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Cuide de seu dinheiroDespertai! — 1980 | 22 de setembro
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Os donos dos supermercados sabem que as probabilidades de lucro dum supermercado dependem de seu êxito em estimular tais compras por impulso. Leland J. Gordon e Stewart M. Lee afirmam em Economics for Consumers (Economia Para Consumidores): “A tendência das consumidoras de comprar por impulso é explorada pelos vendedores, para seu proveito. A compra por impulso aumenta quando os homens fazem as compras, e sobe vertiginosamente quando os filhos os acompanham. Cônscia das armadilhas das compras por impulso, a compradora cuidadosa compra o que está em sua lista, e nada mais.”
Outros Meios de Economizar
Muitos artifícios são empregados pelos supermercados com as embalagens, e com alimentos já preparados. Outrora, quando se comprava um quilo de açúcar, ou de arroz, estes eram pesados na sua frente, e os levava para casa. Agora, vêm em embalagens, que podem ser enganosas. Algumas caixas grandes não estão totalmente cheias. Um frasco de creme de mãos foi projetado para parecer maior que o frasco da marca competidora que contém o dobro do produto. Uma embalagem talvez pareça oferecer-lhe mais, quando, em realidade, estará obtendo menos.
Uma solução simples é comparar as coisas. Leia o peso antes de comprar tal embalagem.
Legumes preparados são vendidos em embalagens convenientes, e queijos em fatias. Mas a pessoa paga — às vezes mais do que pensa — por tal conveniência. Os alimentos preparados não só custam mais; possuem menos valor nutritivo do que se espera. Suplementos, dilatadores e até mesmo água substituíram alguns dos nutrientes nos alimentos preparados.
A regra é simples: Quanto mais preparativos especiais forem feitos em seus alimentos, tanto menos provavelmente conseguirá em troca de seu dinheiro.
Como Proteger-se
O comprador cuidadoso leva a sério sua
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A religião e seu dinheiroDespertai! — 1980 | 22 de setembro
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A religião e seu dinheiro
As pessoas doam muito dinheiro às causas religiosas. Nos Estados Unidos tais donativos atingem cerca de US$ 18 bilhões (Cr$ 990 bilhões) por ano.
Grande parte desse dinheiro, sem dúvida, é usado para os fins tencionados. Mas estão todos satisfeitos com o modo como são usadas suas contribuições aos grupos religiosos? Numa carta enviada ao “National Catholic Reporter” (Repórter Nacional Católico), certo senhor escreveu recentemente: “Desde quando era um jovem adolescente, tenho tido completa fé e confiança nestas organizações.” Mas “agora”, continuou, “minha fé e confiança foram abaladas”.
Este senhor ficou desiludido com os escândalos que envolviam fundos doados. Mencionou a Cidade dos Meninos do Padre Flanagan. Também os Padres Palotinos, que levantaram milhões de dólares por meio de maciços apelos por correspondência, para ajudar a crianças abandonadas e famintas em outros países. Mas o chefe dessa ordem monástica teve de declarar-se culpado, no tribunal, diante de “apropriação indébita e fraudulenta” dos fundos. Tal senhor também se referiu à investigação dos Padres Paulinos por terem alegadamente esbanjado até US$ 20 milhões num alto estilo de vida e péssimas aventuras com imóveis.
Os evangelistas protestantes utilizam apelos no rádio e na televisão para atrair anualmente muitos milhões de dólares, nos EUA, dos ouvintes de casa. Os evangelistas talvez ofereçam no programa um item religioso grátis de pequeno valor. Mas, “uma vez tenha escrito, seu nome é colocado no computador”, afirma a revista “Presbyterian Survey” (Pesquisa Presbiteriana), e será bombardeado de cartas que solicitam dinheiro.
Um ex-dirigente de programas de rádio dos Batistas do Sul explica que grande parte do dinheiro é usado para alugar mais horários de transmissão, a fim de se conseguir mais dinheiro para comprar mais horários de transmissão. E visto que os evangelistas estão “sob contínuo escrutínio por parte dos [agentes da receita federal] afirma, podem “criar uma universidade e colocar-se como presidente, [de modo que] possam pagar a si mesmos grandes somas sem o escrutínio da Receita Federal”.
É elogiável quando alguém contribui para ajudar outros. E, por certo, nem todo apelo é fraudulento. Mas, evidentemente, é sábio pensar duas vezes antes de contribuir, mesmo quando tal apelo é feito em nome da religião.
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