporal, o camelo sua pouco, exceto durante as horas mais quentes do dia, sendo que um homem no mesmo ambiente perspira quase que do nascer do sol ao pôr-do-sol. . . .

      “O camelo emprega isolação de pelo de camelo para baixar sua carga de calor ainda mais. Mesmo durante o verão, quando o camelo perde grande parte de sua lã, ele retém uma camada de vários centímetros de grossura em suas costas onde o sol incide. Quando tosquiamos a lã de um de nossos camelos, verificamos que o animal tosquiado produzia 60 por cento mais suor do que um não-tosquiado. . . .

      “A corcova do camelo também ajuda indiretamente a diminuir a carga de calor no animal. Quase todos os mamíferos possuem uma reserva de alimento em forma de gordura, mas na maioria deles a gordura se acha distribuída de modo eqüitativamente uniforme pelo corpo, pouco abaixo da pele. Por ter sua gordura concentrada em um só lugar, falta ao camelo a isolação entre seu corpo e sua pele, onde ocorre o esfriamento evaporativo. A ausência de isolação facilita o fluxo de calor para fora, assim como a lã isoladora diminui o fluxo de calor para dentro.”

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