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  • O Papa não é infalível
    A Sentinela — 1969 | 15 de janeiro
    • O Papa não é infalível

      NÃO foi senão no Concílio do Vaticano de 1870 que o chefe da Igreja Católica Romana na Cidade do Vaticano foi declarado infalível quando fala oficialmente qual chefe da igreja sobre a fé e a moral. Mas, os fatos provam que não é infalível. Até muitos líderes da igreja católica argumentaram tal ponto durante o debate de um mês sobre a infalibilidade no Concílio do Vaticano de 1870.

      Newman da Inglaterra, que mais tarde tornou-se cardeal, bem como o Arcebispo Kenrick de S. Louis, EUA, opuseram-se à infalibilidade papal. Também se opôs a ela o Bispo Strossmayer, da principal universidade croata e o Bispo Hefele da Alemanha, para se mencionar alguns. O Bispo Hefele declarou que buscara provas da infalibilidade papal durante trinta anos e não conseguira achá-las.

      A declaração de infalibilidade se baseia na suposição de que o apóstolo Pedro foi escolhido por Jesus Cristo para ser o alicerce da igreja cristã e que os papas são seus legítimos sucessores. O livro The Holy See at Work (A Santa Sé em Operação), de Peter Canisius Van Lierde, que era Sacristão Papal e Vigário-Geral do Papa para a Cidade do Vaticano, declara, na página 55: “Nosso Senhor determinou o objeto da fé e da moral, o incomparável tesouro que Ele transmitiu à Igreja para a elevação, a vida espiritual e a felicidade dos homens. Este patrimônio é de tal importância à humanidade que Cristo desejou confiar a sua preservação através dos séculos à assistência do Espírito Santo, que confere infalibilidade a Pedro e seus sucessores.” Esta suposição básica está errada, e, por conseguinte, a conclusão tirada da mesma, de que o Papa é infalível, está errada. Considere os fatos.

      PEDRO NÃO É O CHEFE DA IGREJA

      Ao invés de apoiar a alegação de que Jesus Cristo fez de Pedro o chefe da igreja cristã, as Santas Escrituras mostram que Jesus Cristo manteve para si tal posição, não a dando a ninguém. Muitos anos depois da ressurreição de Jesus, escreveu o apóstolo Paulo, segundo a Tradução do Centro Bíblico Católico: “Cristo é o chefe da Igreja.” (Efé. 5:23) Não há evidência alguma nas Escrituras de que Pedro fosse o chefe da igreja. Que ele não o era se torna claro pelo registro do primeiro concílio da igreja, realizado em Jerusalém por volta de 49 E. C. Ao invés de presidir tal concílio, Pedro falou ao mesmo, como o fizeram Barnabé e Paulo, mas foi Tiago quem resumiu o assunto sob consideração e fez a recomendação que foi seguida pelo concílio. — Atos 15:6-29.

      Não foi Pedro quem escreveu a maioria das cartas de instrução sobre a fé e a moral para a igreja primitiva. Apenas duas foram por ele escritas, mas quatorze foram escritas pelo apóstolo Paulo. Que o apóstolo Paulo não considerava Pedro como o chefe divinamente designado da igreja salta aos olhos do que declara em Gálatas 2:9 (CBC): “Tiago, Cefas e João, que são considerados as colunas, . . . deram as mãos a mim e a Barnabé em sinal de pleno acordo.” Assim, Cefas ou Pedro não foi reconhecido por Paulo, que recebera o espírito santo, como sendo o alicerce e chefe da igreja, mas apenas como sendo um daqueles que “são considerados as colunas” dela. Mais tarde, reprovou com franqueza a Pedro por ações inapropriadas para um apóstolo. — Gál. 2:11-14.

      Mas, talvez diga, o que dizer da declaração de Jesus em Mateus 16:18 (CBC), onde se lê: “Eu te declaro: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”? A suposição de que Pedro seja o alicerce rochoso a que Jesus se referia está errada. O próprio Pedro testifica quanto a quem é tal alicerce quando afirma, em 1 Pedro 2:4-8 (CBC), que a congregação se constitui de “pedras vivas . . . edifício espiritual, um sacerdócio santo”. Daí, refere-se a Jesus Cristo como “a pedra que os edificadores rejeitaram”, “uma pedra de tropeço, uma pedra de escândalo. Nela tropeçam porque não obedecem a palavra”. Assim Pedro confessa abertamente que o Senhor Jesus Cristo é aquela rocha ou pedra angular de alicerce em que é construída a igreja.

      Quando Jesus reconheceu a fé que Pedro possuía, disse que construiria sua igreja, não sobre Pedro, mas sobre ele mesmo, aquele que Pedro acabara de confessar que era o Filho do Deus vivo. Isto se harmoniza com Efésios 2:20 (CBC), que chama a Cristo de “pedra angular”. Visto que Pedro não era a fundação nem o chefe da igreja, não poderia ter quaisquer sucessores. Por conseguinte, o Papa não dispõe de base de peso para sua pretensão de primazia e infalibilidade.

      OS PAPAS ERRAM

      Por meio de proclamação oficial, o Papa Pio XII declarou o dogma de que Maria, depois de terminar sua carreira, “foi recebida de corpo e alma na glória celeste”. Mas, esta declaração está em contradição direta com as Escrituras inspiradas e, portanto, está errada. As Escrituras declaram explicitamente que nenhum corpo carnal pode entrar na glória celeste, e isto está de acordo com o arrazoamento são, que nos diz que os corpos humanos carnais foram feitos para a vida na terra, sob a sua camada atmosférica, e não para o domínio das criaturas espirituais. Com boa razão, então, as Escrituras pontificam em 1 Coríntios 15:44, 45, 50 (CBC) com respeito à ressurreição dos membros da igreja de Cristo: É “semeado corpo animal, ressuscita corpo espiritual. Se há um corpo animal, também há um espiritual. Como está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente; o segundo Adão é espírito vivificante. O que afirmo, irmãos, é que a carne e o sangue não podem participar do reino de Deus.”

      O Papa Pio IX declarou oficialmente que Maria “foi preservada livre de toda mancha do pecado original”. Isto, também, é um erro que colide com a Palavra da verdade de Deus. Uma declaração inspirada, que foi escrita mais de vinte anos depois de Jesus ascender ao céu, declara: “Por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim a morte passou a todo o gênero humano, porque todos pecaram.” (Rom. 5:12, CBC) Nenhuma exceção é feita a Maria. Depois de Jesus nascer, ela até mesmo apresentou uma oferta pelo pecado em relação com a sua purificação. (Luc. 2:22-24; Lev. 12:8) Semelhante a todos os demais descendentes de Adão, Maria nasceu em pecado, e nenhum escritor bíblico diz outra coisa. Falando pelos seguidores de Cristo, sendo Maria um deles, declara o apóstolo João: “Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós” — 1 João 1:8, CBC.

      Quando examinamos os fatos, torna-se claro que a afirmação de infalibilidade do Papa é uma patente falsidade destinada a desencaminhar as pessoas que nela confiam. A respeito dos líderes religiosos que enganam outros, declara a Bíblia: “Porque tais homens são falsos apóstolos, trabalhadores fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo.” (2 Cor. 11:13) Conforme Jesus avisou de antemão, há grave perigo em se seguir cegamente a orientação de tais homens. — Mat. 15:14.

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1969 | 15 de janeiro
    • Perguntas dos Leitores

      • Qual é a ação bíblica a tomar quando se espera que o cristão fique de pé ou se curve diante de um juiz ou regente, ou que use alguma forma exaltada de tratamento para com tal pessoa? — H. A., África.

      Deus encoraja os cristãos a mostrar respeito aos regentes civis ou às pessoas dotadas de autoridade. Com relação a tais autoridades superiores, o apóstolo Paulo escreveu sob inspiração: “Rendei a todos o que lhes é devido, . . . a quem exigir temor, tal temor; a quem exigir honra, tal honra.” (Rom. 13:1, 7) Paulo também escreveu que se podia fazer intercessão “com respeito a reis e a todos os em altos postos”. (1 Tim. 2:1, 2) A forma costumeira de se esperar que sejam prestados esta honra e este respeito varia de lugar em lugar. Talvez inclua curvar-se perante o regente, prostrar-se ao solo diante dele, levantar-se quando ele entra numa sala ou usar alguma forma especial de tratamento. Em tais casos, o costume local exige que o cristão mostre respeito à posição oficial de tal homem, a seu cargo.

      Há precedentes bíblicos para se mostrar certo grau de respeito por se assumir algum porte especial. Jacó se curvou sete vezes ao se encontrar com Esaú. (Gên. 33:3) O patriarca Abraão se curvou perante os nativos pagãos de Canaã, os filhos de Hete. (Gên. 23:7, 12) Quando Jesus estava na terra, ele, como Rei designado de Jeová, permitia que pessoas lhe prestassem homenagem. (Mat. 8:2; 9:18) Visto que tais ações não envolviam real adoração de uma criatura humana, eram permitidas quais demonstrações de respeito. — Êxo. 34:14; Mat. 4:10.

      Há também exemplos bíblicos que mostram como se prestava de forma oral a honra às pessoas dotadas de autoridade. Paulo se referiu ao governador romano Festo como “Excelência, Festo”. (Atos 26:25) Tanto os servos de Deus como os pagãos usavam expressões tais como: ‘Que o rei viva por tempo indefinido’, indicando o desejo de que o regente tivesse vida longa. — 1 Reis 1:31; Dan. 3:9.

      Não obstante, esta questão de se prestar honra às autoridades humanas tem limites. Os cristãos têm de lembrar-se de que somente Jeová merece a adoração deles. (Êxo. 20:3-5; Sal. 100:3) Uma lei que Jeová destacou há muito é que a adoração não deve ser dada às coisas criadas, inclusive aos humanos, pois isso seria idolatria. Paulo e Barnabé sabiam disso, de maneira que, quando os homens de Listra começaram a tratá-los como deuses, eles lhes imploraram: “Por que estais fazendo estas coisas? Nós também somos humanos, tendo os mesmos padecimentos que vós.” (Atos 14:11-15) Quando prostrar-se diante de humano é feito em atitude de adoração, é errado! Por isso, quando Cornélio fez tal coisa, Pedro não iria permiti-la, e disse: “Levanta-te; eu mesmo também sou homem.” (Atos 10:25, 26) Seria errado realizar atos de adoração até mesmo para com um anjo, conforme indicado a João quando ele se deixou tomar de emoção e estava prestes a perder seu equilíbrio espiritual e adorar um anjo. — Rev. 19:10; 22:8, 9.

      Estes exemplos precisam ser retidos na mente quando se trata de dar honra a um chefe tribal, um juiz ou a uma autoridade civil. Biblicamente, seria errado atribuir a tais humanos os poderes de um deus. (Atos 12:22, 23) Quanto a qualquer caso específico, as pessoas envolvidas têm de decidir se o costumeiro respeito ao cargo de alguém dotado de autoridade está sendo exigido, ou se as palavras e ações esperadas equivalem à adoração religiosa ou violam a injunção: “Fugi da idolatria.” (1 Cor. 10:14) Se certo regente não estiver nem sequer presente e forem exigidas palavras ou atos de adulação quando apenas sua fotografia é exposta ou para saudar outras pessoas, isso seria idolatrá-lo. — 1 João 5:21.

      O proceder dos cristãos primitivos é de interesse neste particular. Como já temos visto, Paulo mostrava o devido respeito a Festo. Também, muito embora o César reinante de modo algum vivesse

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